Entertainment Weekly (11.07.08)

Stephenie Meyer: Dentro da Saga 'Twilight'
Cinco anos atrás, ela era uma dona de casa Mórmon de 29 anos. Agora, ela está prestes a publicar o tão esperado final de sua série Best-seller. Um papo pessoal com a mulher que pode ser a próxima J.K. Rowling.


Em um dia de março, em Oregon, o sol está tão brilhante quanto em uma manhã na Califórnia. Essa é uma ótima notícia para a população local, mas uma péssima se você é um vampiro. Durante duas semanas, Twilight, a adaptação cinematográfica de 37 milhões de dólares do best seller de Stephenie Meyer, está sendo filmada em Portland – locação escolhida, em parte, porque o céu geralmente está nublado. Vampiros, no universo de Meyer, podem sair durante o dia, mas tem que ficar longe da luz do sol. Conseqüentemente, hoje é um problema. A diretora Catherine Hardwicke (Reis de Dogtown) teve que descartar uma cena externa, e devido ao clima de amanhã, que parece que vai estar assim também, ela está sendo forçada a gravar uma intensa cena romântica entre os dois jovens atores."Nós estávamos construindo um quarto em 24 horas,” disse Catherine mais tarde. “Estávamos transpirando”.

Fãs estão transpirando também. Desde Harry Potter não teve uma adaptação para o cinema que estivesse gerando tanto entusiasmo – ou tanta ansiedade. O filme vai ser bastante fiel ao livro: A bela, porém esquisita Bella (Kristen Stewart), de 17 anos, se muda para uma pequena cidade no noroeste (perto do Pacífico) e se apaixona por Edward (Robert Pattinson), um vampiro de arrasar o coração. Edward também se apaixona por Bella, mas o desejo dele por ela mal consegue controlar o seu instinto de devorá-la. É essa combinação de paixão e perigo, é claro, que envolve esse romance adolescente com um épico e amor predestinado. As garotas que ficaram malucas com o livro estão acompanhando tudo online. Duas garotas da fundação Make a Wish até pediram papéis extras. “Você não pode inventar isso,” diz Catherine. Com fãs assim, toda Hollywood deveria estar brigando pelos direitos do filme. Na verdade, o filme quase não aconteceu.

Em abril de 2004, a Paramount’s MTV Films escolheu Twilight, mas depois fez um script que deixava a semelhança com o livro chata. (Tinha óculos de visão noturna e uma Bella transformada numa ‘hip track star’). “Eles poderiam ter feito esse filme, ter posto outro nome, e ninguém saberia que era Twilight,” Meyer diz. Felizmente, para os fãs devotos do livro, Paramount devolveu o projeto. Depois, em 2006, Erik Feig, presidente de produção da Summit Entertainment, tentou fazer um acordo com Meyer. A autora tinha se machucado antes e desistiu. Feig fez um contrato garantindo a escritora que o filme seria fiel à sua visão, incluindo a promessa que "nenhum personagem vampiro seria descrito com dentes caninos ou incisivos maiores do que aqueles encontrados no seres humanos. " Isso funcionou.

Twilight, que será lançado dia 12 de dezembro nos cinemas (EUA), não é nenhum conto de terror com alhos e presas. É mais Buffy do que Nosferatu. Hardwicke, que teve sua estréia como diretora em Aos Treze, pareceu uma combinação perfeita para o material. “Quando eu li o livro, eu quase pude sentir Bella respirando,” diz Hardwicke. Ela fez um script com a roteirista Melissa Rosenberg (Step Up) em seis semanas, depois encarou a intimidante tarefa de escalar o elenco. Uma escolha errada faria os Twilighters ficarem loucos. Hardwicke também queria escolher uma adolescente de verdade para interpretar a Bella, o que significava encontrar uma adolescente que pudesse passar o profundo lado emocional de Bella e conduzir um filme inteiro.

