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Autoras: Ana. Bárbara e Carla |

Estava tudo pronto, não tinha mais como voltar atrás, malas arrumadas, passagens compradas, até a casa já havia sido escolhida. , e se mudariam para Forks, uma pequena cidade na Península Olympic, no noroeste do Estado de Washington. O que para elas sendo vampiras era um alívio, já que raramente os raios do Sol brilhavam naquela cidade. Difícil mesmo era deixar tudo para trás...


Capítulo 1: A Despedida


- Vamos !!! - disse impaciente, vendo-a observar os últimos raios do entardecer que tilintava a sua pele. O vento que soprava fortemente naquele penhasco fazia o cabelo e o vestido lilás se ondularem, dando-lhe a sensação de estar flutuando. Como ela sempre desejou.
- Calma , o que são alguns minutos para quem tem a eternidade. – Disse tomada pela tristeza por deixar aquele lugar.
- Fala isso pro taxista que está esperando a gente. – respondeu com sarcasmo. virou-se para com cara de poucos amigos - Estou indo pegar as minhas malas.
- Você sabe que se eu pudesse também não estaria indo embora, mas...
- Eu sei, seu sei - passou pela imensa porta de vidro e entrou pela última vez na casa para finalmente pegar as malas. Enquanto isso, caminha até o carro onde estava esperando.
Entrando pela porta do passageiro deparou-se com soluçando, mesmo sendo impossível uma lágrima cair dos seus olhos. – Pára com isso!! – falou aos berros.
- O que está acontecendo?! - questionou sentando ao lado de .
- Você sabe como vou sentir falta dele – respondeu com a voz embargada.
- Foi você que quis assim! – indignou-se com .
- 20 minutos – riu enquanto apostava com .
- 30 – sorriu e abraçou a
No caminho para o aeroporto as três olhavam pela janela e viram sua já antiga casa ficar pequena e as montanhas sumirem no horizonte, assim como o passado delas naquele lugar estava desaparecendo. Nessa hora uma tristeza tomou conta delas, o que as confortava era que uma tinha a outra.
Já no aeroporto, comentou entrando no avião - Ainda não me acostumei com as pessoas me encarando.
- Eu não me importo, nenhum pouquinho, daquele gatinho olhar pra mim. – se empolgou com o loiro lindo de olhos verdes que a fitava descaradamente.
- 25 minutos, empate técnico, nós duas ganhamos – olhou para - Como a é previsível!
- Não, quem ganhou fui eu – piscou para o rapaz que sorria deslumbrado enquanto ela se dirigia à sua poltrona.
- Essa não perde tempo – Brincando empurrou .
- Me esquece e se foca no objetivo – também empurrou .
- Oh, quem tem que fazer isso é você disse enquanto sentava.
- Tô me focando – respondeu olhando para o rapaz. e riram da cara maliciosa que ela fez.
A viagem foi tranqüila até Seattle, pegaram um táxi e foram para sua nova casa nas remediações de Forks.
Ao descerem do carro depararam com a imensa casa de três andares. – Nossa!! Eles capricharam – disse surpresa entrando na casa. correndo vasculhou os cômodos e com entusiasmo gritou – Tem piscina!!!
- Dios Mio. Isso só pode ter sido idéia dele – comentava balançando a cabeça negativamente.
- Põe o biquíni – gritou para . Logo em seguida as meninas ouviram o barulho do corpo chocando-se com a água.
Depois de escolherem os quartos, elas foram reconhecer a área. Meia hora depois questionou: - Imagina se aparece alguém?! sarcasticamente respondeu: - Nessa mata, só se for o Tarzan de tanga. - se empolgando com a resposta gritou: - O Tarzan...Ui...PEGA EU!!!
Todas riram e voltaram para casa.
Ao amanhecer elas já estavam prontas para ir à faculdade. Andaram até a garagem pra ver qual surpresa lhes aguardavam. abriu o portão com o controle remoto e automaticamente a boca delas também abriram.
- OMG, o vermelho é meu!!! – informava às garotas que ainda estavam atônitas. depois de alguns segundos foi em direção ao carro prata e abraçou ele, nem precisou informar que aquele seria o dela.
olhou para as duas e disse com deboche: - Tudo bem, eu não me importo de ficar com a BMW X5 preta. Vocês podem ficar com o Mercedes CLK e o Fisker Karma .
- Com qual a gente vai? Podia ser o CLK chama “menos” atenção. – realmente queria sair com ele.
- Como se isso fosse possível – ria imaginando a cena delas chegando na faculdade.
- Vamos com ele hoje, depois a gente vai revezando – ainda estava admirando o Karma. foi direto pro banco do motorista com um sorriso no rosto, fazendo com que as meninas entrassem no carro.

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Uma multidão se aglomerava em frente a Faculdade Forks para ouvir o pronunciamento de boas-vindas. Por sorte não estava chovendo. Após alguns minutos o reitor se aproximou do microfone, mas não iniciou seu discurso, pois todos se viraram para olhar o carro que estava entrando no estacionamento.
Começaram a comentar quem poderia ser o dono, tiveram vários palpites, de artistas à máfia, pois ninguém acreditava que alguém poderia ter um carro desse na cidade. Mas não esperavam pelo o que veriam.
O motorista estacionou próximo à multidão, ao abrir a porta a primeira coisa a aparecer foi uma bota preta de couro, cano longo e salto agulha. Ninguém conseguiu dizer uma palavra, principalmente porque mais duas mulheres acompanharam a motorista, a beleza delas era cativante e envolvente.
As meninas olharam para as pessoas que estavam a sua frente e entre elas, três se destacaram:
- São eles... – Comentaram juntas

center Capítulo 2: Revelação

“Nossa!! Que carro é este?!!”
“O cara deve conseguir muita mulher com este carro”
“É um MERCEDEZ CLK!!”
“Será que é alguém famoso?”
Os pensamentos estavam enlouquecendo Edward.
“Não acredito...”
“É uma mulher, não...duas.......TRÊS”
“Aumentou a concorrência”
“É difícil saber qual é a mais bonita”
“Casei”
- Até você Emmett!! – Edward falou ao ouvir o pensamento. Emmett deu um soco no braço do irmão e respondeu: - Estou falando sério, com essa eu casava!!
No tom que só Emmett e Jasper poderiam ouvir, Edward comentou que elas também eram como eles e que não estava conseguindo escutar seus pensamentos.
Jasper querendo tranqüilizá-lo: - Tem muita gente, talvez você não esteja conseguindo identificá-los.
- Pode ser – Respondeu com preocupação.

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Após o discurso do reitor os alunos se dirigiram às salas, menos , e que foram para a secretaria buscar a grade.
Uma senhora com cabelos curtos, que aparentava ter 50 anos, abaixou os óculos e olhou para enquanto entregava o papel. As meninas agradeceram e foram para as salas.
- Por que aquela mulher olhou daquele jeito pra mim?! – pensou alto – posso saber por que Engenharia AUTOMOBILÍSTICA??? – Não acreditando no que via no papel.
- Ora, você não gosta de carros?
- De dirigir e não de montar.
até então que não estava na conversa, começou a rir e agradeceu a pelo curso de dança e perguntou em qual ela havia se matriculado. com ar de superioridade respondeu que faria Direito.
Depois de meia hora de aula chamou as primas pela mente:
- Gente! Só tem mulher na minha sala, ou seja, nenhum deles estão aqui.
- Aqui também não, mas em compensação está cheio de gatinho!! – disse alegre
- Pelo jeito só eu tive sorte, o de cabelo cobre estuda comigo – falou zombando.
- O mais gatinho...tira o olho que ele é meu – informava furiosa
- Mas você nem conhece ele – comentou
- Você fala isso porque já está noiva – riu
- Ha Ha Ha...engraçadinha, você nem sabe se sou eu – Nessa hora queria estar perto da para fazê-la engolir a palavra NOIVA.
- , eram três...você também tem o seu – estava empolgada com os garotos.
- Se ela quiser tem um cara aqui, fedidinho mas gostoso – não parava de rir.
Todas estavam rindo não só em pensamento, levando assim uma olhada feia dos professores.
O sinal soou e saiu da sala numa velocidade considerada rápida para humanos trombando com um homem alto e loiro derrubando o seu material no chão. Eles abaixaram e começaram a recolher os livros, com isso houve o toque de suas peles, fazendo com que eles se olhassem. No mesmo instante retirou sua mão, pegou o material e agradeceu o mais rápido possível, indo em direção à sala de .
Depois de buscar elas foram de encontro à .
- Trombei com o loiro – não conseguia esconder a vergonha
- Como uma vampira consegue trombar com as pessoas? – perguntava incrédula.
Uma olhou para a outra e riram.
- Falando sério. Ele é gatinho? – estava curiosa
- Nossa!! Muito... – empolgada não percebeu e comentou em voz alta – PEGA EU!!
- Então foi você que estava gritando ontem? – Emmett entrou na conversa sem se preocupar se estava sendo intrometido.
- Ahn?! – Todas responderam confusas
- Ontem na mata, perto da minha casa – Os dentes dele estavam todos a mostra com o sorriso que estava dando.
- Na...ão – estava gaguejando
Emmett riu e se apresentou: - Oi sou Emmett, vocês são de onde?
- Oi, somos , e Basque. Viemos da Espanha.
- São só vocês, ou tem mais gente? – Emmett estava tentando puxar assunto
- Sim e vocês? – estava muito confortável conversando com ele.
- Na verdade somos em 5 – Os olhos dele demonstraram carinho.
- Nossa, é um clã grande – comentou espantada e viu que Emmett ficou feliz por ela ter falado com ele.
Chegando ao refeitório as meninas avistaram os outros vampiros que ficaram surpresos ao ver Emmett acompanhado das três vampiras.
Depois de se apresentarem, elas aceitaram o convite para sentar com eles. Edward que apresentava desconforto perguntou: - Por que eu não consigo ouvir as suas mentes?
Após o choque causado pela pergunta, disse: - Nossa!! Você é bem direto.
- A culpada disso sou eu – sempre teve orgulho do seu poder – Eu posso bloquear, como desviar os poderes.
- Então você é uma manipuladora?
- Se você quiser chamar assim...
- Mas por que eu não consigo ler os pensamentos delas?
- Elas são como fios condutores, o meu poder pode ser expandido para elas, mas quem controla sou eu.
- Você só consegue bloquear uma pessoa? – Jasper estava preocupado com dom de
- Eu sim – que estava olhando para Edward mudou o foco de sua visão para Jasper como se estive o desafiando.
Emmett empolgado com a conversa olhou para e perguntou: - Você também tem algum poder?
- Sim – respondeu seca. Ela não estava gostando que as defesas de sua família estivessem sendo expostas a pessoas que ela não conhecia.
- Qual? – Ele insistiu, pois queria saber mais sobre a pessoa que o havia fascinado.
- Eu crio e manipulo os três elementos.
- Três? – Jasper cada vez mais ficava preocupado com elas.
- O fogo não se dá bem comigo – Com voz tristonha respondeu.
Pelos olhos Jasper sabia que a tristeza era verdadeira.
- Você é igual a mim, não tem poder? – Emmett disse rindo para
- Você quer que eu diga a verdade ou que te faça feliz? – Ela já o tratava como irmão – Eu sou uma rastreadora.
- Mas isso todo mundo faz – Edward a provocou.
virou para Emmett ignorando Edward: - Posso localizar qualquer pessoa em qualquer lugar pela mente.
Os três ficaram espantados com os poderes revelados. Edward comenta ironicamente: - Até parece que vocês foram escolhidas a dedo.
O sinal tocou e as meninas se despediram deixando-os pensativos na mesa.

Capítulo 3: Perspectiva


Decisão

dirigia em alta velocidade, após o término das aulas da faculdade, as três vampiras queriam chegar o mais o rápido em casa para colocarem as fofocas em dia. Por causa do vento forte a capota do carro estava abaixada, para assim não bagunçar o cabelo de , já que ela havia reclamado.
- Pra que um carro rápido se o motorista é lento??!!! – gritou irritada para o motorista a sua frente.
A Mercedes foi pra pista da esquerda ultrapassando um Volvo, elas olharam para o carro ao lado e avistaram seus colegas da faculdade, abaixaram as janelas e deram tchauzinho pra eles, mas acelerou sem ao menos esperar a resposta.
Depois de estacionar, elas foram para a sala com lareira, com exceção de que foi direto para cozinha.
- Lá vem ela com esse negócio!!! – fez cara de nojo
entrou na sala segurando um copo e respondeu: - Quando vocês eram hums tomavam leite quente e frio, eu faço a mesma coisa com sangue.
- Tá bom!! Não precisa explicar, a gente já sabe, mas isso não deixa ser nojento – estava ascendendo à lareira.
- Porque você está fazendo isso? – disse sentando no imenso sofá de chez marrom esverdeado que formava um U na sala.
- Pra fazer um clima – Riu pra sua prima e sentou em seguida.
Lembrando que precisava “matar” a , falou: - Você tá me devendo uma!!! Nem pra dizer que era você que estava gritando na floresta!! – nem a respondeu, pois não conseguia parar de rir.
Colocando o copo vazio no chão, começou a contar sobre a faculdade: - Lembram daquele fedidinho que eu comentei com vocês? – As duas balançaram a cabeça em afirmação – Então, quando eu entrei na sala e sentei do lado dele, ele estava tremendo, fiquei preocupada e perguntei se ele estava bem. Aí como resposta recebi uma olhada tão feia que achei que ele fosse me atacar. Nem liguei, comecei a puxar papo mesmo assim e depois de muito tempo ele relaxou e começou a conversar comigo. – Todas estavam espantadas com a audácia da prima.
- Caramba!! O meu dia também não foi dos melhores – falou olhando para – Como eu havia dito, Edward está na minha sala, e não tirou os olhos de mim, sempre me olhando com o semblante preocupado, mesmo depois daquela conversa no intervalo, ele continuava do mesmo jeito, acho que até pior. Provavelmente ele não foi com a minha cara!!
- Mas isso já era de se esperar – alongava as costas no sofá.
- “Xá” comigo. Vou fazer aquele leão virar um gatinho – As meninas riram do comentário da – Mudando do assunto “homens”, nem começou as aulas e eu já tenho trabalho, mas o professor ainda não explicou.
que estava preocupada interrompe a prima: - Vocês não acham que fomos precipitadas em contar nossos poderes?
- Na verdade não, isso gera confiança. – cruzou as pernas.
- Ou desconfiança, você viu como o Edward está te tratando – ainda estava indecisa.
- Eles estão intimidados, com o tempo isso passa – disse dançando pela sala – Enquanto aos meninos?
- Tem gente que tá noiva – levou uma almofadada.
- Pelo menos ele não é estressadinho – olhou como se tivesse saído ganhando.
- Fiquei tão triste, só me restou o loiro, o Jasperoso – sorriu marotamente.
- Jasperoso? – perguntou curiosa.
- É Jasper com Gostoso.
- HAHAHA....então o meu é Edilicinha....Edward mais Delicinha.
- Qual apelido eu vou usar?.......Já sei, Emmettesão...Emmett com Tesão.
- Fechou – disse parando de dançar e pulando no sofá.
- Está decido. Cada uma já sabe o que fazer – disse seriamente, trazendo suas primas à realidade.
Ameaça?

O caminho de volta pra casa estava tenso. Edward e Jasper não disfarçavam o desconforto de conhecer novas vampiras. O único que estava tranqüilo era Emmett.
- As meninas parecem legais – Ele tentou assim quebrar o clima.
Os outros dois se olharam não acreditando no que o irmão acabara de falar.
- A gente conversa em casa – Edward disse finalizando o assunto.
Ao terminar a frase Edward olhou pelo retrovisor e reconheceu o carro que estava muito rápido, segundos depois olhou para esquerda, percebendo que estava sendo ultrapassado. O carro diminuiu a velocidade ficando ao lado do Volvo Prata, a janela filmada abaixou e as garotas deram um tchauzinho. Quando Edward foi devolver o aceno, a Mercedes vermelha já tinha sumido da sua visão.
- Nossa Edward, ela corre mais que você – O comentário do seu irmão urso fez ele travar a mandíbula.
Depois disso o silêncio predominou dentro do carro até o fim do trajeto.

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Os meninos entraram na casa chamando por Esme e Carlisle. O médico vendo a feição dos filhos foi direto para sala de jantar que servia para reuniões.
- O que aconteceu?! – Esme perguntou com receio.
Edward foi o primeiro a falar: - Temos novos moradores em Forks – Lendo o questionamento do Carlisle ele complementou – São três vampiras.
- Vocês as conheceram? – Somente Carlisle estava fazendo as perguntas.
- Sim, o Emmett nos apresentou – Edward respondeu olhando para ele.
- Elas são como nós?
- Se for sobre a alimentação...sim. Olhos são claros iguais aos nossos – Jasper se lembrou do momento que esbarrou com .
Todos ficaram surpresos com a informação de mais um clã que vivia igual a eles.
- O que me incomoda são os poderes. Eu não consigo ler suas mentes, e pelo o que ouvi nos pensamentos de Jasper, ele também não conseguiu sentir as emoções delas. Não é Jasper?
- Eu só não sei o por quê? – Jasper respondeu cabisbaixo.
- Mas ficou claro! Ela explicou que expandia seus poderes para as outras, sendo assim uma delas estava te bloqueando. Neste instante todos olharam para Emmett não acreditando na dedução que ele havia feito. – Ou seja, diferente de vocês a minha força continua intacta – Disse beijando o bíceps.
- De onde elas são?
- Ellas son de España.........O que foi? - Emmett questionou porque todos ainda olhavam incrédulos para ele - Enquanto vocês dois ficam estressadinhos, eu consigo as informações.
- Você sabe qual o sobrenome, Emmett? – Carlisle transferiu toda sua atenção para ele.
- Basque... Basque... Basque.
- E quem bloqueia os poderes?
- A – Emmett respondeu despreocupado.
- E as outras?
- A é praticamente um Google Earth. – Todos riram – Ela consegue encontrar qualquer pessoa em qualquer lugar. – Carlisle demonstrava interesse – Já a – Ele suspirou – Minha futura noiva – Riram novamente – Ela cria e manipula os três elementos.
- Mas são 4 elementos. – Carlisle achou que ele havia se confundido.
- Não, são 3...ela disse que o fogo não se dá bem com ela.
Esme empolgada por serem vampiras começou a ter uma conversa paralela com Emmett.
- Elas são legais?
- Ah mãe!! A é tão divertida, a é tão linda e a é tão...louca...ela fica gritando pega eu na mata!!!
- O quê?
- Ontem, lembra quando a gente ouviu algumas vozes e eu sai na porta para ver quem era, e alguém gritou “pega eu”, então....foi a .
- E como você sabe que foi ela?
- Ela disse a mesma coisa na faculdade.
- Elas parecem ser animadas.
- Acho que são loucas – riu com satisfação
- Você acha que elas vão gostar de mim?
- Quem não gosta de você, mãe?! – Emmett respondeu beijando sua testa.
Vendo que Jasper e Edward ainda estavam incomodados, Carlisle os indagou: - Por que essa preocupação toda, vocês acham que elas são perigosas?
- Ainda estou preocupado com os poderes, principalmente com o da – Jasper ao falar o nome da vampira sentiu sua respiração alterar.
- Mas ela só bloqueia – Carlisle tentou acalmar os filhos
- Não Carlisle, ela disse que também desvia. – a aflição ainda tomava conta de Jasper.
- Isto realmente é perigoso, ela pode usar o seu poder contra outras pessoas.
- Fora isso, eu não consigo saber o que elas estão planejando, e se o que elas estão dizendo é verdade – Edward comentou angustiado.
Carlisle sentindo que sua família poderia estar ameaçada pensou em voz alta: - Preciso conhecê-las!!!

Capítulo 4: Convite


Ao entrar na sala para assistir a primeira aula do dia, Direito Tributário, avistou Edward sentado no mesmo local em que estava ontem. Enquanto ela caminhava até sua cadeira, ele a seguia com olhos, encarando - a, não disfarçando o desconforto em vê-la, seu rosto estava tenso, formando leves ondas na testa.
Pontualmente às nove horas o sinal da faculdade tocou. Um típico professor de Direito adentrou na classe, ele era alto, cabelo escuro, usava calça social preta e uma camisa azul clara e segurava uma maleta de couro.
A aula do Sr. Larry começou como qualquer outra primeira aula, ele se apresentou e mostrou o cronograma daquele semestre. Surpreendendo os alunos, solicitou que formassem duplas, pois daria um trabalho que testaria os conhecimentos sobre a matéria.
Naturalmente e Edward ficaram sem parceiros, apesar de serem extremamente atraentes aos humanos, por serem suas presas eles se afastam. Como não houve alternativa, os dois se aproximaram para realizar o trabalho, a estranheza entre eles era visível, mas um deles teria que dar o primeiro passo.
- Sabe Edward, nunca te disseram que mesmo em vampiros este franzido em sua testa pode causar marcas de expressão - brincou iniciando uma conversa amigável que somente eles podiam ouvir.
- Desculpe, não quis parecer rude - Edward fez uma leve pausa – Estou tão acostumado a ouvir os pensamentos dos outros que é estranho para mim, ou melhor, é preocupante não conseguir saber o que você e suas primas pensam sobre nós. ....este meu poder tem como função proteger minha família, - ao ouvir a palavra família ela franziu o cenho, mas continuou a ouvi-lo atentamente – quando algum ser humano desconfia sobre o que nós somos ou quando corremos algum perigo, logo sei e assim consigo alertá-los. – Edward respirou fundo como se precisasse tomar coragem – vocês são verdadeiras incógnitas para nós, já que nem mesmo Jasper consegue saber o que vocês sentem.
- Agora quem vai pedir desculpa sou eu, não sabia que o meu poder causava tanto desconforto.
- Então você podia desbloquear!! – Seus lábios esboçaram-se num leve sorriso com a possibilidade dele invadir a mente de , para assim se tranqüilizar e não sentir-se vulnerável com a presença delas na pequena cidade de Forks.
- Até parece.....que eu vou deixar.....você entrar na minha mente. Não sei como Jasper e Emmett não se incomodam com isso. – Disse aos risos.
- Eu tento não ser inconveniente.
- Como se isso fosse possível – percebendo a alteração na feição dele mudou o assunto. - Você parece ter uma ligação muito forte com eles, assim como eu tenho com minhas primas.
- Eles são minha família, o meu bem mais precioso, considero Jasper e Emmett como meus irmãos, assim como Carlisle e Esme meus pais. - Ela sabia exatamente como ele se sentia, mas mesmo assim ficou surpresa ao ouvir a palavra pais.
- Eles são realmente seus .... - Tentou perguntar, assustada com a hipótese de que Edward e seus pais tenham sido transformados juntos em vampiros.
- Não - A interrompeu antes mesmo de terminar a pergunta – Carlisle me transformou primeiro e logo depois transformou Esme e desde então ela é sua esposa. Eu tenho por eles um grande afeto e respeito, os considero como meus pais.
- Eu, e realmente somos primas – limitou-se a dizer.
Em passos curtos Sr. Larry aproximou-se dos vampiros: - Vocês terminaram o trabalho?
Os dois olharam para o professor o deixando constrangido, pois nunca vira duas pessoas tão belas, a não ser em pinturas. – Aqui está professor, já íamos entregar. – Edward levantou o papel, deixando sua mão distante, evitando o contato de sua pele fria com a do educador.
Como todos já haviam entregado seus trabalhos, Sr. Larry começou a passar matéria na lousa, enquanto isso Edward e continuavam conversando.
Todos aguardavam ansiosos pelo intervalo, o professor não parava de escrever, olhou no relógio e levantou da cadeira: - Vocês vão ficar com a gente na hora do intervalo? - A possibilidade de passar algum tempo com a o deixou animado: - Se vocês não se importarem.
No caminho para a sala da prima dançarina, olhou para a sua blusa e constatou que estava suja, depois de vários tapinhas na tentativa de limpá-la, levantou a cabeça e se chocou com o peito de alguém.
- De novo – O loiro a segurou por reflexo.
- Você está me perseguindo? – Falou enquanto alisava o rosto.
- Eu não tenho culpa se você tromba com tudo que aparece na sua frente – Jasper sorria.
- Tudo que aparece na minha frente tem um nome, e nem preciso dizer qual é!!! – deu as costas para ele, retornando a caminhar apressada em direção ao estúdio, olhou sobre ombros para os Cullens que ainda estavam parados no meio corredor e disse – Vocês dois vão ficar aí plantados?
Os dois a seguiram e avistaram o irmão parado em frente à sala de .
- O que você está fazendo aqui? – Edward sabia que Emmett tinha gostado das meninas, mas não precisava ter vindo buscar a na sala dela.
- Estou esperando a minha irmãzinha. – Disse alegremente.
- Não seria “cunhadinha”? - Edward respondeu ironicamente, se referindo ao fato de Emmett estar gamado por .
- Por que cunhadinha se elas são primas? Você está fim da ? – Todos riram menos Edward que passara de bravo a envergonhado.
- Então temos outro casal? – disse enquanto se aproximava da escada que sua prima estava subindo.
- Pelo jeito temos três – Emmett olhou para e Jasper. Os dois responderam com uma olhada tão feia, que Emmett até fechou o sorriso.
- Oi gente, o que aconteceu? Por que vocês estão com essa cara? – fitou Edward e não entendeu nada: - O que foi ?- perguntou mentalmente enquanto eles se dirigiam para o refeitório.
- O Emmett falando que agora tem três casais.
- Gostei desse assunto, me conta tudo.
- Depois eu te conto.
- Que porcaria, agora vou ficar pensando nisso. Por que eu tenho que ser tão curiosa?!!
- Aquela está livre – Jasper aumentou os passos para não perder a mesa.

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Ao longe conseguia ver o contraste da pele alva e avermelhada dos dois alunos que entravam no refeitório.
- Eu não gostei desse professor, ele acha que a gente já nasceu sabendo!! – Jacob acompanhava .
- É sempre assim, eles fazem isso pra colocar medo – Ela gostava da companhia dele – As meninas estão ali, vamos?!
- Vamos.... - Jacob reparou que não estavam sozinhas – Oh, ia me esquecendo, eu preciso ir à secretaria.
- Agora?? – Quando ela percebeu, ele já estava longe.
reparou que estava gesticulando bastante então foi o mais rápido possível até a mesa. – Por que você está tão animada?
- O Emmett quer saber se você namora. Aproveita e já responde. - Disse enquanto puxava uma cadeira para a prima.
- Por quê? Você está querendo se candidatar? – sentou enquanto o encarava.
- Vai Emmett, responde. – Edward tinha se lembrado do constrangimento que havia passado minutos atrás.
- E você ? Tem gente também querendo saber – Emmett mudou o foco para provocar o irmão.
- Agora não mais. – Respondeu olhando para as mãos que estavam apoiadas na mesa.
- Nós não estamos namorando. – não queria dar detalhes, então perguntou para eles: - E vocês?
- Eles não namoram, já eu estou quase noivo. – Emmett estava sorrindo.
- “Ferrou”. Terei que mudar meus planos – comentou com suas primas.
- De quem você está noivo? – Edward questionou o irmão mesmo já sabendo a resposta.
- Com a , só estou dando tempo pra ela se acostumar com a idéia de que me ama. – Piscou deixando-a sem reação.
- Ufa – pensou enquanto e riam.
- Esta história daria um filme – comentou enquanto reparava que Jasper estava a quem do assunto.
- Falando nisso.....tenho um trabalho que está me deixando preocupada, preciso reproduzir uma cena de dança de algum filme com um aluno de outro curso da faculdade. Mas...devido as minhas condições, nada hums, preciso de um partner nada humano. Ou seja, um de vocês!!
- Eu vou ser seu partner – Emmett percebendo a reação do irmão pediu desculpa mentalmente para Edward por ter se oferecido.
- Ahhhh.....muito obrigada, eu sabia que podia contar com você. Te devo essa. – tentou abraçá-lo lateralmente, porém só alcançou metade do caminho.
Sentindo o descontentamento de Edward, mudou de assunto: - Quase ia esquecendo, o Carlisle quer conhecer a gente, né Edward? – Ele cabisbaixo confirmou com a cabeça.
- Quem é Carlisle? – As outras vampiras questionaram.
- Os meninos o consideram como pai. O que você acha da gente ir hoje à casa deles?
- Onde vocês moram? – lembrou que era perto da mata que estava em seu primeiro dia na cidade.
Ainda era que respondia as perguntas: - Perto da gente, Edward explicou onde fica.
- Se vocês quiserem.....por mim tudo bem. – estava interessada em saber quem era esse senhor.
- Então a gente vai chegar às 20h – olhou para os meninos como se fosse uma afirmação e não um questionamento.
- Obrigada por perguntar se eu quero ir – A ironia no pensamento de era notória.
Jasper que estava alheio à conversa. – – ele a chamou – Você conhece aquele quileute?
- Quem é quileute? – Na verdade ela queria saber “o que era” quileute.
- Aquele moreno que estava com você.
- Ah, o Jacob, ele está na minha sala. Por quê? – tinha reparado que o Jacob não gostava deles, e agora percebeu que o sentimento era recíproco.
O sinal soou e Jasper saiu sem responder.

Capítulo 5: O encontro


As 20h em ponto as três estavam em frente à casa dos Cullens. Nem precisou apertar a campainha, pois Emmett abriu a porta para recepcioná-las, as convidando para entrar.
Elas ficaram deslumbradas ao verem a sala de estar, era linda, branca, com paredes de vidro, que dava vista para um rio. Todos já estavam à espera delas.
Depois das apresentações e o desconforto inicial, Esme que estava feliz pela possibilidade de ter amigas, rompeu o silêncio, dando início a uma conversa: - Vocês estão na mesma classe que os meninos?
- Só a que está estudando com o Edward – sentou ao lado de Emmett.
- E você, está fazendo o que? – Ela a acompanhou até o sofá.
- Engenharia Automobilística.
- Nossa, que diferente.
- Eu sei... – encarou com os olhos semicerrados, a culpando pelo curso.
- ! Você está em qual curso?
- Eu estou fazendo dança. - admirava o piano de calda que estava num tablado junto à porta. – Quem toca?
- Eu – Edward sorriu.
ia pedir para ele tocar, mas achou que não era o momento adequado. Então lembrou que não sabia qual era o curso dos outros. – O que vocês estão estudando?
- Eu faço História e o Emmett....Nutrição – Jasper demorou para pronunciar a última palavra.
- Por que Nutrição? – não entendia o motivo, já que ele não comia e também não parecia se importar com a alimentação dos humanos.
Depois de uma pausa, quem criou coragem foi Edward: - Mulher.....o curso normalmente é feito por mulher.
fitou Emmett não acreditando na explicação. Ele pela primeira vez tinha ficado envergonhado.
Carlisle querendo ajudar o filho mudou o foco das perguntas para , que até o momento não havia falado: - ....é você que manipula os poderes?
- Mais ou menos. – Ela ficou surpresa por ele ter sido tão direto. Agora ela sabia com quem Edward tinha aprendido.
- Então como é o seu poder? – O médico estava curioso.
- Eu bloqueio e desvio.
- Interessante....e como você faz isso?
A vampira estava pasma com o interrogatório, ele nem estava tentando disfarçar: - Pela mente.
- E como você as protege? – Carlisle queria saber todos os detalhes.
- Também não quer saber o número da minha identidade? – riu – Nossa! Você está bem informado.
- Oh, desculpa. Os meus filhos contaram algumas coisas, então fiquei interessado.
- Tudo bem.....meu poder expande para elas, mas sou eu que controlo.
- Você usa uma égide protetora?
- Por acaso alguém sabe o que é uma “égide”?- perguntou as suas primas mentalmente.
- Acho que é um escudo. – a respondeu – Quantos anos ele deve ter? Nem meu pai falava assim.
- Não, no começo eu precisava tocá-las, mas eu fui me aperfeiçoando e agora consigo protegê-las a longa distância. Somente quando estamos separadas por algum oceano preciso que a localize eu e a , dessa forma nos conectando automaticamente.
- Ok....então o Emmett estava certo, por isso que o Jasper não sentiu as emoções de vocês. Conclusão, você passa para elas, mas o controle do que será bloqueado ou desviado é seu. E ainda consegue que os bloqueios sejam utilizados para as três.
- Espertinho você – falou para Emmett.
- Eu sei....as pessoas me subestimam, só vêem meu lado externo e julgam sem me conhecer. – Emmett estava com o cotovelo no braço do sofá, levantou a mão apoiando a cabeça tentando demonstrar que estava muito triste com a situação, mas era nítido que ele segurava o riso.
- Tá bom Sr. Nutrição, a gente acredita em você. – se virou para ele e notou que o rosto dele era meigo.
- Mas você já passou o seu poder para mais alguém? – Jasper se juntou ao interrogatório.
- Não. Acho que é necessário ter um elo bem forte.
- E como funciona o desvio? – Carlisle perguntou.
- Quando um indivíduo joga o poder em alguém eu consigo desviar para outra pessoa.
- Você consegue bloquear e desviar ao mesmo tempo?
- Se eu estiver conectada, sim.
- Seria inconveniente eu solicitar que você demonstre como funciona?
- Tudo bem......Jasperoso, por gentileza, você poderia enviar raiva para o Emmett?
- É Jasper – Ele a corrigiu.
- Eu sei.....mas você poderia fazer?
e entreolharam-se não acreditando no descaro de . - Não acredito que você o chamou assim!!! – Falaram ao mesmo tempo para a prima. As três não conseguiram segurar o riso e os Cullens ficaram sem entender nada.
Jasper lançou raiva para Emmett, que conseqüentemente quebrou o braço do sofá, ao mesmo tempo pela mente desviou o sentimento para Carlisle, sua feição alterou e Emmett de imediato ficou calmo. Assustado com o ocorrido, Jasper parou o seu poder e ficou olhando para que demonstrava satisfação.
- Eu sabia que o seu poder era grande, mas senti-lo foi muito pior. – Carlisle estava desnorteado, chacoalhou a cabeça como se estivesse recuperando a consciência – Depois disso, eu quero saber mais sobre os das outras. Como é o seu poder ?
Ela notou que agora todos estavam olhando em sua direção. – Nem se preocupe com o meu poder, ele é insignificante. – Disse com desdém.
- Nenhum poder é insignificante, o Emmett me disse que você localiza pessoas.
- Acho que o Emmett está fazendo o curso errado, tinha que ser jornalismo. – ria docemente para ele, que a correspondeu com um largo sorriso. A vampira voltou sua atenção para Carlisle. – Eu não localizo só pessoas.
- Você localiza objetos, animais.... – não entendia como Edward conseguia prender sua atenção, parecia que estava vendo um filme em “slow motion”. A única reação que ela teve foi balançar a cabeça em afirmação como resposta. - Como você faz isso? – Carlisle disse interrompendo os pensamentos de .
- Com apenas algumas informações eu consigo localizar qualquer coisa.
- Ok – O médico também queria ver este poder em ação, então propôs algo que normalmente ninguém via, nem mesmo os seus amigos mais próximos: - Onde está a minha cruz? Ela é de madeira e era do meu pai.
perdeu o foco da visão e mentalmente começou a pensar e ver imagens.*É uma cruz de madeira....várias cruzes apareceram....é algo sentimental....as imagens diminuíram....era do pai dele...sua mente vagou pela casa branca, subiu a escada, entrou no corredor e encontrou a cruz de pátina que estava pendurada na parede no final dele.* – Sua cruz está no andar de cima no final do corredor. - Falou saindo do transe.
- E como ela é? – Ele queria ter certeza que era a cruz dele.
- Grande e de pátina.
- É essa mesma!! – Carlisle arregalou os olhos, assim como os outros Cullens ele estava pasmo com os poderes das garotas. - Isso porque o seu poder era inútil. – Agora só falta o seu. - Disse virando-se para – Como o seu funciona?
- Eu crio e manipulo o Ar, a Água e a Terra. - Ela reparou que ele não tinha nada de “senhor”, ele era muito bonito, parecia celebridade.
- Você cria do nada?
- Isso........se eu quiser encher um copo de água, fazer um tremor ou cortar coisas eu consigo.
- Cortar coisas, como assim? – Carlisle perguntou confuso.
*Falei demais*, pensou: - É igual um jato de água, mirando em um lugar com força e velocidade suficiente ele ultrapassa qualquer estrutura, só que eu faço isso com ar.
- E você também faz isso com a água?
- Com água não, faz muita sujeira. – sorriu aparentando lembrar-se de algo.
- Você pode mostrar pra gente? – Ele usou um tom de voz que nem mesmo o pior inimigo negaria algo a ele.
- Vocês têm alguma fruta?
- Temos maça, laranja, abacaxi... – Esme respondeu.
- Pode ser o abacaxi.
Esme levantou e foi até a cozinha retornando com a fruta. – Onde eu coloco?
- Perto da parede – Carlisle pegou a mesinha de centro para apoiar o abacaxi. – É seguro a gente ficar nessa distância?
- Sim – O ar próximo da fruta começou a se movimentar aumentando sua velocidade, ficando difícil de ver até para a super visão dos vampiros. Em questão de segundos o vento parou e o abacaxi desmontou, pois estava cortado na diagonal e em fatias, espalhando-se pela mesa.
- Essa é a minha garota – Emmett sorriu marotamente.
Edward levantou para verificar: - Não tem um risco nem na parede ou na mesa. Isso é surpreendente. Você consegue fazer isso com humano ou vampiro?
- Corto estruturas mais sólidas do que vampiros ou humanos, provavelmente sim. – Os Cullens ficaram amedrontados com o poder de .
- Acho que a gente já entendeu como funcionam os poderes de vocês, vamos mudar de assunto – Esme estava recolhendo os pedaços da fruta.
- Emmett me disse que vocês são da Espanha, de qual cidade vocês vieram? – Carlisle mudou de assunto, como solicitou sua esposa.
- Montserrat....fica próxima de Valência. – lembrou de quando via o entardecer no penhasco.
- Vocês sempre moraram lá?
- Infelizmente não, como todos os vampiros não podemos permanecer muito tempo no mesmo lugar.
- Mas o sobrenome de vocês é espanhol. - Carlisle disse certificando-se.
- A gente nasceu em um vilarejo, em Murcia.
- Há quanto tempo vocês são vampiras?
- Faz oitenta anos. - respirou fundo, as lembranças daquela época não eram boas. – A tinha 19, a 20 e eu 22 quando fomos transformadas.
- E como foi a transformação de vocês?
- Você é cientista? – achou estranho, normalmente não era isso que as pessoas queriam saber.
- Médico – O sorriso foi contagiante.
- Médico?! Mas você atua na área?
- Sim, atendo humanos...e eu não os machuco. - Percebeu o espanto no rosto delas. – E a transformação?
- A transformação foi igual à de todo mundo, três dias de dor. – ainda queria saber mais – Como você consegue não machucar os humanos?
Carlisle riu da insistência da garota. – O sangue humano não me atrai. – Ele achou que isso serviria de resposta. – Como aconteceu?
“O sangue NÃO me atrai” deixou mais curiosa, mas falou antes que ela abrisse a boca – Houve um desastre no vilarejo e a gente estava quase morrendo, aí nos salvaram ou acabaram de matar, se vocês acharem melhor. E como foi com vocês?
Eles passaram horas conversando, explicando que Carlisle fora transformado no tempo de caça as bruxas. Edward porque estava com gripe espanhola. Esme contou sua história que emocionou a todos. Jasper na guerra. E Emmett que achou que era mais forte que o urso.

