Capitulo 1 - Intercâmbio

's POV

Após terminar a faculdade de jornalismo, eu já estava com 23 anos e sonhava em aprofundar meus conhecimentos em arte e cinema, e quem sabe até trabalhar como repórter de cultura. A universidade em que eu me formara havia feito um convênio com a universidade estadual da Califórnia, nos EUA, e nossa turma foi contemplada com algumas bolsas de estudos. Mesmo sem esperanças, eu me inscrevi para uma das vagas que poderia me trazer o sonho de estudar cinema diretamente onde a magia acontece e eu sabia que não podia deixar passar essa oportunidade. Eu tinha um conhecimento bom de inglês e acho que isso contaria também na escolha né?
Passaram-se dois meses e nada de resposta. Já tinha até me esquecido disso, quando um barulho irritante interrompeu meu sono.
TRIM-TRIM... TRIM-TRIM... – Do meu quarto eu pude ouvir o telefone tocar freneticamente na sala de estar. “Que saco! Ninguém vai atender essa droga não?!?”. Bufando de raiva, corri para a sala para atender antes que o telefone parasse de tocar.
- Alô! – falei quase gritando.
- Bom dia, é da residência da senhorita ? – falou a voz de uma mulher simpática e formal que fez a minha raiva recuar um pouco.
- É sim. É ela falando.
- Senhorita , aqui é da Coordenação de Assuntos Acadêmicos. Liguei para informá-la que você foi contemplada com uma bolsa de pós-graduação em cinema em Los Angeles.
Silêncio.
- S-Sério??? – foi tudo que consegui dizer.
- Sim. Você terá que vir aqui na coordenação para acertar uns documentos antes de providenciar tudo para o seu embarque em um mês.
- Um mês?!?
- Exatamente. Pode vir hoje ainda?
- C-claro. Chego aí daqui a pouquinho.
- Tudo bem. Vamos estar te aguardando. – e depois só ouvi o som do telefone desligando.
Disparei para o meu quarto, tomei um banho rápido e me vesti mais rápido ainda. Fiquei pronta em 20 minutos e enquanto eu seguia em direção à garagem, meu celular tocou. Era uma das minhas amigas de faculdade, , e ela me contou eufórica que também havia sido premiada com a bolsa. Gritamos feito umas loucas e combinamos de nos encontrar na faculdade para resolver tudo.
Na coordenação, assinamos uns documentos, pegamos umas declarações para levar a embaixada e providenciar o visto. Lá eu soube que os grupos de teatro e mini-cursos sobre interpretação que fizemos como atividade extra-curricular foram decisivos na escolha dos nossos nomes. A coordenadora nos informou ainda que ficaríamos num apartamento com outras duas intercambistas: uma garota mexicana, Fernanda, e uma canadense, Rachel. Os outros contemplados pela bolsa iriam para outro apartamento só com rapazes, localizado no mesmo prédio. Eles eram Rodrigo, um moreno gatinho, malhado, que já tinha “pego” quase todas as meninas da turma, e Henrique, um colega divertidíssimo que era sempre o primeiro a reunir todo mundo para agitar nas baladas.
Os dias de espera pela data de embarque se arrastaram, mas a data chegou. No dia certo, eu estava diante do terminal de embarque me despedindo da minha mãe, meu pai e minha irmã. Embarcamos ansiosos para a chegada em Los Angeles. e eu mal nos acomodamos nas cadeiras, após a decolagem, e eu vi Henrique vindo na nossa direção.
- Ei gatas!
- Oi Rick. – respondi percebendo que nem levantou a cabeça entretida com as músicas de seu IPOD. Dei um cutucão no seu braço e ela retirou os fones de ouvido.
- Que foi? – disse a distraída – Ah! Oi Rick.
- Hahaha, meninas, o pessoal já tá combinando uma festinha para comemorar a nossa chegada na terra do Tio Sam. Vai ser algo para a gente se enturmar com a galera do intercâmbio e quem sabe até conhecer umas celebridades que derem as caras por lá.
- Ah tá! Até parece que você conhece alguma celebridade! – retruquei.
- Eu ainda não conheço não, mas tem um cara do nosso apartamento que tá estagiando na produtora daquele filme de mulherzinha... aquele tal de Amanhecer.
- Jura??? – falou com olhos arregalados – Eu AMO a Saga Crepúsculo. Será que alguém do filme vai aparecer mesmo?
- Acho que sim. Conversei com o cara por MSN e ele falou que existe grande possibilidade de irem algumas pessoas. Ele é todo enturmado com o elenco, já até saíram numas baladas aí... Mas, cara, to louco para conhecer as atrizes gostosonas do filme.
- Ah certo. Pode deixar que elas vão te dar bola e trocar Robert Pattinson e Taylor Lautner pelo igualmente sarado Henrique Olivetto. - eu disse com um riso debochado.
- Você vai ver que elas vão se derreter pelo meu charme brasileiro. – disse ele e depois soltou uma gargalhada divertida.
- A esperança é a última que morre, gato. - respondi rindo - Mas quando é mesmo essa festa?
- Vai ser no sábado. A gente tava querendo que fosse amanhã, quinta, mas como todo mundo vai ta louco resolvendo a matrícula na faculdade é melhor deixar pro fim de semana mesmo. Além do mais, a gente vai tentar descolar uma casa maior e convidar o maior número de gente possível.
- Tô vendo que essa festa promete. – falou com os olhos brilhando de animação
- A primeira de muitas, gata. – ele falou dando uma piscadela - Bom... eu vou avisar vocês sobre o que cada uma pode levar, viu?
- OK. – respondemos e voltamos a nos recostar nas poltronas, enquanto Henrique voltou para a cadeira e continuou a conversar animadamente sobre a festa com Rodrigo. voltou a colocar os fones de ouvido. Eu fechei os olhos e fiquei imaginando como seria ver pessoalmente os atores de um filme de sucesso. Eu também ficaria animada em conhecê-los, ÓBVIO, mas sabia que não sairia feito uma louca pulando nos pescoços deles sem nem ao menos dizer oi. Eu já conheci alguns famosos de verdade – o ator Bruno Gagliasso, por exemplo – enquanto eu trabalhava para um jornal da minha cidade e, juro, a minha reação foi bem normal! (N/A: Isso é verdade, eu conheci o Bruno-fofo-Gagliasso enquanto fazia uma reportagem! Babem!!!)