Quando criança, Kristen Stewart fez o papel da filha de Jodie Foster em Quarto do Pânico, mas foi no ano passado, com o Into the Wild de Sean Penn, que ela se destacou. “A sua mistura de inocência e ambição me deixou encantada,” diz Hardwicke. Desejando que tivesse encontrado a sua Bella, ela pegou um vôo noturno para Pittsburgh – onde Kristen, até então com 17 anos, estava filmando Adventureland de Greg Mottola – e fez um teste com a atriz. “Ela esteve filmando durante a noite toda, mas aprendeu as falas lá mesmo,” diz Hardwicke. “Ela dançou na cama e perseguiu pombos no parque. Eu estava cativada.” Para Stewart, conseguir o papel foi a parte mais fácil. Ela então teria que descobrir como interpretar ele.“A única coisa que eu podia levar à Bella era ser eu mesma,” Stewart diz agora. “Ela é uma garota honesta, que encara as coisas, e aparentemente racional. Ela está sozinha mas não se sentindo solitária.”

Já para o papel de Edward, Meyer o descreve como ‘arrasador e inumanamente lindo’. Sem surpresa, ele se tornou um arranca corações para milhões de pessoas. “Todo mundo tem uma versão idealizada do Edward,” diz Hardwicke. “Elas estavam muito interessadas, querendo saber quem eu iria escolher. Como senhoras falando ‘É melhor você fazer isso certo.’” E ela quase não fez. Hardwicke tinha visto uma foto de Robert Pattinson, britânico de 22 anos mais conhecido por Cedrico Diggory em Harry Potter e o Cálice de Fogo, mas não se sentiu impressionada. Então, Pattinson pegou um vôo para encontrar com Hardwicke na sua casa em Venice, Califórnia. Seu teste era uma cena romântica com Stewart na cama de Hardwicke. “Foi eletrizante,” diz Hardwicke.“O quarto faiscou, o céu abriu, e eu fiquei tipo ‘Isso vai ser bom’ ”.

De primeira, alguns fãs não tinham certeza e alguns dos blogs foram brutais. “Eu parei de ler depois que vi comentários como ‘Por favor, qualquer outra pessoa,” diz Pattinson, rindo. Para se preparar para o papel, o ator fez mais do que ficar longe do sol. Ele escreveu como Edward e se isolou dos amigos e família. “Eu queria sentir do jeito que ele se sentia, isolado,” ele diz. Ainda assim, Pattinson não se transformou em Edward em todos os sentidos.“Era para eu ficar com um tanquinho,” ele diz. “Mas não deu certo.”

Sem preocupações. Fãs já estão comentando sobre o teaser trailer de Twilight – com certeza um alívio para Hardwicke. Foram os fãs que a fizeram continuar motivada. Em um único dia, por exemplo, a equipe do filme encarou neve, chuva e granizo. “Teve uns dias em que chorei,” ela diz. “Mas depois eu via essas garotas e mães que amavam o livro em pé na chuva, assistindo as gravações e eu pensava ‘Eu não posso ter um dia de pena. É melhor eu levantar e fazer essa cena ficar ótima. Eu não me importo se está chovendo granizo em mim.’” Ou o sol, a proibição dos céus, está brilhando.


Durante um verão louco, enquanto seu marido e três filhos pequenos dormiam, Stephenie Meyer escreveu uma montanha de páginas sobre um entorpecente romance entre uma inteligente jovem de 17 anos e um vampiro com uma beleza divina. Intrigada em como uma boa dona de casa moradora de Phoenix consegue entrar no mundo de publicações de Nova Iorque, ela se juntou a um pequeno grupo de incentivadoras e acolhedoras escritoras que estavam trabalhando em livros de curiosidades, cartões Hallmark e letras de músicas. Só por curiosidade, ela resolveu contatar alguns agentes literários, que ela tinha achado na internet, e mandou um trecho de Crepúsculo para cada um. Um deles se interessou e ofereceu um contrato de 750 mil dólares para três livros. (''Eu esperava que fosse uns 10 mil dólares, pra poder pagar minha minivan,'' diz Meyer.) Sem saber o que esperar de sua nova autora Mórmon, Little, Brown Books for Young Readers mandou um assessor de imprensa ao Arizona — pra ter certeza de que, como Meyer diz rindo, ''Eu não estava usando uma saia por cima de calça jeans ou algo do tipo.''
O nascimento de Crepúsculo foi há cinco anos e parece que já faz uma vida. Agora, a mulher de 34 anos é uma autora presente no New York Times best-seller, publicada em 37 países, uma multimilionária e, de acordo com fãs e vendedores de livros, a segunda versão de J.K. Rowling. Quando Eclipse, o terceiro livro da saga Twilight, foi lançado no ano passado, ficou empatado com Harry Potter antes de tirá-lo da posição de Número 1. No dia 2 de Agosto, às 12:01 AM, caixas registradoras de todo o mundo vão começar a receber o dinheiro das vendas de Breaking Dawn, o quarto e último fervorosamente esperado volume da série de Meyer. O fervor não acabará aí, já que os fãs podem direcionar sua atenção para o lançamento do filme Twilight em Dezembro.