[...]


O sol estava nascendo juntamente com a certeza de que o desentendimento entre eles havia acabado, aparentando ser uma única família. N/A1: Quando o texto estiver em itálico e sublinhado, trata-se de uma conversa mental.


Capítulo 6: SURPRESAS


Para manter as aparências e Esme fo-ram até ao mercado fazer a despesa “falsa” do mês. Enquanto as outras vampiras aproveitavam o sábado com os outros Cullens.
Como o dia estava nublado e garoando, não queria molhar o cabelo, então optaram por ficar em casa e fazer uma disputa de xadrez entre eles. O único que não concordava era Emmett.
- Não pode ser outro jogo? Xadrez não tem emoção – Ele queria estrear o novo jogo que tinha comprado para o Xbox.
- Depois a gente joga outra coisa – estava arrumando os tabuleiros na mesa.
Carlisle trazia da cozinha uma maça vermelha, que para os humanos estaria sucu-lenta, e a entregou para , pois seria usada no jogo.
- Meninas – O médico olhou para as duas vampiras - Eu estava querendo dar uma festa surpresa para Esme pelos nossos 85 anos de casamento, vai ser daqui um mês e meio.
- Realmente é uma data que precisa ser comemorada em grande estilo – comentava e brincava com a maça jogando-a para o alto.
- Estive pensando em fazer um baile de máscaras. O que vocês acham? – Carlisle disse entusiasmado.
Os meninos olhavam carinhosamente para seu pai, ele sempre foi muito amoroso com sua esposa.
- Nossa.....é uma ótima idéia, acho que a Esme vai amar. – adorou a idéia.
- Não há nada que você faça que a mãe não goste, estou até vendo o rosto de feli-cidade quando ela ver a festa. – Emmett imaginava a cena e ria. Jasper e Edward balançaram a cabeça concordando com o irmão, a felicidade entre eles era visível e ao mesmo tempo contagi-ante.
- Mas tem um problema, a gente não pode fazer aqui senão ela irá perceber, se for num salão... - não deixou Carlisle terminar.
- Não se preocupe, podemos fazer na nossa casa. Existe um espaço perfeito para a comemoração – já estava pensando na decoração. – Se vocês aceitarem, a festa vai ser o nosso presente. – Após a expressão de contentamento dos Cullens, ela continuou – Será pra quantas pessoas?
- A gente, vocês, os Denalis...- O médico fazia uma conta mental, mas foi inter-rompido por : - Quem são Denalis?
- Eles são um clã que se alimentam de animais, são nossos amigos – Comentou da alimentação antes que perguntassem.
- Não sabia que tinham clãs vegetarianos, tirando a gente e agora vocês – Isso era novidade para .
Carlisle escrevia os nomes dos jogadores no papel para o sorteio enquanto explicava sobre seus amigos: - Eles moram no Alaska, e são em cinco no total. Tânia, Irina, Kathy, Carmem e Eleazer, esses dois últimos são casados.
e se olharam. Ao perceber o desconforto, Emmett supôs que seria pela movimentação do grupo todo para vir até Forks, então explicou: - Não precisam ficar preocupadas, eles sempre vem nos visitar. Ainda mais, que é uma oportunidade pra Tânia se mostrar para o Edward.
Somente Jasper viu apertar a maça que ainda estava segurando quando Emmett fez o comentário infeliz. Segundos depois, ela ouviu uma risada abafada e esfarelou o resto da fruta, pois Edward tinha visto tudo pela mente do irmão.
O constrangimento de fez com que Jasper se aproximasse dela sem chamar atenção de todos: - Perdeu a noção da sua força!! – Disse calmamente amenizando a situação - Vamos até a cozinha.
Os dois foram até o outro cômodo sem ninguém perceber, voltou com a mão limpa e Jasper segurando outra maça.
– Essa disputa vai começar ou não?!!! – falou sarcasticamente piscando para Jasper em forma de agradecimento.

As regras eram as seguintes:
• 1 etapa: sorteio.
• 2 etapa: Quem fosse o pior teria que comer uma maça.
• 3 etapa: os dois que obtivessem mais vitórias disputaria a final.
• Os poderes estavam liberados, mas não podiam ser emprestados.
• O ganhador escolheria uma pessoa pra ser seu “escravo” por um dia.



1ª Disputa:

Emmett x = quase perdeu de tanto rir
Jasper x Edward = Edward
x Carlisle =


2ª Disputa

Jasper x Emmett = Jasper
Carlisle x Jasper = Jasper
Emmett x Carlisle = Carlisle

Emmett jogou o tabuleiro, mas Edward pegou antes de chegar à parede.

3ª Disputa

x Edward = Edward ( tentou pensar no céu enquanto jogava, mas não con-seguiu).
x = ( manteve a mente no céu para Edward não per-ceber que ela estava pensando nele)