Eu cochilei um pouco e as horas passaram mais rápido do que eu esperava. Logo chegamos ao aeroporto de Los Angeles. No portão de desembarque, uma garota alta e sorridente segurava um cartaz com os nossos nomes. Seguimos até ela e ela se apresentou:
- Oi pessoal. Eu sou Fernanda.
- A garota mexicana! – exclamou Rick. Ela riu e eu me antecipei para apresentar.
- Oi Fernanda, eu sou e estes são Rodrigo e . E o animadinho aí é o Henrique. – falei isso apontando com o dedo os meus amigos e ela acenou com um sorriso para cada um.
- Podem me chamar de Nanda. O meu carro ta aí na frente do aeroporto vamos até lá que ta todo mundo esperando para conhecer os brasileiros. – ela falou estendendo a mão para uma das malas.
Nanda seguiu por uns 30 minutos pelas ruas movimentadas da cidade e entrou no estacionamento de um prédio de cinco andares no centro de Los Angeles. Retiramos as nossas bagagens do porta-malas e subimos as escadas até o 3º andar. Fernanda apontou o apartamento dos rapazes no fim do corredor e nós vimos que um homem alto já esperava para receber Rodrigo e Rick com cervejas nas mãos. Os rapazes se cumprimentaram e entraram, enquanto nós entrávamos no nosso apartamento.
- O quarto de vocês fica ao lado da sala. Tem duas camas de solteiro e um closet pequeno. O banheiro fica ali no fim do corredor – ela disse apontando na direção de uma portinha.
- Valeu Nanda. – lembrei que falaram de uma garota canadense e perguntei – Mas... cadê a nossa outra colega? Rachel o nome dela, né?
- Ah sim! A Rach foi chamada hoje para fazer um estágio de produção na Summit Entertainment, mas ela já deve ta chegando.
- Parece que tá todo mundo trabalhando nessa produtora do filme Crepúsculo. – eu disse - O Rick falou que um colega do apartamento dele também estagia lá.
- É sim. O John e a Rachel vão estagiar na produção. A Summit tá contratando um monte de gente porque o filme vai ser o maior dos quatro. Alguns sortudos vão até viajar com a equipe pro Canadá pra rodar o filme.
- Que legal! – falou estusiasmada com a idéia – Será que eles ainda estão chamando mais pessoas para trabalhar?
- Acho que para vagas de produção não. Mas, na segunda eles vão abrir inscrições para teste de figurantes. O pessoal do curso já combinou de chegar cedo para participar da seleção.
- Pra vaga de produção eu com certeza tentaria, mas de figurante... sei lá... não precisa de curso profissional, essas coisas? – perguntei.
- Não. A maioria dos figurantes é amador mesmo e talvez nem tenham o conhecimento que a gente já tem de cinema e tal.
- Ah! Então não custa tentar né? Já pensou se eles descobrem a gente como “graaandes” promessas do cinema e até ganhamos um Oscar por isso?? – eu disso isso rindo alto. Ta, eu exagerei, mas eu queria brincar com a idéia de ser atriz.
- Hahaha, ! Não fica zoando não, que pode ser que aconteça com uma de nós e aí você vai ficar de queixo caído.
- Nunca se sabe né? – disse a entre risos. Eu ri também, a idéia de ser atriz é atraente, mas é bem longe da minha realidade.
Depois dessa conversa descontraída, e eu nos acomodamos no quarto. Ela seguiu para tomar um banho e enquanto eu esperava a minha vez, fui conversar um pouco mais com a nossa nova amiga mexicana. Rachel chegou e a Nanda nos apresentou. Em seguida, Rachel contou as novidades da produção do filme.
- Meninas. Hoje eu conheci o Rob Pattinson. – ela falou eufórica.
- Rob, é? Já tá íntima dele para chamar pelo apelido, hein?
- Qual é Nanda... O cara é gente boa, humilde e um fofo. Não dá pra não ficar próxima dele. – ela respondeu.
- Ihhhhh, já vi que essa aí virou Team Edward! – brinquei e pensei “quem não é??”
- Ah! Sou Team Edward mesmo ta! Antes até que eu curtia mais o jeito brincalhão do Jacob (N/A: jeito brincalhão agora é apelido para peitoral definido e gostoso??? Hauhauahauah), mas depois de conhecer o Rob e ver que ele é super divertido, eu tive que considerar mudar as preferências.
- Ah, tudo bem. Se você diz... – Nanda concordou com um certo tom de malícia e depois emendou – Mas me conta tá de pé o teste para figurante na segunda né?
- Tá sim e essa é outra novidade que eu quero contar. O Chris (N/A: Chris Weitz é o diretor de Lua Nova e forte candidato para dirigir também Amanhecer) disse que ainda não definiu quem vai fazer os personagens das vampiras amazonas. Então os melhores do teste de segunda poderão ser chamados para fazer os testes para Zafrina, Senna e Zachiri.
- Sério??? Eles têm alguma preferência? Tipo físico e tal? – indagou ela curiosa.
- Eles estão procurando pessoas com traços mais latinos para fazer referência aos personagens da história. Então... para Zafrina, eles querem alguém que fale português ou espanhol, porque ela tem algumas falas. E para Senna e Zachiri, basta ter umas características fortes de latino: pele mais morena, corpo com curvas... essas coisas.
- Já tô começando a me empolgar com esse negócio de fazer teste. Ta vendo, , podemos ter alguma chance. – Nanda falou com um sorriso enorme e me empurrando com o ombro.
- Hmmm... se eles estiverem mesmo afim de alguém com características assim, temos chance mesmo. – eu disse retribuindo o sorriso.
- Então não façam feio, garotas! Se vocês conseguirem, vão acompanhar a gente a Vancouver e aí... vai ser demais!!!
Um pouco mais tarde se juntou a nós e conversamos mais um pouquinho sobre as fofocas dos bastidores do filme. Ela contou que Ashley Greene e Jackson Rathbourne estão se “pegando” e já foram flagrados em altos amassos no intervalo de um dos ensaios.
Antes de irmos dormir combinamos que no dia seguinte iríamos até a universidade fazer as matrículas para o semestre que iniciaria dali a dois meses, no início do outono. Até lá tinha uma programação enorme de cursos de verão que poderíamos fazer, além de que teríamos tempo também pra procurar um emprego de meio-expediente.