Um dia depois em Maio, Meyer está em Salt Lake City promovendo seu primeiro romance adulto, The Host, uma mistura vigorosa de romance e ficção científica que foi vendido em leilão por 600 mil dólares e foi lançado direto em Número 1 da lista dos mais vendidos. Na platéia, milhares de fãs incansáveis gritam pela autora num nível que normalmente só é escutado quando falamos de boybands. Têm jovens meninas e mulheres maduras usando camisas feitas por elas mesmas com frases como: ''Eu Amo Caras Gostosos Com Superpoderes (e Caninos)'' e ''Eu Amo Vampiros Vegetarianos.'' Têm membros super contentes da comunidade virtual Twilight Moms, com quem Meyer tomou café da manhã aquela manhã, mesmo tendo estado acordada em uma sessão de autógrafos até 1 AM na noite anterior, e avós que dizem que se soubessem usar o computador também teriam seu próprio fã-site. Têm mulheres que largaram seus empregos durante o dia e agora vendem camisas e jóias inspiradas em Crepúsculo pela internet, e uma adolescente que escreveu uma carta para Meyer dizendo que seus livros a persuadiram a não cometer suicídio.

Nos bastidores, uma equipe técnica formada relaxa e come pizza num sofá desconfortável enquanto Meyer, com seu grosso e castanho avermelhado cabelo, igual ao da Anne de Green Gables, preso pra trás com uma pregadeira, senta com seu assessor de imprensa e examina um monte de perguntas do público. (E a pergunta que ela mais recebe é: Se os vampiros ficam loucos com o cheiro de sangue, o que a Bella faz quando está menstruada? ''Que nojo,'' diz Meyer.) Uma expert de camisa preta rola os olhos diante de tamanha energia vinda do público. ''Os livros são ótimos, mas eu acho que algumas pessoas por aí precisam ter uma vida,'' ela prazerosamente diz aos presentes. ''É a mulher de 50 anos que está gritando mais alto entre todos!'' ''Oh, eles só estão bem entusiasmados, só isso,'' Meyer diz amigavelmente. O assessor de imprensa de Meyer reconta a época que alguns fãs começaram a se chamar de Twihards em vez do já aceito apelido Twilighters e aí surgiram os blogs e suas conexões. Quando um executivo de marketing da Little Brown anunciou planos para fazer um botton Twihard, o assessor de imprensa implorou para que ele desistisse, insistindo que isso só atiçaria o fogo da guerra.
Quando Meyer eventualmente chegou ao pódio, seu pálido rosto e pescoço ficaram vermelhos de medo do palco, ela fala de seu novo livro e dá os conselhos fundamentais aos aspirantes a escritores da platéia. Quando ela fala de Breaking Dawn, o burburinho recomeça. O grande final que responderá de uma vez por todas o destino da humanidade de Bella tem sido o livro mais vendido no site Amazon.com por mais de um mês. ''Eu vivo dizendo que nunca mais na minha carreira teremos outro livro como os sete de Harry Potter,'' diz a diretora de merchandising da Borders, Diane Mangan. ''Quem poderia dizer que um ano depois nós estaríamos falando assim de novo?'' Com antecipação online chegando a níveis seríssimos — Bella deve terminar com o sexy Edward ou com o fiel Jacob? — Meyer está sentindo a pressão. Ela chegou a escrever para seu assessor de imprensa uma paródia, intitulada ''Breaking Down,'' (expressão que quer dizer: pessoa que é incapaz de controlar seus sentimentos e começa a chorar; pessoa descontrolada), onde ela as várias maneiras que ela tem de deixar os fãs com raiva. ''Você tem que entender,'' Meyer diz exausta, como se estivesse falando consigo mesma, em uma versão mais jovem e inocente, ''que não importa o que você faça, pessoas vão ficar chateadas com você.''