4ª Disputa

Edward (peças pretas) x (peças brancas)...
Na mesa estavam somente os dois e o restante estava de pé. A enxadrista que continha as pedras brancas avançou o peão. O clima estava tenso, Edward nunca tinha perdido uma partida de xadrez, seria pelo dom ou por suas habilidades estratégicas, a indagação pairava pela casa.
Os movimentos eram cautelosos, o único som que se ouvia era das respirações. A disputa estava equilibrada.
- Termina logo esse jogo, eu não agüento mais isso – Emmett foi repreendido por Carlisle, ele estava atrapalhando a concentração dos jogadores.
começou a colocar em prática o que tinha planejado desde o começo, todos se assustaram com a velocidade que as peças pretas sumiam do tabuleiro. Os pensamentos e suspiros emitidos fizeram Edward voltar do transe. Ele não a-creditava no que estava acontecendo.
A partida não estava perdida, foi nisso que ele pensou, e com um sorriso de lado, moveu sua peça, iniciando uma nova tática. Para sua felicidade, o resultado foi positivo, as peças esta-vam igualadas.

~~~~~~~ / / ~~~~~~~~


O limpador do pára-brisa tinha parado de trabalhar, as gotas da chuva estavam cessando, a pista estava livre, adorava dirigir. Abaixou o vidro para sentir o cheiro de mato molhado.
- Onde vocês moravam também era assim? – Esme tinha notado um sorriso.
- Lembra um pouco – Respondeu fechando a janela.
Observando a tristeza na voz, ela trocou de assunto – .....vocês namoram?
- ......não, por quê?
- Vocês e os meninos estão bem próximos.
- Você quer me dizer alguma coisa?
- Eu gosto de vocês.....mas não quero que meus filhos sofram.
Depois de entrarem numa trilha, elas avistaram a casa branca.
- Você quer ajuda pra levar as sacolas? – perguntou mesmo sabendo que ela agüentaria.
- Não precisa. Você vai voltar?
- Vou guardar as minhas e depois eu volto – Deu ré e foi para casa.


Ao chegar a sua residência foi direto para cozinha guardar os alimentos, ao abrir a geladeira lembrou que fazia quase uma semana que não se alimentava. Elas eram acostumadas a caçarem sozinhas, então pegou uma garrafa térmica e foi para a floresta.
Andou alguns metros, sem prestar atenção ao seu redor pensando somente na frase “não quero que meus filhos sofram”, aquilo estava mexendo com ela. Sentiu o cheiro que definiu ser de um herbívoro, aumentou a velocidade para não perder a presa.
O cervo estava comendo a 100 metros de distância, ele levantou a cabeça e saiu correndo. A vampira ouvia passos de algo grande e pesado vindo em sua direção, era a mesma coisa que tinha assustado o animal.
Algo inesperado saiu em meio às árvores, os dentes afiados estavam expostos, não acreditava no que estava vendo.



Desavença

Os três lobos enormes rosnavam e caminhavam até sua inimiga. O maior com o pêlo marrom emitiu um som que fez os outros pararem.
A garrafa foi largada, o vento se movia mais rápido, o cabelo balançava no mesmo ritmo. Posição de ataque, sabia que antes deles chegarem perto dela, eles estariam mortos.
O lobo alfa se apoiou nas patas traseiras indicando que iria pular, rosnou mais uma vez. A vampira ficou ereta e com a feição incrédula falou: - Jake???
Logo em seguida ele recuou, indo para trás de uma árvore de onde apareceu um homem, alto moreno, com o peito nu, vestindo somente uma bermuda. – Desculpa , eu não ia te atacar, só queria que você saísse das nossas terras.
Ela não sabia o que fazer ou o que dizer, olhou para os outros dois que ainda estavam de lobos e voltou sua visão a Jacob. – Eu tinha reconhecido o seu cheiro, mas o susto de saber que lobisomens ainda existem ocupou toda a minha atenção.
O quileute contou que tinha mais cinco deles que pertenciam a outro bando, a preveniu do perigo que estava correndo e voltou para reserva.


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Na casa dos Cullens a disputa no jogo de xadrez continuava acirrada. Com o passar do tempo as peças foram diminuindo e a pressão aumentando, o fim estava próximo. A última movimentação foi da peça preta capturando a branca.
- OMG, como eles conseguiram fazer isso?? – Carlisle piscou duas vezes em seguida para se certificar do que vira. – Já tinha ouvido falar, mas ver.....
Os dois oponentes apertaram as mãos e agradeceram pela partida. Nem era necessário ter os poderes de Jasper para sentir a felicidade deles.
Emmett não sabia o que aquilo significava no jogo: - Sobraram os dois “Reis”....nem venham me dizer que vai começar tudo de novo!!!!
- Não.....isso é EMPATE. É já respondendo a sua próxima pergunta, isso pode acontecer, só depende de como o jogo termina. – Edward guardou o “Rei” preto e entregou o outro para .
- Serão dois escravos? – Jasper parecia preocupado.
- Isso mesmo...e pode se preparar...você será o MEU escravo – utilizou o seu melhor tom de “malvada sexy”.
O riso foi geral, dificilmente alguém conseguia deixar Jasper encabulado, se ele ainda fosse humano estaria vermelho.
A bailarina estava empolgada, queria ser escolhida, seria um bom motivo para ela ficar grudada no seu vampiro “Edilicinha”. – E quem você vai escolher?
- Estou em dúvida.
Seu desejo já tinha mudado, não seria escrava e sim seu carrasco. Ela não entendia como ele podia ser tão....tão....incrivelmente lindo e ao mesmo tempo, idiota, imbecil e babaca.
Edward continuou: - Seria ótimo ter um dos meus irmãos como escravo, seria uma vingança perfeita, mas eu prefiro ter a companhia de uma bela e doce mulher como a .
Os xingamentos anteriores foram retirados e estava comemorando mentalmente. Ela agradeceu por ter bloqueado os meninos logo depois que o jogo terminara.
- Onde você pensa que vai? Pode voltar e comer a maça – A maça foi atirada por Jasper quase acertando a cabeça de Emmett.
- Quase você me acerta!!! – Pegou a fruta e a mordeu – Urgh, como isso é horrível...eu já volto.
Uma corrente de ar entrou pela casa e com ela a – Nossa, você está mais fedida do que normalmente – tampou o nariz com a mão.
- Esse cheirinho agradável são de três LOBISOMENS que acabei de encontrar.
- Lobisomem!! – sentou estarrecida no sofá.
- Eu achei que eles estivessem ...... – não conseguiu terminar a frase.
Emmett que estava no banheiro do seu quarto, expelindo o que houvera comido da maça, desceu as escadas e apertou os braços de : - Ele te machucou? Aquele cachorro te machucou??
- Vocês sabiam? – Se soltou das mãos e o empurrou. – Por que não falaram nada? – Por reflexo ele a segurou novamente.
- Eu pensei que vocês já soubessem!! Vocês não são amiguinhas dele?! – A voz suave de Jasper estava extremamente irônica.
Os próximos acontecimentos foram rápidos e simultâneos. O silêncio fora quebrado por um rosnado que saiu de , a fúria refletida em seus olhos. Ela não parava de encarar Jasper, como se ele fosse um alvo a ser atingido, ainda não acreditava em cada palavra que acabara de ouvir. Se não fossem os braços de Emmett que já estavam envoltos nela, o ataque teria ocorrido. Ele abraçava cada vez mais forte impedindo-a de ir para cima de seu irmão.
que estava sentada no sofá pôs-se de pé no mesmo instante que a voz de Jasper se silenciava, ela rosnou juntamente com , posicionou-se para atacá-lo, mas Edward que estava sentado ao seu lado, se colocou a sua frente, travando-a, as pernas dele entrelaçaram com as dela, fazendo com que seus corpos ficassem próximos, a respiração de era pesada. Edward colocou a mão em seu rosto e trouxe para junto dele, tentando assim acalmá-la. Ao sentir o cheiro, e a sua voz próxima do ouvido pedindo para ela se tranqüilizar, dizendo que tudo não passava de um mal entendido, fez com que toda sua raiva dissipasse.
Mas não houve quem segurasse , Jasper estava de perfil quando ela rosnou mais alto do que suas primas, como se seu instinto animal tivesse despertado, era uma mistura de ira, frustração e proteção. A vampira flexionou os joelhos e saltou atrás de Jasper, em questões de segundos ela o imobilizou, deixando ele de costas e travando contra a parede, não dando tempo dele se defender. Todos ficaram perplexos com reação dela.
- Como você ousa por a minha família em risco? – A raiva estava dominando a mente de .
- Como eu iria imaginar que você não sabia - Jasper falou ríspido.
- Você não deveria ter imaginado, não deveria ter pensado....você simplesmente deveria ter nos contado.
- E como eu iria adivinhar que vocês não sabiam. – Disse insistentemente – A vive para cima e para baixo com aquele lobo. – Virou a cabeça para encará-la.
- Da mesma maneira que você supôs que nos sabíamos. – o prensou mais contra a parede. – Ela ainda consegue se defender, e se fosse eu ou a lutando contra os lobos, poderíamos estar “mortas” neste momento.
Carlisle se aproximou dos dois. – Calma , tenho certeza que ele não fez por mal.
A respiração dela continuava ofegante. – Justo ele, justo ele – Havia agora mais frustração do que ira no seu tom de voz. – Como puderam fazer isso? Eu não acredito.
Sem perceberem, e estavam no meio da sala, deixando Emmett e Edward confusos.
, pára com isso....já passou....você não quer machucar ele. – se aproximava da prima com cuidado.
- Isso mesmo, você não quer machucar ele. Vamos conversar. – Esme estava do lado do marido.
- ! – Ela olhou para quando ouviu seu nome – Solta ele. – A voz estava calma, mas firme.
Jasper depois de ser libertado, se virou encontrando os olhos de , ela balançava a cabeça negativamente, foi neste instante que ele percebeu o quanto a havia decepcionado.
As três se ajuntaram ficando de frente para os Cullens que já estavam sentados no sofá. – Meninas – Carlisle começou a explicar – Há muito tempo atrás.......nem o Jasper estava com a gente......nós fizemos um acordo com os quileutes de que não mataríamos nenhum humano e não atravessaríamos para as terras deles. Eles só concordaram com isso porque nós não nos alimentamos de sangue humano. E agora os novos quileutes seguem as mesmas regras dos antepassados.
se lembrou da frase que Jacob havia lhe falado “só queria que você saísse das nossas terras”. – Mas a gente não assina Cullen, então essa regra não cabe a nós.
- Por enquanto – Emmett sorriu mostrando as covinhas.
- Você deve ter algum problema. – não se conformava, ele era muito desenc do.
- Só soluções. – Ele levantou e colocou o braço no ombro dela. Todos riram do atrevimento dele.
- Você realmente deve ter algum problema – Nem ela conseguiu segurar o riso. Menos Jasper e que estavam abatidos.
- Eu peço que vocês continuem o “acordo”....– Carlisle escolhia as palavras cuidadosamente. - Pelo o que me pareceu......você é amiga de um deles. – Ele olhava para para saber qual reação ela tomaria, mas quem teve foi Emmett rosnando baixo.
- Carlisle.....o Jacob não me atacou. – Todos olharam espantados. – Ele só pediu pra eu sair das terras dele. Mas se fosse o outro grupo, aí teria sido diferente.
- Outro grupo?
- Sim, tem o dele que são três lobos e o outro com cinco.
- OMG.....Tem bastante deles. – O médico não sabia que o número de lobisomens era alto – Vocês vão seguir o acordo? Nós não queríamos mudar para outro lugar, ainda nos resta alguns anos em Forks.
A casa ficou em silêncio, as meninas estavam conversando mentalmente.
- O que vocês acham? - perguntou para elas.
- Pode ser - concordou.
- Por mim, tudo bem...vai ser por pouco tempo mesmo. - A resposta de foi seca.
- A gente vai seguir o acordo de vocês. – disse enquanto tirava o braço de Emmett de seu ombro – Agora acho melhor nos irmos embora – Ela tinha percebido que não estava agüentando ficar na mesma sala que Jasper.
Os cinco esperaram as meninas se distanciarem da casa para conversarem. – Meu filho, por que você falou daquele jeito? Elas ficaram magoadas. – Esme ainda estava confusa, Jasper sempre foi extremamente racional.
- Você correu um grande risco, imagina se a te corta? Pra sua sorte ela só queria meter a mão em você......ainda bem que eu consegui segurá-la – Houve uma pausa e Emmett continuou – Não vejo a hora de lutar com elas.....claro que de brincadeira....você viu como elas são rápidas?
- Vocês não acharam estranho o modo como a pegou o Jasper....tudo bem que ele não esperava isso, mas ele não conseguiu se soltar – Todos confirmaram balançando a cabeça para o Edward – E a e a ....quando eu fui ver elas já estavam no meio da sala, não sei como elas fizeram isso.
- Elas vivem sozinhas, aprenderam a lutar para se defender. Da mesma forma que existem humanos desprezíveis também tem vampiros. – Carlisle levantou do sofá. – E elas aceitaram seguir o acordo, então não teremos problemas com os quileutes. – Olhou para esposa – Vamos subir? – Ela sorriu para ele e o acompanhou.
Já em seus quartos, Edward estava deitado no sofá com um enorme sorriso, seus olhos estavam presos no teto, mas seus pensamentos vagavam longe se lembrando do cheiro da e do rosto perfeito que tinha tocado. Novas emoções brotavam no coração que não batia há quase um século.
Lembranças reviviam na mente de Emmett, o corpo de grudado no dele, as mãos dela apertando seus braços, momentos depois, o sorriso alegre dado por ela quando ele a abraçou. Não havia dúvidas, o urso estava apaixonado.
Jasper estava sentado numa poltrona, folheando um livro antigo, tentando assim espairecer sua mente, mas sua inquietude era maior, levantou-se e foi tomar um banho com a água bem quente, mesmo não fazendo diferença para a sua pele. Retornou para o quarto achando que estava mais calmo.
Um barulho de porta batendo ecoou pela casa. - Quem saiu? – Carlisle perguntou de seu quarto.
- Jasper – Edward respondeu – Ele foi atrás da .

Capítulo 8: Reconciliação

A casa estava silenciosa, o único som que se ouvia era a música que saída do quarto da . Ela a chamou.
- Fala.
- Você está melhor?
- Na medida do possível.
- Você quase... entrou na conversa
- Eu sei.
- Eu acho que o seu problema não foi a briga, né? A gente veio pra esse lugar....
- Eu sei , eu sei.

__________ // __________


Jasper corria em direção à residência das Basque, que em outra ocasião, elas haviam comentado onde moravam, ele precisava pedir desculpas pelo seu comportamento deplorável, e isso não podia esperar pelo nascer do sol, além disso, havia algo que não saia da sua cabeça, dizendo “Justo ele.”
Era quase 3h da manhã quando Jasper chegou na casa delas, ele percorreu um atalho pela floresta, cerca de três minutos na velocidade vampiresca. Parou em frente ao portão, percebeu que as três estavam no segundo andar. Resolveu chamar por , entretanto não obteve resposta, mas ele não desistiria de falar com ela.
que estava em sua cama, foi tirada de seus devaneios ao escutar seu nome – *Ahn, o que ele está fazendo aqui?* – Pensou. Ela sabia quem era, pois reconheceria esta voz no meio de tantas outras.
- tem alguém te chamando disse.
- Eu sei, é o Jasper.
- Como você sabe? - perguntou.
- Deixa pra lá. – Ela desconversou, mesmo sabendo que a pergunta era só para provocá-la.
- O que ele veio fazer aqui? a indagou ironicamente.
- E eu vou saber? – A resposta de fez suas primas perceberem que ela ainda estava magoada.
- Vai ver ele quer te pedir desculpas comentou aos risos, querendo animá-la.
- Vai ficar querendo.
- Acaba logo com isso e vai lá falar com ele. disse irritada.
Jasper parecia que tinha escutado a conversa mental das garotas: - , você está muito enganada se pensa que eu vou sair daqui sem falar contigo - Mas ela continuava a ignorá-lo.
Ele pulou o muro da casa e avisou: - Eu vou subir até seu quarto.
Havia três sacadas no segundo andar o que provavelmente indicava o quarto de cada uma. Jasper parou embaixo da primeira sacada da esquerda para direita, a fragrância que sentiu era bem adocicada, uma mistura de frutas vermelhas com menta, ele tinha plena certeza de que aquele quarto não pertencia a e que provavelmente era de . Então ele seguiu para a próxima sacada, de onde vinha uma fragrância sutilmente amadeirada com toques florais, este quarto era o de .
Quando ele avançou para terceira sacada foi envolvido por uma fragrância que ao mesmo tempo era doce e refrescante, lembrava mel com damasco, que fez sua respiração alterar - *Hum!! Que cheiro bom*, ele pensou. Jasper tinha certeza que este quarto pertencia a e não hesitou em pular para dentro da sacada.
Ela ainda estava deitada, ouvindo The Fray – Look after you (NA 1: Pessoal, clique no link da música para ouvi-la. Ela dará um clima para o capítulo) que a prima acabara de colocar para tocar. Levou um susto quando ouviu alguém bater na sua porta balcão de vidro, por mais que soubesse da aproximação de Jasper, não achava que ele teria coragem de cumprir o que falara.
- Posso falar com você? – Ele perguntou.
percebendo que não tinha como fugir da conversa levantou e foi até a porta, ao abri-la viu Jazz de frente para ela, encostado com os braços apoiados no balaústre, apesar do rosto dele estar inclinado para baixo via-se um tímido sorriso. Ele vestia uma calça jeans e uma camisa preta que contrastava perfeitamente com o cabelo cor de mel. Apesar de ainda estar brava com ele, ela não podia negar tamanha beleza. Dando um longo suspiro, caminhou para a sacada, a vontade de atacá-lo agora era de outra maneira. sacudiu a cabeça tentando clarear a mente. - Oi!!!
- Oi! – Ele não a encarou. - Eu vim aqui..... – Jasper começou a olhá-la debaixo para cima, ela estava descalça, usava uma delicada tornozeleira de brilhantes, ele não havia reparado que ela gostava de jóias, subiu lentamente o olhar ..... vestia uma linda camisola de seda branca com detalhes de renda na alça e no colo. *Ela está absolutamente maravilhosa*, pensou.
- Jasper?? – O chamou. – Você veio aqui...- estava impaciente.
- Por que você esta usando camisola?? - Jasper a indagou, apesar de linda, vampiros não dormem.
- Você veio até aqui, para perguntar por que eu uso camisola???? – Ela franziu o cenho.
- Claro que não!!! - Respondeu como se fosse a coisa mais obvia do mundo – Eu nem sabia que você usava camisola, até porque vampiros não dormem – Ele fez uma leve pausa. - Não que eu ache ruim, muito pelo o contrário – Jasper disse com sorriso malicioso. – ficou visivelmente envergonhada, principalmente porque ouvia risinhos vindos do outros quartos.
- Vocês não têm mais nada para fazer, do que ficarem ouvindo conversa alheia.
- Não!! - As duas responderam em coro.
- Vocês me pagam.
- Realmente, como você deve saber muito bem, vampiros não dormem, o que não quer dizer que eu não possa tirar a noite para “relaxar”, mas já que você não veio aqui para isso o que devo a honra de sua visita?
- Eu vim aqui....... – Ele estava tomando coragem
- Para?
- Desculpe, eu não tive a intenção de te magoar – Disse rapidamente – Muito menos de por sua família em risco, de colocar a SUA vida em risco – Aproximou-se da vampira. - Se eu tivesse cogitado a idéia de que vocês não sabiam da existência de lobisomens por perto, eu nunca hesitaria em contar. Nunca!!! - Houve um longo silêncio, Jasper a olhava esperando uma resposta.
Após relembrar aqueles momentos, ela finalmente respondeu – Eu sei.
Um peso havia sido retirado das costas de Jasper, o deixando aliviado. - Então quer dizer que está tudo resolvido entre nós?
- Quer dizer que eu sei que você não teve intenção, mas ainda estou magoada com você e comigo.
- Com você??
- Digamos que minha atitude foi um pouco exagerada, mas foi impossível de me controlar, sabendo que nós corríamos um grande perigo e vocês poderiam ter nos alertado, mas isso não justifica o que eu fiz.
- Você esta perdoada. – Ele falou com sorriso largo nos lábios. deu um ligeiro empurrão nele.
- Calma, calma!! Eu vim em missão de paz – Disse descontraído.
Ele levantou o braço ameaçando que iria tocá-la, mordeu o lábio inferior, mas desistiu, pois a vampira recuou, se sentindo rejeitado virou de costas e pulou a sacada.
- Ah, Jasper!!! – disse se debruçando no balaústre. - Não esqueça que você ainda é meu escravo!! - Deu uma risada divertida na tentativa de consertar o que havia feito.
- Eu não esqueci!!!! - Jasper disse olhando para ela, se deliciando com sua risada, que era música para seus ouvidos. – É tão bom!!!! – Falou o que pensava em voz alta.
- O quê??
- Ouvir sua risada.
- Não vai pensando que me elogiando, vai fazer eu mudar de idéia.
- E quem disse que eu quero?
Ainda bem que não tinha sangue correndo em suas veias, senão teria ficado imensamente vermelha.
- Tchau !! – Jasper disse ao perceber que ela tinha ficado envergonhada.
- Tchau – Virou-se para entrar em seu quarto.
- Ah, – Jasper a chamou, pois havia uma dúvida que ele não tinha esclarecido.
- Fala !!!
- Sabe quando você estava brigando comigo...
- Como eu poderia esquecer.
- Você disse “Justo você” – Jasper mudou o tom de sua voz ao mencionar estas palavras, ele parecia decepcionado. – Por que você disse isso?
- Eu ... eu .... – começou a gaguejar *Acho que sou única vampira que gagueja*, pensou – Eu acho você o mais sensato de todos. – Foi o que ela conseguiu dizer.
- Claro – Não era a resposta que ele queria ouvir – Acho melhor eu ir embora, tchau!!!
- Tchau!!
Foi só o Jasper ir embora que as primas começaram a conversar sobre a .
– Imagina o tanto de camisola que ela vai comprar. tentava rir baixo.
- Ela vai acabar com o estoque de todas as lojas. – foi devagarzinho até o quarto de a chamando para irem até a .
A vampira estava muito distraída olhando o céu estrelado, não notando suas primas em seu quarto: - Acho que hoje será um dia ensolarado. – Comentou em voz alta.
- Ela está tão feliz – abraçou a prima que estava parada na porta balcão.
- Para de falar besteira. – se desvencilhou do abraço.
- Se você quiser, eu te empresto uma camisola vermelha. – Enquanto falava correu na velocidade vampiresca até a cama. - Ela é....linda – Antes que o travesseiro a acertasse, jogou um jato de ar empurrando-o de volta para a .
- Ahhh...então os poderes estão liberados. – A vampira riu desviando o poder de , que percebendo a intenção da prima não parou de manipular o ar, fazendo o travesseiro acertar em que estava alheia a “briga” das garotas admirando o luar.
As duas riram alto deixando inconformada.
- É assim, né!! – disse pegando o travesseiro do chão que ainda estava intacto. Ela era a mais rápida das três, correu em direção à estraçalhando ele na vampira que não teve chance de se defender. Depois pegou outro travesseiro para acertar em que desviou o corpo três vezes, mas não obteve sucesso na quarta vez. O que não esperava era ser acertada por que estava atrás dela.
Como não tinha mais travesseiros no quarto, as meninas foram nos outros buscar e continuaram com a pequena guerra.
O sol nasceu e as garotas estavam deitadas na cama da e cobertas de penas. O dia estava apenas começando, e ainda reservava grandes emoções.

Capítulo 9: Equívocos


O tempo em Forks estava atípico, os raios solares iluminavam toda a cidade. Sem ter o que fazer por causa do Sol, Emmett resolveu atormentar a vida de Edward.
O ruivo tocava seu piano, concentrado em uma nova composição, quando Emmett o interrompeu - E aí, Edward, já pensou no castigo para ?
- Ainda não, nem sei se vou castigá-la, talvez ela nem queira mais falar comigo.
- Então vou te ajudar. Eu tive vááááárias idéias. Você quer ouvi-las?
- Não. – Respondeu seco
- Mas eu vou falar mesmo assim – Emmett sentou no banco junto com o irmão descansando as costas no piano e o encarou com um sorriso aberto.
- Você não percebeu que eu estava tocando?!?! – Edward falou indignado.
- Seu foco agora é o castigo da . Vamos lá, vou enumerá-las, primeiro, ela podia aparar a grama do nosso campo de Baseball.
- Isto ajudaria a mim ou a você?
- Isto seria em beneficio de todos - Edward tentou argumentar, mas foi logo interrompido por Emmett - Segundo, lavar todos os carros.
- Emm isso é serviço seu.
- Limpar todas as janelas da casa. – Havia uma pequena esperança em seu tom de voz.
- Isso também é serviço seu. Já que queria isso.....deveria ter ganhado no xadrez – Edward riu com a impossibilidade disso acontecer, afinal ninguém conseguiria ganhar dele se ele usasse seus poderes.
- Irmãozinho, você quer se aproveitar do castigo ou se aproveitar da >? – Nessa hora se Edward fosse humano teria corado – Já entendi, todas que forem relacionadas a serviços braçais estão canceladas.....eu estava pensando em você pedir pra ela se vestir de mulher gato, com chicotinho, algema, venda...
- Não Emmett, também não quero me aproveitar dela desse jeito – *Pelo menos não agora* Edward pensou - Eu quero apenas passar o dia com ela para nos conhecermos melhor.
- Então sobraram poucas opções na minha lista. – Emm disse decepcionado - Vejamos......você podia levá-la para dançar.
- Não seria uma má idéia, mas ela já faz isso todos os dias. Mesmo assim, não vou descartá-la.
- Você pode levá-la em um show.
- Mas não sei de qual cantor ela gosta.
- Mas isso eu já descobri. – A empolgação de Emmett fez Edward sorrir. - Essa semana ela comentou que queria ir a um show que acontecerá no outro sábado em Nova Iorque, de um tal de Michael Bublé. Imagina, você a leva de avião, os dois vestidos elegantemente, seria chique do jeito que você gosta e romântico do jeito dela. Você pode comprar um vestido pra ela, do seu gosto, essa parte seria o castigo, afinal seu gosto pra roupas não é dos melhores.
- Essa idéia partiu de você? Estou impressionado. Esta opção será muito bem analisada. Quanto ao mau gosto, quem se veste mal aqui é você, afinal não sou eu que me visto igual a um........
- Esqueça nossas roupas. Você pode levá-la num luau, ela gosta muito da Lua e como ela mesma diz “Ainda mais se estiver cheia...fica tão romântica” – Emmett pronunciou a última frase segurando as mãos e imitando a voz de .
- Você tem lido muita revista feminina, mas tenho que concordar.....esta idéia também foi muito boa.
- Eu sei que sou demais, a prática leva a perfeição. - A vai adorar saber o que você disse. – Edward comentou ironicamente – Mas voltando ao passeio, podemos colocar um “tour” cultural nesta sua lista. Vou levá-la a museus, bibliotecas, galerias... – O vampiro começou a se empolgar com as opções.
- Isto realmente será um CASTIGO – Emmett não acreditava nas opções de passeio que Edward estava cogitando.
- Não posso fazer nada se você não gosta de coisas boas, a é uma pessoa meiga, culta, de muito bom gosto – Emmett ria tanto que acabou caindo do banco em que estava sentado.
A feição de Edward foi entristecendo conforme sua mente vagava pelos acontecimentos do dia anterior – Será que depois de tudo o que houve, ela ainda vai aceitar ser minha escrava?!
- Só tem um jeito da gente saber – Emmett abriu o celular e começou a digitar o número do telefone da vampira.
Edward por impulso fechou o celular que estava na mão de Emmett – Não acredito que você sabe o número do celular dela e, além disso, estava LIGANDO pra ela.
- Ah não ser que você queira ligar....
- Claro que não, nem sei se ela quer falar comigo.
- Então eu vou ligar e resolver isso logo.
- Zero, cinco, cinco, cinco – Emm falava pausadamente os números para o irmão, conforme digitava – Um, dois, três, quatro, tá anotando? – Edward digitava o número do telefone de em sua lista de contatos no celular.
- Oi! – Ela atendeu surpresa.
- Tudo bem? – Emmett perguntou cautelosamente.
- Tudo – respondeu triste.
- Que voz é essa? Você continua brava pelo o que o Jasper fez?
- Não, só estou chateada com outro assunto, mas deixa pra lá.
- Você ainda vai querer dançar comigo?
- Lógico.....o que aconteceu ontem não vai interferir no nosso relacionamento com vocês - disse fazendo Ed sorrir ao ouvir a conversa - Já assisti alguns filmes, só que estou em dúvida. O que você está fazendo? –
*Viu?!! Ela falou no plural* - Emmett disse mentalmente para o irmão.
- Estou ajudando o Edward “numas coisas aqui” – Emm riu maliciosamente - E depois eu vou aí.
- O que vocês estão aprontando?
- Por enquanto nada. – Emmett levou um murro pelo comentário
- Ah ham.....vou fingir que acredito. Ah, vê se não demora.
- Tchau irmãzinha.
- Tchau irmãozinho.
desligou o celular e saiu da sala para avisar que o Emmett viria ajudá-la com o trabalho da faculdade. Ao subir a escada ouviu um assobio próximo da casa, nisso avistou a prima descendo ao seu encontro: - Quem assobiou foi o Jacob!! – Ela falou para .
foi em direção a porta e percebeu que bailarina continuava no mesmo lugar: - O que foi? Por que você está aí parada? – Perguntou pela mente.
- Só estou surpresa com a visita.
- Vamos lá fora, você vai gostar dele. desceu as escadas e as duas foram de encontro ao Jacob. abriu o portão que ficava a alguns metros de distância da porta principal.
- Oi Jake.
Ele não a respondeu, pois não esperava encontrar sua amiga de biquíni vermelho e canga branca, quase transparente, que estava sendo usada como uma saia.
- Jake...olha pra cima.
- Você podia ter trocado de roupa – disfarçava o riso.
- Nem passou pela minha cabeça, fiquei tão surpresa quanto você com a visita dele.
- O..o..oi, desculpa – A pele dele conseguiu ficar mais vermelha.
- Essa é a minha prima , até que enfim consegui apresentar. Nunca dava certo.
- Oi Jake, tudo bem? – Ele estendeu a mão, mas se aproximou ficando nas pontas dos pés e deu um beijo no rosto, o deixando sem reação.
- Só uma perguntinha. Você pode vir aqui em casa? – colocou as mãos na cintura e apertou os olhos mostrando para Jacob que ela sabia que ele estava aprontando.
- Posso, só acho que eles não vão gostar disso. – Jacob ria largamente – Não estou fazendo nada demais, só vim trazer sua garrafa.
- MINHA GARRAFA!!! - beijou Jacob com felicidade - É verdade, eu deixei na mata quando eu descobri quem você é.
Enquanto comemorava a volta de sua garrafa, chegava de Seattle em sua Mercedes vermelha, ela tinha ido comprar revistas e livros especializados que a ajudassem nos preparativos e na organização da festa de Esme e Carlisle. O shopping foi à única opção, pois assim ela conseguiu fugir da luminosidade do sol. Ao ver o carro, Jacob ficou tão abobado igual quando viu de biquíni, seu interesse por carros era notório. Em seguida abriu o portão da garagem fazendo com que o queixo dele caísse ainda mais.
- Todos estes carros são de vocês?!?!?! – Jacob estava deslumbrado.
- Sim – puxou ele pela mão – Vamos até a garagem para você olhar de perto – os acompanhou.
Ao vê-los entrando pela garagem saiu do carro batendo a porta, era nítido o descontentamento da vampira.
- O que ele está fazendo aqui? – Ela perguntou aos gritos.
- Calma ele só veio trazer minha garrafa – tentava acalmar a prima.
- , esse é o Jacob, o menino que estuda comigo na faculdade – os apresentou.
- Prazer – Jacob a cumprimentou.
- Oi – disse secamente – Vou entrar para ler o que eu comprei.
As meninas ficaram imóveis, não acreditando no péssimo comportamento da prima.
- Foi mal Jake, a está de FDS – tentou amenizar a situação.
- F.D.S? – Jacob perguntava confuso.
- Falta de....... – foi interrompida por mentalmente - Nem pense em terminar.
- Falta de? – Jake começou a rir pensando na possível resposta.
- Ah, deixa pra lá – gargalhava junto com os outros dois – Então, voltando aos carros. Essa é uma Mercedes CLK, potência de 6.000 rpm, velocidade máxima de 250 km/h e faz de 0 a 100 em 6,4 – 6,7 segundos.
- Noooooossa....posso ver por dentro? – Jacob já não piscava mais.
- Esse carro é da , melhor não – sorriu pensando no que a prima faria se o visse lá dentro – Mas você pode entrar no meu carro.
- E qual dos outros dois é o seu? – Jacob estava fascinado.
- A BMW X5 – se orgulhava do carro. – Motor de 8 cilindros em V, potência de 6.300 rpm, , velocidade máxima de 240 km/h e faz de 0 a 100 em 6,5 segundos.
De repente as primas ficaram paradas, pois ouviram um uivo lamurioso – O que será isso? - estava em posição de ataque enquanto já adentrava a garagem se unindo a ela.
- É o Seth, um dos lobos do meu bando, e ele provavelmente está chorando porque quer ver os carros também. – Jake não se agüentava de tanto rir.
e relaxaram enquanto foi até o portão, pedindo para Seth que entrasse na garagem. Ainda na forma de lobo, ele foi até Jacob que o autorizou a se transformar.
- Não, ainda não. Deixa a gente abraçar ele antes. – pulava com a idéia de abraçar Seth ainda transformado.
- Ele é tão fofinho – pulava acompanhando .
- Vocês estão loucas? Estão querendo abraçar um lobo? – as repreendeu.
Antes mesmo de terminar o sermão, Seth já se encaminhava em direção as meninas. Depois de ser abraçado e apertado pelas duas, ele saiu do raio de visão deles e voltou à forma humana. Voltando a garagem Seth brincou – Ninguém vai me abraçar agora?
comovida com o apelo do menino o abraçou.
- Nossa, você é gelada! – Seth argumentava – Jacob tinha razão.
- Isso é ruim? – fez beicinho.
- Eu não me importo – Ele respondeu passando o braço sobre o ombro da vampira.
- E você é muuuuito quente, mas eu também não me importo – Todos riram.
- – Jacob interrompeu – Você não me abraçou assim quando nos conhecemos.
- Não começa Jake – estava indo cumprimentar o lobinho.
- Então Seth, você veio ver os carros? – o olhava carinhosamente.
- Sim, se vocês permitirem. – O menino lobo respondeu de cabeça baixa.
- VOCÊ pode até andar no meu carro, enquanto isso vou terminar o que estava fazendo. – acenou para Seth e voltou para dentro da casa, pois não suportava a presença do outro quileute
- Ouviu Alpha, EU posso andar no carro dela – Todos riram novamente.
Jacob ficou ressentido com o que disse, mas preferiu não comentar, tentando logo mudar de assunto – , esse carro coberto é o seu?
- Sim, pode descobrir.
- Não acredito!!!!!!! É um Fisker Karma – Jake abraçava o carro assim como havia feito.
- Isso é mal de engenheiro? Porque a fez a mesma coisa quando viu ele pela primeira vez – não acredita no que estava vendo.
- Deixa eu ver o motor? Ele é realmente movido a energia elétrica? - Jake estava cada vez mais ansioso.
- Sim...ele pode ser carregado em tomadas de 110v, faz de 0 a 100 em menos de 6 segundos e pode passar de 200 km/h.
se apoio no carro igual o Jacob para ver o motor e então reparou que ainda continuava de biquíni. - Acho melhor eu ir trocar de roupa, já que não voltarei para a piscina.
- Não precisa. A gente já está indo embora. – Jacob olhou para Seth que estava conversando com .
- Você não vai agora, a gente precisa conversar. – falou séria.
- Achei que você fosse esquecer. – Jake coçou a cabeça querendo disfarçar.
- Nem vem com essa....como que você não me contou que era um lobisomem?
- Você também não me contou que era vampira.
- Lógico....eu ia me apresentar assim....Oi me chamo , tenho 20 anos, adoro carros e sou vampira. – O lobo ria da feição e da voz que ela fazia. – Mas você já sabia o que eu era!!
- Já....mas eu achei que os sanguessugas tinham te contado.
- Eles pensaram a mesma coisa, que você também tinha nos contado. – Jacob reparou que estava alterando a voz – E pra terminar o dia ótimo de ontem, a gente brigou com eles.
- Vocês brigaram? – Era nítido o interesse dele.
- A quase arrancou a cabeça do Jasper.
- Só quase?!!
deu um soco no braço de Jacob - Quem está quase ficando sem ela aqui é você, e olha que não vai ser difícil de tirar esse cabeção.
- Eu tô brincando. – Jake fez cara de cachorro que fez arte – Então é por isso que ela está assim comigo? – Ele indicou com a cabeça o interior da casa.
- Provavelmente........acho que ela está brava com você por não ter me contado. Mas é estranho lobisomens na casa de vampiras. Falando nisso...de onde saiu essa rivalidade?
- No meu caso alguns vampiros quase acabaram com a nossa reserva.
- Quando? – achou que fosse recente.
- Faz muuuuito tempo.
- Foram os Cullens? Por isso vocês não se falam?
- Não foram eles. Mas não nos misturamos com vampiros.
- E por que vocês falam com a gente? – estava confusa.
- Pra falar a verdade, eu também não sei. Nem o resto dos lobos entendem, sei que faz pouco tempo que a gente se conhece, mas parece que convivo com você há anos.
- Jake – sorriu – Você não vai querer me abraçar, né?! Foi muito comovente – Ela tentava fingir que estava chorando, mas não conseguia de tanto rir.
- Como.....você...é...PALHAÇA.
Nisso os dois foram surpreendidos com a capota da Mercedes subindo e descendo várias vezes. Seth estava mexendo em todos os botões que ele encontrava no carro de , só parou porque o censurou. O lobo era muito extrovertido, o que fez a dançarina gostar muito dele.
- – Ele olhou sem graça para ela. – Eu posso te chamar assim?
- Lógico.
- Estou curioso sobre uma coisa.
- Iiiii, lá vem aquelas perguntas constrangedoras.
A risada dele emitia sons graves e agudos, indicando que ele era muito novo, pois ainda estava indefinido como seria o tom de voz.
- É que eu sempre quis saber como os vampiros se sustentam.
- Bem.....eu me alimento de animais. – falou para Seth assustando-o. – Mas pode ficar tranqüilo, na minha dieta não tem lobinhos.
- Ufa!!! Ainda bem. – Ele disse entrando na brincadeira. – Mas eu queria saber como vocês conseguem casas e carros, vocês são bem ricas.
Tudo o que elas tinham em Forks era presente, porém as vampiras eram realmente ricas. – Eu não posso falar pelos outros vampiros, mas nós Basque..... – estava em dúvida se contava sobre o seu poder. – A gente.....encontra “tesouros”, pedras preciosas, objetos antigos, que valem milhões se você conseguir comprovar que eles pertencem à alguma história.
- Vocês ficam viajando? Tem aventura igual nos filmes? – Ele estava empolgadíssimo.
- Mais ou menos, eu consigo encontrar qualquer coisa que eu queira.
- O quê?!!!!
- Eu tenho um poder.....que com ele posso saber onde está o Brad Pitt, alguém que esteja perdido...
- Você poderia ajudar várias famílias.
- Tentei fazer isso, mas acabei colocando a minha família em risco. As pessoas não se conformam em receber uma informação e parar por aí, ficam investigando a vida dos outros.
- Seth, vamos embora! – Jake o chamava, pois fazia muito tempo que estavam lá. – Ou você prefere voltar do jeito que você veio? Em quatro patas.
As vampiras os acompanharam até o carro do lobo: - Vocês ficam engraçadas quando estão brilhando. – Seth comentou enquanto sentava no banco do passageiro.
Jacob lembrou que não estava lá só por causa da garrafa: - Ia esquecendo, me empresta o livro de cálculo?
se ofereceu pra pegar o livro, pois lembrou que estava no banco traseiro da Mercedes.
- Fala sério, você não tem jeito. Perdeu de novo o seu livro?!! – com a mão fechada friccionou os nós dos dedos na cabeça de Jacob. Ele tentou fazer na cabeça dela também, mas os dois ficaram embolados com tantos braços subindo e descendo para ver quem conseguia fazer mais.
Um carro vermelho se aproximava da casa, reconheceu quem era o motorista e pediu para o Jacob ir embora, ele não hesitou em atender seu pedido, deu a partida no carro e seguiu trajetória oposta do outro veículo. O Jipe parou no meio do caminho e começou a virar para a direção que Jacob estava indo.
- Emmett!!! – gritou.