Capítulo 2 – O primeiro contato

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A quinta-feira e a sexta passaram voando e logo já era sábado, dia da festa. Ainda estávamos na cozinha tomando café, quando a campainha tocou e eu fui atender.
- Ei, ! – Rodrigo me cumprimentou e me deu um beijinho na bochecha.
- Oi Rodrigo! Entra!
- Ah! Valeu, mas não precisa. – disse ele com um sorriso - Os caras estão me esperando no carro pra gente comprar mais bebidas pra festa. Só vim dá um recado do Rick.
- Ah! Claro! É sobre o que temos que levar, né?
- É. Ele perguntou se vocês podem levar alguns salgadinhos, batatas fritas e outras comidas mesmo.
- Claro. Pode deixar que nós levaremos. Vocês conseguiram uma casa maior para a festa ou vai ser aqui no prédio mesmo?
- Rick não te falou? – perguntou ele com uma cara surpresa quando eu respondi com a cabeça que não - Ele é um banana mesmo! Bem... arranjamos uma casa de um amigo do John, perto daqui. A casa é incrível, com piscina e tudo. Me dá uma caneta e papel que eu te passo o endereço.
Peguei caneta e um bloquinho que estavam sobre a mesinha da sala e entreguei a ele. Rodrigo anotou o endereço.
- O horário é o mesmo. Então não se atrasem ou então a galera vai morrer de fome. – ele falou dando uma gargalhada.
- Deixa de ser bobo, que nós estaremos lá no horário. – no mesmo segundo em que respondi ouvimos a buzina impaciente do carro do Nick, o outro colega de apartamento dos rapazes.
- Eu vou indo! A gente se vê mais tarde. – Rodrigo sorriu e saiu enquanto eu fechava a porta e retribuia seu sorriso.
Rachel, e Nanda ouviram a conversa e riram animadas com a perspectiva da festa que prometia uma noite de diversão. Tinha certeza de que seria ótimo. Eu queria conhecer a galera do curso e dançar até cair. As festas planejadas pelo Rick eram famosas por reunirem muita gente bacana e por só terminarem no dia seguinte.
Depois do café, fomos no carro da Rachel comprar as comidas para a festa. Aproveitamos e demos uma volta na cidade para conhecer alguns pontos turísticos. No caminho de volta, Rachel se lembrou que tinha de pegar uma agenda nos estúdios da Summitt para fazer uns telefonemas de trabalho antes da segunda-feira. Então, ela entrou no prédio do set de filmagem enquanto nós esperamos encostadas no carro. Dez minutos depois ela estava de volta, ladeada por dois homens lindos e sorridentes. Um era loiro e alto, seu corpo era musculoso, ele tinha um sorriso brincalhão no rosto. O outro era também alto e um pouco menos musculoso, mas o corpo parecia perfeitamente desenhado debaixo da camisa azul marinho, o cabelo charmosamente despenteado era de um tom acobreado com alguns fios mais claros. Seu rosto era único e trazia um meio sorriso deslumbrante e um ar de príncipe moderno. Segurei meu queixo pra não babar. Depois de dois segundos observando e vendo se aproximarem foi que eu percebi quem eram.
- Garotas, estes são Kellan e Rob. – Rachel os apresentou.
Eles sorriram e eu senti os olhos dos dois analisarem nossos rostos, meio apreensivos. Acho que eles esperaram alguma reação exagerada, como gritos escandalosos. Mas a única reação da gente foi sorrir e esperar que eles chegassem mais perto. Acho que nenhuma de nós estava acreditando que eram Robert Pattinson e Kellan Lutz bem na nossa frente. Rachel prosseguiu.
- Estas são minhas colegas de apartamento: , Nanda e . e são brasileiras e chegaram esta semana a Los Angeles. – ela apontou para cada uma enquanto dizia os nossos nomes. Nanda e congelaram. Eu estendi a mão ao Kellan, que estava mais próximo de mim, e sorri. Ele pegou minha mão e sorriu de volta falando:
- Olá. Então vocês são as estudantes de cinema, certo?
- Somos. Rachel falou da gente?
- Falou sim e falou de uma festa que vai rolar hoje também.
- Sim, vai ser uma festa ótima. Ela convidou vocês, né? – perguntei esboçando um sorriso descontraído, mas pensei “Se a Rachel não tiver convidado eles, eu vou esganar ela!!!”