Algumas semanas depois, Meyer abre a porta de sua amigável casa e cinco quartos em Cave Creek, Arizona. Seu marido, Pancho, com quem ela se casou quando tinha 21 anos e que recentemente pediu demissão de seu emprego como auditor numa empresa de contabilidade pra ser ‘dono-de-casa’, estava num parque aquático com os garotos. Quando a turnê do The Host acabou, Meyer voltou pra casa exausta por confrontar o prazo mais apertado de sua curta carreira. Ela teve só três dias, trabalhando em seu escritório em casa, das 6 da manhã até a meia noite, para fazer os ajustes finais de Breaking Dawn.
Lançar dois livros em um verão foi loucura, e ela disse que nunca vai cometer esse erro de novo. E ainda, diz Meyer, foi uma grande satisfação provar pra a editora e pra ela mesma que ela não era “a garota dos vampiros.” Em Salt Lake City, seu grande amigo Shannon Hale, vencedor do prêmio Newbery na categoria adulto-jovem, autor de Princess Academy, cumprimentou Meyer por The Host. “Estou tão orgulhoso de você! Porque nós não estamos certos se a J.K.Rowling é um fenômeno de um sucesso só,” Hale despejou risonhamente antes de começarem os autógrafos. “Mas você não é!”

Meyer escreve olhando a cozinha, com fones de ouvido no máximo, à parte das palhaçadas de seus filhos, que têm entre 6 e 11 anos. Ela costumava ter fotos da família em seu site, mas ela e Pancho resolveram deixar a família longe dos olhares públicos. Ocasionalmente, ela recebe cartas de fãs em casa, que não está na lista, e elas vão diretamente pro lixo. E ela começou a receber ligações de fãs em seu celular, que riam e gaguejavam quando sua heroína atendia. “Números são fáceis de trocar,” diz Meyer, se encolhendo. “Mudar-se é mais difícil. Eles terão que me tirar daqui em uma prancha. E depois que eu me mude, eu vou montar um muro e comprar cães pastores. E então, eu vou apertar um botão e dizer ‘soltem os cachorros!’” Não é de se admirar que Meyer não tem vontade de se mudar de seu refúgio por causa de alguns fãs super zelosos. Os pais dela vivem na vizinhança assim como um de seus irmãos. O melhor de tudo, a casa dela tem uma escada em espiral para o teto, onde Meyer pode encontrar descanso sob um cobertor de estrelas brilhantes.

O fórum está fervendo com o desânimo dos fãs que deram uma olhada na capa de Breaking Dawn. Claro que eles não sabe que a própria Meyer ajudou no design da capa - que tem um tabuleiro de xadrez com uma Rainha branca e um peão vermelho - ou como isso se relaciona com a história. “Eles odeiam ela,” suspira Meyer, rodeada de cheeseburgers e shakes do In-N-Out.”Depois de um tempo, eles vão gostar, eu acho,” ela diz, comparando ao furor gerado quando Robert Pattinson foi escalado como Edward no filme Twilight. “Eles enlouqueceram e eles todos disseram coisas desagradáveis e agora todas as taglines nas postagens deles dizem ‘Quando Deus fez Robert Pattinson, Ele estava se exibindo’.” Pior foi a resposta negativa recebida quando primeiro capítulo de Braking Dawn foi postado. “Muitas pessoas” diz Meyer, rindo e jogando as mãos pro alto, “disseram que aquele não era o verdadeiro primeiro capítulo, pois estava mal escrito!”