Ele voltou e foi de encontro à vampira, desceu do carro, estava usando uma calça jeans escura e uma camiseta branca justa. Ela agradeceu por o dia estar quente, pois conseguiu ver o contorno dos músculos dele, normalmente ele só usava blusa, mesmo a temperatura não fazendo diferença. Menos um ponto para Forks, por causa dela, eles tinham que se vestir daquele jeito.
- O que aquele sarnento estava fazendo aqui? – Ele se aproximou de – E por que você estava abraçada com ele.....com ESTA roupa?
- Oi pra você também.
que estava voltando com o livro, achou melhor parar no meio do caminho, pois sabia que a mataria por não ter contado que ele estava indo ajudar com o trabalho da faculdade.
- Não muda de assunto – Ele ficou mais perto dela, a respiração estava ofegante.
- Falar oi é mudar de assunto?! – realmente estava enrolando pra não explicar sobre aquilo, com certeza ele não iria acreditar que ela estava nadando e que o Jacob apareceu e depois eles começaram a conversar, e que na hora de ir embora eles estavam numa pequena disputa de força e não se abraçando, como ele deduziu.
- !!! – Emmett segurou no braço dela, se aproximou e ficou a encarando com muita raiva.
*OMG, se ele ficar um milímetro mais perto eu agarro. Oh menino gostoso, cheiroso, pelo jeito tem a pegada forte. É melhor eu voltar pra realidade*: - Qual o problema?!! E se a gente estivesse se abraçando?
- O quê?!! Você teria coragem de namorar aquele cachorro? – Ele soltou o braço da vampira.
* Larga não!!!! Os homens não entendem as mensagens subliminares*: - Ele pelo menos não fica gritando pelo meio da rua. – virou e entrou em casa, mas Emmett a seguiu.
- Pronto, agora eu estou gritando dentro da casa. – Ela virou de costas e ele reparou que a canga era transparente, e que mostrava seus dotes. Ele ficou mais bravo. – Por que você está de biquíni, tava pegando um bronze?
ficou de frente pra ele: - Eu estava.......e o que isso te interessa?
- Você ainda não percebeu?!!
- Me deixa em paz!!! – tentou sair de perto de Emmett, mas ele a puxou fazendo seus corpos se chocarem, colocou a mão na nuca dela e aproximou os lábios.
- Vocês podiam parar de gritar?!!!! – apareceu no corredor do andar de cima perto da escada.
se soltou do vampiro e foi para o quarto, claro que xingou a prima mentalmente: - Sua empata!!!!
- Foi mal. tentou se desculpar e a seguiu. – Eu achei que vocês estavam só discutindo. - Se isso for só discutir!! mostrou pela mente os lábios de Emmett quase tocando os dela.
- Já falei que foi mal, eu só vi depois. E não precisa ficar repetindo essa imagem. - também voltou para o quarto.
apareceu na sala e chamou Emmett para assistirem os filmes. Eles ficaram sem pronunciar uma só palavra todo o tempo, algo quase impossível para os dois.
- Fiquei em dúvida em quatro filmes. – Ela quebrou o silêncio
- Ahn....ah tá....em qual deles? – Emmett não conseguia esquecer da e o Jacob abraçados.
- Dirty Dancing 2, Grease, Step Up e Shall we dance.
- Esses são legais.
- Emmett se anima!!
- Oh quem fala.
- Eu estive com a o tempo todo, eles não estavam se pegando.
- E por que ela tava vestida daquele jeito?
- E você não gostou nenhum pouco, né? – Emmett não a respondeu, pois ficou lembrando do cabelo de se movimentando enquanto ele a puxava e do brilho dos olhos dela. – Acorda!! – bateu as mãos na frente do rosto dele.
- Que foi? – Ele se assustou.
- Você estava sonhando acordado.
- Não estava. – Emmett se arrumou na poltrona – Oh, eu já sei o que o Edward vai fazer com você.
Ela não esperava por essa mudança brusca de assunto: - Como assim?
- Você é a escrava dele.
- Tinha me esquecido. – Ela estava mentindo, pois aguardava ansiosa, mas também apreensiva, visto que não sabia qual era o envolvimento dele com a tal de Tânia. – O que ele vai fazer?
- Eu dei várias idéias ótimas, mas ele não quis, mas se ele fizer o que estava pensando......realmente vai ser um castigo dos feios.
- Agora eu fiquei com medo!!! – A risada de Emmett ecoou por toda a sala.
Como a curiosidade dela era maior do que o temor de saber que o Edward estava namorando, ela tentou tirar algumas informações de seu amigo: - Emm, quem são os Denalis?
- São dos Denalis que você quer saber ou de uma pessoa específica? – Emmett se virou para ficar de frente para .
* Filho da......Mãe.....ele me pegou no pulo*: - TAMBÉM quero saber dela, mas já que você comentou, ela tem alguma coisa com o Edward? Pelo menos foi o que pareceu.
- Não.......a não ser o fato de ela ser LOUCA por ele. – Emmett frizou o “louca” para ver a reação de .
- E ele?
- E ele, o quê?
- E ele gosta dela? – já estava impaciente.
- Por quê? Você está interessada nele?
- Eu perguntei primeiro.
- Não, ele nunca gostou dela como “mulher”. – tentou conter o sorriso, mas foi difícil. – Agora é a minha vez, você está querendo ser minha cunhada?
- Pára Emmett, tudo pra você tem segundas intenções. – Mas nesta situação realmente existia.
- Mas , eu acho que ele está apaixonado. – Ele esperou ela falar alguma coisa.
- Você sabe por quem? – Existia uma torcida de futebol gritando na mente da vampira *, , , vai que é tua!!!*
- Sei....e pelo jeito ela também está apaixonada por ele.
A feição da bailarina mudou totalmente, a tristeza tomou conta de seu semblante.
- Quer saber quem é? – Emmett a perguntou.
Não adiantava, ela gostava de se torturar, teria que saber quem era a dona do coração do seu ex-Edilicinha: - Fala!!
- Adivinha!! – Vendo a reação de descontentamento dela, ele continuou: - Tá bom, eu falo.....é...
- Não!!
- Não, o quê?
- Eu não quero saber o nome dela, vai que eu conheço!! – estava ciente de que não agüentaria saber que Edward gostava de outra, mas saber o nome da dita cuja, já era demais. Ela levantou arrasada e foi para a piscina, pois era o único lugar onde conseguia se acalmar.
Emmett foi atrás dela, mas foi interrompido por , que tinha tomado banho e estava usando um vestido verde de alça, que ia até o joelho. - , ela entendeu tudo errado.
- Não sei o que você fez, a sala de cinema é bem reforçada, o som fica muito abafado pra gente ouvir, mas eu acho melhor você não ir falar com ela, pode ser que você tente se explicar e piore ainda mais a situação.
- Fala pra ele ir embora, por favor – pediu pra prima mentalmente.
- Você não quer resolver esse assunto?
- Depois eu converso com ele.
- Você tem certeza?
- Sim. – A resposta foi acompanhada de soluços.
Após convencer Emmett a ir embora, pois seria melhor para todos, o vampiro dirigiu-se desesperadamente para casa. Seus pensamentos aflitos foram ouvidos ao longe por Edward.
- O que você fez pra ? – Era a única coisa que ele conseguia ver, ela correndo e chorando.
- Não me xinga.....
- Conta logo – Edward estava com a voz alterada.
- estava querendo saber se você gostava da Tânia – Edward sorriu, se ela estava perguntando sobre isso, então ela realmente estava interessada nele.
- Respondi que não – As imagens que passavam na cabeça de Emmett estavam misturadas, era ele contando pra e ela ficando triste.
- Depois fiz uma brincadeira, disse que você estava apaixonado.
- O quê? – Edward estava se irritando com cada palavra que ouvia.
- Eu ia contar que era por ela, mas a nem quis me ouvir. – Edward rosnava cada vez que as imagens passavam agora corretas, na mente do Emmett.
- Por que você fez isso?
- Eu tentei explicar, eu juro. – Jasper que estava só prestando atenção na conversa, tentou acalmar Edward com os seus poderes. – Mas pensa pelo lado positivo, ela gosta de você.
- Só me faz um favor, não tente arrumar as coisas, deixa que eu faço isso. – Houve um tom de malícia na frase de Edward.
- Eu estava tão bravo por causa do Jacob com a , então tentei ajudar você, mas deu tudo errado. Me desculpa.
- Jacob? – Jasper perguntou.
- Ele estava lá, só de lembrar me dá vontade de arrancar a cabeça dele.
- Tinha um lobo na casa delas? – Quem estava com raiva agora era o loiro.
- Dois, o outro eu não conheço. Mas o pior era..... – Emmett não conseguiu terminar a frase, porque os outros dois vampiros já tinham saído da casa.
O som das folhas sendo pisadas marcava o caminho que Jasper percorria pela a escuridão da floresta, ele não se importava com o rastro que estava deixando. Edward acelerou os passos alcançando o irmão, pois estava preocupado com os pensamentos dele. – Calma – Puxou pelo braço tentando pará-lo.
*Quem ela pensa que é?!! Num dia me ataca e depois está de papinho com eles!! E o idiota aqui ainda foi pedir desculpa. Como sou otário.*
Emmett corria pela floresta quando viu os dois parados se encarando, ele odiava quando alguém conversava com o Edward mentalmente.
- Você não sabe o que realmente aconteceu. – Edward tentava tranqüilizar Jasper.
*Pensa....se eles estavam lá é porque elas não temem os lobisomens.....então por que a brigou comigo?!* - Suas palavras estavam cheias de indignação e tristeza.
Alcançando os irmãos, Emmett parou ao lado deles, havia três coisas naquele exato momento que estava deixando-o extremamente irritado, primeiro: Jacob com a , segundo: cortaram a história que ele estava contando e terceiro: quem deveria estar dando chilique era ele e não o Jasper. – Cai na real, você nunca foi assim, agindo sem pensar, quem normalmente faz isso sou eu.
- Me deixa em paz. – Jasper olhou com desprezo para Emmett e tornou a correr em direção à casa das Basque.
b- Por que você não assume logo que está gostando da ? – O grandalhão gritou irritado.
- Emmett.....você só pirou as coisas. – Edward riu ao ouvir o pensamento do Jasper xingando o irmão – Mas eu acho que você está certo.
Ao chegarem na frente da residência, os meninos viram o Jasper pulando o portão e o seguiram. A frente da casa estava com um cheiro muito forte de lobo, o deixando mais nervoso. Ele olhou para cima, verificando se a porta da sacada estava aberta. Edward sabendo o que ele pretendia, comentou: - Acho melhor a gente ver se a porta principal está destrancada, elas não estão em casa e se descobrirem que você entrou no quarto, ficarão mais bravas ainda.
A maçaneta foi girada grosseiramente, o vampiro entrou na casa e verificou que os lobisomens não estiveram lá, então se acalmou.
- Tá feliz agora?! Eles não entraram na casa. – Emmett falou criticando a atitude que o irmão tivera.
Os olhos de Edward percorriam todos os lugares, quadros, obras de arte, CDs e fotos das vampiras em vários países que decoravam harmoniosamente o ambiente, ele prestava atenção em cada detalhe para tentar conhecer melhor as garotas. Já Emmett e Jasper estavam inquietos sentados no sofá a espera das três.
Edward virou-se em direção à cozinha preocupado – Elas estão chegando!!
As Basque estavam voltando da floresta, fazia uma semana que não caçavam, e os últimos acontecimentos, exigiram um pouco da energia delas.
- Páááára.....oh dia agitado – comentou enquanto chegava mais perto da casa e sentia o cheiro dos Cullen.
- Hoje você está com um humor do cão . – pulou o rio que ficava no fundo da casa, passou pelo jardim e ao lado da estufa feita inteiramente de vidro, e em poucos segundos estava na sala acompanhada de suas primas. Ela os cumprimentou com um pequeno sorriso.
- Quem abriu a porta pra vocês? – questionou enquanto se dirigia à cozinha.
Edward ia respondê-la, mas ficou curioso com o que ela estava segurando: - Isso que você guardou na geladeira....era sangue?
- Sim – Ela parou ao lado das meninas que estavam em pé, próximas ao sofá.
- Não é melhor caçar?
- Eu gosto gelado.........o que vocês vieram fazer aqui?
- Que nojo – Todos falaram ao mesmo tempo, até as primas dela.
- Tá bom.....já sei disso...mas o que vocês vieram fazer aqui a essa hora? – Faltavam poucas horas para eles irem para a faculdade.
Num movimento rápido Jasper levantou do sofá e olhou para : - É verdade que vocês tiveram a visita de lobisomens? – Ninguém respondeu para ele. – Você quase me mata num dia, e no outro....
Não suportando o questionamento o interrompeu: - Não faça conclusões precipitadas. – Ela estava gritando deixando a sua voz estridente. – Pra mim o Jacob é tão responsável quanto vocês pela omissão da existência dos lobisomens.
- Menos a censurou.
Jasper viu Edward o fitando seriamente, ele sabia que tinha passado dos limites.
- Vai começar tudo de novo. – respirou fundo.
- Não....só estou respondendo a pergunta dele. – disse ríspida encarando Jasper.
- Conclusão....vocês não contaram pra gente, e ele também não, cada um teve os seus motivos, a gente entendeu que não foi por maldade, então vamos encerrar este assunto. – falou colocando um fim na história.
- Eu concordo. Continuamos amigos? – Emmett olhou para todos os vampiros, mas parou em , indicando que a pergunta estava direcionada a ela.
- Nunca deixamos de ser. – respondeu carinhosamente.
Os outros três vampiros concordaram e Edward lembrou a todos: - Não se esqueçam que nem todos são só amigos, alguns são escravos. – Ele sorriu de lado e encarou com os olhos penetrantes a deixando tímida.
A risada de Emmett e Jasper lembrou ao Edward que seu irmão urso poderia entregá-lo, então os chamou para ir embora. Ele deixou todos saírem da sala e parou na frente da bailarina que estava segurando a porta: - Não se preocupe - Disse se aproximando do ouvido dela: - Você vai adorar o castigo.
O tom aveludado da voz dele fez se arrepiar, mas ao mesmo tempo a fez lembrar que ele gostava de outra garota: - Espero que a sua “namorada” saiba das suas intenções.
Edward deixou a vampira sem resposta e caminhou até o portão, parou e olhou sobre o ombro direito: - Ela está ciente. – Logo após ele virou a cabeça para frente não dando chance de argumentações e continuou andando, ouvindo a porta sendo fechada bruscamente.



Capítulo 10: Entre dúvidas e acordos

Os Cullens chegavam à faculdade em meio a um tórrido temporal. Logo ao estacionarem perceberam uma X5 preta parar na vaga ao lado, saindo dela, e
Os meninos ao vê-las foram ajudá-las com o material e o guarda-chuva, pois não parava de resmungar: - Como esse lugar chove!!!! Vamos correr para não nos molhar?
- Correr como humanas?! – olhou para prima já sabendo a resposta.
- Você sabe que não!!!
- Então não podemos.
A bailarina havia reparado que Emmett estava ao lado do carro esperando a outra vampira sair: - Ela não está com a gente, precisava fazer um trabalho, então veio mais cedo para achar a biblioteca vazia. Inclusive este carro que está aqui é o dela – apontou para o Fisker Karma estacionado, enquanto caminhava em direção a porta de entrada da faculdade.
- Nossa, minha noivinha tem bom gosto!!! - Em seguida o semblante de Emmett se enrijeceu quando viu o Rabbit do Jacob ao lado do carro da . – Ela veio fazer o trabalho sozinha?
- Eu acho que o Jake também veio. – respondeu não percebendo a irritação na voz do vampiro.
A frase para Emmett tinha acabado em “Jake”, ele saiu sem dizer nada aos outros, seus passos eram largos e pesados, demonstrando toda sua raiva. Chegando à porta da biblioteca estranhou o fato dela estar fechada e a abriu sem fazer barulho. Quando adentrou averiguou que estava vazia, apenas com alguns cadernos e catálogos jogados sobre uma das mesas. Emmett começou a imaginar Jacob empurrando na estante, derrubando vários livros. Ele a segurava pelo cabelo com força, puxando-a para si, ela entendendo o que o quileute queria, rasgava sua camisa, deixando-o seminu, à medida que mordiscava sua orelha, passava a mão em seu peito com muito desejo. Jacob gemia e lambia o pescoço da vampira, a fazendo arfar. Depois de sentir a língua quente em sua pele, o beijou com fervor. Este pensamento fez com que o urso ficasse furioso e caminhasse sorrateiramente até os corredores de livros. Ao chegar à fileira mais distante, onde casais provavelmente se encontravam, Emmett viu sua nem tanto futura noiva lendo um livro de frente a uma estante enquanto Jacob passava o braço por cima do ombro dela tentando pegar algo. Ele teve vontade de fechar os olhos para não ver o que aconteceria depois, caso seus pensamentos anteriores estivessem corretos, mas a curiosidade foi maior e Emmett permaneceu de olhos abertos, mas nada do que ele imaginara aconteceu, pois o lobo simplesmente pegou um livro e começou a ler. O vampiro suspirou de alívio, sendo ouvido por .
- O que foi Emmett? – Ela notou que ele estava surpreso.
- Nada não, só vim te dizer bom dia – Respondeu timidamente – Como você não veio com suas primas...
- Elas já chegaram? ficou de trazer minha calculadora.
- Chegaram sim, estão lá fora. Vamos lá buscar seu material – Emmett a puxou pela mão.
- O que......?!?!? – não havia entendido o porquê daquela reação, mas olhou para Jacob e falou: – Vou buscar minhas coisas e te vejo na sala. - Os dois saíram da biblioteca parando em frente à porta.
- Por que você fez isso Emmett? – Ela achava que o assunto lobisomens estava encerrado.
- Não gosto de ver você com esse pulguento.
- Ele não vai me machucar.
- Mas não é disso que estou falando. – Emmett ficou aborrecido porque ainda não tinha reparado que ele realmente gostava dela.
- OMG......você achou que eu estivesse... – Antes dela concluir o pensamento que dizia em voz alta, avistou parada próxima a eles olhando para as mãos dos dois entrelaçadas. assustada com a situação soltou a mão de Emmett e pegou a calculadora. Ela reparou no sorriso malicioso que a prima dera, mas não no semblante triste que estava ao seu lado.
As vampiras saíram dali dirigindo-se às suas respectivas salas de aula. Emm ainda magoado com a situação ficou onde estava. vendo-o parado gritou no corredor: – Vamos Ursão!!! – O sorriso dele se iluminou, fazendo suas covinhas aparecerem, o que a deixou encantada.
Ao entrar na classe, onde todos já estavam presentes, inclusive o professor, foi direto para a cadeira vazia ao lado de Edward, tentando não chamar atenção. Ele estava com o sorriso maroto, de quem estava armando alguma coisa.
- O que você está aprontando? – o indagou.
- Nada demais..........você está bem direta.
- Aprendi com você........você deixou a muito brava no domingo. - Disse lembrando-se da expressão nada amigável da prima.
- Interessante!!! – Edward riu.
*Ela realmente ficou brava, não estava fazendo charminho. Vou usufruir disso.* Ele pensou o fazendo rir mais alto, pegou o celular e começou a digitar não deixando a vampira ler o texto.
- Edward!!! – o reprimiu, mesmo não sabendo o que ele pretendia fazer.
- Pode ficar tranqüila, não farei nada demais.
- Se você acha que eu sou “estressadinha”, não queira ver a – Tentou alertá-lo.
- Vou tomar cuidado. – Ele respondeu sarcasticamente como se isso não fizesse nenhuma diferença.
- Você é quem sabe. – deu de ombros e mudou de assunto – Estou pesquisando sobre a decoração da festa dos seus pais, qual é a flor que a Esme gosta?
- Ela gosta de Rosas Colombianas.
- Elas são lindas. – tentou segurar o riso.
-Qual é a graça?
- É que me lembrei da , teve um dia que ela encheu o quarto com rosas colombianas brancas....
- Ela gosta de branco? – Edward não tentou esconder sua curiosidade. - Por que ela encheu um quarto....?
- Pra flor sim, mas ela gosta de vermelho. - sabia que tinha falado demais. - Não sei...cada doido com a sua mania.
Edward sabia que não era só isso, mas achou melhor não perguntar.
A aula tinha sido rápida e já estava na hora do intervalo. Jasper aguardava ao lado da porta e olhava com feição carrancuda para o garoto de olhos azuis que estava parado na frente da sala admirando e aparentemente a esperando.
O vampiro sentindo as intenções dele se pôs à frente impedindo-o de falar com ela. – Oi – Jasper a puxou ficando de lado e colocando seu braço entorno da cintura dela. – Hoje seremos apenas nós dois. – Olhou para o garoto que ainda continuava parado perto deles.
Edward passou por eles rindo e foi para outra direção. não entendeu nada, pois viu um rapaz sair com o rosto emburrado e Jasper a tratando daquele jeito. – O que foi isso? – Perguntou confusa.
- O Edward foi buscar a – Respondeu como se não tivesse acontecido nada.
- Ahn?!!!
- Ele avisou pelo celular.
- Mas não é disso que estou falando. – Olhou para a mão que estava em sua cintura.
Ele retirou o braço que estava segurando a vampira: - Só te puxei para você não trombar em mim de novo.
apertou as mãos com raiva para não respondê-lo e saiu andando rápido, sem esperar por ele. Jasper que estava rindo, acelerou o passo e ficou ao lado dela até chegarem ao refeitório.
Já no estúdio, a cada degrau que subia uma parte do corpo de Edward aparecia, fazendo-a ficar receosa. Ele estava encostado na parede, com o pé direito apoiado no rodapé, sapato preto e calça jeans escura. A bailarina notando que os outros não estavam junto recuou dois degraus e parou, pois foi surpreendida com uma risada divertida.
- ....cadê você? – perguntou preocupada.
- Estou no refeitório.
- Por que você não veio me buscar? – O pensamento estava quase aos gritos.
- Fui informada pelo Jasperoso que o Edward ia te buscar. enquanto conversava com a prima subia as escadas: - Nossa....ele tá muito gato – A manga da camisa azul estava dobrada até a metade do antebraço. – Ele está parecendo um “bad boy” com os braços cruzados. – Ela já estava no corredor e se aproximou dele involuntariamente – Ahhhhh, o sorriso torto nãooo.
- Eu achei que você estivesse com raiva dele? – a lembrou.
- O quê?!! – Respondeu perdida em sua maravilhosa visão. - É mesmo....esse cachorro fica jogando comigo...daqui a pouco estarei aí.
A aproximação de fez Edward se sentir satisfeito por deixá-la extasiada com a sua presença. Mas os lábios dela se fecharam como se tivesse lembrado algo, passou por ele e não o cumprimentou indo direto para o refeitório, o deixando confuso. Não saber o que estava passando em sua mente o irritava, seria mais fácil controlar a situação se ele soubesse o que ela pensava. Na dúvida achou melhor segui-la.
A mão direita de Edward segurou o punho esquerdo da vampira na tentativa de pará-la, mas ela continuou andando. Ele a puxou para si, colocando-a de frente: - Por que a pressa?
- Não sei se você percebeu, mas não estou a fim de falar com você.
- Ok....então só eu falo. – sentiu o hálito de Edward em seu rosto, o que a deixou inebriada. – Eu estava pensando se você..........depois eu pergunto, o pessoal está esperando a gente. – Ele colocou o braço envolto aos ombros dela e retornou a caminhar, deixando-a extremamente curiosa.
No refeitório os outros três vampiros conversavam sobre o dia anterior, ao qual ninguém tinha ido para faculdade porque estava ensolarado. Emmett avistando ao longe Edward e abraçados comentou: - Acho que ele falou que gosta dela. - Ele gosta dela???? – o encarou com os olhos arregalados. - Caramba.....achei que só tinha pensado. O Edward vai me matar. Não conta nada pra , pelo menos não agora. – O rosto de preocupação de Emmett fez Jasper rir.
- Eu não vou mentir pra .
- Por favor?? Você não vai mentir, será uma pequena omissão.
- Nãooo. – balançava a cabeça.
- Então bloqueia o Edward pra ele não ler os meus pensamentos. – A súplica de Emmett fazia a risada de Jasper aumentar.
- Você sabe que eu não consigo. – Até para a situação estava engraçada.
Quando Emm reparou nos braços cruzados e no rosto fechado de , ele percebeu que ela não sabia dos sentimentos de Edward. O grandalhão encarou furioso o irmão, pois entendia o que a amiga estava passando, tentou reclamar pela mente com ele, mas acabou mostrando cenas dele falando com . Edward começou a observar cada movimento dos dois, temendo que eles contassem para bailarina. Parecia que o dia não teria fim para Emmett, os olhos deles se entristeceram quando viram em outra mesa com Jacob numa conversa íntima.
- O que você queria falar comigo? – perguntava ao lobo.
- É que.....estou interessado....- Jake parecia inseguro.
- Você está gostando de alguém? – Ela inclinou o tronco para ficar mais próxima dele. – Quem é a sortuda?
- O problema é que não sei se ela vai me aceitar.
- Por que ela não te aceitaria?
- Por que às vezes eu “uivo”.
- Safadinho...não é por nada, mas não quero saber esse tipo de intimidade. – ria do embaraço de Jacob – Ah tá, você queria se referir ao fato de ser um...
- Lobo – Respondeu baixinho. - Tem necessidade dela saber?
- Ela já sabe. – Abaixou a cabeça.
- Ela já sabe?!!! Eu achava que os “lobos” fossem segredo...deixa isso pra lá....pra eu te ajudar preciso saber quem é. Fala logo!!
- É......
- O sinal tocou, vamos Emmett – Jasper o balançava. – Parece que está em outro mundo!!!
- Eu....eu vou matar aula hoje. – O vampiro levantou e foi em direção ao estacionamento.
Sem entender a reação do amigo, olhou confusa para pedindo uma explicação, como não houve resposta, foi atrás dele. Os outros foram para as salas de aula. No caminho Edward parou no meio do corredor.
- Por que você vai contar para ? – A raiva era visível em seus olhos.
- Eu não vou mentir pra ela. – O encarou com a mesma intensidade.
Compreendendo que não ganharia nada falando daquele jeito, Edward mudou de atitude: - Eu gosto da sua prima, só queria fazer uma surpresa pra ela.
- Você a está magoando. – também mudou de atitude.
- Por quê? – Ele estava confuso.
- Ela acha que você gosta de “outra”. – Para ela o motivo estava muito claro.
- Eu tinha me esquecido desse pequeno detalhe. – Edward olhou para cima pensativo – Você podia me ajudar?
Os dois voltaram a caminhar em direção a classe.
- Já basta eu não poder contar pra ela.
- Você podia deixar ela na dúvida.
- Você é mau!! – A vampira virou o rosto para encará-lo.
- Não.......é só pra não estragar a surpresa. – Edward sorria ao lembrar o que estava preparando para .
- Que surpresa???
- No dia que ela for escrava.....eu vou contar que gosto dela. – Falou tímido.
- Isso vai ser a surpresa? – entrou na sala.
- Agora VOCÊ está sendo má. – Edward puxava a cadeira para ela sentar. – Você topa ou não?
- Estou pensando nos prós e contras.
- Que contra poderia ter?
- Não interrompe!! Estou pensando. – cobraria isso de depois. - Mas tem uma coisa....a não pode saber em hipótese alguma.
- Por que ela não pode saber?
- Você faz perguntas demais. Pra eu te ajudar você não poderá contar pra . – Sua mente calculava os riscos que eram enormes. – Ah....e nem pra .
- Nem pra ???? – Ele perguntou intrigado.
- Eu me entendo depois com ela....e sem mais perguntas Edward!! - Ela falou seriamente. – Isso só pode ficar entre nós.
- Ok...eu não conto. – Os dois deram as mãos e apertaram para fechar o acordo.
Do mesmo modo que Edward foi atrás de , seguiu Emmett pelo corredor a caminho do estacionamento, ao perceber que algo o atormentava, ela tentou se aproximar, mas seu esforço foi em vão, pois o vampiro andava rápido na velocidade humana, e suas passadas davam duas da dela.
- Me espere, Emmett – o chamou, desistindo de alcançá-lo.
- Eu quero ficar sozinho – Ele disse sem ao menos olhá-la.
- Você está precisando de uma amiga para desabafar.
Instantaneamente ele parou e virou-se para ela, esperando sua aproximação. A feição carrancuda foi trocada por um leve sorriso, pois sabia que era verdade o que a amiga tinha dito, ele precisava colocar todos seus sentimentos para fora, senão iria enlouquecer.
- Onde você estava pensando em ir? - Ela perguntou já ao lado dele.
- Correr pela mata para espairecer a mente, mas eu aceito companhia. – Respondeu abraçando-a lateralmente.
- Então vamos!! – O abraçou também.
Os dois caminharam em passos humanos até a mata que ficava a 500 metros de distância da faculdade, apesar da chuva ter cessado, o tempo continuava encoberto. Ao chegarem à entrada da floresta começaram a correr, era quase imperceptível enxergar as pegadas deles sob a terra molhada.
- Emm....estou curiosa....porque quando entrei no refeitório.... - resolveu começar pelo assunto que ela achava que era mais fácil para ele desabafar. - Vocês conversavam normalmente, mas foi só seus olhos cruzarem com os de Edward que todos mudaram de feição no mesmo instante?
- O Edward ao invés de resolver as situações, acaba complicando ainda mais. - Emmett falou irritado acelerando a corrida.
- Eu sei disso muito bem.......você acredita que mesmo ele gostando de outra... – fez uma pequena pausa.
Emmett não acreditava que a amiga não estava encaixando os fatos, mas ficou tranqüilo quando lembrou que poderia contar toda a verdade, o Edward já estava bravo com ele e assim não quebraria a promessa que fez ao irmão.
- Ele foi me buscar na sala de aula todo lindo, camisa azul e com aquele sorriso de tirar o fôlego. - suspirou ao lembrar.
- Por favor, me poupe dos detalhes.
- Desculpa. Então....ele fica me instigando mesmo gostando de outra, eu não estou entendendo nada, estou confusa, irritada.... - Ela respirou fundo. - Machucada - A palavra foi pronunciada com pesar. - Eu aqui desabafando, quando deveria ser ao contrário.
- Tudo bem - Emmett esboçou um tênue sorriso. - Quando você entrou no refeitório abraçada com Edward, pensei que vocês haviam se entendido, mas quando se aproximaram vi a tristeza estampada em seu rosto. – Os punhos cerrados demonstravam que ele não estava a favor do que estava acontecendo. - Foi então que eu o encarei.
- Ah...por isso você mudou a expressão, mas...
- Sempre tem um “mas”. – Emmett disse rindo.
- Mas o que ele precisa resolver comigo? Já que você disse que ele só complica as coisas.
- Pergunta para .
- Pra ficava cada vez mais confusa. – O que ela tem a ver com isso? – A lembrança do intervalo voltou à tona em sua mente, de um lado que não respondia suas perguntas mentais sobre o que estava acontecendo, seus braços cruzados e o olhar feio para Edward. Já ele encarava os irmãos com a mesma intensidade, mas o intrigante era quando ele dirigia a visão para , o vampiro franzia o cenho como se quisesse saber o que ela estava pensando. Porém o que menos fazia sentido eram as risadas contidas de Jasper. O único, depois de um tempo, que parecia estar a quem do que acontecia era Emmett que não desgrudava os olhos de e Jacob. Foi assim o tempo inteiro. - Já disse, pergunta para ela - A resposta dele fez ficar mais curiosa. Os dois pararam de correr quando chegaram numa clareira que ficava no meio da floresta. Sentaram em um tronco improvisando-o de banco, ficaram alguns minutos quietos, ainda se questionava do porquê de ter ficado daquele jeito, mas Emmett perguntou subitamente a tirando de seus pensamentos:
- Você está apaixonada por ele?
A intensidade que ele a olhava, fez desviar o olhar e encarar o chão. Seu pé direito batia repetidamente contra o solo, ela não sabia se o nervosismo seria pela pergunta ou pela resposta.
- Sim. –Sua voz saiu quase num sussurro - Eu estou apaixonada. – Havia tristeza em suas palavras, ela nunca havia as pronunciado, nem para si, mesmo sabendo o que sentia, era complicado admitir. - É difícil. – Mesmo seu coração não batendo, ela sentia uma dor aguda no peito.
- Eu sei como é ruim gostar de alguém que gosta de outro.
- Mas a não está interessada em ninguém. - *Até porque isso seria um milagre*, pensou.
- Mas o Jacob gosta dela.
- Não. – A vampira declarou enfaticamente - Eles são apenas amigos.
- Não mesmo, eu ouvi ele se declarar para ela.
- Como?!!! Não pode ser.....a teria me contado. - balançava a cabeça negativamente.
- Eu ouvi falando no refeitório. - Emmett travou a mandíbula ao se lembrar.
- Ah, por isso que você não tirava os olhos dos dois e depois saiu daquele jeito.
- Foi. - A alegria que era sempre permanente em sua face, deu lugar a uma tristeza incomum, ele olhou para o chão tentando se recompor. nem precisava perguntar se ele gostava da , era tão nítido que chegava ser desconcertante para ela vê-lo vulnerável a esse sentimento, ele que sempre aparentou ser seguro de si. Isso a fez enxergar um outro Emmett, muito além das brincadeiras e do seu jeito desencanado.
- Não fica assim. - não o encarava, assim como ele fitava a terra molhada. - O que você escutou?
- Ele disse que precisava contar para ela que gostava de alguém e que essa pessoa sabia que ele era um lobo.
- Mas então você não ouviu que esta menina era a ?
- Não, quando ele ia dizer o Jasper me chamou, não consegui escutar o nome, eles estavam conversando muito baixo. – Suspirou com raiva. - Mas quem poderia ser além da ? Que eu saiba, ele não fica contando aos quatros ventos que é um lobisomem.
- Mas ele não disse que era a , sendo assim pode ser qualquer uma, até eu. - disse brincando, conseguindo tirar um sorriso de Emmett.
*Igual à história do Edward, só que ao contrário, ele poderia gostar de qualquer uma até mesmo você*. Ele teve vontade de falar para amiga, mas manteve-se quieto, pois havia prometido ao seu irmão que não se intrometeria nesta história.
- Você pode estar tirando conclusões precipitadas, ele poderia estar precisando apenas de uma amiga para desabafar. - concluiu.
- É. Pode ser - Emmett disse pensativo. - Mas quem?
- Talvez você não a conheça.
- Impossível.
- Falou o jornalista, conhece tudo e todos, ela pode ser uma boa observadora, ter descoberto o segredo dele, sem levantar suspeitas.
- Espero que não, pois seria questão de tempo para ela descobrir sobre a gente. Aí teríamos que nos mudar....de novo...
- E ficar longe da . – completou a frase do amigo.
Emmett arrancou uma pequena planta do chão ao chutá-la com o pé direito após imaginar ele longe dela.
- Vamos fazer o seguinte Emm...você desfaz essa cara emburrada e eu tento descobrir de quem o Jacob gosta, então eu te conto. Fechado? – esticou o braço para oficializar o acordo.
- Fechado - Emmett disse apertando a mão da bailarina. - Mas o que você vai querer em troca?
- Quero que me prometa uma coisa.
- Pode falar.
- Que sempre vai acreditar na minha amizade, apesar do pouquíssimo tempo que eu te conheço, eu te amo como um irmão.
- É recíproco maninha.– Ele disse passando o seu braço esquerdo por cima dos ombros dela, enquanto a sua mão direita bagunçava o cabelo de , num gesto afetuoso típicos de irmãos. - Apesar de eu não ter o poder do Jasper, consigo sentir que é verdadeiro.
- Até porque o poder dele não funciona com a gente. – aninhava a cabeça no peito de Emmett.
- Como sempre só minha força continua intacta.
Eles gargalharam juntos, nem que fosse somente por aquele instante as inseguranças deles haviam desaparecido.
Os dois aproveitaram a companhia um do outro silenciosamente, ainda que nenhuma palavra fosse pronunciada, eles sentiam-se ligados.
O anoitecer demonstrava que fazia tempo que os vampiros estavam embrenhados na floresta.
- Já está tarde, precisamos ir – disse.
Emmett respondeu balançando a cabeça afirmativamente.
– Todos devem estar preocupados. - Suas primas já haviam a chamado pela mente varias vezes, mas ela as ignorou. Neste instante se lembrou que havia algo que não tinha ficado claro, o porquê da ter ficado daquele jeito, quando ela a visse seria a primeira coisa que iria perguntar.
Os dois seguiram cada um para sua casa.

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Capítulo 11: Bem me quer mal me quer
Quanto mais se aproximava de sua casa, mais revoltadas ficavam as vampiras, que estava no escritório, correu para porta de entrada raivosamente para esperar sua prima.
- Onde você esteve? – disse bloqueando a passagem de que estava ansiosa.
- Já que você está aqui, falo com você primeiro. – Ela disse sem se preocupar com a visível irritação de .
- Pode parar....primeiro você deve uma explicação pra gente.
- Como assim? – questionou, pois não era mais uma criança para dar satisfação a ninguém.
- Você não avisou aonde iria, muito menos respondeu aos nossos chamados. A quase afundou o chão de tanto que ela andou de um lado para outro, preocupada com você.
- Eu estava escutando as lamúrias do Emmett. Ele já descobriu que o Jacob gosta de você.
- O quê??!! De onde ele tirou isso? – disse franzindo o cenho.
- Ele ouviu o Jake te contar.
- Eu devo estar ficando sem memória, pois não me lembro disso?
- No intervalo. Por isso ele saiu daquele jeito, você não percebeu? – falou irritada.
- Não. – A vampira respondeu seca. - Você já pensou em passar mais tempo com Emmett? – perguntou ironicamente.
- E você deveria deixar o Edward investir em você.
- Minha parte vai ser mais difícil porque ele gosta de outra pessoa, mas você está estragando tudo com o Emmett.
- Com relação a isso eu tenho motivo, ele parece ser aquele tipo de homem que sempre teve a mulher que quis. Já com relação ao Jake não é de mim que ele gosta, é de outra pessoa.
- Quem? – não via a hora de ligar para o amigo.
-É uma menina da faculdade, mas ele nem sabe o nome dela, por isso ele me contou, para eu ajudar a descobrir.
- Mas como a menina sabe que ele é um lobisomem, se nem o nome dela ele sabe? – estava curiosa.
- Como você sabe disso?
- O Emmett.
- Ah, é mesmo.....então.....o Jake ouviu ela comentando sobre ele ser lobo....algo desse tipo. É até melhor a gente ficar de olho.
- Também acho......agora que está tudo esclarecido, eu vou subir para acalmar a . – Não era essa a intenção de , ela queria saber qual era o envolvimento de nessa história do Edward. ia voltar para o escritório, mas achou melhor ir para a sala de cinema escutar música, pois ela gostava de ouvir com o volume alto. Enquanto isso subiu a escada para ir ao encontro da prima que estava sentada na beira da piscina com pés na água, sentiu o cheiro de e a chamou para se sentar ao seu lado.
- Oi – A bailarina a cumprimentou.
- Oi......você viu para onde a foi? – queria se certificar, pois não podia se quer imaginar a conversa que elas iriam ter.
- Sim, eu a vi entrando na sala de cinema.
- Ótimo......como eu desconfiava você estava com o Emmett?
- Sim. – tocava o pé na água fazendo gotas baterem nelas.
- E o que vocês conversaram além da história do Jacob?
- Eu desabafei com ele também.
- Sei. – media as palavras, pois não podia falar demais, mas também não podia deixar sua prima estragar tudo. - Sobre o Edward?
- Sim.
- Você está se interessando por ele?
- Você tem uma imaginação muito fértil. – desconversou.
- Eu te conheço. Qual outro motivo para não deixar ele se aproximar de você?
- Quem está me perguntando é a minha prima ou...?
- A prima. Eu estou preocupada. – virou-se para tentando enfatizar o que estava dizendo.
- Então para ela eu respondo que sim, eu sei que eu não deveria, mas quem manda no coração? Só não conta para a .
- E você está triste por que acha que ele gosta de outra?
- Isso mesmo.
- Como pode ter tanta certeza?
- Hellooo. – não acreditava que a tinha se esquecido desse pequeno detalhe. - O Emmett falou que o Edward gostava de alguém.
- Mas ele disse quem era?
- Não.
- Então você está se precipitando. – colocou a mão no braço da prima. - E se essa pessoa for você?
- Eu não pensei nessa possibilidade, fiquei tão “assustada” com a informação que nem ponderei minhas ações.
- Pois deveria, use isso a seu favor, em vez de afastá-lo.....se aproxime.
- Mas se é de mim que ele gosta, por que fica me tratando desse jeito? – respirou fundo num suplício. - Sinceramente não acredito que seja por mim que ele esteja interessado. A única certeza que eu tenho é que ele está me irritando muito agindo dessa forma.