- Ela convidou. Mas nós temos um jantar de trabalho, então talvez não dê tempo de ir.
Antes que pudesse lamentar que eles não fossem, percebi que Rob, que até então estava só ouvindo, chegou mais próximo de nós e falou. Nesse momento as duas tontas descongelaram.
- Claro que dá tempo. Não vamos perder uma festa destas né? - Ele olhou pra mim e sorriu. Eu não pude evitar e sorri também, depois me detive em seus olhos que me encaravam com curiosidade. Agora eu não consegui frear meu coração. Que olhos eram aqueles, meu Deus? Olhos azuis ardentes que estavam me encarando como se quisessem desvendar meus pensamentos. E o sorriso que brincava em seus lábios? Era impossível não me deixar seduzir por aquele sorriso irresistível... Tô ficando louca ou esse gato ta me dando bola? Não podia deixar de corresponder esse interesse. Não tive dúvidas, olhei mais atentamente para ele e respondi com um sorriso charmoso nos lábios.
- Claro que não podem perder. É até pecado deixar de curtir uma noite de festa como a que vai rolar hoje. – ele me olhou e vi que seu sorriso se alargou, depois seus olhos se desviaram dos meus e pousaram na minha boca. Ele fitava minha boca com um olhar de desejo. Provoquei um pouquinho mordendo inocentemente o lábio inferior.
- E não vamos perder mesmo. – ele riu malicioso ao perceber o interesse implícito nos meus lábios.
Rachel e Kellan nos olharam percebendo o clima que estava rolando. Kellan deu um risinho moleque, ele olhou para as garotas do meu lado e completou.
- Então nos vemos mais tarde. Tenho certeza de que vamos nos divertir muito. – e então ele olhou para que riu timidamente.
Kellan e Rob se despediram de nós com beijinhos no rosto. Quando dei por mim, Rob estava perigosamente perto. OMG! Ele se aproximou do meu rosto, beijou minha bochecha, senti minha pele queimar, e depois senti seu hálito quente soprando no meu ouvido, me provocando um arrepio na coluna.
- Então, te vejo mais tarde né? – não olhei, mas sua voz me deu a impressão de que ele estava sorrindo. Meu coração martelava loucamente no meu peito, lutei para manter a calma e respondi encostando meus lábios próximo da sua orelha.
- Pode ter certeza que sim. – sussurrei e pousei suavemente meus lábios úmidos entre o seu maxilar e o lóbulo da orelha. Senti seu corpo estremecer levemente. Me afastei devagar para olhá-lho mais uma vez e sorri. Eu me diverti ao observar que seus olhos estavam cheios de cobiça. Me virei e abri uma das portas para entrar no carro. e Nanda já estavam sentadas e cochichavam alguma coisa que eu não me esforcei para escutar, só Rachel ainda combinava o endereço da festa com o Kellan. Quando ela me viu entrar, despediu-se e entrou na porta do motorista. Antes de sairmos, vi Rob olhar e murmurar algo com Kellan. Quando o carro arrancou, Rachel sorriu e disse:
- Então, , o que foi aquilo com o Rob?
- Aquilo o quê? – me fiz de desentendida.
- Como o quê? Vai me dizer que você não tava paquerando o cara descaradamente? – ela pressionou.
- Ah! Aquilo? – me fiz de doida de novo – Eu tava só sendo simpática e tentando convencê-los que a festa vai ser boa. – Tenho certeza de que ela não vai cair nessa!
- Hmmrum... sei. Eu vi direitinho o que rolou. Tava saindo faíscas de vocês dois. – com essa eu tive que rir e confessar.
- Ah Rachel... deixa de bobagem! Rolou só... uma química. Se eles aparecerem na festa, a gente ver no que vai dar.
- Acho que eu sei no que vai dar. – ela sorriu cheia de segundas intenções. Eu sorri também e tentei não pensar em como seria quando ele chegasse na festa. Criar expectativas exageradas com um cara tão lindo é muito perigoso pro meu coração! Mas quem disse que eu consegui desviar meus pensamentos daqueles olhos e daquela boca? Depois daquele contato, ficou impossível pensar em outra coisa.