Mesmo fazendo algumas caras de sofrimento com algumas notas de uma estrela na avaliação do Amazon.com ("bookaholic", por exemplo, declara que Crepúsculo "é um saco* como um vampiro no seu pescoço"), Meyer não consegue evitar, a não ser analisando o fórum. Ela ama seus fãs e quer saber como eles estão respondendo ao seu trabalho. “Algumas vezes a resposta ajuda,” ela diz. “Eu quero ser uma escritora melhor... Eu leio esses outros autores e penso, ‘ Agora, esse é um bom escritor. Eu nunca vou chegar a esse nível.’ Mas eu vou ser uma boa contadora de história,” ela diz, sentando-se rapidamente. “Que coisa pra ser!”

Todo o dinheiro, os fãs, a fama - isso não é nada comparado ao tanto que ela ainda sofre pra passar aquela primeira história de sua imaginação para o papel. Ela já tem uma primeira e segunda seqüência pra The Host montada em sua cabeça. Ela escreveu quatro capítulos de uma história de fantasmas chamada Summer House. Então há um romance sobre viagem no tempo que ela está tentando montar toda manhã enquanto faz sua maquiagem. E, claro, para o deleite de seus fãs ardorosos, ela tem metade de Midnight Sun, uma releitura de Twilight sob o ponto de viste de Edward, a espreita em seu computador. Há pressão para polir a história e tê-la pronta no próximo verão, mas Meyer está levando isso bem. “Eu não vendi o Midniht Sun ainda,” ela diz. “É pra mim, ainda. Eu provavelmente vou vendê-lo quando estiver pronto, por uma razão: eu quero tê-lo na minha estante junto com os outros. Ou, “ela ri, “talvez eu vou publicá-lo apenas no meu website.” (Numa terra distante, bem longe, sangue escorre da orelha de seu editor) “Desde que eu descobri o quanto é bom escrever uma história, eu não consigo parar,” Meyer continua. “Mas a publicação e todas as políticas e a negatividade? Eu não sei se valerá a pena colocar essas histórias pra fora pra sempre.” Por enquanto, ela não tem contrato com ninguém; não há mais prazos. Ela planeja dedicar um ano inteiro só pra escrever. São as histórias o que mais importa, não todo o circo armado em torno delas.

Pra terminar, Meyer espera que a pequena turnê de 4 cidades para Breaking Dawn, na qual o representante da Blue October, Justin Furstenfeld, servirá como mestre de cerimônias, seja sua última turnê. (“Embora eu creia que acabe sendo de novo porque eu sou um marshmallow.” ) Sua irmã mais velha Emily, que mora em Salt lake, lembra saudosamente quando Meyer costumava cumprimentar 20 fãs ao invés de 2.000. “Seria eu e meus cinco amigos, porque obviamente eu emprestei meus livros e fiz toda a minha vizinhança ler, e fomos à sorveteria, e ela leu umas partes do manuscrito de Midnight Sun pra gente,” Emily diz. “Aquelas eram as reuniões que Stephenie realmente gostava.”
Uma lembrança da última visita de Meyer à Salt Lake. Ela estava em sua quarta hora autografando livros quando uma garotinha de 11 anos vestindo uma camisa com um diamante e escrito Twilight se dirigiu à mesa e deu uma boa olhada em Meyer. “Você é a minha autora favorita!” ela disse, batendo palmas. “Eu sou uma pessoa que julga muito os autores, e eu não tenho nada a dizer sobre você. Quero dizer, eu sou muito resistente, eu nem ao menos gostei de Harry Potter.” Meyer ficou confusa por algum tempo sobre a própria resposta quanto ao que aquele cumprimento poderia ser, e a garotinha olhou dentro dos olhos da autora. “Você vai se sentir completa no fim de Breaking Dawn?” ela suspirou suplicante. Meyer entregou à garota seu livro autografado e sorriu. “Eu realmente não posso responder essa pergunta pra você,” ela disse, sua voz animada e firme. “Mas eu sinto algo próximo.”


* sucks pode ser tanto “um saco” como “chupar”; a pessoa quis fazer um trocadilho.