- Assim como? Paquerando você? – ria e balançava a cabeça negativamente. - Não fique brava, simplesmente entre no jogo dele, mas me prometa uma coisa, tome cuidado.......não quero que você se machuque.
- Eu sei, eu me apaixono muito fácil.
- Não só isso, você sabe do que estou falando.
- Isso não sai da minha mente nem por um segundo. – chutou a água espalhando por todo o chão. - Mas eu ainda tenho uma pergunta para te fazer.
- Qual?
- Quando eu estava conversando com o Emm, ele me disse que o Edward precisava resolver algo comigo, e que você sabia o que era. O que é? – ansiava pela resposta.
- O Edward em vez de resolver seus problemas, acaba complicando mais as coisas.
- Ajudou muito sua resposta, foi a mesma do Emmett.
- . - disse saindo da piscina. – Se você analisar bem, eu já te respondi. – A vampira foi embora deixando a bailarina com suas interrogações.


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Mesmo sua amiga falando que ia te ajudar, Emmett não parava de pensar no Jacob se declarando para . Ele já estava próximo de sua casa, quando parou subitamente de correr, começando a andar bem lentamente até mesmo para um humano, pois não queria ouvir seu irmão lhe fazendo perguntas e lendo as respostas involuntariamente em sua mente. Quando chegou à sua residência, se dirigiu aos fundos e pulou para dentro do seu quarto pela janela, sem fazer nenhum barulho, mas deu de cara com Edward sentado em sua cama, segurando o riso.
- Do que adianta vir sorrateiramente se os seus pensamentos gritavam para mim. - O vampiro agora ria descaradamente.
- Caramba, Edward. E do que adianta ler o que as pessoas pensam se você não faz o que elas querem.
- Você tem razão, mas eu fiquei intrigado, o que você não quer que eu saiba?
- Ah não!!! Mas que droga, nem venha me fazer essas perguntinhas, eu não quero... pensar.....
Mesmo não querendo, Emmett reviveu tudo o que havia acontecido na mata, deixando Edward em estado de choque.
- Eu não imaginava que estava deixando-a tão triste. – Edward cerrou a mão, pois estava com muita raiva dele mesmo.
- Eu tentei te avisar, mas você não escuta ninguém.
- Por isso que vou contar toda a verdade para ela agora, mas antes eu preciso saber por que você não veio falar comigo, já que também estava chateado?
- Quando eu disse que você não escutava ninguém, eu estava me incluindo. – Emmett tirou o tênis e a meia.
- Pára com isso, você é meu irmão, eu sempre vou te escutar.
Neste momento Emmett lembrou quando Edward e Jasper os ignoraram quando ele começou a contar sobre o Jacob na casa das meninas no domingo. Isso deixou Edward novamente irritado com ele mesmo.
- Eu não estou sendo um bom irmão para você.
- Tudo bem, eu entendo. Agora vai se acertar com ela. – Emmett disse alegre, empurrando o irmão da cama.
Edward correu até a casa das Basque, chegando ao portão ele chamou por , mas quem veio recepcioná-lo foi outra pessoa.
- Cadê a ? – Edward parecia desesperado.
- Está lá em cima. – A vampira tampou a entrada impedindo dele passar.
- Eu vou contar tudo para ela. – Disse num tom audível somente para aos dois.
- Não faça isso. – desbloqueou seu poder consentindo que Edward lê-se a sua mente, o deixando espantado com a sua reação. *Fique quieto e somente me escute, eu conversei com a e fiz o que você me pediu, ela não está mais brava com você, então pode seguir com os seus planos.*
- Obrigado. – Edward respondeu com largo sorriso – Te devo uma!!
*Olha que eu vou cobrar.*. Ela continuava a responder mentalmente e esboçou um leve sorriso. *Agora vai lá em cima falar com ela, tenho certeza que minha prima ficará muito feliz.*
voltou a bloquear o vampiro. * Se descobrir o que está acontecendo, tudo estará acabado.*, ela pensou observando Edward subir a escada ao encontro de que continuava no andar da piscina.

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A respiração descompensada do vampiro refletia o quanto ele ansiava por este momento a sós com , ele abriu a porta que dava para piscina e a viu encostada de perfil na parede de vidro que cercava todo o ambiente admirando o luar. Emmett já havia lhe contado que ela gostava da lua.
Assim como Edward, estava imensamente nervosa com esse encontro, mas ao mesmo tempo seu corpo estava “relaxado” como se o peso de ser rejeitada pudesse não acontecer.
- Ela está bonita hoje. – Ele disse bem próximo, chegando a encostar levemente seu peito nas costas da vampira.
viu seus sentidos irem embora naquele instante, só conseguiu respondê-lo depois de um tempo. – Gosto muito da lua, ela me proporciona emoções muito boas, inclusive me traz lembranças de quando eu era humana.
- Quais lembranças?
- Em nosso vilarejo havia uma pedra enorme e eu me sentava nela e ficava admirando o luar, principalmente quando ela estava “cheia”. Dizem que a Lua Cheia é a lua dos amantes.
- No dia do seu escravo teremos Lua Cheia. – Ele a lembrou. – Que por sinal será semana que vem.
virou a cabeça pra trás encontrando os olhos de Edward que a olhavam intensamente – Espero não ter lembranças ruins quando vir às próximas luas cheias.
- Se depender de mim, você só terá lembranças maravilhosas. –Ele respondeu a beijando no rosto vagarosamente.
O beijo dado pelo vampiro fez com que os dois fechassem os olhos e suspirassem simultaneamente.
- O que o senhor está aprontando, Edward Cullen?
- Nossa, que falta de confiança em MIM?!
- Então me conta o que é. – pediu virando o corpo de frente para ele, com os olhos e a voz suplicantes.
Edward em um movimento involuntário a abraçou. – Olhando assim você “quase” me convence.
- Se você fizer alguma maldade comigo.....pode esquecer que eu existo. – lembrou que talvez não fosse dela que ele gostava. Mesmo Edward a tratando carinhosamente, ela preferiu sair de seu abraço.
- Nossa, que escravinha rebelde eu arrumei. Já que você quer saber....dentre os seus afazeres estarão: lavar a vidraça, cortar a grama, encerar os carros...
ficou atônita com o que Edward queria que ela fizesse e mais uma vez pensou que Ed realmente não estava apaixonado por ela. Mas sua cara de tristeza alertou o vampiro que a abraçou novamente.
– Deixa de ser absurda, se eu quisesse que o escravo fosse assim teria escolhido um dos meus irmãos. – Edward afagava a cabeça de e pensava que nunca havia sentido algo tão intenso do que tê-la em seus braços. O vampiro começou a cheirar os cabelos da bailarina e se alegrou quando ela se arrepiou ao sentir o que ele estava fazendo. Com a reação de , Edward desceu um pouco mais o nariz, chegando à lateral do pescoço sugando profundamente o seu cheiro.
- Ed, o que você está fazendo? – Perguntou sem força em suas palavras.
- Hmmm...adoro seu cheiro...
- Depois te dou o nome do meu perfume. – riu.
- Engraçadinha! Estou falando do “seu cheiro”. – Edward fez um caminho, suspirando entre a clavícula e a orelha da bailarina, fazendo-a estremecer e apertar o braço do vampiro.
- Meu dia de escravo já começou? Será parcelado? – Os dois riram e sentiram o celular de vibrar no bolso de sua jaqueta.
- É o Emmett. – falou para Edward.
- Ele já me ligou várias vezes, mas eu não atendi.
- Porque não atendeu?
- Pra não atrapalhar o momento, assim como ele fez agora... – abaixou a cabeça sentindo-se envergonhada e atendeu a ligação.
- Oi Emm.
- Oi , o Edward falou com você?
- O que ele teria pra falar comigo?
Neste instante o vampiro pegou o celular da mão de .
- Oi Emmett, eu estou aqui sim. Depois conversamos.
Edward desligou o telefone e viu que não tinha gostado da reação que ele teve.
- Desculpa por ter tirado o celular da sua mão. – Tentou desconversar.
- O que você veio falar comigo?
- Não era nada.
- O...que...você...veio...falar...comigo? – estava começando a ficar estressada.
- Preciso ir.....amanhã a gente se vê na faculdade. – Beijou a cabeça dela e saiu.
o viu ir embora, mas desta vez havia uma esperança de que ela poderia ser a escolhida, mesmo sabendo que isso acarretaria em vários problemas.
A janela foi aberta devagar, avistou perto das flores que ficavam próximas da estufa, ela preferia que elas ficassem ao ar livre. O temor tomou conta do corpo da bailarina quando ela supôs que a conversa da sobre Edward podia ter sido escutada.
ficou parada esperando a prima falar alguma coisa, pois não parava de olhar para ela. Notando que não se mexia, pegou uma gardênia branca e jogou: Acorda!!! – Riu e voltou a cuidar do jardim.
Com a mão esquerda segurou a flor que estava próxima ao seu rosto, por pouco não a acertou.
O dedo da vampira passava pelas pétalas e sem hesitar ela puxou uma e pensou. * Não custa nada eu tentar*
- Bem me quer.
- Mal me quer.
- Bem me quer.
- Mal me quer.
- Bem me quer.
...
...
- Mal me quer.
...
...
...
- Bem me quer.
A bailarina suspirou e segurou à última pétala perto do coração, o que ela mais queria naquele momento era que eles tivessem se conhecido em outra circunstancia.
Capítulo 12: Você é a minha Impressão


POV Jacob

Eu acordei mais cedo esta manhã, tinha que me encontrar com na biblioteca antes do início das aulas para fazer um trabalho e eu odeio acordar cedo, claro que ela só teve esta brilhante idéia porque não dorme, e além de tudo estava chovendo.
Peguei meu carro e dirigi debaixo de um pé d’água, quando cheguei à faculdade deparei com uma obra-prima automobilística, Fisker Karma, estacionado próxima à porta de entrada, fiquei alguns segundos parado dentro do meu carro admirando-o, quando me lembrei de , então estacionei meu humilde veículo ao lado do dela. Já do lado de fora avistei ao longe os dois, de um lado Pelé e do outro o Seth, ele é meu amigo, mas não posso mentir, ele não joga NADA. Respirei fundo, um dia eu chegaria lá, mas naquela hora eu precisava chegar o mais rápido possível senão seria assassinado.
Entrei na biblioteca e a vi sentada em uma de tantas cadeiras, já fazendo o trabalho.
- Oi – Eu disse indo ao encontro dela.
- Olá – Ela ergueu a cabeça para me cumprimentar.
Me aproximei e beijei seu rosto, eu ainda não tinha me acostumado com a pele gelada e o aroma adocicado, nem ela com o meu cheiro de “cachorro molhado” como ela mesmo nomeou, pois fechou o cenho quando meus lábios encostaram em sua bochecha.
- Desculpe pelo atraso, mas da minha casa até faculdade é um pouco longe, ainda mais em dias de chuva que as ruas de terra ficam lamacentas.
- Oh desculpinha esfarrapada. É só falar que perdeu a hora. – Ela sorriu mostrando todos os dentes imensamente brancos.
- O que ainda falta pro trabalho?
- Tudo!!! Mas você podia procurar estes livros para mim? – Ela entregou um papel com o nome de cinco livros.
Eu os achei sem nenhuma dificuldade, entreguei para e começamos a fazer o trabalho sobre cálculo. Estávamos quase terminando, quando ela lembrou:
- Putz...faltou um livro para nós pesquisarmos.... Fundamentos da Matemática. - Disse preocupada.
- Eu vou procurá-lo – Fui até a estante mais distante onde os volumes desta matéria ficavam. As pessoas usavam aquele corredor pra namorar, mas eu não estava ali pra isso, então comecei a procurar.
- Já achou Jacob?!! – Ana gritou, pois já fazia um tempinho que eu tinha ido buscá-lo.
- Tem certeza que este nome está correto? Pois não estou achando.
- Claro que tenho, espera aí que vou te ajudar!
Ela foi até o corredor e começamos a procurar, estávamos tão concentrados em encontrar o livro que nem reparamos que tínhamos companhia, só quando Emmett, o sugador de sangue grandalhão suspirou aliviado, que até agora não sei o porquê, foi que notamos a sua presença.
- O que foi Emmett? – perguntou, ele parecia mais branco do que um boneco de neve tamanho gigante.
Eu o ignorei, não vou muito com a cara dos vampiros, por motivo muito óbvio, nós somos inimigos mortais, claro que com a é diferente, nos tínhamos virado amigos, uma coisa raríssima no mundo em que vivemos. A é gente boa também, super simpática, mas a , oh vampirinha mal humorada, tudo bem que a me explicou o motivo, a tal briga dela com o Jaspirina. Coloquei esse apelido porque ele parece viver com dor de cabeça.
Voltei a prestar atenção na conversa deles, de repente ele a puxou pela mão, que cara mais idiota, eu ia partir para cima dele, só não fiz isso porque sabe se defender. Tá legal, ela ia brigar comigo.
- Vou buscar minhas coisas e te vejo na sala de aula. – Ela disse olhando para mim, em seguida saiu da biblioteca.
- Por que você fez isso Emmett? – Escutei dizendo, provavelmente eles tinham parado na porta.
- Não gosto de ver você com esse lobo. – O vampiro respondeu. Ele não sabe que minha audição é aguçada?! - Ele não gosta de vê-la comigo. – Falei baixo e ri internamente. Quem aquele verme pensa que é, além do mais, EU que não gosto dele.
A conversa deles foi interrompida pela , quem mais acabaria com a minha diversão, mas pelo jeito o tal Emmett achou que eu e a estávamos fazendo outra coisa.

Como a foi arrastada da biblioteca, arrumei os livros e também fui em direção a sala.
No caminho aconteceu algo que não esperava, tem gente que passa a vida inteira sem encontrar e eu fui presenteado pelos deuses enquanto caminhava pela faculdade em Forks.
No final do corredor vinha uma linda garota e seu cabelo balançava conforme o corpo dela se mexia. Quanto mais perto ela se aproximava, o frio na minha barriga aumentava, não sei por que estava sentindo aquilo, mas não queria perder aquela sensação. Ela levantou a cabeça e ao mesmo tempo eu abaixei a minha, parecia que eu tinha treze anos quando se descobre que está apaixonado.
A mulher de extraordinária beleza estava passando ao meu lado, tive que demonstrar pra mim mesmo que já era um homem adulto, então a encarei e os nossos olhares se cruzaram. O tempo parou naquele instante, a íris foi o portão aberto para o universo, eu tinha o mundo dentro de mim. Nem o pôr-do-sol mais bonito, o abraço de uma mãe quando o filho se machuca ou a sensação de ser livre, se compara com o sentimento que eu fui agraciado naquele momento. O amor então era aquilo, ter tudo mesmo não tendo nada, só o fato dela existir complementava uma vida que eu achava impossível alguém ter. Minha existência e minha alma eram dela, mesmo que ela não quisesse, não tinha mais jeito, ela era a minha impressão.

Capítulo 13: Prelúdio


A esperança aumentava a cada gesto e com ela o sentimento, os dias passam rápidos para uma pessoa que está apaixonada. A risada debochada, os dedos deslizando pelo cabelo..... decorava cada movimento que seu amado fazia, chegando a perder alguns compromissos.
- Caramba....tinha esquecido!!! – levantou depressa da cama e arrumou a bolsa.
Os degraus eram pulados de dois em dois, não acreditava no que a prima estava fazendo.
- Por que você não desce rápido em vez de pular os degraus devagar?
- O quê?!...Você sabe muito bem que quando penso em passos de dança fico tentando imitá-los. – estava procurando a chave do carro pela sala inteira.
- Se aquilo for o seu trabalho, você vai ser reprovada. – riu e ao mesmo tempo as suas mãos foram para frente de seu corpo para pegar a bolsa que sua prima ameaçou jogar nela. – O que você está procurando?
- Você é bem engraçadinha, combina com o Emmett. – Quem agora ria era , com a cara que a vampira tinha feito. – A chave do carro. – Ela respondeu a pergunta. - Combinei de me encontrar com o seu namorado na faculdade......foi tão difícil agendar o estúdio pra este sábado, espero que ele já esteja lá, senão vamos perder a reserva.
- Nem vou te responder pelo “namorado”. Por que você não tenta achar pela mente?
- Assim perde a graça. – piscou com o olho direito, mas na verdade usar seus poderes a deixava vulnerável, pois quando ela entrava no transe, mesmo sendo rápido, não sabia o que estava acontecendo ao seu redor.
- Aqui está. – jogou para cima e rodopiou no ar e pegou a chave. - Você é muito avoada, como você conseguiu esconder ela no sofá?!?!
Nem a bailarina sabia aquela resposta, então foi para garagem e saiu.
Como fazia alguns dias que não tinha regado as plantas da casa e ela sabia que as meninas com certeza não tinham feito, ela começou a ir de cômodo em cômodo colocando água nos vasos com o seu poder. Enquanto caminhava para o quarto de o celular dela tocou.
- Fala cabeção!! – atendeu.
- Oi Sanguessuga. – Jacob sempre tentava tirar ela do sério, mas não conseguia.
- Está com a voz alegre, o que aconteceu? - Descobri uma coisa.
- Fala logo. – odiava quando enrolavam pra contar alguma coisa.
- A minha Impressão faz nutrição. – Respondeu empolgado.
- Impressão?!!
- Isso. – Confirmou.
- Mas por que Impressão? – estava confusa.
- É um benefício que os lobisomens têm. – A voz de Jake estava séria.
- Continuo não entendendo.
- “Amor” a primeira vista. – A frase foi dita com tanta certeza que até ele ficou perturbado.
- Aff...você nem a conhece!!! – Ela estava inconformada.
- Depois eu te conto sobre a Impressão dos lobisomens.
- Voltando para a lógica....a sua “Impressão” está em qual semestre? – A vampira perguntou.
- No primeiro.
- Só tem uma sala do primeiro semestre de nutrição. – não estava gostando pra onde esta conversa estava indo.
- Captou a mensagem. Pergunta pro seu namorado fedido o nome dela.
- Ele não é fedido. Por que todo mundo está me dizendo que ele é meu namorado?!!
- Oh....defendendo o namoradinho!! – Jacob não parava de rir.
- Tchau Jake.
- Ela senta do lado dele na aula de Química.
- Tchauuu.
- Espera.....você vai falar com ele? – A voz do lobo estava ansiosa.
- Fazer o quê, né?!!
- Obrigado.
- Tchau. – desligou o celular e continuou molhando as plantas.
A casa das Basque ficou silenciosa, mas isso não estava acalmando a , o lençol de sua cama bagunçado indicava que nenhuma posição a agradava. Fazia somente duas semanas que se conheciam e ela tentava entender o porquê da ânsia em estar próxima a ele. Há 80 anos que este sentimento estava adormecido e não era o momento para despertar.
A vampira levantou da cama repentinamente, não tinha outro jeito, iria vê-lo, mas evitaria respirar para não sentir o maravilhoso cheiro de Jasper que a deixava inebriada. Ela foi até seu imenso closet, puxou a gaveta e pegou uma linda blusinha preta de alcinha, que tinha um leve brilho, o caimento era perfeito em seu corpo, colocou uma calça jeans apertada e um sapato de bico fino preto.
- Não, não!!!! Até parece que você vai a um encontro. – Disse olhando para o enorme espelho que ficava na parede.
O closet já estava todo revirado, pois ela não achava uma roupa que ficasse boa - Droga!!! Você só vai até a casa dele em um encontro “casual”. É tão difícil assim achar uma roupa?!! – e stava ficando irritada com a sua indecisão.
- Ok!! – Ela continuava a falar consigo. – Qual é a roupa mais simples que existe? – A vampira parou e pensou um pouco. – Fácil, uma calça jeans, camiseta básica e um tênis, não existe nada mais casual que isso.
colocou a primeira roupa que viu, calça, tênis, e uma camiseta preta, que foi encontrada depois de muita procura no fundo de uma gaveta. Amarrou o cabelo e não olhou no espelho para não mudar de roupa novamente.
Desceu as escadas saltitando, foi até a cozinha pegar a chave da Mercedes que havia deixado lá.
- !! Você acha que esta roupa está casual? – Perguntou fazendo pose para a prima que estava fazendo um lanchinho.
- Ahn?!?! – A vampira a olhou de cima para baixo e fechou o cenho.
- Ohhh, !!! – a chamou, tirando-a de seus pensamentos – A roupa está casual? – Pegou a chave que estava em cima do balcão central.
- Até demais. Não sabia que você tinha este tipo de roupa. – colocou o copo dentro da pia e se virou para olhar para – Aonde você vai? – Como resposta recebeu o ronco do motor.
A garagem se abriu e o carro saiu em alta velocidade, estava preocupada com suas ações. *Ainda bem que não respondi a pergunta da , pois se ela soubesse que eu estava toda empolgada para ir até a casa dos Cullen........*.
Para aliviar a tensão ela abaixou a capota e ligou o som, a música que estava tocando era aquele tipo que não saia da cabeça, mesmo depois de horas ela fica repetindo e repetindo. A vampira aumentou o volume e começou a cantar bem alto, tocando um piano imaginário.

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Making my way downtown Percorrendo meu caminho para o centro da cidade
Walking fast Andando rápido
Faces passed Rostos passaram
And I'm home bound.. E eu estou perto de casa

Staring blankly ahead Sem expressão, olho para frente
Just making my way Apenas percorrendo meu caminho
Making my way Percorrendo um caminho
Through the crowd. . Através da multidão

Now I need you Eu preciso de você
Now I miss you Eu sinto sua falta
And now I wonder.... E agora eu me pergunto..

(Chorus) (Refrão)
If I could fall Se eu caísse
Into the sky No céu
Do you think time Você acha que o tempo
Would pass me by.. Passaria para mim?
'Cause you know I'd walk Pois você sabe que eu andaria
A thousand miles Mil milhas
If I could Se eu apenas
Just see you... Pudesse te ver...
Tonight Esta noite

It's always times like these É sempre em tempos como estes
When I think of you Quando eu penso em você
And I wonder If you ever E me pergunto
Think of me Se você ainda pensa em mim
Cause everything's so wrong Pois tudo está tão errado
And I don't belong E meu lugar não é
Living in your Vivendo em sua
Precious memories Preciosa lembrança
'Cause I need you Pois eu preciso de você
Now I miss you Eu sinto sua falta
And now I wonder.... E agora eu me pergunto..

(Chorus) (Refrão)
If I could fall Se eu caísse
Into the sky No céu
Do you think time Você acha que o tempo
Would pass me by.. Oh! Passaria para mim?
'Cause you know I'd walk Pois você sabe que eu andaria
A thousand miles Mil milhas
If I could Se eu apenas
Just see you... pudesse te ver...
Tonight Esta noite

And I, I, Don't want to let you know Eu, eu não quero que você saiba
I, I, Drown in your memory Eu, eu me afogo em sua lembrança
I, I, Don't want to let this go Eu, eu não quero que isto acabe
I, I, Don't... Eu, eu não...

Making my way downtown Percorrendo meu caminho para o centro da cidade
Walking fast Andando rápido
Faces passed Rostos passaram
And I'm home bound.. E eu estou perto de casa
Staring blankly ahead Sem expressão,olhando para frente
Just making my way Apenas percorrendo meu caminho
Making my way
Percorrendo um caminho
Through the crowd Através da multidão
Now I still need you Eu ainda preciso de você
Now I still miss you Eu ainda sinto sua falta
And now I wonder... E agora eu me pergunto...

(...)



Fonte: Site Terra


Avistando a estrada que levava até a casa dos Cullen ela viu um carro vermelho vindo em sua direção, Emmett parou o jipe paralelo ao carro dela e falou: - Colocou a música para todo mundo ouvir ou você é a única vampira que tem problema de audição?
- Ha...ha...ha.... – mostrou a língua.
- Presta atenção.....isso sim é música. – Emmett ligou o som, mas nada saiu dele, mentalmente ele falou todos os palavrões que conhecia para xingar Edward.
- Quer uma ajudinha? – disse gargalhando.
- Não acredito!! - O vampiro rosnou. - Aquele idiota deve ter desligado os fios do rádio.....isso vai ter volta!- Terminou a frase socando o volante.
Depois que Emm fez uma pequena brincadeira com o irmão, trocando o cd de música clássica do Volvo por outro um pouco diferente, Hard Rock, nunca mais teve paz.
- Acho melhor você parar de resmungar e acelerar, pois a já deve estar te esperando. – Emmett sorriu sem graça e foi para a faculdade.
ainda estava rindo quando estacionou a Mercedes em frente ao casarão e caminhou até a porta de entrada, sendo recepcionada por Edward.
- Olá – Ele a cumprimentou.
- Oi – Ela disse tentando olhar para sala de estar, pelo pequeno vão que havia entre a porta e o vampiro.
- O que você veio fazer aqui? – Edward estava com o sorriso de lado.
- Apenas uma visita. Seus pais estão? -
Na verdade eles saíram cedo, foram caçar, provavelmente só voltam amanhã. – Ele respondeu dando passagem para a vampira entrar na casa.
- Você está sozinho? – olhou de uma ponta a outra da sala.
- Não – Respondeu esboçando um sorriso - Eu sei o que você veio fazer aqui.
- Como assim, você sabe o que eu vim fazer aqui? – Imitou a voz dele.
- Está tão nítido que nem preciso ler a sua mente.
- Se você sabe me responda se sim ou não.
- Sim, ele está no andar de cima.
O sorriso de abriu ainda mais e seus olhos brilharam de felicidade. Edward percebendo a alegria dela comentou:
- Vou deixar vocês dois sozinhos. – Falou se aproximando. – A propósito, ele ouviu toda nossa conversa. - Sussurrou em seu ouvido provocando-a.
* Péssima idéia...não devia ter parado de respirar. Tudo bem que eu não agüento ficar tanto tempo, vícios do tempo de humana, mas foi o suficiente para eu dar uma “gafe”*. desbloqueou seus poderes e disse mentalmente para Edward:
- TU ME PAGAS EDWARD CULLEN. – Disse raivosamente em espanhol. - É assim que me retribui por ajudá-lo?!!
- Falando em ajuda......
esbugalhou os olhos não acreditando na audácia dele.
- Estou indo. – Edward percebeu a fúria que transbordava de sua amiga, pelo menos era isso que ele achava dela, uma amiga. Então saiu de fininho deixando Jasper e sozinhos.

Já na faculdade os dois estavam dançando, ou melhor, tentava não matar Emmett, pois ele não ficava quieto. As frases ditas pela vampira eram sempre as mesmas. “Presta atenção”. “Pára de brincar”. “Quando eu acho que você está levando a sério...”.
O estúdio estava repleto de xingamentos e risos, o que menos tinha era dança. Edward entrou sem fazer barulho e sentou ao lado das bolsas e ficou olhando o casal fazer uma seqüência.
Finalmente eles estavam se entendendo, mesmo a bailarina estando um pouco nervosa com a presença do seu Edilicinha, os passos estavam saindo perfeitamente.
A visão do espectador tinha mudado de direção, do casal para bolsa de que estava aberta e havia várias coisas, documentos, sapato, roupa.......às vezes ele se certificava de que ela não estava olhando para ele.
- Você gostou da bolsa? – perguntou com a voz baixa, somente ele podendo ouvir.
- Eu não te vi chegar e nem sentar do meu lado. – Edward estava confuso.
- Eu sei, fiz de propósito. – Ela virou para olhar a prima brigando com o Emmett.
- Como você fez isso? – A curiosidade dele era tamanha que nem tentava disfarçar.
- Você está conseguindo sentir o meu cheiro? – Mesmo respondendo, ela continuava olhando para os dançarinos.
A narina de Edward se mexia na tentativa de sentir algo, mas foi em vão, nem o cheiro das roupas que ela usava estava exalando.
- Pára de me olhar com essa cara. – riu após ver a feição dele. – É o meu poder de vento, consigo limpar o ar, por isso você não sente.
- Você consegue fazer isso também? – Edward franziu as sobrancelhas.
- Consigo fazer várias coisas e..... – foi interrompida por Emmett que estava na frente dela.
- Que negócio é esse de você falar pro meu irmão que faz várias coisas? – Olhou para baixo encarando os dois.
A frase dita por tinha saído um pouco alta para um ouvido vampiresco. Emmett ainda aguardava uma resposta.
- Você podia parar de prestar atenção na conversa dos outros e aprender a dançar, porque pelo jeito você é bem ruim. Ou melhor, deixa o Edward ser o partner da . – Ela odiava dar explicações.
Com a mão direita, Emmett a puxou deixando-a de pé: - Depois você me fala se eu sei dançar ou não. - A mão esquerda foi colocada no meio das costas, trazendo o corpo dela próxima ao dele.
- Pode parar!!! – ficou do lado deles – Outro dia você dança com ela.
olhou para a prima, se soltou do vampiro e sentou novamente ao lado de Edward: - Você fez o mesmo curso que a , né? – Perguntou pela mente.
- Como assim? – A bailarina puxava Emmett pelo braço para o centro do estúdio.
- Mais uma empata na família.
- Você não está se fazendo de difícil?
- Ser difícil é uma coisa, agora perder uma pegada dessa....é ser idiota. riu alto com a resposta de e Emmett não entendeu nada, achou que a amiga tinha algum problema.
Depois de várias subidas e descidas de pernas, foi parada momentaneamente pela voz de Edward.
- !!! Procura a .....ela pode estar em perigo.
- Como assim em perigo? – perguntou.
- Eu estou ouvindo o pensamento de vocês. – Edward respondeu.
- Prova que você está ouvindo. – A vampira o questionou.
- Agora você está se policiando, mas na hora que eu disse pra procurar a , que por sinal deve estar em PERIGO, a primeira coisa que você pensou foi...”por que ela não avisou a gente?”.
- Ok...você me convenceu. - se virou para prima a incentivando-a usar os seus poderes de busca.

Capítulo 14: Conclusão






Enquanto a visão de ficava nublada, Edward via cada imagem que era refletida na mente dela, como se ele estivesse dentro de cada cena. Caminharam pela faculdade, atravessaram à floresta, os pequenos raios de sol que transpassavam as enormes nuvens acinzentadas brilhavam nas folhas das árvores deixando a paisagem magnífica. Mas a apreensão de ambos crescia a cada lugar que passavam, um segundo parecia uma hora. Um rio de água límpida apareceu na visão dos vampiros...
- O que aconteceu?? – Edward perguntou assustado. – Eu parei de ver!!!
A bailarina deu um longo suspiro de alívio e depois riu: - Ela está bem.
- E o Jasper? – O vampiro perguntou preocupado.
- Melhor ainda.
- Como assim... ela está bem? perguntou pela mente, pois não corria mais risco de Edward ouvir.
- Nem te conto o que ela está fazendo!!!!! respondeu enquanto ia para o vestiário se trocar.
- Espero que comprando roupa, porque a que estava hoje....... parecia que tinha acabado todas as que ela tinha no closet. – Enquanto falava com a prima, tentava aparentar que estava entretida na conversa dos meninos.

- Vamos dizer que ela está cuidando disso, só que de outra forma, ficando quase sem a roupa. riu tão alto que todos ouviram.
- O quêêêêêê???? – também falou alto.
- É isso mesmo, parecia que eu estava no rio, de tão vívida que são as imagens que passam pela mente da . – Edward respondeu achando que o “o quê” fosse pra ele.
O movimento que fez com a cabeça afirmando que acreditava nele não deixou transparecer que ela estava conversando com outra pessoa.
- Como você demorou no vestiário!!! Isso porque você é uma vampira, imagina se não fosse... – Emmett empurrou o irmão que não parava de olhar a bailarina. – Não é mesmo Edward?!
- Prima.....você veio de carro? – mudou o foco da visão, pois estava ficando tímida.
Mas Emmett não deixou responder: - Ela vai embora comigo. – Colocou o braço em torno da vampira. – Depois a gente busca o seu carro.
- Eu não estou de carro. – também colocou o braço em volta dele. - Eu vim aqui para falar com você.
Ele ficou olhando um tempo para ela, para se certificar que era verdade o que havia ouvido. – Você sempre me impressiona.
Antes de saírem pela porta disse à prima que ainda estava na sala: - , o Edward também não veio de carro.
- Eu levo pra você. – Ed disse para enquanto pegava os pertences dela.
O sorriso de resposta para ele foi sincero, fazia muito tempo que um homem não era gentil com ela.
Em meio a seus pensamentos, a bailarina ouviu um recado.
- ....o Edward ficou olhando dentro da sua bolsa. a alertou.
- Que estranho. Será que ele está investigando a gente?
As duas permaneceram em silêncio pensando nessa possibilidade.
- Você não vai vir? – Edward perguntou para que estava parada.
- Lógico.





“Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor...

Os dois caminharam até a BMW, quando foi para o lado do motorista Edward a interrompeu e pegou a chave do carro que estava na mão dela. Ela inconformada com a atitude dele se alterou um pouco. - Devolve esta chave. Onde você pensa que vai?
- Eu vou dirigir. – Ele respondeu com desdém e foi em direção à porta do passageiro e abriu.
Como a faculdade estava vazia e naquele momento ela nem ia ligar se estivesse, andou rápido na velocidade vampiresca e fechou a porta.
- Como você é preconceituoso. É bem capaz.....melhor.....eu tenho certeza que dirijo melhor que você.
Edward se aproximou dela, prensando-a no carro: - Eu não duvido de suas habilidades. Só quero te levar a um lugar. – Ele apoiou a mão esquerda no carro e ficou mais perto do corpo dela. – Já o fato de você ser melhor do que eu, isso você terá que provar. – A respiração de alterou e ele sorriu com satisfação.
- Custava ter falado antes. – Ela se desvencilhou dele e perguntou assustada. – Não vai me dizer que hoje será o dia do escravo?
A risada do vampiro ecoou pelo estacionamento, fazendo os pássaros voarem das árvores que estavam a alguns metros deles: - Nossa....eu não sabia que lhe causava tanto medo.
- Não é isso....as vezes a gente acha uma coisa e depois percebemos que é totalmente diferente. – estava preocupada com o fato de ele ter vasculhado sua bolsa.
- O quê? – Edward franziu o cenho.
- Nada, deixa pra lá. – A vampira entrou na BMW deixando-o confuso.
O carro estava sempre a 180 km/h só era diminuído quando tinha algum guarda por perto ou semáforo fechado.
- Pra onde a gente está indo? – Se tinha uma coisa que a não conseguia esconder era a sua curiosidade, era praticamente o seu segundo nome.
- Seattle. – Edward ligou o som pra saber o que ela normalmente ouvia.
- O que a gente vai fazer em Seattle?
- Que música é esta?
- É de uma tribo indígena........O que tem de especial nessa cidade?
- É pra fazer chover? – Edward prendeu os lábios para não rir. Mas foi surpreendido quando entravam em Seattle, vários pingos acertaram o pára-brisa e depois caiu um aguaceiro.

Misturar vários ritmos com dança sempre foi a paixão de , ela estava criando uma música para tocar na festa da Esme e Carlisle, mas não contaria isso para Edward, não naquele momento.
- Você viu como é eficiente, mal tocou a música e já começou a chover. A próxima música é pra fazer fogo.
- Essa a gente testa depois. – Edward estacionou o carro perto de um prédio. – A gente chegou. – Ele saiu e a abriu a porta para .
Os olhos da vampira se iluminaram, Edward sabia que ela adorava o céu. Quem sabe ele não fosse mau e tivesse uma justificativa para ter mexido na bolsa. Ela se agarrou a esta possibilidade.
- O planetário está fechado. – começou a rir. – Você podia ter visto os dias de funcionamento.
Ele a pegou pela mão e a levou até a entrada. Lá dentro havia um senhor que abriu o portão e Edward disfarçadamente entregou um pacote para ele e como resposta recebeu um enorme sorriso.
Logo à frente eles entraram numa sala escura. estava chateada pelo o que Edward tinha acabado de fazer.
- Aquele senhor não parecia ser uma pessoa que fica aceitando dinheiro dos outros. Não acredito que você o persuadiu para entrar aqui.
- Na primeira vez perguntei pra ele se aceitaria fazer isso, mas o Fred falou que sua honra era a única coisa que ninguém tiraria dele. Então fui até o dono e paguei pra poder vir num dia que não estaria funcionando. – Ao mesmo tempo em que Edward falava, mexia em vários botões. – Aí investiguei o motivo dele ter dito isso......a filha dele está doente e a família não tem dinheiro pra pagar a cirurgia. Como sabia que se eu quisesse dar só o dinheiro, Fred não aceitaria, então paguei pelo serviço de segurança que ele está prestando pra gente agora.
A bailarina ficou pasma com a história e com o gesto admirável que Edward teve com o senhor. Antes dela conseguir comentar sobre isso, ficou sem palavras com a visão maravilhosa do céu quando o teto foi aberto. As estrelas estavam aparecendo timidamente no azul alaranjado que minutos depois iria ficar preto.
- É magnífico!! – não conseguia parar de sorrir.
- Vem até aqui. – Edward apontou para o enorme telescópio que estava a frente dele. – O dono fez este observatório para as pessoas poderem ver ao vivo o que elas olharam no planetário, e com a nossa visão de vampiro a imagem fica muito mais bela e nítida.
A todo o momento ele explicava os planetas, constelações, o porque dos nomes. A bailarina afastou do telescópio e para sua surpresa, avistou a Aurora Boreal.
- Dizem que coisas primorosas, mas inesperadas, acontecem quando aparece a Aurora Boreal. – As íris da vampira brilhavam com as cores que vinham do céu.
Edward colocou o dorso da mão na bochecha dela e depois contornou o rosto com as pontas dos dedos, como se estivesse decorando cada parte. E a respondeu olhando-a nos olhos: - Pra mim está acontecendo.
- Com licença, Senhor Edward, mas o tempo esgotou já são 21h. – Fred disse depois que abriu a porta da sala.
- Obrigado. Estamos saindo. – Respondeu o mais educadamente possível.
*Acho que isso foi praga da , só porque eu não deixei o Emmett agarrar ela. Quem foi que disse que praga de prima não pega?*, pensou enquanto caminhava para o carro.
O retorno para Forks foi silencioso, por mais que tentasse esquecer que ele poderia estar investigando sua vida, essa possibilidade não saía de seus pensamentos.
Pararam na casa dos Cullen atrás do carro de , sentou no banco do motorista, pela janela agradeceu o passeio enquanto Edward abria a porta da casa: - Obrigada por ter me feito ver estrelas, não da maneira que eu queria, mas....
A princípio Edward ficou estático, mas foi até o carro colocou a mão embaixo do queixo da vampira, inclinou a cabeça e a beijou bem devagar no canto dos lábios. Depois falou em seu ouvido: - Esta parte ficará para o dia do escravo. – Mostrou o sorriso de lado e voltou para casa, deixando a bailarina sem reação dentro do carro.
...Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor Duvida até da verdade,
Mas confia em meu amor.”
(William Shakespeare)






“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que...

Eles desceram do Jipe no meio de um campo aberto que ficava dentro de uma mata. O rosto de interrogação de divertia Emmett.
- O que a gente veio fazer aqui? – Ela o questionou.
- Vou te levar pra um lugar que eu adoro.
- Um campo? – Abriu os braços indicando o local que estavam.
-Não é aqui......fica uns 200 km. Vem...vamos correr.
Durante o caminho Emmett ficava sempre três passadas a frente de , mesmo sendo grande ele deslizava facilmente entre as árvores.
- Emmett... – Ela o chamou, fazendo com que ele a olhasse. – Pra onde a gente está indo?
- Ainda é um pouco cedo, mas estou te levando para jantar. – Sorriu mostrando as covinhas.
A vampira ficou olhando para ele por um instante. – Você nem perguntou se eu queria “jantar” com você.
- Eu sabia que você não ia resistir ao meu charme. – Emmett riu e aumentou o ritmo da corrida.
- Modéstia é o seu forte. – quis entrar no jogo. - Ok bonitão, o que temos no cardápio?
- Tudo o que você desejar mademoiselle. – Emmett sorriu, não para mostrar suas covinhas e sim para mostrar suas intenções.
- Acho difícil você encontrar algo que eu deseje aqui. – o rebateu.
- Tenho certeza que TUDO o que você sempre desejou e o que vai desejar tem aqui.
- Me dê um exemplo.
- Eu.
- Eu não me alimento de vampiros.