Rob’s POV

Mais um sábado preso numa reunião desnecessária. É foda! A gente já ta aqui há horas discutindo a droga da maquiagem pálida que vão colocar na minha cara de novo! Que papo de mulherzinha! Não sei como foi que o meu agente conseguiu me convencer a ficar.
- Ei, Kellan? – sussurrei e cutuquei o cara que ta parecendo mais entediado do que eu.
- Hã?!! Hein?!... Ah, cara! – o Kellan olhou pra mim com uma cara de tédio e sono hilária! Quase não consegui segurar o riso!
- Acorda, cara... Inventa aí uma desculpa pra gente escapar dessa tortura. – o Kellan é o rei das desculpas esfarrapadas. Ele consegue nos livrar de qualquer reunião insuportavelmente chata com algumas palavras e uma cara-de-pau que só ele tem. Eu tava surpreso que ele ainda não tinha soltado uma dessas hoje.
- Ei, Rob! Fica quieto! – A Ashley sussurrou pra mim, mas eu fechei a cara pra ela. É ELA que gosta desses assuntos de viadinho – Já vão acabar de falar e aí você vai poder fugir daqui.
Mal ela terminou de falar e já avistei uns produtores se levantando para sair. Graças a Deus! Se tiver mais uma reunião de pré-produção como essas, eu me mato! Me levantei rapidamente e fui quase correndo em direção a porta antes que alguém sugerisse discutir a cor da nossas roupas na primeira cena. Isso é demais pra mim! Kellan que tava quase dormindo a reunião toda, despertou bem na hora e saiu em disparada pela porta também.
No corredor dos estúdios, vimos a nova estagiária de produção, Rachel. A garota é legal e boa gente. Ela nos cumprimentou de longe.
- Ei rapazes! Como foi a reunião?
- Um saco! Mas o Kellan não viu, porque dormiu quase o tempo todo. – ri alto lembrando da cara dele na reunião.
- Cara aquilo é melhor que Prozac para fazer dormir. Pelo menos, tirei o sono atrasado.
Ela riu e continuou.
- Então parece que vocês estão precisando de um evento para animar o sábado... Por que vocês não aparecem na festinha que vai rolar hoje? Quem tá organizando é a galera do curso de cinema e mais algumas pessoas aqui da produtora. Vai bombar!
Hmmm... Festa com universitárias e estagiárias da produtora. Parece bom para conhecer umas gatinhas mais descoladas. Bem diferente das festas cheias de celebridades de nariz empinado. Porra! Mas já tava me esquecendo que tem aquele jantar com o repórter do Acess Hollywood.
- Poxa, Rachel, mas acho que não vai dar. A gente tem um jantar com um cara do site Acess Hollywood. – Ouvindo isso, Kellan que já tava todo animadinho com a ideia de universitárias gostosas enchendo a cara, bateu a mão na testa.
- Porra, é mesmo! Eu já tinha esquecido!
- Ah! Que pena! Mas a festa vai rolar até tarde então, se der tempo, dêem uma passada lá.
Balancei a cabeça concordando, mas não quis garantir nada a ela. Jantares com repórteres de sites de fofocas sempre me deixam com um humor do cão. Caminhamos para fora do prédio da Summitt. Rachel andou conosco até o estacionamento e apontou para umas garotas encostadas perto de um carro.
- Posso apresentar vocês para as minhas amigas? Elas vão adorar conhecer vocês. – ela falou toda animada.
Ah, Droga! Tomara que não sejam loucas que berram teu nome, te agarram, e chamam a atenção de mais fãs loucas. Adoro o carinho das fãs, mas esse tipo de escândalo enche depois de um tempo. Mas eu não ia deixar de ser educado com a Rachel. Abri a boca para falar, mas o Kellan se antecipou.
- Vamos lá então. Mas... elas não vão atacar a gente nem nada do tipo né? – Kellan falou com seu jeito debochado, mas eu tenho certeza que ele tava imaginando a mesma cena que eu tinha na minha mente.
- Claro que não. Elas são garotas do curso de cinema que eu faço. Elas sabem que esse tipo de coisa é altamente constrangedora. – Ufa! Ainda bem.
Nos aproximamos e vi mais de perto que as garotas eram bem bonitas. Rachel nos apresentou.
- Garotas, estes são Kellan e Rob. – Eu sorri e esperei para ver a reação delas. Elas se mantiveram tranqüilas e sorrindo, então pude ver melhor o jeito de cada uma. A mais branquinha era sorridente, mas parece que congelou ao ver nossa cara. A outra tinha um jeito de tímida, bonita, e também se espantou quando nos viu. Agora, a terceira mantinha a tranqüilidade reluzindo num sorriso. Era muito linda, do tipo mulherão mesmo. O rosto delicado e o corpo... Cara! Que corpo! Com curvas que contornavam uma silhueta perfeita. Nem magra e nem gorda. Simplesmente linda.
- Estas são minhas colegas de apartamento: , Nanda e . e são brasileiras e chegaram esta semana a Los Angeles. – ?!? Nome bonito... Ah! Então essa gata é brasileira? Logo vi que ela é bem diferente do tipo de garotas que tem por aqui... Ela estendeu a mão para o Kellan e o cumprimentou com a maior naturalidade. Gostei do jeito dela.
- Olá. Então vocês são as estudantes de cinema, certo? – Kellan falou apertando a mão da .
- Somos. Rachel falou da gente?
- Falou sim e falou de uma festa que vai rolar hoje também.
- Sim, vai ser uma festa ótima. Ela convidou vocês, né? – fiquei admirando o rosto dela. Os olhos brilhantes transmitiam a mesma alegria contida naquele sorriso lindo.
- Ela convidou. Mas nós temos um jantar de trabalho, então talvez não dê tempo de ir.
NÃO! A gente tem que ir pra essa festa! Eu preciso de uma oportunidade pra chegar junto dela. Então, nem pensei duas vezes, cheguei mais perto e falei sorrindo pra ela.
- Claro que dá tempo. Não vamos perder uma festa destas né? – Ela sorriu de um jeito suave e charmoso. Continuei olhando para aqueles olhos sedutores e fiquei me perguntando se ela percebeu que eu tava muito afim dela. Ela também não desviou o olhar. Será um sinal de que estava correspondendo a minha investida? Não demorou muito e ela falou com uma voz doce e ostentando um sorriso ainda mais atraente.
- Claro que não podem perder. É até pecado deixar de curtir uma noite de festa como a que vai rolar hoje. – Ok! Ela entendeu bem o recado e ainda correspondeu à indireta. Sem pensar olhei pra sua boca. Aquela boca me chamava... Sorri mais um pouco e ela mordeu de leve o lábio inferior. Ah! Ela tá brincando com fogo!
- E não vamos perder mesmo. – dei um sorriso malicioso já imaginando como seria beijar seus lábios carnudos.
Rachel e Kellan perceberam o clima entre nós, mas não dei importância. Só conseguia sentir o desejo de agarrar aquela mulher ali mesmo. Que diabos é isso, Robert?!? Parece que nunca viu mulher?!! Depois pensei que mulher igual aquela eu nunca tinha visto mesmo.
As garotas começaram a se despedir da gente e seguiram para entrar no carro. Rapidamente me aproximei mais da para não perder a chance de atiçar um pouco mais aquela atração, então beijei seu rosto e sussurrei no seu ouvido.
- Então, te vejo mais tarde né? – senti que a pele do seu pescoço se arrepiou um pouco e abri um sorriso de contentamento por ver as reações que provocava nela.
- Pode ter certeza que sim. – seus lábios macios e quentes tocaram a minha pele próxima da orelha. Eu não esperava por isso. Uma onda de calor subiu no meu corpo e me fez tremer. Ela me olhou mais uma vez e sorriu com uma expressão divertida e cheia de malícia. A filha-da-mãe sabia como me provocar também! Ela se virou e entrou no carro me deixando ali, parado e queimando de desejo.
- Cara – falei ao Kellan enquanto via o carro da Rachel arrancar –, não interessa que horas esse jantar vai acabar... Eu irei pra essa festa.