- Engraçadinha....não é disso que estou falando. - Emmett parou e colocou a mão na frente da para que ela parasse. Estavam quase no topo de uma montanha, próximos a um rio.
- Esse lugar é maravilhoso, e esses girassóis são lindos. – comentou.
- Eu sabia que você ia gostar. – O vampiro começou a farejar, segurou a mão dela e saiu correndo ao lado do rio. – Estamos perto.
Havia um urso grande e marrom dentro da água caçando peixes. Olhou para eles, urrou e saiu correndo para dentro da floresta.
Emmett largou a mão de e o seguiu. O animal sabendo que não adiantava correr, parou e encarou o seu oponente.
A vampira queria ver como seria as ações dele, então subiu numa árvore e sentou em um galho para assistir.
Notando o que ela estava fazendo Emm sorriu para amada, ele não perderia a oportunidade de mostrar suas habilidades, mataria o urso como ela nunca havia visto.
- Lições de como matar um urso segundo Emmett McCarty Cullen....Primeiro, tem que tratar ele como se fosse um vampiro, mesmo ele não podendo nos matar......Segundo, você fica tentando averiguar qual será o próximo passo dele.....Terceiro, verificar se tem alguém com ele....Quarto, esperar ele atacar.....Quinto, eu prefiro brigar com ele antes de matar...
Emmett saiu correndo, parou na frente do urso e começaram a brigar, pedaços de roupa do vampiro voavam, enquanto o animal sangrava deixando marcas na grama.
- Pára de judiar do ursinho. – gritou com dó.
Num movimento rápido Emm ficou atrás das costas do urso, segurou a cabeça com a mão esquerda e com a direita abaixou o ombro do animal, deixando o pescoço exposto. A mordida foi voraz.
- Nunca te ensinaram a não brincar com a comida? – perguntou pulando do galho.
- Estava uma delícia. – Emmett passou a língua nos lábios.
- Você ainda não superou seu problema com os ursos.
- Sempre faço isso quando vou caçá-los.
*Além de ficar muito sexy se alimentando*, preferiu cortar essa parte da frase. – Tirando a sua luta com o urso, onde você aprendeu fazer aquilo? – Ela reparou que alguns movimentos do vampiro estavam sincronizados.
- Segredo. – Emmett falou brincando enquanto levava o animal para ela.
- Você não é de ter segredos!! – disse fazendo charminho.
- Tá bom....pra você eu conto. – Ele estava louco para dizer. – O Jasper ensinou a gente, nunca se sabe o que pode acontecer.
- O seu irmão ensina a vocês a lutar em guerras.....de vampiro? – Perguntou desconfiada.
- Jasper é experiente nisso, mas ele só está pensando no bem da nossa família.
A Basque não acreditou muito nisso, abaixou e mordeu o urso, em segundos estava de pé e limpa. – Ursão....chega até ser estranho te chamar assim......é melhor você se limpar.
Os dois foram até rio, Emm tirou a blusa, pois estava rasgada e imunda, agachou e jogou água sobre o corpo.
Parada atrás do vampiro ficou pensando se devia ou não fazer aquilo, não resistiu e o empurrou pra dentro do rio, depois saiu correndo e rindo da cara que ele havia feito enquanto caia no meio da água.
Já no embrenhado da mata fechada, ela parou e ficou em posição de ataque, virou paro o lado esquerdo e foi atingida por algo, caindo no chão.
- Por que você não se defendeu? – Emmett perguntou.
tampou a boca dele com a mão direita e com a esquerda levantou o dedo pedindo silêncio.
- Foi embora. – Ela falou olhando para dentro da mata.
- O que foi? – Falou baixo.
- Eu ouvi alguém andando.
- Reconheceu o cheiro? Pode ser algum bicho. – Tentou acalmá-la.
- Estava muito longe para eu sentir o cheiro, tentei trazer o ar, mas se misturou na hora que você pulou em mim. – Disse o culpando.
- Eu não ouvi passos.
olhou para Emmett e sentiu o peso do corpo do vampiro sobre o dela. – Você sempre pula dessa forma nas garotas?
- Depende da ocasião. – Emm ajeitou o corpo.
- Você está me molhando.
- Alguém me jogou no rio. – Sorriu a deixando encabulada.
As pernas de entrelaçaram no Emmett e dessa vez ela que mexeu o corpo se ajeitando, passou as mãos pelo peito dele indo até as costas, mordeu o lábio e com um impulso virou deixando o vampiro por baixo.
- Depende da ocasião?!?!?! – Ela o olhou questionando.
-Não é isso que você está pensando. – Segurou no braço dela.
ficou de pé e voltou a andar, o vento próximo ao corpo dela se moveu rápido e num segundo sua roupa estava seca.
- Sabia que você me lembra um desenho? – Emm ficou ao lado dela.
- Desenho?!?!
- É...a Docinho...das Meninas algum coisa....
- Você nem sabe o nome do desenho. – acelerou quase correndo.
- Isso não importa....ela gosta de resolver as coisas brigando e no dia que eu assisti, ela também não admitia que gostava de um garoto.
- Você estava assistindo Meninas Super Poderosas, fala que eu só brigo e que gosto de alguém....oh, espera aí...então gosto de dois, né...você e o Jacob. – Ela sabia que tinha pegado pesado.
Ele saiu andando na frente dela, apertando a blusa que estava na mão, quase a destruindo. ficou um tempo para trás emburrada.
Chegando ao campo, Emm abriu a porta do jipe para ela entrar. Era difícil falar alguma coisa com ele sem camisa, porém ela fez um esforço.
- Foi mal Ursão. – sentou no banco.
Emmett entrou no carro, ligou-o e pegou a trilha sem falar. A vampira estava odiando aquilo. – Você não vai falar comigo?

Ele não respondeu. olhou para o vampiro, precisava tomar uma atitude drástica, até porque ela não tinha descoberto o nome da garota. – Pára o carro.
- Eu vou te levar para casa. – A voz estava grossa e triste.
- Não precisa...eu vou a pé. – Ela ia apertar o botão que ficava no painel para abrir a porta, mas ele segurou a sua mão.
- Eu já falei que te levo. – Emm largou a mão dela. – Desculpa por ter segurado a sua m.....
- Pára com isso Emmett. – cruzou os braços.
O jipe parou próximo a pista da cidade. – Você gosta dele?
- Sim... – A vampira o viu pressionando os nós dos dedos na coxa com muita força. – Mas como amigo.
- Verdade? – Ele estava com um pequeno sorriso.
- Sim...seu bobão.
Após pegarem a estrada em poucos minutos estavam em frente à casa das Basque. O farol iluminava o portão de madeira.
- Eu queria perguntar uma coisa. – falou pulando do carro.
Emmett fechou a porta do jipe e caminhou com a vampira até a entrada da residência. – Fala.
- Quem é aquela garota que senta ao seu lado na aula de química? – olhou para o chão.
- Na aula de química?!!....Ah, sei de quem você está falando.
- Quem é ela? – abriu a porta principal.
- Por que você quer saber? – Emm se encostou na pilastra direita que ficava depois dos degraus.
- Custa você falar?!?! – bateu devagar na barriga do vampiro e lembrou que ele estava sem camiseta, ficando envergonhada.
- Você está com ciúmes?
- Nãooooo.
- Então qual é o motivo? – Emmett ficou mais ereto empinando o peito.
- Motivo nenhum.
- Ciúmes. – Sorriu mostrando todos os dentes.
- Tchau Emmett. – fechou a porta na cara do vampiro.
O portão foi aberto de dentro da casa para ele sair e antes de colocar o pé pra fora ele gritou. – CIÚMES Docinho.
O rosnado dela de desaprovação fez ele rir o caminho inteiro até a sua casa.

...Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que,
...com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”
(William Shakespeare)














“Todo mundo é capaz de dominar uma dor...


Foi só Edward ir embora que Jasper desceu as escadas encontrando que ainda estava de pé no meio da sala.
- Oi.
- Olá - Disse acanhada.
- Desculpe por não descer antes, eu estava terminando umas coisas... – Comentou se aproximando dela.
- Podia ter pedido para eu subir.
- Eram particulares.
- Ah!! Então eu volto outra hora. – falou virando-se para ir embora.
- Não, não precisa. - Jazz a segurou pelo braço - Fica.
- Eu não quero atrapalhar. – A vampira respondeu ríspida.
- Eu já terminei o que tinha para fazer. E você nunca atrapalha. - Jasper olhou sedutoramente.
- Não foi isso que pareceu. – Disse seriamente numa forma de não demonstrar o estado entorpecido em que estava. odiava o domínio que ele tinha sobre ela.
- Desculpa. Eu não quis ser grosseiro, simplesmente sou muito reservado.
- Entendo. – Ela respondeu secamente fazendo-o perceber que não tinha a convencido.
- Sente-se. – Jasper tentou ser cortês.
sentou no sofá de onde tinha uma vista maravilhosa para rio, apesar de querer ir embora, tinha motivo maior para permanecer.
tempo passava e o único som que se ouvia eram dos poucos carros que passam na estrada que ficava perto da casa.
- Seus pais foram caçar? – começou uma conversa.
- Sim.
- E o Emmett foi aonde?
- Ensaiar com .
- É verdade.
A vampira nunca foi muito boa em puxar papo, apesar de não se incomodar com o silêncio, o clima pesado estava deixando-a tensa e Jasper não ajudava nenhum pouco, na verdade ele estava gostando de vê-la embaraçada.
- Você esta ansioso pela festa de casamento dos seus pais? – tentou mais uma vez.
- Não muito. – Ele queria provocá-la.
- Homens. - falou entre os dentes. - Os convites do casamento já ficaram prontos. Falta só endereçá-los. Ficaram lindos! - Disse empolgada. - O envelope é dourado fosco, com as iniciais em baixo relevo. Para fechá-lo mandei fazer um cordão com pedras de Safira Padparadscha, a cor dela é linda, laranja rosado, é praticamente o pôr-do-sol guardado dentro de um cristal. O convite é simples para contrastar com a imponência do envelope.
- Pelo jeito eles ficaram bonitos.
* Já vi que ele não gosta do assunto “casamento”.*, pensou.
O silêncio que novamente se instalou entre os dois deixou a vampira mais tensa. Ela o encarava e depois olhava para rio através da janela, o que piorava a situação, pois a sobrancelhas arqueadas dele e a feição de interrogação a deixavam cada vez mais nervosa. Jasper por sua vez queria saber quais eram os verdadeiros sentimentos de , já que havia se acostumado com a facilidade que o seu poder lhe proporcionava em controlar as pessoas.
- Vamos dar uma volta pela beira do rio? – queria sair o mais depressa daquela sala.
- Ok. - Disse levantando-se.
Ao abrir a porta que dava para os fundos, um vento forte passou por eles e fez os cabelos da vampira se ondularem, ela fechou os olhos e inspirou o ar lentamente, o que a fez lembrar do penhasco que ficava próximo de sua antiga casa, todos os dias admirava o horizonte. Ao retornar de suas lembranças surpreendeu-se com o jeito carinhoso que Jazz a olhava, deixando-a sem graça.
começou a andar, mas a maior parte do tempo encarava o chão, apesar do momento afetuoso que tinha ocorrido, ela sabia que não seria fácil romper a seriedade de Jasper, precisava fazer algo diferente, o problema era que a vampira normalmente não teria coragem para tais atos, ele era praticamente um estranho, apesar dele ter pulado em seu quarto e a visto de camisola. precisava agir somente por impulso, levantou a cabeça e avistou o rio.
- Vamos tomar banho no rio? – Ela falou travessa.
- Nãooo! Pode ir você, eu não vou!
- Ahh, vamos Jasper, vai ser divertido - Disse fazendo biquinho.
- Eu não gosto de água gelada.
- Ahn?!?! - não estava acreditando na desculpa esfarrapada que tinha acabado de ouvir. - Nunca te disseram que vampiros não pegam resfriado? – Comentou correndo de costas, olhando graciosamente para Jazz.
- Eu sei. - Ele sorriu. - Mesmo assim eu não estou afim.
- Você age conforme a idade que tem.......vem Jasper!!! - Ela o chamou com as mãos, ainda correndo de costas e olhando-o divertidamente.
Ele iria dizer que aceitava e que não era um velho rabugento, que sua postura séria e distante era fruto de uma educação militar, mas foi pego de surpresa por tirando a camiseta e a jogando no chão. A vampira se despindo à sua frente era a própria Eva o chamando para cometer o pecado, apesar de ela fazer isso em velocidade vampiresca, Jasper parecia estar vendo tudo em câmera lenta, ela tirou o tênis e as meias com facilidade, a calça foi a última, ficando somente com a lingerie lilás, calcinha de tecido de biquíni com as laterais em renda e sutiã de bojo todo rendado com pedras nas alças, deixando Jazz boquiaberto ao vê-la tão atraente e linda a sua frente, mas sem nenhuma malícia ou pretensão de seduzi-lo. A grama verde, a floresta de fundo e o rio deixavam o momento mais encantador. virou e começou correr, depois saltou flexionando os joelhos, fazendo seu corpo parecer uma bola e caiu no rio, espalhando água para todos os lados fazendo o vampiro rir.
- Jasper.....você é livre !!! - gritou para os quatros ventos. Nisso ela percebeu que a água do rio que tinha se acalmado após o seu pulo, começou a ondular. Jazz se aproximou ficando atrás dela.
- Eu sou livre para fazer o que eu quiser? - O vampiro sussurrou em seu ouvido, fazendo o corpo de estremecer. Ele se afastou e sorriu satisfatoriamente.
- Desde que haja concessão da outra pessoa. – Ela respondeu com o pouco de sanidade que ainda lhe restava.
- Há concessão??
- Depende do que você quer fazer!! - disse virando-se. O olhar intenso de Jasper, seus corpos seminus a milímetros de distância, fez a vampira ficar sem ar, ela respirou fundo, o que só piorou a situação, pois o cheiro dele que já era tentador, de perto ficou irresistível. sem ter controle nenhum sobre suas ações desbloqueou seus poderes involuntariamente.
- Consegui o que eu queria, sentir suas emoções. – Ele a encarava com um sorriso de vitória, deixando a vampira irritada. - Você está levemente eufórica, o que é uma novidade. - Se aproximou fazendo seus corpos se encostarem, ficando com os rostos paralelos. - Mas extremamente nervosa. – Colocou seus lábios praticamente encostados ao ouvido da vampira e disse roucamente. - Quer que eu te acalme??? - se arrepiou dos pés a cabeça.
Ela não conseguia encará-lo, então parou de respirar e se concentrou, conseguindo bloqueá-lo novamente.
- Pensei que seus poderes faziam muito mais do que isso! – Falou ironicamente levantando o rosto e olhando firme para ele, depois mergulhou nas águas límpidas do rio, deixando Jasper paralisado, chocado com sua resposta, mas não demorou muito e ele foi logo atrás dela, encontrando-a nadando tranquilamente. Surpreendendo, ele a puxou pelo pé virando o corpo dela e trazendo-a para debaixo dele, fazendo os dois se encararem. Apesar do que Jasper tinha acabado de fazer, a vampira sorria cinicamente, demonstrando que a tentativa dele não obteve sucesso, o que o deixou irritado.
aproveitou um pouco do momento, mas logo depois contornou o corpo dele rapidamente, quase imperceptível a visão do vampiro, parando no local que estava antes, fez um aceno de miss para Jasper e subiu para superfície, ele tentou segurá-la, mas não conseguiu, somente a seguiu.
- Como você fez aquilo??? - Ele perguntou impressionado. - Foi tão rápida como no dia que brigou comigo.
- Eu respondo com uma condição, cada pergunta sua, me dá direito de fazer duas.
- Mas isso é injusto!! – Respondeu indignado.
- Ou assim ou então ficará sem resposta.
- Ok. - Jasper aceitou, mas não desfez a cara de insatisfação. - Mas você que começa.
- Muito bem. - concordou. - Onde nos nascemos todos os homens eram treinados desde meninos para serem grandes lutadores, com intuito de adquirirem mais agilidade, resistência, força. Eu sei que a 85 anos já não existia muito isso, mas o chefe do vilarejo insistia em manter a tradições. Ah!!! Como ele implicava com a gente. - sorriu, pois belas lembranças apesar de um pouco turvas tomaram sua mente. - Mas eu e minhas primas sempre fomos moderninhas para época, então começamos a treinar escondidas do temido CHEFE. Quando eu tinha 13 anos ele nos pegou treinando com os garotos iniciantes, claro que levamos uma bela bronca, porque além de ser chefe do vilarejo, ele era meu tio e da ......e pai da , mas não tinha como negar, nos éramos rápidas, espertas e até um pouco fortes, então o tio nós deixou continuar com os treinos, assim quando nos tornamos vampiras isso aprimorou.
saiu da água e se vestiu em apenas 5 segundos deixando somente o tênis e a meia no chão, enquanto Jasper a seguia com os olhos.
- Nossa você realmente é muito rápida.
- Você ainda não viu nada. - Ela piscou para ele.
Jasper saiu calmamente do rio e foi caminhando em direção a vampira, deixando-a hipnotizada com o homem 1,86 m a sua frente, ela ainda não tinha se acostumado com tanta perfeição, mas não era só o peito musculoso, as pernas torneadas, o rosto de deus grego ou fato dele estar usando somente uma boxer preta que a fascinava, havia algo a mais, puro e não simplesmente carnal, era como se seu corpo fosse atraído pelo dele, como imã, um tanto quanto incontrolável, como se uma alma fosse dividida ao chegar na Terra, e que ficassem se procuram incansavelmente. Ele a fazia sentir um frio na barriga como só um homem havia feito, mas não na mesma intensidade que Jasper, isso a amedrontava.
- Se continuar me olhando deste jeito você vai acabar secando a água do meu corpo. - Jasper disse com satisfação, passando a mão entre seus cabelos cor de mel para retirá-los da frente de seus olhos.
- Não vou não, vou molhá-lo mais ainda!! - correu e o atirou no rio, se jogando junto.
Os olhares dos dois se encontram embaixo d'água, eles subiram para superfície sem perder o contato visual. Jasper se aproximou dela, pegou-a no colo apoiando suas pernas em um braço e a cabeça no outro.
- Me solta. - falou balançando as pernas.
- Seu pedido é uma ordem. – Jazz a soltou no rio.
- Como você se atreve. - Ela fez uma concha com a mão e jogou água nele.
Os dois começaram a gargalhar juntos, Jasper se aproximou dela, tirando um mecha de cabelo do rosto de , a olhando intensamente.
- Você é absurdamente linda........ - Ele disse deixando-a acanhada. - E estranha. – Completou.
- Estranha?? - franziu o cenho.
- É....você fica tímida quando eu te elogio, mas não quando fica seminua em minha frente.
Ela virou a cabeça de tanta vergonha que estava sentindo.
- Olhe para mim. – atendeu o seu pedido. - Eu não quis te constranger. – Falou se aproximando ainda mais, percorrendo os dedos na face da vampira, descendo pelo pescoço e parando na nuca, trazendo-a para mais perto. Ela estava atônita, esboçando nenhuma reação, os lábios deles agora estavam praticamente encostados, encontrou os olhos de Jasper, o que fez lembrar que não queria ir longe demais, engoliu em seco e se afastou do vampiro.
- É minha vez de fazer a pergunta. – Jazz a olhava sem compreender, queria saber o que havia feito de errado. – Você tem namorada? - disse saindo da água e deitando-se na grama, admirando o céu, desejando que os poucos raios de sol secassem sua roupa.
- Qual seria a razão? – Jasper sentou ao lado dela.
- Quem faz as perguntas agora sou eu. – Falou em tom de brincadeira.
- Não. - Ele simplesmente respondeu. *Será que é por isso que ela fugiu de mim, mas o Emmett já havia tido que eu não tinha namorada, acho que ela só queria se certificar, mas que namorada é essa que eu nem a vejo*, Jasper ficou intrigado.
- AHHHH!!! - Ela aumentou a voz sem querer, fazendo o vampiro levar um susto. - Eu tenho uma curiosidade, por que você não tem carro?
- Não passei no psicotécnico....falando sério.....não vejo necessidade de mais um carro.
- A primeira reposta é a que vale. – A vampira riu.
- Minha vez. – Ele deitou apoiando a cabeça sobre os braços. - Por quê você perguntou se eu tenho namorada? Quer se candidatar? – Ele queria tirar essa história a limpo.
- Decide qual das duas perguntas.
- A primeira pergunta.
- Para eu saber se não vou apanhar de nenhuma mulher.
- Não precisa se preocupar. – Conseguiu que ela o olha-se.
- Você não vai vestir suas roupas?
- Isso é uma das perguntas?
- Não............. – voltou a olhar para o céu, só em pensar nele seminu, seu corpo já estremecia, claro que Jasper só estava ainda assim para provocá-la, ele percebeu o quanto ela havia ficado embasbacada, assim como ele.
Os raios solares que os iluminavam, fazendo partes dos seus corpos brilharem, remeteram a lembranças de sua antiga cidade, Montserrat, fazendo ela sorrir. O vampiro a olhava curioso. – Do que você está rindo?
- Olha como eu sou boazinha, vou te abrir uma exceção e responder esta pergunta.
- Boazinha?!?! – Jazz falou entre os dentes.*É malvada em todos os sentidos.*
- Vou fingir que não escutei.........na cidade onde eu morava, nossa casa ficava em cima de uma das montanhas mais altas, a vista era estonteante, ainda mais quando o sol se punha.....eu simplesmente adoro pôr-do-sol. – Ela disse entristecida.
- Gosta tanto que isso te deixa infeliz?
- Me deixa infeliz por não poder estar lá, aquela vista era revitalizante para a alma, queria encontrar um lugar com a mesma energia e com uma paisagem igualmente maravilhosa.
- Caramba, a sua estadia em Forks está tão ruim assim?
- Jasper, quem faz as perguntas sou eu... – Ela riu, pois o vampiro havia se empolgado. - Como você conheceu o Carlisle? Pelo o que contaram você foi o único que não foi transformado por ele.
- Vai parecer estranho, mas eu encontrei uma vidente em um bar que disse que eu encontraria uma família vegetariana, na qual me daria muito bem e acabaria a minha procura incansável por um lugar no qual me encaixasse.
- Qual é o nome dessa vidente? - lembrou que já tinha ouvido sobre uma “vampira” vidente.
- Yuu. Ela era de origem oriental. Não falou muita coisa, somente o nome, que eu conheceria uma família como eu acabei de dizer e que eu encontraria..... – Jazz fez uma longa pausa. - O amor da minha vida quando estive com eles. – As palavras saíram rápidas.
Havia algo que Jasper sempre quis saber. – Agora é a minha vez. Quem foi que te transformou?
- Não sei. – Ela declarou rancorosa e continuou com as perguntas. - Você decidiu vir atrás dos Cullen pela família ou por encontrar o amor da sua vida?
- Pela família. Eu não acreditava que aconteceria isso comigo, amar alguém acima de tudo.
- Eu sei como é...... nós vamos desacreditando com o tempo, ainda mais na nossa espécie. – Depois que a vampira respondeu, ficou pensando no que ele tinha dito. “Eu não acreditava”, ou seja, agora ele acredita. Será que era por ela, ou por outra. Sua mente girava com todas as possibilidades. - No dia em que conheci seus pais.... – quis focar outra parte da vida dele, dessa forma seria mais fácil.........para ela. - Você simplesmente disse que foi transformado por uma mulher, numa época de guerra, por que ela não está com vocês?
- Foi uma decisão minha vir atrás dos Cullen e deixar tudo o que ela me ensinou para trás. – Jasper não gostava de falar nesse assunto, por isso tratou de mudar rápido o rumo desta conversa - Como você não sabe quem te transformou? – Perguntou curioso.
- Apesar das lembranças serem turvas... – Todo vampiro após sua transformação se assusta ao descobrir que na sua vida de humano olhava através de um véu, não enxergando cem por cento. – Eu me lembro de cada detalhe... – olhou para um ponto fixo, deixando a mente voltar para o dia 12 de maio de 1929.


“O dia amanheceu num azul vívido, sem nenhuma nuvem no céu, o pequeno vilarejo onde morávamos ficava na província de Salas, ao norte da Espanha, estávamos em festa, pois seria o dia do casamento de , ela estava radiante assim como eu e a por vê-la tão feliz. Na igreja a gente ajudou a arrumá-la, ela usava um vestido longo de cetim, cor de perola, acinturado e tomara que caia, com renda francesa que cobria seu colo passando pelos ombros terminando no final de suas costas, estava linda, só não sei se meu tio acharia a mesma coisa, mas eu não perderia por nada a cara dele quando visse entrando na igreja, provavelmente teria um ataque cardíaco ali mesmo no altar. Havia um misto de alegria e ansiedade no comportamento da minha prima, mas absolutamente compreensível, já que o pai dela sendo o chefe da cidade, convidou todos para a cerimônia.
- Você está linda!! - disse enquanto se olhava no imenso espelho pela décima vez. – Agora a gente vai tirar uma foto. - Um senhor que estava do outro lado da porta, entrou na sala, e utilizando uma câmera antiga bateu uma foto, fazendo exalar o cheiro de pólvora.
Eu deixei minhas primas na sala e fui até o salão matrimonial, para ver se todos já estavam presentes, ao adentrar vi o recinto lotado, os últimos raios entravam pelas janelas abertas o que só enriquecia a beleza das flores do campo amarelas e brancas que decoravam a igreja do estilo colonial, olhei para o altar e meus olhos encontraram os de Juan, nós sorrimos em sincronia, eu era tão feliz ao lado do meu marido como nunca achei que seria, ele estava ao lado do noivo de os dois elegantemente vestidos com terno e gravata borboleta preta, mas num piscar de olhos a porta principal por onde entraria se fechou bruscamente atrás de mim, assim como todas as janelas, o barulho ensurdecedor fez o burburinho da igreja se silenciar e eu estagnar ao ver algumas pessoas correndo, outras gritando ou tentando abrir as janelas num esforço em vão, o pânico só aumentou quando alguém gritou: - Fogo!! – Passado meu estado de torpor, tentei caminhar desesperadamente no sentido contrário da multidão a procura dos meus pais que já deveriam estar na igreja e meu amor, mas as pessoas não deixavam, me empurrando cada vez mais para o sentido da porta, eu gritava por eles, mas de nada adiantou. A fumaça preta já tomava conta do local, tornava o ar cada vez mais denso, não agüentando mais de fraqueza, cai no chão, começando a ser pisoteada, minha visão foi escurecendo, as vozes começaram a ficar longe, eu esticava mão para tentar levantar e sair a procura deles, mas desmaiei. Depois disso só me lembro de sentir uma dor insuportável, uma queimação, pensava ser por causa do fogo. Naquele momento eu sabia que estava perto do fim.
Estava deitada numa cama, quando abri meus olhos para minha nova vida, tudo era estridente, os sons, os cheiros e minha visão. Instantaneamente tampei meus ouvidos e fechei meus olhos, contorcendo todo meu corpo formando uma bola como se isso fosse me proteger, querendo que o mundo ao redor se silenciasse, mas o cheiro de terra molhada e de madeira velha que invadiam minhas narinas continuava a me dar náuseas, fiquei um bom tempo nesta posição, até que tomei coragem e abri os olhos e tentei acostumar com a minha nova visão. Notei que estava numa casa antiga, eu conseguia enxergar os cupins devorando-a, nisso destampei meus ouvidos e prestando atenção eu ouvia-os comendo a madeira, instintivamente coloquei minhas mãos em frente da única luz que vinha do quarto, uma lamparina que estava colocada a minha direita em cima do criado mudo, queria saber se estava muito queimada, mas para minha surpresa minha pele nunca esteve tão bonita, parecendo uma seda, só fiquei espantada com a palidez, então comecei a procurar queimaduras pelo corpo, mas tudo estava perfeito. Sentei na cama, eu sabia que conhecia aquele lugar, não demorou muito tempo e lembrei que aos 11 anos, eu e minhas primas fomos até aquela casa, escondida dos nossos pais, era tida como mal assombrada, ficava uns 300 metros dentro da floresta que cercava todo o vilarejo onde morávamos, minhas primas sempre foram muito aventureiras, já eu a medrosa das três.



- Ai, tô com medo!!!! - Disse ao ver a velha casa abandona do meio da floresta, era digna de filme de terror.
- Nós viemos até aqui, agora vamos entrar. – falou abrindo a porta, fazendo-a ranger.
Ela entrou primeiro, depois a e por último, quase sendo puxada.....eu. Nós vasculhamos toda casa, mas graças a Deus nada foi encontrado. Ao sairmos de lá rindo, pois nenhuma história que haviam contado pra gente era verdade, as duas paralisaram atrás de mim.
- Por que vocês duas pararam?? – Perguntei olhando para trás, mas continuei andando, nisso meu corpo se chocou com uma parede. Olhei para frente e vi que era um homem alto, levantei o olhar e eles encontraram duas íris vermelhas igual a sangue, sua pele era branca como neve, contrastando com seus traços fortes, meu coração disparou e ele riu cinicamente, recuei alguns passos ficando ao lado das meninas, nós três estávamos paralisadas sob o olhar tenebroso daquele ser, ele se aproximou vagarosamente, levou uma de suas mãos até o rosto de , e juro que o ouvi dizer “ Apetitosas”. Conforme ele descia sua mão pelo braço da minha prima, seus olhos iam escurecendo, ele a segurou pelo punho, levantando-a, mas estranhamente começou a tremer como se tivesse levando um choque, num primeiro instante eu e a ficamos sem reação, mas logo nos duas agarramos o sujeito cada uma em uma perna, o que só fez aumentar a intensidade do choque, aí ele nos derrubou. A expressão do homem era confusa, de repente ele começou a rir alto, , e eu nos entreolhamos amedrontadas.
- Vocês são uma preciosidade. – Ele comentou fazendo tudo ficar ainda mais sem sentido.
Nós nos arrastamos vagarosamente apoiadas sobre as mãos. – Podem Correr!!! – Ele gritou debochadamente. Nós o obedecemos sem objeção e prometemos nunca contar esta história pra ninguém.



Um barulho de alguém se debatendo vindo de outro cômodo me fez desvencilhar das minhas lembranças, fui sorrateiramente até o local, quando abri a porta vi se remoendo de dor na cama, me aproximei dela, mas ouvi duas pessoas conversando no andar debaixo:
- Acho que ainda vai demorar até elas acordarem. - Um homem de voz grossa falou.
– Deve dar tempo de nós irmos até cidade para caçar. - Outro homem com sotaque, aparentemente da Rússia respondeu.
Apesar de não compreender o que ele havia dito, eu tinha que segui-los e descobrir o que queriam conosco, mas antes passei no terceiro quarto e pude ver que minhas expectativas tinham sido confirmadas. estava deitada, com seu vestido pérola totalmente impecável, seu coração batia tão forte que parecia que iria romper a pele e saltar para fora, nisso coloquei minha mão sobre o meu peito e não senti o meu coração batendo, fiquei desesperada. Será que tudo aquilo não passava de um sonho? Mas eu não tinha tempo a perder, precisava saber no que eu tinha me transformado, e o único jeito era seguir aqueles dois homens.
Eu fui atrás deles sem chamar a atenção, assim eu pensava, eles percorriam um atalho pela floresta até a cidade vizinha, por mais rápido que eu estivesse correndo, minha visão não perdia um só detalhe da mata e é completamente indescritível como conseguia distinguir todos os cheiros a minha volta a metros de distância. Eles foram diminuindo a velocidade e resolvi me esconder atrás de uma árvore, para que não me vissem. Observei os dois se distanciarem de mim, achei melhor esperar, depois seguiria o cheiro deles, mas escutei um grito feminino ensurdecedor, não contive minha curiosidade e fui em direção ao som e por coincidência era pra onde o rastro dos homens estava indo. Então eu os avistei sugando o sangue da pobre mulher que aparentava ter a mesma idade que eu, 22 anos, um homem alto e forte mordia o lado esquerdo do seu pescoço, enquanto o menor chupava o seu braço direito, em milésimos de segundo tudo em volta tinha perdido o sentido, eu só conseguia ver a moça e imaginar como deveria ser delicioso o sangue dela, minha garganta queimava, não mais me controlando, eu andei até a garota sem perceber o quão barulhenta eu estava sendo, o homem mais alto me encarou com aqueles olhos vermelhos, eu o reconheci, parecia que o tempo não tinha alterado em nada sua fisionomia, seus lábios esboçaram um sorriso cínico, igual quando eu era criança, ele virou e fugiu juntamente com o outro homem, se assim eu poderia chamá-los, foi a última vez que os vi.
A cada passo que eu chegava mais perto da jovem menos batidas eu ouvia de seu coração, até que silenciou-se por completo quando cheguei ao seu lado, mesmo assim eu a segurei, apoiando sua cabeça em meus braços e cravei os dentes no lado direito do seu pescoço e suguei todo o seu sangue, saciando momentaneamente minha sede. Encarei sua face que ainda refletia o medo que havia passado, seus olhos assustados pareciam me perguntar como pude ser capaz, como eu poderia ter tirado sua vida, aquela garota podia ser uma filha dedicada, uma mãe zelosa com seus filhos e seu marido, ou uma menina que queria revolucionar a sua época, mas agora ela não era nada, somente carne e osso, que nunca iria realizar os seus sonhos. Por mais que eu soubesse que não a tinha matado, sabia que se a encontrasse viva teria feito o mesmo e esse rosto me assustaria eternamente. Passei meus dedos indicadores sobre suas pálpebras fechando-as, a deitei por completo sob a terra úmida esperando que sua alma estivesse em um lugar melhor, onde a minha provavelmente seria vetada. Eu levantei e corri até minha cidade, eu precisava saber o que tinha acontecido, antes de deixar tudo para trás.
Parei na ponta da montanha, onde eu tinha uma visão panorâmica do vilarejo, mas o que eu vi foram simplesmente destroços, o local se resumia em cinzas, praticamente tudo tinha sido consumido pelas chamas, ainda havia apenas alguns focos de fumaça, várias pessoas circulavam por entre as ruínas, mas eu não reconhecia nenhuma, me concentrei para conseguir escutar alguma coisa:
- Então, algum sobrevivente? – Uma voz feminina perguntou.
Um homem ao seu lado respondeu: – Pelo jeito não, foram achados quase todos os corpos, menos o da filha do chefe e de suas primas.
E esses eu sabia que nunca seriam encontrados. Uma dor imensa tomou conta do peito, do meu coração morto, eu queria desesperadamente chorar, mas o monstro no qual eu me tornei não conseguia derramar uma lágrima se quer, o mundo ao meu redor estava destruído, eu estava dilacerada, minha respiração acelerou conforme a angústia crescia, pois eu sabia que apesar de estar viva, a que todos conheciam estava morta. Consumida pela raiva cerrei meus punhos bruscamente, nisso senti a aliança em meu dedo, eu estiquei a minha mão esquerda para admirá-la, naquele momento percebi que tinha perdido... .



...Meu amor
- Então hoje é o grande dia!! – Ele falou sorrindo.
- É – Disse consumida pelo nervosismo.
- Calma, dará tudo certo, aposto como você se sairá muito bem. – Juan segurou meu rosto e beijou minha testa. - Será uma linda assistente, mas é melhor você se apressar, senão chegará atrasada no primeiro dia como ajudante do chefe da cidade.
- Verdade. – Falei me virando, quando recebi uma tapinha na minha bunda, lancei um olhar ameaçador a ele, aquilo não era hora para brincadeira, eu realmente estava muito apreensiva.
- Se olhar assim para seus colegas de trabalho, tenho certeza que eles irão te respeitar.
- Você não existe. – Era espantoso como ele me conhecia, sabia meus medos, meus anseios.
- Tem que confiar mais em você. Eu tenho certeza que você tem capacidade para trabalhar com o seu tio. - Ele retirou do bolso uma delicada pulseira de ouro e colocou no punho de sua amada. – É para dar sorte.
- É incrível como você sempre me apóia. – beijou seu marido agradecendo pelo presente.
- Foi o nosso juramento, na alegria, na tristeza, na saúde, na doença, até que a morte nos separe. – Declarou romanticamente. - Eu te amo.
- Eu também te amo...
...Meu cúmplice, meu amigo.



Eu não esperava que fosse tão cedo, queria ter filhos, envelhecer ao lado de Juan, mas isso não tinha mais como acontecer, tudo tinha acabado.
Tirei a aliança do meu dedo, ela era única coisa que ainda representava a que não existia mais, olhei-a pela última vez, e a joguei, meus olhos tristes viram-na deslizar pela encosta da montanha indo parar junto com minha cidade, a partir daquele momento tudo tinha que ficar para trás, mas diante de toda aquela destruição ainda havia um certo conforto, minhas melhores amigas e estavam vivas e eu precisava correr de volta para a cabana, pois as únicas pessoas que ainda faziam parte de mim estavam se contorcendo em dor.”

respirou fundo e olhou para Jasper: - Sabe, dizem que existem cinco estágios do luto: choque, negação, raiva, depressão e aceitação, mas mesmo com a aceitação, a dor no peito persiste através do tempo, mas o pior de tudo é você brigar com sua própria memória para que as suas lembranças não sumam ou que não façam parecer que tudo que viveu não passou de um sonho.
- Caramba!! – Ele falou surpreso, ainda estava assimilando todas as informações que havia escutado. – Que história triste.
- Pelo jeito todos temos uma história triste. – disse sentando-se na grama abraçando suas pernas que estavam flexionadas, seus olhos percorrem todo o corpo de Jasper e a vampira perguntou olhando-o docemente. - Como você conseguiu ficar com tantas cicatrizes?
- Eu não gosto de falar sobre esse assunto. – Ele virou rosto, para desviar do olhar de .
- Mas eu contei a minha história. – disse inconformada. - Eu nunca tinha contado..........para ninguém!
- Mesmo assim eu não vou falar desse assunto.
O nervosismo de Jasper fez a vampira ficar preocupada.
- Como assim? O que aconteceu de tão errado? - Ela segurou o queixo de Jazz, virando seu rosto para que ele encontrasse seus olhos que demonstravam conforto, seja o que tivesse acontecido.
- Já disse!!! Eu não quero falar sobre isso. – Jazz declarou enfaticamente, retirando abruptamente a mão de do seu rosto.
- Mas que droga Jasper, quando eu mais preciso que confie em mim, você simplesmente foge. – Ela disse ficando de pé e Jazz fez o mesmo.
- Você não entende. – Ele a afrontava.
- O que eu não entendo??? – balançava a cabeça negativamente. - Eu sou um pouco parecida com você, construo muros em vez de pontes, demoro a confiar nas pessoas e ser eu mesma, mas hoje eu estava inteira, sem preceitos, esperando que agisse da mesma forma e até agiu, mas quando eu mais precisava que confiasse em mim, você volta a ser esse ogro insensível. – Ela o encarou. Aquele olhar ele já conhecia, era igual quando eles brigaram por causa dos lobos. Jazz sabia que tinha a decepcionado de novo.
- Calma.
- Você conseguiu estragar tudo!!! – Ela vestiu suas meias e o tênis, correu para a casa dos Cullen deixando-o sem entender suas últimas palavras. O que ele havia estragado? O que ela tinha planejado? Mas de uma coisa ele tinha certeza, tinha pisado na bola e dessa vez a coisa foi séria.
entrou pela porta dos fundos, passando pela sala, nem percebendo a presença de Edward. Ele estava parado na porta de entrada com um largo sorriso, parecendo que tinha visto o passarinho verde, mas fechou o cenho ao ver a vampira tão atordoada e a segurou pelo braço quando ela passou do seu lado, impedindo-a de ir embora.
- O que aconteceu? A me disse que você estava bem!
- Estava.....você disse certo. Agora me deixa ir. – estava brava.
- Foi o Jasper. – Edward disse soltando o braço dela. – O que ele te fez? – O vampiro olhou para o irmão que tinha acabado de entrar.
- Você não está vendo na mente dele? – falou ironicamente afrontando Jasper.
- Na verdade não. - A única imagem que vinha da mente Jasper, era o rosto de decepcionada.
- Mas ele vai acabar te contando....mostrando....sei lá. – respondeu saindo da casa, mas Edward ainda pôde ouvi-la falar quase que inaudível. – Por que eu tive que ficar com o mais difícil. - Depois disso ele só ouviu o carro cantando os pneus.
- O que você fez de novo?? - Edward perguntou ao irmão.