Capítulo 3 – A festa

’s POV

Chegamos ao apartamento e passamos o resto da tarde escolhendo as roupas que usaríamos e nos preparando para a festa. Pelo menos eu tentei me concentrar em ficar linda para... hã... para o que vier. [ Link da roupa que escolhi]
Nanda já estava nos apressando por conta do horário. ainda estava finalizando a make dos olhos, enquanto eu procurava as argolas de prata na bagunça da minha caixinha de bijuterias. Quinze minutos depois, estávamos descendo as escadas do prédio e seguindo para a festa.
Logo que chegamos vimos Rick e Rodrigo conversando descontraidamente com um grupo. O som de Black Eyes Peas tomava conta do ambiente.
- A comida chegou! – exclamou Rick - Achei que tinham se perdido fazendo compras em L.A. – Ele riu e eu revirei os olhos para piada também sorrindo. Perguntei onde deveríamos colocar os snacks. Rick apontou para uma mesa grande no canto da sala.
Depois de colocar tudo na mesa, observei melhor a decoração do lugar. Os móveis foram afastados para dar lugar a uma pista de dança na enorme sala. Luzes pulsantes davam o clima de boate contrastando com mesinhas iluminadas por velas de vários tamanhos, posicionadas estrategicamente ao lado de sofás e puffs. A área em volta da piscina ganhou postes de madeira que sustentavam tochas faiscantes. Absorta com o cenário, nem percebi que uma pessoa se aproximava de mim.
- Gostou da decoração do Rick e do John? – dei um salto ao ouvir uma voz grave e sentir um braço circundar a minha cintura. Mas percebi que aquela não era a voz que eu queria ouvir, e não era aquele braço forte que deveria me envolver. Senti uma pontada de desapontamento. Era apenas o Rodrigo. Me desvencilhei rapidamente do seu abraço virando-me de frente pra ele e dando um passo pra trás para olhar seu rosto.
- Eles não brincam em serviço. Estou me sentindo mesmo numa boate – abri um sorriso amigável. Eu não queria que ele ficasse chateado com a rejeição. Ele não pareceu se incomodar.
- Então, vamos dançar pro clima ficar completo – Tocava “If I Never See Your Face Again” do Maroon 5, então não achei nada de mais dançar com um amigo uma música que não exigia corpos colados. Ele pegou minha mão e fomos até o centro da sala onde mais pessoas dançavam. Adoro a batida das músicas do Maroon Five! Então me deixei levar pela música. , Rachel, Nick e Henrique se juntaram a nós para dançar também. Logo estávamos nos movimentando loucamente com som das guitarras. Num movimento rápido, Rodrigo me puxou contra seu corpo, posicionando quase que coincidentemente uma perna entre as minhas pernas e cochichou no meu ouvido.
- Já te disse que você tá muito linda hoje?
- Ah! Ok... valeu – falei num tom seco e fui me afastando do seu peito – Vou pegar uma bebida – e saí antes que ele pudesse fazer qualquer outra tentativa de me agarrar. Espero que com essa ele entenda.
Fui até um balcão repleto de garrafas, jarras de coquetéis, baldes com gelo, smirnoff ices e cerveja. Abri uma ice e olhei as garotas dançando. Não queria voltar pra lá agora. Não com o Rodrigo lá tentando me assediar. Fui pra área da piscina e fiquei conversando com John. Falamos sobre o Brasil, ele ficou curioso sobre o carnaval, as festas na Bahia. Respondi a todas as dúvidas dele, mas logo depois ele me deixou pra falar com umas pessoas que chegavam. Olhei na direção onde a galera dançava, vi que Rodrigo estava dançando colado em outra garota. Fiquei aliviada e puxei a pra dançarmos um pouco mais afastadas do grupo. Ela que ainda não tinha insinuado nada a tarde toda, aproveitou.
- Tá fugindo do Rodrigo, ?
- Não exatamente... só tô tentando não dar a impressão errada pra ele.
- Sei... você tá é tentando ficar inteiramente livre pra esperar pelo Robert Pattinson.
- Não é isso... – Quem eu queria enganar? Claro que era! Mas eu não ia ficar dizendo que sonhava desesperadamente com a expectativa de terminar a noite nos braços dele, então emendei – Eu só não quero ficar com ninguém agora. Quero dançar até me acabar e só.
Ela estreitou os olhos como quem duvida, mas não disse nada. não é boba. Ela sabia que eu tava esperando pelo Rob. E eu estava mesmo. Queria pôr pra fora todo o desejo que estava dentro de mim desde o momento em que nos encontramos. “Mas e se ele não aparecer? Pior... e se vier e não der a mínima pra mim! Como eu ficaria?” Senti uma frustração enorme com a possibilidade.
“Que droga! Tô me comportando como uma adolescente!!!”
Tomei um gole da minha bebida e afastei os pensamentos dançando muito.