- Nada de mais. – Jasper fingiu não se importar. – Depois eu resolvo, mas o importante é que eu descobri um pouco sobre o passado delas.
Edward via pela mente de Jazz toda a conversa que ele teve com a vampira e o militar disfarçava o seu contentamento.
- Interessante!! Acho que o Carlisle está certo, só tem uma coisa que não faz sentido. – Edward afirmou. – Exatamente isso. – Ele respondeu aos pensamentos de Jasper.

...Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.” (William Shakespeare)
Capítulo 15: Ciranda



O som alto vindo do Fisker Karma chamou atenção dos alunos, estacionou seu carro ao lado do Volvo.
- O Edward deve ser um péssimo motorista, por qual outro motivo ele teria para usar três vagas do estacionamento? - resmungou.
- Precaução?! - respondeu.
- Presunção?! - tentou ajudar.
- Inabilidade. - falou brava.
- Nossa , acho que você estava de TPM quando te transformaram, e para azar nosso, isso é um estado permanente. - estava inconformada com o mau humor da prima.
- Ha...Ha...Ha... - saiu do carro avistando os irmãos parados na entrada da faculdade, esperando qual seria a piadinha que Emmett faria com ela hoje. Na segunda-feira foi: - A água do rio estava boa?? - lançou um olhar mortal para Jasper, mas Emmett logo limpou sua barra dizendo que Edward tinha contado a história, naquele dia não falou com nenhum dos três, nem terça-feira, quarta-feira, quinta-feira.....
Ela passou entre os Cullen sem os cumprimentar, quando Emmett ia abrir a boca, Jasper o interrompeu. - Pára!!! Isso já perdeu a graça. - Ele saiu emburrado deixando os vampiros espantados.
- .....esta situação está passando dos limites. - comentou.
- Você sabe muito bem porque eu estou assim. O que ele fez de tão ruim que não quis me contar?
- Eu sei, mas ficar assim não vai adiantar.
- Tá bom!!!!! - entrou na faculdade raivosamente.
- Esses dois parecem gato e rato. E eu acho que nesse caso o Jasper é o rato. - Emmett disse fazendo todos rirem.
O sinal da faculdade tocou e os quatros vampiros se dispersaram na multidão, cada um foi para sua aula.
Edward entrou na classe e avistou sentada ainda chateada com o que tinha acabado de acontecer.
- Não liga para o Jasper, ele é um turrão. - Ele sentou ao lado da vampira.
- Ele nem veio me pedir desculpas e não me dirigiu a palavra a semana inteira.
- Tente entender, ele é ruim de se relacionar.....é o oposto do Emmett.
- É que fiquei com a sensação de que ele está me escondendo alguma coisa. – queria tirar alguma informação de Edward.
- O passado dele o incomoda. Além disso ele é muito fechado.
- É....mas ele me pareceu bem soltinho lá no rio. - disse lembrando da cena, sentindo um frio percorrer a sua espinha.
Parece que ele também mexe com você.
- Edward. - disse o repreendendo.
- Tente entender......ouvir o que as pessoas pensam, que é o meu caso ou sentir suas emoções no caso dele, fazem nós termos um certo poder sobre elas, nos colocando numa zona de conforto. Quando ele sentiu o que você sentia, ele se soltou. - franziu o cenho para ele. - Eu só não consigo ler a mente de vocês, esqueceu?!?!
se encolheu envergonhada. - Não fuja do assunto. O que ele não quer que eu saiba???
- Ele tem medo da sua reação quando você souber a história dele.
- Você esta conseguindo me deixar mais intrigada.
- Tenho certeza que se agora você perguntar com jeitinho, ele irá tem contar. Ele foi pego de surpresa semana passada.
- O que ele fez não tem justificativa. Aquele bruto!!
- Convida o Jasper para um passeio, seja simpática.
- Eu vou ter que dar o braço a torcer primeiro?!?! – A vampira olhou indignada para Edward.
- Nem parece que vocês tem mais de 100 anos.
abriu um sorriso sapeca: - Eu já sei o que fazer.
- Tomara que vocês se entendam, mas tem só uma coisinha...
- O quê??
- Não tem nada a ver com o Jasper.
- Fala Edward.
- Aposto como eu dirijo melhor que você.
- Ah....desculpa pelo o que falei no carro, estava irritada.
- Você não entendeu, eu aposto que eu dirijo melhor que você.
levantou as sobrancelhas: - Já eu aposto como nenhum Cullen dirige melhor que uma Basque.
- Fechado. - Ele estendeu a mão para fechar a aposta. - Vamos achar um local, para a marcar data.
- Fechado. Estou com dó de vocês. Mas o que vamos apostar???
- Deixa eu ver. – Edward analisava o que as duas famílias mais gostavam. – Um carro. – A resposta era óbvia.
- Ah não, eu não vou apostar minha Mercedinha.
- Você não estava tão confiante?!?! – lançou um sorriso sem graça a ele. – Então um carro novo, que a família vencedora irá escolher.
- Ok.
Edward sorriu e viu o professor entrando atrasado na classe, o tempo passou rápido, chegando a hora do intervalo a vampira pegou os livros que iria devolver à biblioteca e saiu da sala conversando animadamente com Edward, enquanto Jasper andava calmamente pelo corredor ao encontro do irmão, quando uma conversa alheia lhe chamou a atenção.
- Eu vou convidá-la para sair. – Mike Newton disse empolgado.
- Mas você nem a conhece. – Eric estava espantado com a coragem dele.
- Vai ser uma ótima oportunidade de nos conhecermos.
- Até parece que ela vai aceitar. A é muita areia para seu caminhão.
- Não custa tentar.
A euforia de Mike foi sentida por Jasper, no entanto, não o contagiando, pois a raiva dele naquele momento era maior. O vampiro cerrou os punhos, mas continuou andando enquanto seu rival ainda falava com o amigo.
e Edward ao saírem da sala de aula avistaram Jasper à espera deles.
- O que aconteceu? - Ed perguntou ao ver cara e os pensamentos zangados do irmão.
- Nada!!
- Jasper...ainda bem que você veio encontrar o Edward. Eu precisava falar com você – falou animada.
- Como se eu não viesse todos os dias. – Disse sem entusiasmo.
- Acordou de mau humor hoje?
- Eu não durmo para acordar.
A vampira se controlou para não responder, ela havia se comprometido a ser simpática. - Nossa!!! Foi modo de falar, eu tenho uma notícia que irá alegrá-lo.....bem.....amanhã você será o meu escravo.
- E qual é a boa notícia? – Jasper viu que a tinha magoada. - O que nós vamos fazer amanhã?
- Calma....eu não vou te prender de novo na parede. - falou tentando descontraí-lo, mas sortiu efeito contrário, ele ficou ainda mais sério. Percebendo a burrada que havia feito ela tentou consertar a situação. – Relaxa, eu estou brincando, você não deveria levar as coisas tão a sério. – Dessa vez a vampira conseguiu tirar um leve sorriso dele. – Eu achei que você tinha gostado da idéia de ser meu escravo.
- Tudo depende do que nós iremos fazer.
- Hum!!!! ..... O que toda mulher adora fazer?
- Ahhh não.....compras, não!
- Nossa....você adivinhou. – disse irônica. – Vou até Seattle para começar os preparativos da festa de 85 anos de casamento de seus pais.
- Por que você não chama ou ? Tenho certeza que elas irão adorar!!! – Sorriu na tentativa de a persuadir.
- Porque eu preciso de você. – Falou séria.
- Você tem força suficiente para carregar as sacolas, não precisa de mim.
- Assim você me ofende, eu não vou usar você como burro de carga. – olhava incrédula.
- Então por que eu tenho que ir? – Ele ainda não entendia o propósito de sua ida as compras.
- Simples, como é a festa dos seus pais, preciso de alguém que os conheça bem, além do mais vai ser divertido. Então passo às sete horas na sua casa, quero chegar a Seattle com as portas das lojas se abrindo, assim teremos o dia inteiro para resolver tudo.
- Se você quiser ir Edward, também está convidado. – quis ser gentil.
- Não....muito obrigado, esta eu passo. Tenho certeza que o meu irmão irá lhe ajudar bastante. – Disse rindo.
Jasper a olhava decepcionado *não era este tipo de diversão que eu tinha em mente*, ele pensou.
Edward não agüentou e começou a rir do pensamento do vampiro.
- O que ele pensou Edward? – brava o questionava.
- Nada. – Ele continuava rindo.
- E você agora ri por nada? – Falou colocando as mãos na cintura.
Neste instante Jasper travou a mandíbula, Mike Newton estava indo em direção a eles. Sem pestanejar ele fez uma pergunta mental para o irmão: * – Ele está querendo falar com a ?*
- Sim. Ele está decido. – Não havia dúvidas que era Mike a pessoa de quem ele perguntava, pois percebeu o desconforto de Jazz ao vê-lo. Edward ainda via claramente a lembrança da conversa de Mike com Eric na mente do vampiro.
O loiro não pensou duas vezes, após ouvir a confirmação do irmão puxou a subitamente pela mão fazendo com que seus livros caíssem, deixando-a de frente para ele. Jasper a olhou intensamente, a respiração da Basque acelerou, ele passou o braço pela cintura dela e colocou uma mão na nuca e trouxe seu corpo para junto do dele, colando-os. Sem perder o contato visual, o vampiro pressionou os lábios contra os dela, sua língua invadiu a boca de sem consentimento, mas logo ela correspondeu o beijo da mesma maneira, forte e intenso; fechou seus braços em torno do pescoço dele, deixando se levar pelo momento. As línguas passeavam pela boca um do outro. Jazz se desprendeu de bruscamente ao ouvir Edward arranhar a garganta.
Todos no corredor encaravam o casal, com exceção de Mike que já havia ido embora, mas nem percebeu, pois sua respiração estava descompassada, suas pernas bambas e seu corpo parecia anestesiado. – O que foi isso? - Ela mal conseguia perguntar.
- Faz tanto tempo assim que você não lembra o que é um beijo? - Jasper disse puxando o ar como se fosse vital para sua sobrevivência.
- O...que...significa...isso? – não estava com paciência para brincadeiras.
- Significa que você me deve uma. – Jasper falou prepotente.
- Como?
- Você conhece o Mike Newton?
- Não. – A vampira respondeu mesmo sem ter compreendido a pergunta.
- Então.....ele estava vindo convidar você para sair, eu quis facilitar as coisas.
- E como você sabe que ele ia fazer isso???
- Eu ouvi uma conversa dele com um tal de Eric. E o Edward confirmou as intenções dele ao escutar seus pensamentos conforme ele vinha em sua direção.
- Você precisava ter me beijado? Ele não foi o primeiro e nem será o último que vai me chamar pra sair.....não sei se você percebeu mas eu sei me defender.
- Ah, isso eu sei muito bem, mas o Mike sempre teve a fama de não desistir assim tão facilmente. Além do mas, você deveria me agradecer por tirar esse idiota de perto de você.
- Eu não vou te agradecer coisíssima nenhuma, é você que deveria pedir desculpas por ter me agarrado.
- Eu não vou me desculpar por algo que eu sei que você gostou, senão você tinha desvencilhado de mim, pelo contrário você correspondeu com o mesmo vigor.
- Olha aqui, Jasper. – disse irritada apontando o dedo no rosto dele, seu pé esquerdo batia inquieto contra o chão. - Eu não preciso da sua ajuda, pode deixar que eu me viro sozinha, quem sabe até eu aceite sair com ele. - Falou provocando-o.
- Sabe ... - Jazz segurou a mão dela. – Eu prefiro você beijando.....do que falando.
- E eu prefiro você prensado contra a parede. – Disse soltando sua mão.
- Nossa essa doeu!!! – Edward disse rindo, chocando a mão contra o peito como se fosse uma punhalada.
A vampira virou de costas e começou a andar, mas Edward a chamou.
- !!!! – Ele não conseguia segurar o riso.
- Você está se deliciando com esta história. – disse para ele.
- Calma!!! Aqui estão os seus livros, você os deixou cair. – Ele continuava a rir exageradamente.
- Ah.....nosso compromisso de amanhã está de pé? - Jasper perguntou cinicamente.
- Mais do que nunca. – Respondeu pegando seus livros da mão de Edward.
- Droga!!! - Jasper resmungou.
seguiu para a sala da deixando os dois para trás.
- Você não acha que isto foi muito precipitado??? - Edward perguntou para o irmão.
- Nãoooo....ele realmente ia chamar ela para sair.
- E você ficou com medo que ela aceitasse?
- Vamos Edward........o Emmett deve estar nos esperando. - Jasper disse olhando feio para ele.
- Ou deve estar com a . – Ed o lembrou.
Em passos apressados avistou e Emmett esperando em frente ao estúdio. Era notória sua irritação, sua face estava fechada e as sobrancelhas arqueadas.
- O que aconteceu? - perguntou preocupada.
- Nada – disse seca.
- O que foi que o Jasper aprontou agora? - Emmett indagou. *Espero que o meu irmão esteja vivo*, conclui em pensamento.
- Masss....como você sabe? – questionou incrédula.
- Vocês são muito fáceis de decifrar, só ele te deixa assim tão nervosa. – Comentou sorridente.
- Então.....o que aconteceu?? estava imensamente curiosa.
- Nada.
- Você não me engana.
- Depois eu conto.

Emmett percebendo o desconforto de comentou: - Pode deixar, já estou indo. - Falou marotamente e sorriu. - Eu pergunto pro Jasper. – Saiu sem esperar a resposta.
- Vamos!!! A deve estar nos esperando no refeitório. – falou para .
As duas seguiram o caminho contrário de Emmett, que foi ao encontro dos irmãos que estavam andando devagar ainda no corredor das salas de direito.
- Não sei o que você aprontou... – Emm interrompeu a conversa e colocou a mão no ombro do irmão. - ...mas você conseguiu deixar a bem irritada!!
- Onde você a encontrou? - Jasper perguntou.
- Eu estava com a esperando por ela. - Emmett falou.
Chegando no refeitório, os três estagnaram ao olharem para uma mesa. Eles não estavam acreditando no que viam.
A direção que a estava andando também era estranho para ela, mas seria melhor: - Vamos sentar com o Jacob e a .
- Você quer sentar com o JACOB?!!!!! estava pasma. – O Jasper deve ter pegado pesado.
A surpresa era vista no rosto de todos, principalmente no lobo.
- Oi!!! – falou. – Nossa Jacob, não estou quase te vendo atrás deste prato, você come por nós três.
- Oi. – Ele não sabia se ela realmente estava querendo conversar ou atacá-lo.
- ...aconteceu alguma coisa mas a não quer me contar. – comentou enquanto sentava.
- O que aconteceu? – perguntou para .
- Já disse que nada!! – A vampira pegou um refrigerante que estava em cima da mesa e abriu, ela queria ficar com as mãos ocupadas. – Então Jacob, como está o Seth?
- Ahn?!!! Me tira dessa. – Ele pegou a lata que ainda estava na mão dela, antes que fosse amassada.
fez uma careta para Jake e ele mudou o semblante pois viu Emmett se aproximando da mesa.
- O Jasper quer saber se o beijo dele foi bom. – O grandalhão perguntou.
- Ele te beijou?!?! – e falaram em coro.
- Agora isso vai ficar interessante. – Jake disse rindo.
olhou feio para o lobo. – Ele só quis me ajudar, disse que tinha um tal de Mike, um chato atrás de mim, ele só tentou afastá-lo.
- Mas não foi isso que eu perguntei. – Emmett insistiu.
- Eu sei que você não vai acreditar, mas você deveria agradecê-lo. – Jacob comentou. – Ele é realmente muito chato.
- Oh pulguento. – Emm o insultou. – A conversa não chegou no canil.
O Alfa rosnou desafiando Emmett, mas entreviu: - Parem com isso!!
- Tá bom. – Disseram juntos.
- Mas me responde. – O Ursão dirigiu o olhar para .
- Diga a ele que tanto faz, que o propósito era o Mike e foi cumprido com êxito.
Bem devagar Emmett se distanciou das vampiras, não precisou dar o recado para o irmão pois ele havia ouvido toda a conversa e se dirigiu para uma mesa que havia somente uma garota.
- Oi. – Ele sorriu para ela.
A menina de cabelo castanho escuro ficou parada olhando para ele, deixando a batata cair de sua mão.
- Posso sentar? – Emm ficou esperando uma resposta.
- Cla...aaa...ro – Ela se ajeitou na cadeira para não demonstrar sua surpresa e vergonha.
Ao fundo Emmett ouvia xingamentos de Jacob que estava numa mesa a seis metros de distância. Ele não entendeu nada, mas achou melhor não ligar para isso já que esse não era o seu objetivo.
- O que você achou da aula de hoje? – Ele tentou puxar papo.
- Eu me confundo com os desenhos das ligações químicas. – Tentou comer a batata sem errar a boca.
- Essa parte eu entendo, se você quiser.... – Ele olhou para cima, pois sua colega também estava olhando.
- Oi Emm. – pegou a cadeira e sentou ao lado dele, quase encostando. – Quem é a sua amiga?
Ele estava espantado, não tinha percebido que ela estava ali, mas tentou disfarçar. – Essa é a Lari.
- Lari?! – Por mais que fosse a Impressão do amigo dela, não estava gostando nada daquilo.
- É Larissa Amaral....ela estuda comigo.
Elas falaram “oi” e Emmett continuou conversando somente com a colega de sala.
- Então Lari....a gente pode marcar um dia, o que você acha?
- Marcar o quê? – perguntou.
- Não fica com ciúmes DO.CI.NHO....a gente só vai estudar JUNTOS. – Olhou para a vampira com o sorriso aberto.
- Oh....que legal. – apertou a perna esquerda de Emmett, que tentou tirar em vão a mão dela, pois estava doendo. – Imagina Emmett, você sabe que eu não tenho motivo para ter ciúmes.
Mesmo sua amada o fazendo sentir dor, ele estava comemorando pois seu plano estava dando certo.
Já na outra mesa Jacob achou que o mundo estava de pernas pro ar, o sanguessuga estava cantando sua amada e estava passando o intervalo com ele, não faltava mais nada pra piorar o dia dele, mas o lobo estava completamente enganado.
Um jogador de futebol americano, o mais popular da faculdade se aproximou: - E aí Jacob...não vai apresentar suas amigas? – Falou encarando a bailarina.
Seu amigo também era alto, então ele teve que levantar a cabeça e notou que Edward e Jasper que estavam na lanchonete não paravam de olhar pra ele.
- Oi Jensen...estas são e . – Jake apontou mostrando quem era.
O jogador sentou ao lado de e iniciou uma conversa paralela. Os pensamentos inapropriados de Jensen estavam irritando Edward. Sem pensar duas vezes o vampiro foi até a mesa com o Jasper para não deixar nenhum gavião rondando sua doce dançarina. Ele cumprimentou o pessoal e sentou ao lado de , deixando-a no meio dos dois. Ela não conseguia dar atenção para eles, havia uma pequena disputa em cada frase que falavam.
- Você é bailarina, né? Dança qualquer tipo de música? – Jensen perguntou.
- Eu adoro dançar, pode ser qualquer coisa. – falou tímida.
- A gente podia marcar de sair neste sábado, vai ter um show.... – O jogador não conseguiu terminar.
- Ela tem compromisso no sábado. – Edward disse colocando a mão no braço da vampira.
- Que pena. Então a gente pode ir num outro dia?! – Jensen era insistente.
- Ela também não pode. – O vampiro retrucou.
cruzou os braços e não falou nada, sabia que não ia adiantar e com certeza se falasse iria mandar todo mundo pro lugar da onde vieram.
Ao contrário do irmão, Jasper achou melhor sentar de frente para , conseguiria ver todas as ações dela, como se fosse um filme.
- Jacob?? – o chamou.
- Oi. – O lobo falou parando de prestar atenção na conversa da sua Impressão.
- Você podia ir mais vezes em casa Jake. – iria usar todas as oportunidades para se vingar do loiro, lindo e ogro que estava a sua frente. - É difícil a gente receber visita. – cruzou as pernas e ficou de frente para ele.
- O quê? – Jacob se beliscou pra ter certeza que não estava dormindo.
- Em casa tem uma sala de cinema, que é ótima, o som não ultrapassa as paredes e é bemmmm aconchegante. – Ela passou a mão no cabelo e jogou para trás.
Se tivesse como atirar fogo pelos olhos Jasper estaria fazendo isso. Como o passatempo preferido do lobo era irritar um vampiro, Jacob não desperdiçaria isso.
- Lógico ...é só você marcar o dia. – Virou e olhou fixadamente para ela.
O rugido do loiro foi abafado pelo sinal da faculdade que estava informando o término do intervalo. Todos se arrumaram para retornar às salas.
Enquanto caminhava na direção de Emm, seus pensamentos resumiam o intervalo. *OMG!!! Hoje o intervalo pareceu uma ciranda entre vampiro, lobisomem e humano. Jasper observou que se insinuou para Jacob que não tirou os olhos de Lari que ficou abobalhada com Emmett que fez ciúmes para que não notou que Jensen disputava a minha atenção com Edward. Afe!!!*, mas seus pensamentos foram interrompidos quando percebeu que era seguida por Jensen e Edward. Ela parou de supetão e virou: - Eu sei o caminho, não precisam me seguir. - Olhou para os dois. - NENHUM de vocês. Tchau.
Os rapazes ficaram se encarando. Ed estava muito bravo por a ter o ignorado, então na categoria “cara feia” Jensen perdeu. Um a Zero para o Edward.
Já no corredor Emmett continuava a conversar com a Larissa e instigar .
- Então está marcado, hoje depois da aula a gente se encontra na biblioteca. – O vampiro confirmou com sua colega de classe.
A pele bem branquinha de Lari ficou rubra de vergonha, ela então somente confirmou com a cabeça.
- .....hoje você não vai ficar andando com o seu amiguinho? – Emm questionou.
- Por quê? Você não quer que eu fique aqui? – diminuiu os passos.
- É que você sempre anda com ele, e hoje você não fez isso.
- Ohhh....não seja por isso. – A vampira parou e entrou em outro corredor, se separando deles.
- Espera !!! – Emmett ia atrás dela mas o chamou.
- Eu preciso falar com você. – Ela o informou.
- Não pode ser depois?
- Era algo que você está interessado.
- Ok. – Emm pediu licença para Larissa e foi conversar com a do outro lado do corredor.
- Você me deve uma....descobri de quem o Jake gosta.
- Da ? – Perguntou cabisbaixo.
- Nãooooo......ele gosta de outra garota, uma que estuda com você, - estava adorando ser uma Sherlock Holmes.
- Por que você não me contou antes? – Falou chateado.
- Ahh Emm....eu...eu....eu esqueci.
- Como você esqueceu uma coisa dessa? Eu acabei de fazer papel de palhaço. Mas eu sou um idiota mesmo......o babaca estava pensando que ela estava com ciúmes...ou pior.....que gostava de mim, e na verdade ela só queria ajudar o “amiguinho” dela. – Agora tudo se encaixava para o Ursão.
- Mas isso não é mentira....eu tenho certeza que ela gosta de você.....a só não é de demonstrar os sentimentos. - *Se ela descobrir que eu disse isso de novo, ela vai tentar me cortar e dessa vez não vai aparecer ninguém para atrapalhar os planos dela.*
O grandalhão voltou para a sala, mas ficou em dúvida se tinha dito aquilo para ele se acalmar.
Após o término das aulas, as Basque estavam voltando para casa, mas não foi como nos outros dias.
- Caramba!!! Só eu que me dou mal. – comentou.
- Do que você está falando? – perguntou.
- Até a está beijando....eu devo estar perdendo o jeito. – A bailarina escorregou no banco de trás para que a prima não a acertasse com o material da faculdade.
- Isso é verdade!! A que menos namora, foi a primeira a agarrar um dos irmãos. – olhou no retrovisor e piscou para .
- Parem com isso.....olha quem fala. A se apaixona até pelos cachorros que ficam abandonados na rua e você é o contrário.....não se apaixona por NINGUÉM....coração gelado. – só percebeu o que tinha dito quando a prima aumentou a aceleração do carro.
- E quem falou de PAIXÃO? – continuou dirigindo, mas sua visão ficou direcionada para a que estava sentada a seu lado.
- Ninguém. – Ela respondeu olhando para a janela.
- Isso mesmo....ninguém está falando de paixão. – tentou apaziguar.
- Você está apaixonada por ele? – estava preocupada, não tinha se apaixonado por ninguém desde o seu marido.
- Lógico que não.....até porque este não seria o momento para isto acontecer. – Sorriu sem vontade.
- Você esqueceu o que a gente veio fazer aqui?
Mesmo com pesar e imensa tristeza, sabia que teria que ser firme, olhou friamente para a prima e respondeu: - Eu já falei que NÃO estou apaixonada pelo Jasper.
O silêncio foi o companheiro delas até a manhã seguinte.




Capítulo 16: Bad Day



Provocação


Eram sete horas da manhã quando parou na frente da casa dos Cullen, o tempo estava nublado como de costume.
- Não sabia que você viria tão cedo. – Jasper comentou entrando no carro.
- Como você mesmo já me disse.....você não dorme. Então o horário não é problema pra você. – arrancou com o carro.
- Hoje você não está bem?
- Estou ótima. – respondeu com um enorme sorriso, porém sua mente estava tramando o pior dia da vida de Jazz.
O Caminho até Seattle foi silencioso.
- Chegamos – A vampira parou próximo a uma feira de decoração.
As barracas e as lojas estavam lotadas e fazia questão de parar em todas, mostrando, perguntando e anotando todos os preços no seu palm top. Na décima ela comprou um lustre enorme em swarovski, dispensou a ajuda do vendedor e fez o Jasper voltar no meio do aglomerado de gente para o carro e acomodá-lo para não quebrar no caminho para Forks.
Depois de voltar com a cara de poucos amigos, o vampiro parou na porta de uma loja que estava vasculhando prateleira por prateleira.
- O que você está procurando? – Jasper estava cansado só de vê-la olhando a loja, se fosse humano iria pedir uma cadeira para sentar.
- Um vaso transparente. – encontrou o “pote de ouro” na última gôndola. – Achei!!!
Ela pegou dois vasos e pediu para o Jasper segurar, depois de três minutos voltou com mais dois enfeites e colocou dentro deles, para ver se combinavam.
- O que você acha? – Ela perguntou para o seu escravo.
- Bonito.
- Segura direito os vasos. – o repreendeu. – E se a gente misturar os dois enfeites no vaso?
- Fica bonito.
- Você só sabe dizer isso?
- Não.
- Notei que o seu vocabulário é vasto. – foi até o caixa fechar o pedido e o deixou parado no meio da loja com os vasos na mão.
Após várias compras a próxima parada deles ficava na rua debaixo da que eles estavam. Jasper ficou receoso de entrar no estabelecimento.
- Sejam Bem Vindos – Saudou o host. – Tem reserva?
- Sim, está em nome de Ca...
- Oh....senhorita Basque?
- Correto. – O sorriso de deixou o rapaz tímido.
- Por.......favor, me acompanhem.
O restaurante tinha a pintura clara com o estofado azul marinho, na parede havia quadros de vários países. A mesa onde eles aguardavam era privativa, cercada de vidro fosco com o desenho da Torre Eiffel.
- Bonjour. – Um rapaz alto com roupa branca falou quando se aproximou deles.
- Que saudade. – levantou e o abraçou.
- Também estou com saudade, faz quase cinco anos que a gente não se vê. E o tempo não parece passar para você. – Ele passava a mão no rosto dela.
- Imagina. – percebendo que a respiração do vampiro tinha se alterado, ela se soltou do abraço e o apresentou: - Este é Jasper.....e este é Pierre, ele é chefe de cozinha.
- Oi...tudo bem?! – Os dois falaram ao mesmo tempo.
- Espero que adorem o cardápio que preparei para a festa. – Enquanto Pierre colocava o menu na mesa, uma mecha do seu cabelo liso e preto caia sobre o seu olho e por instinto segurou os fios e pôs atrás da orelha dele, deixando Jasper furioso.
A maioria dos pratos e bebidas foram escolhidos sem que eles os vissem, pois já os conhecia, porém o caviar ela fez questão que o chefe preparasse.
- De onde você o conhece? – Jasper queria todas as informações possíveis sobre o seu rival.
- França.
- Você tem um amigo humano?
- Sim.
- Ele não acha estranho você ser diferente.
- O problema só é a comida, ele sempre tentava me fazer de cobaia. – riu lembrando o passado.
- E como você fazia?
- Mulher sempre tem um motivo para não comer.
- Vocês....
- A gente o quê?
- Vocês já.....namoraram? – O escravo ficou lendo o cardápio para aparentar indiferença à resposta.
- ...........não, ele é só um amigo. – ficou feliz pelo interesse de Jasper.
O cheiro invadiu o restaurante inteiro, todos queriam trocar os pedidos pelo o que o garçom estava levando para a mesa do casal.
- Por que você pediu pra ele fazer essa comida? Você disse que conhecia o trabalho dele...........por acaso você vai comer? – Jasper perguntou com sarcasmo.
- Eu não.............VOCÊ vai. – pegou o copo de vinho e cheirou.
- Eu não vou comer isso. – Ele falou firme.
- Você é o meu escravo, tudo o que eu falar pra você fazer deverá ser realizado sem reclamações. – A vampira o encarou.
Ao pegar o garfo o militar foi advertido para ter cuidado para não quebrar o talher. Ele tentava disfarçar a raiva, mas não conseguia. Ele engoliu sem mastigar para não sentir o sabor.
- Uma das coisas que sinto falta é de tomar um cálice de vinho. A gente sempre abria as melhores garrafas quando reunia a família. – falou triste, mas se recompôs e empurrou a taça indicando para ele beber.
Quando o vinho estava quase no fim, Pierre apareceu para perguntar se eles haviam gostado da comida.
- Estava maravilhosa. O Jasper também adorou. – informou ao seu amigo.
- Fico feliz.
- Então, mas eu vou trocar o caviar por lagosta.
- Certo. Mais alguma coisa?
- O buffet e os garçons serão responsabilidade sua. – Ela afirmou para Pierre.
- Ok.....não vou te decepcionar.
Os vampiros levantaram, se despediram do chefe da cozinha e foram embora.
No caminho para outra loja Jasper sumiu deixando preocupada. O cheiro dele estava indo para fora da feira. Ela pensou em ligar para ele, mas não tinha o número do celular. Depois de dez minutos ele apareceu na multidão.
- Onde você estava? – perguntou afobada.
- Calma....eu não ia fugir.
- Não foi isso que eu pensei.
- Eu fui jogar fora toda aquela comida que você me obrigou comer.
- Ahhh...foi isso.....como homem é tudo frouxo. – voltou a andar e parou em frente a uma loja.
- Eu não sou frou......- Ele não estava acreditando onde ela ia entrar. – O que você vai comprar numa loja que chama “Doce ou Travessura”?
- Doce que não vai ser....eu já encomendei com o Pierre.
- Travessura? O que você está aprontando pra festa? – Ele perguntou assustado.
- Essa loja tem várias coisas úteis....pra qualquer ocasião.
No final da feira estava fazendo uma contagem para saber se faltava alguma coisa.
- Lustre.....vasos...comida e garçom....
- Você esqueceu esse. – Jasper levantou um tapete que enrolado era quase do tamanho dele. – Por que você não comprou numa tapeçaria?
- Eu já ia chegar nesse item. E comprei na Doce e Travessura porque eu sabia que tinham o tapete perfeito.
- Você freqüenta essa loja?
- Lóóógico. E garanto que não é pra comprar tapete. – olhou para o vampiro e viu que ele estava imaginando algo.
- Acho que a gente já pode ir embora. – Ela comentou.
- Eu posso te fazer uma pergunta?
- Fala.
- Por que você não liberou os poderes quando eu te beijei na faculdade? – Jasper colocou o tapete ao lado do corpo para ficar de frente para .
- É que eu achei que o seu beijo fosse melhor. – Com certeza era o inverso, pois o loiro superou as expectativas dela.
- O quê?!?!?!?!?!?!?!?!?
- Eu estou brincan....- foi interrompida.
- A culpa não foi minha, você parece que nunca beijou na vida. Achei que fosse ficar sem os lábios.
A vampira virou de costas pra ele e contou até dez, ela não ia deixar isso quieto. A idéia veio rápida.
- Você veio com dinheiro, cartão...?
- Mas...mas... – Ele achou que ela fosse gritar, e não pedir dinheiro. – Trouxe.
- Que bom....porque você vai me dar um presente.
andou rápido indo em direção a uma loja que ficava na avenida principal, Jasper parou na porta, titubeou, mas a seguiu.
- Boa Tarde, tem algo em especial que vocês procuram na Victoria’s Secret? – A atendente não parava de admirar o vampiro.
- Seu nome é Meg, né? Então....ele vai me dar uma camisola. – havia notado o interesse dela.
- Oh...um presente do marido?
- Não, ele não é meu marido.
- Alguma data especial? – Meg queria saber qual era o envolvimento dos dois.
A cada palavra que respondia as emoções da vendedora aumentavam e deixava Jasper mais presunçoso.
- Também não. – Respondeu de cara feia.
A vendedora saiu por alguns instantes e retornou com várias camisolas. olhava todas cuidadosamente e perguntava para Jasper o que ele achava.
- Vou experimentar essas. – Ela pegou duas e entregou para o Jasper antes de entrar no provador.
- Qual você quer primeiro? – Ele perguntou.
- A verde que tem renda na parte dos seios. – falou baixo para que só Jasper pudesse ouvir.
A vendedora aproveitou que o vampiro estava sozinho e puxou papo: - Vocês são namorados?
- Mesmo eu sendo um ótimo namorado, a gente não tem esse tipo de relacionamento. – Ele riu no final da frase, pois resmungou dentro do provador.
Uma camisola foi arremessada na cabeça do loiro: - Oh, eu nem vi se ficou boa.
- Nem vai ver......me passa a vermelha que é bem curtinha.
- Eu quero saber se o presente vai ficar bom.
- Você vai ter que usar a imaginação para descobrir.
Mesmo entre protestos ele entregou a camisola e voltou a conversar com Meg: - Você também usa as roupas daqui?
- Sim. – A atendente se aproximou dele.
A porta do provador abriu e passou entre os dois separando-os, segurou na mão do Jasper e o puxou.
- Os pombinhos decidiram qual vai levar? – Meg falou piscando para ele.
- Nós somos somente “amigos”. – riu quando viu que a vendedora tinha ficado triste com a sua resposta.
- “Amigos”?!! Ohhh.... “amigos”. – Ela disse enquanto os acompanhava até o caixa.
O vampiro sentindo a tristeza dela olhou para não entendendo o motivo, após comprarem as duas camisolas, eles saíram da loja e Jasper questionou: - Quando você falou que eu era só amigo, ela ficou decepcionada......eu não entendi;
Depois de parar de rir, conseguiu falar: - Ela acha que você é gay.
- GAAAAYYYYYYY??????????????????– Ele gritou raivosamente.
- Calma mona!!! Me responda.....quem é que vai numa loja de lingerie escolher uma camisola, sem estar saindo com a mulher? Só pode ser o melhor amigo gay....é tão óbvio.
- Um homem em regime de ESCRAVIDÃO.
- Com certeza era uma das opções que ela tinha.
O caminho de volta para Forks foi calmo, Jasper foi no banco de trás segurando o lustre e os vasos para não quebrarem.
Eles entraram na casa das Basque e guardaram as compras dentro da estufa, não tiveram ajuda, pois nenhuma das meninas estavam em casa.
- O que vai ser agora? – O vampiro estava contemplando a lua cheia.
- Me surpreenda.
Jasper engoliu seco e ficou encarando-a.



Descaminhos


Para frente e para trás o balanço era empurrado, sentia o vento bater em seu rosto, fechou os olhos na tentativa de encontrar um jeito de conseguir ativar o seu poder de fogo.
Do bolso ela tirou uma caixa de fósforos e acendeu um palito. O fogo consumiu toda a madeira sem que a vampira conseguisse manipulá-lo.
- AI QUE RAIVA!!!! – gritou desiludida.
Ela levantou e pegou a embalagem de sabão em pó que estava no banco e foi até a estufa.
- A festa vai ficar linda. – Comentou quando abriu a porta e admirou a imensa estrutura de vidro. – Lógico, se tirar todas essas coisas que a jogou aqui.
Com o vento levava os objetos para o lado de fora, cortava e colocava-os em sacos de lixo. Ela sempre preferiu utilizar os seus poderes a fazer da forma normal, assim estaria sempre treinando. Já no final da estufa ela se deparou com uma estátua e imediatamente chamou a irmã pela mente.
- você pode falar?
- Oi....posso. – estava alegre.
- Está animadinha, né!?! Onde você está?
- Boa pergunta.....o Edward não quer me dizer onde está me levando.
- Uiiiii.....ele está te levando para um dia de sexo selvagem.
- Pega euuuuu Edilicinha....nossa, se ele for bom do jeito que parece.......me seguuuraaa.
- Estou com dó dele.....mas mudando de assunto, por qual motivo a gente tem o Sid da Era do Gelo tamanho gigante na estufa?
- Eu adoro a Preguiça.
- E?!
- Queria ele pra mim.
- Por que não comprou um Sid pequeno de pelúcia?
- .................
- Afe ...só você pra fazer essas coisas. Onde eu coloco?
- No meu quarto.
- O nome dele passará para Sid Voyeur quando você estiver com o Edward no quarto.
- Imaginei a cena......mas voltando....me ajuda...onde eu o coloco?
- Vende e doa o dinheiro para alguma instituição.
- Boa idéia...na volta eu vejo isso.
- Ok...beijuuu...bom dia de escravidão.
- Com chicotinho e algema.
- Você não tem jeito.

O boneco realmente era enorme, ficou calculando qual seria a melhor forma de levar para a garagem, pois somente lá ele não atrapalharia.
- Água....não sei.....se a qualidade do material não for boa. O que você acha Sid? – olhou para ele.
*OMG.......estou conversando com uma escultura.*, ela pensou.
Cuidadosamente a vampira levantou a estátua trinta centímetros do chão com o vento e fez uma caixa de terra, flutuando o Sid até a garagem.
Na volta ela jogou o sabão e a água para lavar a estufa. No meio do serviço vieram imagens do Emmett sorrindo, abraçando-a, bravo e sem camisa.
Em menos de um minuto ela já tinha lavado, secado e se arrumado para ir atrás do Emm.
Andando na mata imaginava qual seria a sua desculpa quando chegasse à casa dos Cullen. O caminho era curto e a ansiedade aumentava à medida que ela se aproximava, pois não estava sentindo o cheiro do seu vampiro.
- Bom dia, querida. – Esme disse quando abriu a porta.
- Bom Dia.
- Você veio procurar o Emmett?
- Você também lê cartas? – brincou.
- Não, infelizmente. – Esme adorava quando as Basque iam até a casa deles.
- Ele vai demorar?
- Não sei. Você não quer esperar?
- Não, obrigada. Depois eu falo com ele. Tchau.
- Tchau.
Sem ter o que fazer, pois ainda não tinha o número do celular de Emm, aproveitou e foi para divisa conversar com Jacob. Para continuar com o seu dia de sorte, começou a chover quando ela saiu da casa dos Cullen.
No entanto onde Emmett estava não tinha sinais de que iria cair uma gota d’água, estava nublado, porém abafado. Se ele não fosse vampiro estaria com o ar condicionado ligado.
O carro foi estacionado na frente de uma loja. Todos que estavam na calçada olhavam para o homem de 1,92m que descia do jipe.
- Bom Dia Ben. – Ele cumprimentou um senhor que estava sentado num banco em frente ao estabelecimento.
- Oi cara.
- Você conseguiu fazer aquilo que eu te pedi? – O vampiro estava apreensivo.
- Até parece que está me confundindo com alguém. – Os dois entraram na loja.
Após alguns minutos Ben apareceu com duas caixas grandes e as colocou em cima do balcão.
- Você acha que vai conseguir montar isso? – O vendedor perguntou preocupado.
- Não deve ser difícil. – Emmett coçou a cabeça, ele também não tinha certeza se conseguiria.
- Aqui estão as chaves. – Ben as colocou perto das caixas.
- Valeu. – Emm pegou tudo e foi para o carro.
Quando o Ursão chegou em casa no final da tarde foi informado que tinha ido atrás dele. Sem pestanejar o vampiro entrou na mata, pois era o caminho mais curto.
O som das cigarras o acompanhava enquanto ele corria até a residência das Basque. Para a sua infelicidade não tinha ninguém. Emmett tentou encontrar o cheiro dela, mas não conseguiu, pois ainda chovia em Forks.
Emm pegou o celular para ligar pedindo o número de , porém desistiu, ele seria morto no outro dia se atrapalhasse o encontro dos irmãos. Voltou para casa na esperança de ter alguma notícia.
Já de noite e sem chuva, o vampiro começou a andar de um lado para o outro: - Ela deve estar com Jacob. – Falou para si.
Cansado e triste pela situação, Emmett correu o mais rápido que pôde. Chegando ao local ele ficou parado por um tempo, não acreditando que tinha feito tudo aquilo para uma pessoa que não gostava dele.
O vampiro abria e fechava a tampa do isqueiro que estava segurando. E aos poucos acendeu todas as velas e tochas iluminando junto com a lua cheia o que seria o seu dia de escravo.
- Até que eu levo jeito pra essas coisas. – Sorriu tristonho. – Pena que vou queimar tudo.
Emm pegou uma tocha e levou até um pedaço de pano que balançava levemente com a brisa.
- NÃOOOO. – Ele ouviu alguém gritando.



Decepção


Pela oitava vez descia as escadas e mostrava mais uma roupa às primas. Ela estava animadíssima.
- O que vocês acham dessa?
- A mesma coisa que as outras sete. – Responderam ao mesmo tempo.
- Assim vocês não ajudam. – olhou brava. – Eu não tenho o que vestir!!
- Começou... – Novamente falaram juntas.
- Não vou mais. – sentou no sofá de braços cruzados.
- Qual é o problema das mulheres, elas podem ter o closet cheio de roupas, mas nunca estão satisfeitas? – caminhou até a porta e a abriu.
- Você que é anormal, coloca a primeira coisa que vê na frente. – A bailarina olhou pra que também estava concordando com o que ela havia dito.
- Eu só não esquento a cabeça. E você deveria fazer a mesma coisa, porque ele está chegando. – comentou. – E ele está com outro carro, o som é diferente.
- O quê?!?! Eu não estou pronta. – saiu correndo para o quarto.
Segundos depois a estava no portão vendo Edward chegar num carro prata. Normalmente ela faria o rapaz esperar por mais de uma hora, mas suas primas estavam impossíveis naquela manhã, com certeza estavam vendo tudo pela sacada do quarto, pois pediram pra perguntar se ele deixaria elas dirigirem o Aston Martin.
Edward saiu do automóvel e cumprimentou a bailarina beijando-a vagarosamente perto dos lábios, pegou a bolsa da mão dela e abriu a porta do passageiro: - Quero que você aproveite cada momento deste dia.
- Este mistério está me matando. Aonde iremos??
- Vai ser revelado conforme o dia for passando. – A risada encantadora dele fez perder o ar por alguns segundos.
- Ah....conta. – O olhar da vampira desta vez não amoleceu Edward.
- Nem vem com esse seu charminho. – A resposta de Ed a irritou, ela ergueu a mão direita e passou os dedos por entre os fios do cabelo o jogando para trás, fazendo a mesma ação com a mão esquerda, assim sucessivamente. – Não precisa ficar estressada, será uma surpresa. – Ele exibiu o seu melhor sorriso torto.
respirou fundo, seu olhar se perdeu naqueles lábios sedutores. – Eu não estou estressada. – Ela finalmente conseguiu dizer.
- Claro que não!!
- Você não acredita em mim.
- Seus gestos te denunciam. - Ela parou imediatamente de passar os dedos no cabelo e sorriu sem graça.
- Você está prestando muita atenção em mim. – Falou desconfiada o fazendo rir. – E está começando a me assustar.
- Deixa de ser absurda , não precisa ter medo de mim, eu lhe garanto que vai ser muito prazeroso. – A olhou enquanto fazia uma curva.
- Edward, presta atenção no caminho!
- Eu adoro ver você tensa. – O olhar dele ainda estava preso ao dela, que rapidamente desviou e passou a observar Seattle pela janela. O tempo passou rápido, e o vampiro parou o Aston em frente a um enorme portão de ferro, um senhor o abriu imediatamente fazendo um hangar se revelar aos olhos de que começou a sorrir feito uma criança, deixando Edward aliviado.
- Nós vamos voar? – A visão dela percorria os cinco jatinhos que estavam dentro da gigantesca estrutura oval que tinha o teto e as paredes em vidros azulados, sustentados por aço trançado que era iluminada por refletores.
- Sim, nós vamos. – Respondeu estacionando o carro.
- Bom dia, Sr. Cullen – O segurança o cumprimentou e sorriu simpaticamente para .
- Já disse que pode me chamar de Edward.
- O seu jatinho está pronto para decolar.
Enquanto Edward agradecia, admirava o jatinho modelo Beechjet 400A, muito imponente, na cor branca e com o brasão dos Cullen em dourado, embaixo da janela do piloto.
- VOCÊS TÊM UM AVIÃO? – O choque na voz de fez o vampiro se envaidecer.
- Sim...Carlisle presenteou a Esme com uma ilha no hemisfério sul, então ele achou mais prático comprar um jatinho para viajar.
- VOCÊS TÊM UMA ILHA?
- Sim, presente do dia dos namorados, eles ainda comemoram esta data mesmo estando casados.
- Como Carlisle é romântico. – suspirou. - Você poderia se inspirar mais nele...
- Ah, Claro! Programar um dia passo a passo, e te levar para um lugar diferente de Forks para te surpreender é absolutamente normal?
- Esse lugar é a ilha?
- Não. – O vampiro disse franzindo o cenho. Parecia que não tinha entendido o que ele havia acabado de falar.
- Ahh, que pena....eu adoro praias desertas.
- Não faltarão oportunidades para a gente ir até lá. – A fala dita praticamente sussurrada por Edward fez o corpo da vampira estremecer ao imaginá-los numa ilha deserta.
Ela entrou na aeronave seguida por ele, o interior do jatinho era muito elegante todo revestido de madeira escura que faziam as oito poltronas de couro bege se sobressair. O Vampiro sentou ao lado de .
- Pensei que você fosse pilotar?
- Preferi ficar ao seu lado. – engoliu seco e para sua sorte uma voz saiu das caixas de som.
- Passageiros por gentileza, coloquem os cintos. – Informou o piloto. Os vampiros riram, pois aquilo não era necessário para eles, mas mesmo assim acataram as ordens.
Eles já estavam sobrevoando há mais de uma hora quando exasperou:
- Droga!! Não consigo ver para onde estamos indo. - As nuvens densas que cobriam o céu, não deixavam a bailarina ver para onde Edward a estava levando.
- Tudo foi meticulosamente pensado, por isso demorou tanto.
- Espero que valha a pena.
- Tudo vai depender de você. – O vampiro respondeu num fio de voz, seus sentimentos por sempre foram muito claros, mesmo ele achando que não era merecedor de seu amor.
ficou pasma não somente pelo o que ele falou, mas da maneira meiga como ele disse *Será que eu posso agarrá-lo agora? Melhor não.*. Disse para si balançando a cabeça negativamente.
Horas se passaram e os raios do sol rompiam algumas nuvens, num espetáculo belo nunca visto antes pelos dois vampiros.
- Nossa é lindo!!! – disse emocionada.
- A primeira surpresa você já gostou!
- Eu não acredito!!! olhava o céu e depois encarava Edward. – Foi planejado??
- Sim. – Ele sorriu.
- Só tem uma coisa que eu não gostei, as nuvens continuam bloqueando a minha visão.
- Tudo planejado.
- Edward, você é duro na queda, viu! Vamos fazer o seguinte....você me dá dicas e se eu acertar....você me conta.
- E o que eu ganho com isso?
- Minha gratidão.
- Só isso? – Ele disse debochado.
- Tá bom, o que você quer?
- O que eu quero não posso pedir, tem que ser conquistado!
ficou encabulada e começou a encarar o chão do jatinho para esconder o sorriso bobo que estava estampado em seu rosto, quando foi chamada por pela mente. Enquanto ela conversava com a prima, Edward a olhava carinhosamente, se questionando como poderia estar tão envolvido por alguém que mal conhecia, e que já fazia a maior diferença em sua vida. Ele não sabia se o mais encantador era a maneira engraçada que ela passava os dedos por entre os fios do cabelo quando estava nervosa ou como era uma mulher forte quando afrontava ele, mas ao mesmo tempo frágil, pois tinha certas inseguranças desnecessárias, já que nunca houve alguém que despertasse um sentimento tão profundo, mesmo ele relutando. E louca: - . – Ele a chamou estarrecido, pois ela estava rindo e olhando fixadamente para as costas de uma poltrona vazia. – . – Aumentou o tom de voz.
- Que foi Edward?!?! Eu estava rindo de algo que a me disse.
- O que foi que ela te......
- Passageiros por gentileza....coloquem os cintos, que nós iremos aterrissar - O piloto informou.
- Ufa! Até que fim! Que escravinho longe esse. – disse olhando pela janela e vendo a cidade aparecer por entre as nuvens. – OMG!!! Nova Iorque!!! – Ela falou empolgada fazendo Ed sorrir.
Conforme eles passavam pelo saguão do aeroporto todos os olhares se prendiam aos vampiros, as pessoas apreciavam a beleza de ambos. Uma limusine os aguardava do lado de fora.
- Você caprichou!! – comentou.
- Espero que eu tenha acertado em tudo!
O motorista abriu a porta para eles entrarem e os levou até o hotel Sheraton. No chek-in, ouviu passos se aproximando dela e um rugido baixo saindo da garganta de Edward.
- !! – O rapaz de cabelo castanho claro a chamou.
Com pensamento positivo a vampira se virou para olhá-lo. – Oi Jensen.
- Que mundo pequeno. Nem acredito que você está aqui. – O jogador de futebol estava feliz.
- Nem eu. – Edward resmungou baixo, somente conseguiu ouvir.
Com as chaves dos quartos o vampiro avisou a bailarina e ela se despediu rapidamente do seu novo colega.
Já no último andar Ed colocou a chave que era um cartão na fechadura e abriu a porta da suíte de . O local era imenso, com cores claras e móveis delicados, o que deixava o ambiente mais aconchegante.
Edward que continuava ainda do lado de fora falou antes de fechar a porta: - Te encontro no hall em uma hora.
Dava para ouvir do andar debaixo o barulho dos saltos do sapato da , pois ela andava de um lado para outro pensando se a roupa que estava era a correta, e que ela poderia ter levado uma extra.
Em meio as suas agonias alguém bateu a porta e ela foi atender.
- Senhorita ? – Um garoto novo, vestido de uniforme bordô perguntou.
- Sim, sou eu.
- O senhor do quarto 150 pediu para lhe entregar. – o menino esticou o braço esquerdo e mostrou um ramalhete com seis rosas vermelhas.
A bailarina agradeceu e foi direto ao cartão pra ver quem tinha enviado. A letra era bonita, pouco trabalhada, mas graciosa.


Espero que possamos nos ver novamente em N.Y.
Jensen



- O que eu faço? – não sabia que ação tomar. Pensou em ligar para o Jensen e pedir para ele parar, assim seria mais fácil, evitaria os olhos verdes lindos que ele tem. Achou melhor não fazer nada por enquanto e foi se encontrar com Edward.
Para alívio da vampira Ed continuava do mesmo jeito, ou ele por um milagre não ouviu os pensamentos de Jensen ou estava ignorando o ocorrido.
As mulheres no saguão não paravam de olhar para ele, o que deixou morrendo de ciúmes. - Como é saber o que elas pensam de você?
- Só existe uma pessoa que eu quero saber, mas não consigo ouvir seus pensamentos.
*Uiiiiii. Ainda bem que não ouve, senão ia achar que sou uma pervertida.*, pensou.
Os dois caminharam pela cidade admirando cada detalhe até pararem no museu. A bailarina achou estranho, mas não comentou, pois poderia estragar o dia.
Edward explicava tudo o que eles viam, até contou a história dos espanhóis, o que deixou mais entediada, ela odiava tudo o que a levava à nostalgia.
O passeio pelo passado havia acabado. Eles pegaram um táxi e Edward deu as coordenadas, sem falar para a vampira aonde iriam. O trânsito estava lento, mas eles chegaram ao destino às 13h30.
- É enorme. – falou olhando para cima.
- Com o pedestal tem 92,99 m. São quase 400 degraus para subir até a tocha.
- Mas a gente vai de elevador, né?!
- Que graça teria? – Edward sorriu e deu início a uma subida lenta que intercalavam com corridas quando não tinha ninguém, nem câmeras por perto.
Ao chegarem à coroa, o lugar mais longe onde os visitantes podiam ir, Edward explicou a história da Estátua da Liberdade, deixando novamente enfadada. Ela achou legal saber que tinha sido um presente dos franceses aos Estados Unidos, que houve inspiração na deusa Sophia, mas falar o quanto foi de cobre, aço e cimento para construir o monumento era demais.
Indo para o próximo local que o vampiro havia planejado, ele notou que a bailarina não estava feliz: - Você não está gostando?
- ..... – somente sorriu.
- Sou eu? – Edward olhou triste.
- Nãoooo.......é que não sou muito ligada em história. Eu gosto de saber delas, mas de forma resumida.
- Acho que desse você vai gostar. – Falou confiante descendo do táxi.
Após passarem por uma pequena porta quase imperceptível diante dos letreiros luminosos da Time Square, notou que estavam num pequeno teatro, o que deixou ela feliz, ela gostava de peças.
- É um musical? – A bailarina perguntou baixinho, pois o espetáculo ia iniciar.
- Calma, já vai começar. – Os olhos de Edward brilhavam com as poucas luzes que refletiam do palco.
A cortina se levantou e tinha um homem de body verde limão sentado num banco de madeira. Ele contava como era a sua vida desde quando nasceu até aquele momento.
balançava a cabeça não acreditando que estava assistindo aquilo, o ator era muito chato. Quase escorregando da poltrona, a vampira ouviu algo que a deixou feliz.
- Caros, para terminar eu digo...sempre haverá na vida altos e baixos e é você que deverá ser forte para se manter. – O ator levantou e subiu no banco, uma corda estava pendurada no teto. O lugar ficou escuro, somente uma luz foi acessa que focava no body. Todos prenderam a respiração, com medo do que aquele lunático iria fazer.
Um ponto verde limão descia e subia pela escuridão: - Se você não escorregar. – O body descia conforme ele falava. – As coisas serão ruins, mas se você conseguir ficar em cima. – Ele subia na corda com um pouco de dificuldade. – Você não terá do que se arrepender.
Os aplausos explodiram pela sala e com ela a esperança que tinha de ser um dia ótimo de escravo.
O vampiro virou para a bailarina e disse num tom audível somente a eles: - Acho que você vai me processar...
-Pelo o quê?
- Propaganda enganosa. – Respondeu fazendo sorrir.
De volta ao hotel Edward confessou que tinha sido uma péssima idéia e que tinha certeza que a próxima surpresa ela ia adorar.
No andar do seu quarto ainda não acreditava naquele dia, o que mais de ruim poderia sair daquela cabeça. Quando ela abriu a porta, sua boca abriu de espanto: - Essa noite promete!!! Capítulo 17: Good Night



Rendição

- Me surpreenda. – Jasper nunca pensou que duas palavras pudessem lhe causar tanto temor – Passo daqui duas horas para te buscar. - Ele precisava de tempo para pensar em algo. O militar saiu da casa das Basque sem dizer mais nada, deixando a vampira pasma, ela pensou que teria reclamação, argumentação, mas nem tchau ele disse.
Já na mansão dos Cullen, Jazz estava deitado na cama vasculhando suas memórias, buscando em todos os dias que esteve ao lado de algo que ela gostasse, quando se deu conta estava rindo feito bobo ao lembrar-se dela enciumada na loja da Victoria’s Secret ou no primeiro dia que a viu descendo do seu carro chamando a atenção de todos o homens e como os sentimentos deles o deixou extremamente irritado. Em toda sua eternidade, Jasper nunca viu duas horas passarem tão depressa, mas ele sabia o que iria fazer.
Ao descer as escadas o vampiro encontrou Emmett saindo de casa: - O que você vai fazer? - Jasper perguntou preocupado, já que seu irmão estava muito triste.
- Acabar o que eu nem deveria ter começado. E você?
- Começar o que tenho que terminar. – Jazz achou que a conversa que estava tendo com seu irmão era de doido. Os dois saíram, mas seguiram em sentidos opostos.
Ao sentir o cheiro de Jasper, foi até o seu portão para esperá-lo. - Então o que vamos fazer?
- Você não quer que eu te surpreenda? Então terá que confiar em mim. – Ele disse pegando na mão dela.
- Olha lá o que você vai aprontar...
- Fique tranqüila, não vou fazer nada que você não goste... vai até me agradecer depois.
- Você esta me deixando curiosa.
- Esse é o intuito.
Eles se embrenharam na floresta indo em direção ao norte. Correr por entre a mata era sinônimo de liberdade para os vampiros, era onde seus extintos, sentidos e habilidades afloravam. Jasper desacelerou os passos e a vampira o acompanhou.
- O que foi? – o indagou.
- Você não está sentido o cheiro?
puxou o ar e perguntou indecisa – Outro vampiro?
- Sim, temos companhia. Deve estar a uns 600 metros daqui, você não está sentindo?
- Bem de leve, sou uma péssima rastreadora.
- Um defeito para colocar na minha lista?
- Você tem uma lista???
- Modo de falar. Você é muito rápida, tem um poder invejável e sabe lutar, mas ninguém é perfeito...
- Entendi. Você conseguiu achar algo em que você é melhor do que eu? – disse rindo.
- É.
- Ele deve estar só de passagem. – não deu muita importância já que o cheiro não lhe parecia familiar.
- Mas vamos ficar atentos. – Ele declarou preocupado.
Os vampiros voltaram a correr, passaram por rios, subiram e desceram pequenas colinas sempre admirando a magnífica paisagem composta de grandes rochedos e pinheirais.
- Desse jeito nós vamos atravessar a fronteira. – A vampira brincou por causa da distância que já tinham percorrido.
- Nós já estamos oficialmente no Canadá.
- Onde você está me levando??
- Calma, estamos quase chegando.
- Ainda bem que eu sou uma vampira paciente.
- Só quando lhe interessa. – A resposta de Jasper fez emburrar. – Sem brigas esta noite e para provar que eu estou disposto a melhorar nossa......... relação, vou responder a sua pergunta sobre as cicatrizes, mesmo tendo receio da sua reação.
- Bem que o Edward disse. – Ela rebateu ao olhar incrédulo de Jazz. - Ele só quis te ajudar.
Jasper contou desde quando se tornou um militar, passando pela sua transformação. Os passos do vampiro aumentavam conforme a história ficava mais difícil para ele. Como se tornou o braço direito de Maria na guerra dos recém-nascidos até o momento que a abandonou, graças aos seus amigos Charlotte e Peter. Jazz parou de correr assim que terminou de falar, suas expectativas se prenderam aos olhos inexpressivos da vampira, começando a deixá-lo preocupado já que não dizia nada.
- Não acredito que você teve coragem de matá-los, eles confiavam em você. – Ela não sabia o que estava sentindo, tristeza, decepção ou raiva.
- Você não sabe como isso me destrói por dentro.
- Como você pôde?
- Por isso eu não queria contar para você, não queria que você conhecesse o monstro que um dia eu fui.
- Não sabia que era errado?
- Era a única opção de “vida” que eu conhecia. – Ele abaixou a cabeça e balançou negativamente. - Sabia que não entenderia.
- Não há o que entender. – se afastou dele.
- Sabe , às vezes tomamos algumas atitudes erradas pensando serem certas. – Seu intenso olhar fez a vampira titubear.
- Você acha que pode se confundir tanto assim?
- Todos estão sujeitos a erros.
- Mas você seria capaz de fazer isso de novo?
- Se eu disser que não estaria mentindo e eu não quero mentir para você, se para o bem da minha família eu tivesse que matar outros vampiros, eu não hesitaria em fazer, mas claro que as circunstâncias são diferentes.
- Mas o ato é o mesmo.
- Você não faria o mesmo pela suas primas?
- É diferente.
- Não é. Elas são sua família, tudo o que você é, e o que te faz querer viver eternamente está baseado nelas. – fechou os olhos e imaginou o mundo sem suas amigas e ele tinha razão, só um simples pensamento de perdê-las a fez sentir uma dor insuportável, porém isso não descartava o que ele havia feito. Mas hoje ela não brigaria, era dia de trégua.
Ele já conhecendo os gestos da vampira, a feição séria, o silêncio repentino, sabia que ela não queria mais falar sobre aquilo.

(
Ari_Hest - Broken Voices)

O caminho foi percorrido em silêncio até que Jasper falou: - Chegamos...
- É aqui? - o interrompeu, pois a mata fechada que ficava num terreno bem íngreme com árvores antigas, não lhe mostrava nenhum atrativo.
- Chegamos ao local que eu terei que te vendar.
- Vendar???
- Para você apreciar a surpresa no momento exato.
- Cada palavra que você diz só faz aumentar minha curiosidade. – fez Jasper rir com satisfação. – Mas você vai me vendar com o quê?
- Então..... eu não vou te vendar, na verdade taparei seus olhos com as minhas mãos. – Agora quem ria era a vampira. – Não tive tempo para planejar tudo. Acabei de pensar nisso.
- Tá bom, darei um desconto.
Com olhos cobertos foi conduzida até uma superfície plana: - Já posso ver?
- Só mais um pouquinho. – Ele falou perto da nuca da vampira, fazendo uma corrente elétrica passar pelos corpos, era incrível como eles viviam brigando, mas por outro lado estavam tão sintonizados. – Agora. – As mãos foram retiradas lentamente dos olhos de revelando um lindo nascer do Sol. Eles estavam no pico da montanha mais alta de um vale onde viam perfeitamente as copas das árvores serem atravessadas pelos primeiros raios de Sol, que também pintavam um lago com água cristalina que ficava entre os montes numa mistura harmoniosa entre tons laranja, amarelo e vermelho. O brilho no olhar da vampira parecia fazer parte do espetáculo da natureza de tão ardoroso.
- Gostou??
- Eu estou sem palavras. – O rosto da resplendia alegria.
- Não acredito... você sempre tem opinião para tudo.
- È lindo!!! – Ela disse ainda embasbacada, nem ligando para o que tinha acabado de ouvir. - Obrigado!
- Não disse que você iria me agradecer. – Jasper sentou num tronco de árvore caído que servia como um banco.
olhou incrédula para ele sentando ao seu lado. - Como você é convencido.
- Faço o melhor que posso. – Passou o braço sobre os ombros da vampira.
- Eu tenho uma dúvida.
- Qual?
- Quem se acha mais... você ou o Edward? – olhou séria.
Os dois ao mesmo tempo responderam “Edward” e riram.
- Como você achou este lugar?
- Eu sempre venho aqui.
- Sério? – Para ela Jazz não parecia o tipo de pessoa que gosta de ficar apreciando a natureza.
- Me ajuda a espairecer. Aqui é o meu refúgio, onde eu posso ter a ilusão de acreditar no que a Yuu me disse, que um dia, mesmo depois de tudo que eu fiz, serei abençoado com o verdadeiro amor.
o encarou, nem parecia que aquelas palavras tinham saído do bruto que ela conhecia. O que o deixou sem graça, mas logo tratou de consertar isso: - Ah... uma coisa.....acho que você se confundiu, eu gosto do crepúsculo e não do amanhecer. – Ela tentou descontrair.
- Eu sei, mas o crepúsculo é o seu passado, já o amanhecer é o começo, um novo começo... ao meu lado. – O final da frase ele disse roucamente, aproximando seu rosto ao da vampira e o segurando com as duas mãos. Um frio na barriga pela a aproximação do beijo tomou conta de ambos. fechou os olhos quando os lábios dele tocaram os seus docemente, selando-os demoradamente. Os dois suspiraram juntos, enquanto a mão dele descia acariciando as costas da vampira até chegar à cintura, a outra contornou o pescoço apoiando-se na nuca, onde ele entrelaçou os dedos nos cabelos de e trouxe o corpo dela próximo ao seu, entreabrindo sua boca e a chamando para um beijo apaixonado. O mundo ao redor deles parecia não existir, o gosto da boca, o cheiro inebriante, o toque sedutor e o som das respirações os deixavam mais envolvidos. De suave o beijo passou a intenso, não pelo movimento das línguas, mas pela voracidade das emoções que eram muito maiores do que eles haviam imaginado. Os lábios foram afastados, não conteve a alegria ao ver o brilho nos olhos de Jasper, entre sorrisos e carícias, eles se abraçaram, enquanto Jazz afagava os cabelos da vampira uma voz invadiu sua mente dizendo que aquilo não era certo, então ela se desvencilhou.
- Desculpe, não posso. - Se fosse capaz lágrimas brotariam em seus olhos.
- Eu sei que deve ser difícil, mas você precisa se render a esse sentimento. - Mesmo não sentindo as emoções de , Jazz sabia que ela não precisava de cobrança e sim de silêncio para pensar.
A mente da Basque fervilhava. *Mágico. Parece o encontro de duas almas.*, assim ela definia sua conexão com Jazz.
Infelizmente havia empecilhos que atrapalhavam a consumação desta paixão, porém, naquele momento os problemas seriam esquecidos para que durante algumas horas eles pudessem ser felizes. encostou a cabeça no peito de Jasper e ele a abraçou forte, demonstrando o quanto a amava. Juntos apreciavam o nascer do Sol que aumentava a esperança de que poderiam ficar juntos e que ninguém tiraria o amanhecer deles.



Caminhos

Algo líquido descia pelo braço do vampiro, ele sabia que havia usado o seu poder de água para impedi-lo de queimar tudo. Ele se virou e a imagem que viu o deixou sem fôlego, sua amada andava pela areia no caminho que ele havia demarcado com tochas altas, a brisa ondulava o cabelo e o vestido cinza azulado que se iluminavam com as labaredas.
Devagar a vampira se aproximou e deslizou a mão pelo braço de Emmett chegando até a madeira que antes havia fogo, tirou dele e a jogou longe.
- Oi. – Ela falou baixo.
- Oi. – Emm respondeu sem desviar os olhos de .
- Você sumiu.
- Queria fazer o nosso dia de escravo.
- Você fez tudo isso? – apontou para os tecidos que despontavam no teto formando uma tenda, embaixo um piso improvisado de tatame com almofadas coloridas.
- Sim... só pra você. – Ele deslizou os dedos pelo rosto da vampira e se distanciou até um aparelho de som e encaixou o MP15 (
Shawm Colvin - Never Saw Blue Like That) que iniciou uma lista de músicas.
Sem dizer uma palavra Emmett pegou a sandália que segurava e colocou no chão. Com um braço ele a puxou pela cintura e entrelaçou sua mão com a dela, no ritmo da música eles dançaram sem pressa, se deleitando com o toque de suas peles.
Após algum tempo Emmett se lembrou que havia trazido algo e foi buscar dentro de um cooler.
- Aceita? – O Ursão lhe entregou uma garrafa.
- Que chique!! Temos até bebida. – bebeu sem pestanejar. – Você não quer?!
- Não... obrigado. – Os lábios dele contorcerem de repugna.
- Você por acaso já experimentou?
- Não.
- Então não faz essa cara. – lhe entregou a garrafa. – Toma.
Sabendo que ela não desistiria, achou melhor beber de uma vez: - Até que não é ruim. – Falou limpando os lábios.
Mesmo o céu estando nublado era possível ver a lua cheia, então deitou de barriga para cima para poder vê-la de frente, Emm a acompanhou.
- Docinho. – Ele fez uma pausa pra saber qual seria a reação dela, o que para sua surpresa a Basque não esboçou nenhuma. – Eu queria saber mais sobre você.
- O quê, por exemplo?
- Como você se transformou?
- Isso você já sabe.
- Não por você.
- Outro dia. Fala de você, quem é o Emmett?
Ele percebeu que esse assunto a incomodava: - Okkk. Adoro aventura, não me importo de ser vampiro, amo a minha família e estou apaixonado. E você?
- Nossa!! Em algumas coisas a gente se parece.
- Quais? – Perguntou esperançoso.
- Amo a minha família......... não me importo de ser vampira, no meu caso foi uma segunda chance para viver.
- E?
- A verdade é que não gosto de falar de mim.
- Pára de ser chata...... continua.
- Acho que com essa forma carinhosa você me convenceu a contar toda a minha vida. - Falou cinicamente.
Na velocidade vampiresca ele a puxou até seus corpos se chocarem: - Vem cá, sua boba.
- Emm, alguém pode ver. – falou preocupada.
- Ninguém vai aparecer.
- Mas ali é um tipo de.... sei lá....parece um mini armazém.
- É de um amigo.... ele me deu a chave pra depois eu guardar os panos, a madeira....
- Mas você ia colocar fogo.
- Isso eu ia ter que explicar para ele. – Emmett começou a imaginar como ele iria se desculpar com Ben se tivesse feito aquilo. – Falando nisso, como você me achou?
- Pelo cheiro.
- Eu fui até a sua casa, mas não tinha ninguém.
- Depois que passei na sua casa fui conversar com o..... Jake.
- Vou fazer de conta que não ouvi a última parte. O que você queria falar comigo?
- Nada.
- Nada?? – Ele se mexeu fazendo com que seus braços e pernas se roçassem.
Era indescritível a sensação que a tinha quando eles se tocavam, o mundo parava para ela sentir o frenesi que tomava conta de seu corpo, segundos pareciam minutos. Tentou se afastar, mas Emmett a puxou novamente.
- Vamos andar? – o Ursão levantou e estendeu a mão.
Beirando ao mar, molhando os pés na água salgada, os dois caminharam abraçados e ficaram algum tempo em silêncio.
- Ficou bonita a areia com as velas. – comentou.
- Obrigado. – Emmett beijou a cabeça da vampira. – Sabe.... eu tenho uma curiosidade....você namorou depois que foi transformada?
- Você quer saber se namorei depois que o meu noivo morreu?
-...... é....
- Eles achavam.
- ELES?! – O Ursão ficou surpreso, não esperava que sua amada tivesse um relacionamento aberto.
- Oh.... nunca “namorei” dois ao mesmo tempo. Estou dizendo que quando estava saindo com alguém, eles achavam que namoravam comigo.
- E você não?
- Não. A gente sabe que está namorando quando não engasga ao apresentar ele como seu namorado. E você?
- Sempre quis ter um amor igual do Carlisle e a Esme. – Emm parou de frente para . - Esperei até agora.
- Que montanha grande, vamos subir lá. – desconversou e saiu em disparada, ela não sabia se estava com medo dele ou dela por ter gostado.
Em três pulos eles estavam no cume, a vista da lua beijando o mar era linda. A vampira olhou para a tenda e ficou deslumbrada, andou para mais perto da ponta, assim podia melhor admirar.
- Ursão.... nem sei o que dizer.
- Eu queria que tivesse estrelas no nosso luau.
Haviam copos com velas enfiados na areia, que visto do alto da montanha parecia um céu estrelado que exalava aroma de flores. A tenda e o caminho com tochas faziam o papel de um cometa.
Olhando pelos ombros piscou e pulou no mar nadando para onde a lua refletia na água. Instantes depois Emmett apareceu sorridente: - A Esme vai me matar se essa roupa manchar.
- Meu poder de vento não serve só pra cortar.... eu seco depois que a gente sair.
O vampiro mergulhou e quando emergiu ficou a centímetros de , por impulso ela ia se afastar, mas ele a segurou: - Por que você sempre foge?
*Porque meu corpo se descontrola quando estou perto de você*. Ela pensou enquanto mordia o lábio inferior, o que só aumentou o desejo de Emm. Docemente ele encostou sua boca à dela, abrindo-a devagar, as línguas se enroscavam como se o mundo fosse terminar no alvorecer.



Compensação

O espanto em sua feição não demonstrava a beleza que seus olhos admiravam, o aroma das rosas brancas colombianas que embreavam o ambiente e as pétalas que o decoravam, deixaram emocionada.
Com passos curtos e vagarosos, ela atravessou a sala deslizando os dedos nos ramalhetes que estavam espalhados nas poltronas.
Ao abrir a porta do quarto ela se deparou com mais pétalas e um buque enorme em cima da cama junto de uma caixa branca enlaçada com uma fita de cetim preta.
A vampira nem pensou duas vezes e abriu o presente, era um vestido vermelho longo, botões de rosas que desciam do ombro esquerdo até embaixo do busto direito, uma alça caía do mesmo ombro.
Ela olhou de relance e percebeu que havia velas acesas que contornavam a banheira perto da parede de vidro filmado que ela tanto adorava, pois podia olhar Nova Iorque e deslumbrar a noite com a iluminação típica de uma metrópole e não ser vista.
A bailarina se banhou demoradamente e foi se vestir. Pegou todos os sapatos e colocou ao lado do vestido, mas nada a deixou feliz.
Na prateleira de sapato ela notou que também tinha uma caixa, menor, mas do mesmo jeito que a anterior. Um pouco receosa a abriu e se deparou com uma sandália prata brilhosa, com várias tiras na frente que se aglomeravam numa única que subia até o tornozelo e acompanhava as do calcanhar.
- OMG, é uma RALPH LAREN!! – A bailarina pulava com a caixa na mão. – Oh, como ele sabia quanto eu calço?! – Colocou a linda sandália. – Ahhh, não acredito!!!! Era por isso que ele olhava dentro da minha bolsa no dia do ensaio..... ai que fofo!!
Caminhou até o espelho agora totalmente vestida e conferiu se tudo estava correto. O gloss vermelho contrastava com o pele pálida, os olhos levemente marcados combinavam com a delicadeza do vestido.
Para aumentar o seu nervosismo ela sentiu o cheiro do vampiro a esperando. Ansiosa abriu a porta de supetão e para a sua alegria notou que o seu amado a desejava.
- Obrigada pelos presentes. – andou um passo, o que aumentou a respiração de Edward. Mesmo o vestido sendo soltinho, ele revelava as formosas curvas da bailarina: - Gostou?!
Sem quebrar o contato visual ele se aproximou e colocou a mão esquerda no ombro direito desnudo da vampira, descendo pelo braço em direção as costas. Já perto do ouvido sussurrou: - Você nem imagina o quanto. - não sentia mais os joelhos era impressionante o que ele conseguia fazer com ela.
- Só está faltando uma coisa.
- O quê? - Perguntou preocupada.
No bolso de dentro do terno Edward tirou uma caixinha e a abriu revelando um delicado e estonteante ponto de luz de diamante. virou-se, levantou o cabelo deixando sua nuca à mostra, para então o vampiro colocar o colar e depositar um beijo demorado, fazendo a pele da bailarina estremecer e Edward sorrir com deleite.
- Perfeita!!! Não existe outra palavra para descrevê-la. – Ele a elogiou quando ficou de frente para ele.
Antes de eles descerem para o saguão do hotel a dançarina foi até o espelho conferir seu lindo presente.
Já na limusine, esperando qual seria a nova invenção de Edward, ela olhava pela janela imaginando para onde estavam indo.
Luzes brilhavam dos telões da Time Square, a vampira lia todos, até que um chamou a sua atenção. Conforme as letras se aproximavam, o carro diminuía a velocidade, parando debaixo dele.
*Não dá vexame... não dá vexame...não dá vexame*, se segurava no banco para não sair da limusine gritando.
Do lado de fora Ed estendia a mão aguardando a bailarina: - Vem, é por aqui. – Indicou a porta do camarote para o show do Michel Bublé.
Enquanto ela sentava, olhou para cima e ficou sem reação. Não se conformava por não ter visto antes. Edward estava lindo, em um terno preto Hugo Boss, camisa e gravata preta. O fôlego não era a única coisa que ele poderia tirar de aquela noite.
A cada música eles se aproximavam mais, os toques envergonhados só aumentavam o carinho que um sentia pelo outro.
- Está gostando? – O vampiro tirou um mecha do cabelo do rosto da .
- Muito!!! – A bailarina o abraçou. – Obrigada.
Ainda próximos, com o dorso da mão esquerda, Ed contornava a clavícula até o início do vestido da vampira. Delicadamente ele a beijou no pescoço: - Senti falta de fazer isso desde o dia da piscina.
- Por que não fez? – fechou os olhos e inclinou o corpo encostando os seios no tórax de seu amado.
Fazia cinco minutos que as luzes estavam acesas para o intervalo do show, e eles não haviam notado.
- ?! - Assustada ela tirou a mão que estava apoiada no colo de Edward. - Não acredito. É muita coincidência. – Jensen avistou os dois ao retornar do lavatório.
- Oi. Tudo bem? – A bailarina não sabia o que fazer.
- Oi. – Edward travou a mandíbula.
- Era pra esse show que eu ia te chamar. – O jogador a olhou de cima para baixo. – Você está deslumbrante!!
-........ obrigada, você também....está bonito. – Realmente ele estava lindo em um terno chumbo, realçando seus olhos verdes.
Para o alívio da vampira, a escuridão tomou conta novamente do local e Jensen se despediu de : - Espero que adore a apresentação do Bublé.
O rosnado de Ed para seu rival foi alto o suficiente para o rapaz ir embora.
- Por que você está bravo? – A bailarina o questionou.
- As brancas ou as vermelhas? – O vampiro não a encarava.
- O quê?
- Ele quer saber se você gostou das flores.
- Ahhhh...
- Então?
- Então o quê? – Ela adorava vê-lo com ciúmes.
- Oi pessoal. A próxima música é dedicada a Basque. Esse rapaz te ama, garota.

(
Michael Bublé - You and I)

*Tá legal.... eu estou alucinando*, nem piscou na música inteira.



“You and I


Here we are

Aqui estamos nós

On earth together

Juntos na Terra

It´s you and I

É você e eu

God has made us fall in love
Deus nos fez apaixonar

It´s true

É verdade

I´ve really found
Eu realmente encontrei

Someone like you
Alguém como você

Will it stay
Vai ficar

The love you feel for me
O amor que você sente por mim?

Will you say
Você vai dizer

That you will be by my side
Que ficará ao meu lado?

To see me through
Pra me ver por inteiro

.......”




(www.terra.com.br)




A vampira estava confusa, quem teria feito isso. *Edward x Jensen... , pára com isso, você ama o Edilicinha*, a mente da bailarina estava a mil.
Mesmo no término do espetáculo ela continuava sem pronunciar uma palavra, mas seus tormentos foram interrompidos por um dos seus causadores.
- “Você vai dizer que ficará ao meu lado?...” – Jensen estava atrás das costas de e cantou em seu ouvido.
Com uma única olhada de Edward, o jogador de futebol se afastou, pois sentiu um pavor percorrer por suas veias.
Ao se virar não viu seu admirador: - Cadê o Jensen?! – O vampiro levantou os ombros indicando que não sabia.
- Tá bom! – A bailarina sabia que ele estava mentindo.
Mudando rápido de assunto o vampiro tirou do bolso um lenço de seda preto e foi em direção ao rosto dela.
- Oh, o que você pensa que está fazendo? – Empurrou a mão de Edward.
- Calma, é só pra fazer um suspense. Você não vai se arrepender. – O sorriso de lado não só tirou o fôlego da vampira, mas também das mulheres que estavam ao lado deles assistindo a cena do casal.
Próximos do local da surpresa, com os olhos vendados tentava identificar qualquer coisa. O som de corujas, o balançar das árvores, tudo chamava a sua atenção.
- Humanos? – Perguntou baixinho.
A música dedicada a vampira anteriormente era ouvida de violinos, o ruivo delicadamente desatou o nó e tirou o lenço. De frente para uma fonte de anjo, que de fundo tinha um lago, abafou os soluços secos.
Com um aparelho Ed acendeu as lâmpadas que contornavam as árvores do Central Park que estavam próximas a eles.
- Foi você? – segurou no braço do vampiro. – A música?
- Você achou que tinha sido o Jensen? – Seus olhos tristes encheram a bailarina de vergonha por ter pensado isso.
- Era uma das opções, você não falou nada.
- Eu queria que o seu dia fosse perfeito, mas tudo o que eu consegui foi você pensar em outro homem. – Edward virou de costas e quase num sussurro desabafou: - Eu achei que você me...
Andando rápido na velocidade de um humano ela ficou de frente para ele: - Você fala demais. – E o beijou tirando rapidamente seus lábios.
- Branca. – Ela comentou.
- O quê? – Ed estava confuso.
- Eu prefiro e sempre vou preferir as suas rosas brancas.
Não havia mais palavras para serem ditas, com vontade ele a puxou e invadiu sua boca. Desejo, paixão e espera traduziam o momento.


“Naquela noite os vampiros se desprenderam de seus medos, da suas crenças, dos seus passados e arriscaram ser felizes.”


Continua...



NA:E termina o dia do escravo......rsssss. Bem antes de qualquer coisa queremos agradecer de coração todas vocês pela paciência que tiveram em esperar por este capítulo, foram “n” motivos pela demora, mas a demora maior foi o medo de escrever algo que vocês não gostassem, já que este capítulo foi tão esperado. Segundo...neste mês de abril temos dois fatos importantíssimos a serem comemorados, dia 27/04 foi aniversário da escritora ANA e vocês não têm noção da ZONA que seria Impasse se não fosse por ela, a gente ainda não sabe porque ela faz Engenharia.....tá na área errada flor...vai ser escritora....rsss....PARABÉNS – AMAMOS VOCÊ. E temos outra data imensamente importante a ser comemorada....Impasse completou um ano de vida. Vocês não têm noção do quanto é gratificante saber que vocês gostam da nossa fic. Cada comentário é um presente que vocês nos dão, nosso combustível para escrever é, sem dúvida nenhuma, os comentários que vocês fazem.


Por algum motivo nossos últimos coments sumiram, mas agradecemos muito pela cobrança da Lari Potter e da Carla Hale, nossas fieis escudeiras.




Parabéns Aniversariantes de Abril

26/04: Lari;
28/04: Valdy;
28/04: .




Amamos muito TODAS vocês,

Bjs,

Ana, Barbi e Carla.