Rob’s POV

Acho que este está sendo o jantar mais demorado da história do universo. As mesmas perguntas constrangedoras sobre a minha vida pessoal e as mesmas perguntas superficiais sobre o personagem. Não vejo a hora de sair correndo daqui e fazer a minha noite ficar bem melhor ao lado daquela gata sedutora. Ah! Aquele rostinho lindo...
- Rob?!? – Se a Ashley não tivesse me cutucado, eu nem teria percebido que estavam me chamando.
- O que foi?
- Você não ouviu a pergunta do Carter? – Pergunta?!? Que pergunta?!? Opa, tenho que parar de pensar na e me concentrar na entrevista...
- Oh! Desculpe. Poderia repetir? – Carter, repórter do site Acess Hollywood, refez a pergunta e desta vez eu estava atento e respondi a todas as indagações.
Numa pausa para fazer nossos pedidos ao garçom, o Kellan deu um soco leve no meu ombro e cochichou.
- Tá muito distraído, cara. A garota brasileira te pegou direitinho, hein? – Não tive como negar que tava distraído pensando nela, mas aqui era o pior lugar pra conversar sobre isso. Em vez de falar, apenas sorri e retribuí o soco de brincadeira. Bebi mais um gole do meu uísque.
Depois que comecei a prestar mais atenção nas perguntas do repórter o tempo passou mais rápido. Eram quase 11 horas da noite quando Carter nos agradeceu a entrevista e saiu, dizendo que poderíamos aproveitar o resto do jantar por conta do site. Resolvi terminar minha bebida, tentando não parecer tão ansioso pra ir a festa.
- Ei Rob. Vamos pra aquela festinha? Aposto que você tá louco pra rever uma certa garota... – Kellan falou e eu ri meio sem jeito. Acho que tava na minha cara que eu tava muito a fim de ir pra festa.
- Que festa? – Ashley perguntou curiosa.
- Uma festa de uns estudantes de cinema, a Rachel nos convidou hoje à tarde – Kellan respondeu – Acho que se vocês tiverem a fim de ir, não tem problema.
- Ah! Sei que festa é essa... é aquela que eu tinha te falado, Ash, com algumas pessoas da produção – Jackson falou sorrindo e ela balançou a cabeça concordando – Acho que vai ser legal se a gente for.
- Eu tô dentro! – exclamou o Taylor
Nós nos levantamos e saímos do restaurante. Eu estava cheio de expectativas por poder vê-la outra vez. Peguei carona com o Kellan. Os outros estavam no carro do Taylor. Chegamos a uma casa próxima do centro de Los Angeles. O som de música alta não deixou dúvidas que ali era o local.
Entramos e falamos com algumas pessoas no caminho até uma sala ambientada como uma boate. Avistei o John, assistente de produção do filme, e ele veio até nós.
- Ei pessoal. Que bom que vieram! Entrem! A galera da Summitt tá ali. – ele apontou para um grupo, mas não vi a Rachel e as amigas.
- Certo... mas a Rachel já chegou? – perguntei sabendo que se ela estivesse lá, a também estaria.
- Ela tá por aí... Ah! Olha ela ali! – Rachel entrava na sala acompanhada pela e Nanda. Mas onde estava ela???
- Oi Rob! Kellan! Vocês vieram mesmo! – nos cumprimentamos com sorrisos e eu fiquei olhando ao redor para ver se avistava a . Mas não vi nada. John chegou com doses de uísque pra nós. Foi então que reparei que o Kellan já estava colado na . O cara não perde tempo! Cheguei perto da Rachel e perguntei.
- Onde está a sua outra amiga... ?
- Ah! – ela riu – Bem, acho que deve estar lá fora, no jardim. – ela abriu um sorriso ainda maior – Eu vou chamá-la.
- Não precisa, eu vou até lá – disse e saí pela porta que dava pra um grande jardim.
Passei os olhos pelo ambiente fracamente iluminado. Notei uma mulher de cabelos compridos sentada à beira da piscina. Ela fitava a água, parecia distraída em pensamentos. Cheguei mais perto e falei quase sussurrando.
- Como que alguém tão linda pode estar sozinha aqui fora? – deu um pulinho de surpresa, olhou pra mim, e abriu um sorriso que iluminava todo seu rosto.
- Vim tomar um pouquinho de ar. Dancei demais sabe? – ela alargou o sorriso e deu um tapinha no espaço ao lado dela me convidando para sentar. Sentei bem próximo do seu corpo e olhei em seus olhos luminosos. Ela me fitou por alguns segundos e vi que ela ficou um pouco tímida, desviou o olhar para a piscina e tomou um gole de bebida. Também fiquei meio sem ação, nem sabia o que dizer. Nós dois aqui sozinhos...
Mas era a oportunidade perfeita. Peguei sua mão livre e continuei olhando seu rosto.
- Hum... , mas não tá cansada ainda né? – Ela me olhou e sorriu.
- Não. Nem um pouco – disse enquanto me olhava intensamente.

’s POV

Eu o olhei profundamente me deixando admirar pelos contornos perfeitos de seu rosto. Eu estava muito feliz que ele tivesse vindo e não podia mais deixar que a timidez me fizesse desviar o olhar do que eu tanto queria. Ele se aproximou do meu rosto ficando a centímetros de mim. Fechei os olhos e encerrei a distância entre nós num beijo suave que eu desejava muito. Depois o beijo se tornou mais ardente e forte. Senti sua boca quente massageando meus lábios, sugando-os, mordicando-os. Era tão bom senti-lo. Meus lábios se abriram e não pude conter um gemido abafado. Ele me agarrou ainda mais, enlaçando os dedos na minha nuca e me puxando contra seu peito. Eu passei meus braços pelo seu pescoço e me apertei mais forte enquanto nossas línguas se massageavam. Levei as minhas mãos levemente pelas costas dele sentindo a definição de cada músculo. Ele percorreu meu pescoço com a língua entre muitos beijos. Minha respiração estava pesada, eu sentia que ia explodir de desejo por ele. Então eu beijei o lóbulo da sua orelha e dei uma mordidinha leve fazendo-o gemer baixinho. Seus lábios procuraram os meus para um beijo mais profundo e cheio de desejo. Nossas bocas de afastaram relutantes mas, se não fizéssemos assim, provavelmente iríamos sufocar. Acho que eu não iria me importar muito com isso.
De repente, Rob nos fez levantar e olhou de um lado para o outro como quem procura algo.
- Vem cá... – ele pegou minha mão e me puxou em direção a casa
- Onde vamos? - Perguntei meio surpresa com a súbita reação dele.
- Procurar um lugar mais reservado pra nós dois. – ele sussurrou.
Passamos voando pela sala lotada de pessoas dançando. Vi de relance os olhares curiosos da Rachel e da Nanda quando nos viram passar. Chegamos até a uma porta que podia ser de um quarto, mas estava trancada.
- Droga! – Ele disse, então olhou para um cômodo escuro no fim do corredor e me puxou – Já sei, vem...
Entramos num escritório que tinha um grande sofá de couro preto e um espesso carpete claro no chão. Eu vi Rob fechar a porta e quando me dei conta, ele já enlaçava minha cintura e me beijava com ainda mais fúria. Passou a mão na lateral da minha coxa e levantou para engatá-la na cintura. Não tive dúvidas e fiz o mesmo com a minha outra perna, ele me ergueu e me levou até o sofá. Me deitou enquanto beijava meu pescoço, as curvas da minha clavícula e o meu colo. A sensação de seus lábios firmes e úmidos na minha pele estava me enlouquecendo. Eu cravei minhas unhas nas costas dele por cima da camisa e me apertei mais nele. As mãos dele deslizaram pela lateral do meu corpo e encontraram o zíper do meu top. Enquanto ele abria o zíper eu podia sentir a ponta dos seus dedos tocando a minha pele levemente, me provocando um arrepio incontrolável. Comecei a abrir os botões da sua camisa aproveitando a visão de seu peitoral esculpido e escorregando as minhas mãos sobre seus músculos rijos. De repente, ele arrancou o meu top e se jogou sobre meu corpo. Acariciou com os lábios o topo dos meus seios ainda cobertos pelo sutiã meia-taça. Senti a excitação dele me pressionar e ofeguei de tesão. Céus! Ele passou as mãos pelas minhas costas na tentativa de desabotoar o fecho da minha lingerie.
Neste momento, ouvimos a porta abrir e uma luz foi acesa. Rob berrou um “Cai fora” e me abraçou colocando-me escondida em seu peito. Mal me dei conta que ele tentava tapar meu corpo com o seu. Estava assustada demais com o fato de ter sido flagrada, sem a parte de cima da roupa e... meu Deus!, agarrada no Robert Pattinson!
- Oh! Pessoal, desculpa! – ouvi John falar sem jeito - Mas... , a passou mal.
- O quê?!? Como assim? – falei sobressaltada.
- Ela teve uma reação alérgica a alguma coisa que ela comeu. Nós a socorremos, mas achamos melhor chamar você para acompanhá-la até o hospital. Ela tá muito assustada.
- Claro... eu vou sim! Deixa só eu me...
- Ah! Ok... vou esperar vocês lá fora – ele me interrompeu e saiu.
Rob me olhou com uma cara frustrada e ao mesmo tempo preocupada.
- Me desculpa, Rob. Eu tenho que ir... – Ele me ajudou a levantar do sofá e entregou minha roupa que estava no chão.
- Não se preocupe, eu entendo que você tem que cuidar da sua amiga – me deu um beijo gentil na testa antes de nos vestirmos rapidamente e seguirmos até a sala.
estava sentada num sofá, o rosto vermelho e inchado, ela respirava com dificuldade e chorava muito. Eu a abracei e pedi a Rachel que nos levasse no seu carro até o hospital. , teimosa como ela é, dizia que não, que só precisava ir pra casa e se acalmar.
- , nós vamos ao hospital sim. Não vou deixar você sufocar até morrer – Sem nem ouvir uma resposta dela, puxei-a em direção a saída da casa, com a ajuda da Nanda, Rick e Rachel.
Fomos ao hospital e o médico do plantão nos alertou que ficaria internada pelo menos um dia. Ela teve o começo de um choque anafilático e se não a tivesse socorrido antes ela teria sufocado. Agora ela estava bem, mas eu passei o resto da noite ao lado dela.

Robert’s POV

Enquanto ela me olhava intensamente, me aproximei de seu rosto ficando a centímetros de sua boca. Senti o perfume de sua pele e de seu hálito doce, e engoli seco. Ela fechou os olhos e alcançou minha boca num beijo suave que depois se tornou mais ardente. Me deliciei com seus lábios macios, massageando-os, sugando-os, e dando mordidinhas. Seus lábios se abriram mais e eu ouvi um gemido abafado vindo de sua garganta. Isso me deixou ainda mais louco de desejo. Agarrei-a ainda mais, passando a mão na cintura e na nuca e puxando-a para mim. Ela jogou os braços no meu pescoço enquanto nos entregávamos num beijo devastador. Nossas línguas se movimentavam num ritmo delicioso e eu ficava cada vez mais excitado com aquilo. Senti as mãos da deslizando pelas minhas costas e, então tive vontade de explorar cada pedacinho do seu corpo. Fui beijando o seu pescoço e passei a minha língua molhada por todo o caminho. Ela ofegava e eu adorava sentir que estava lhe dando prazer. Ela beijou minha orelha e mordeu levemente. Aaaah!!!! Gemi já não me agüentando de tesão e puxei seu rosto para um beijo ainda mais intenso e quente. Interrompemos o beijo, ainda ofegantes, e então me dei conta que o local era muito inapropriado para continuarmos nossos carinhos. Nos coloquei de pé e procurei ver algum lugar onde poderíamos ficar mais a vontade. Só havia a casa. Ali devia ter algum cômodo pra gente.
- Vem cá... – Peguei a mão da e puxei-a em direção a casa.
- Onde vamos? – ela perguntou meio espantada
- Procurar um lugar mais reservado pra nós dois. – sussurrei pra ela.
Passamos voando pela sala lotada de pessoas dançando. Nos guiei por um corredor onde deveria haver pelo menos um quarto. Chegamos até uma porta, mas estava trancada.
- Droga! – Eu disse frustrado, então vi um cômodo escuro no fim do corredor – Já sei, vem...
Levei até um escritório que tinha um grande sofá de couro preto e um carpete claro no chão. Fechei a porta e agarrei a cintura dela beijando seus lábios com muita fúria. Eu a queria demais e não tinha tempo a perder. Passei a mão na lateral da sua coxa grossa e engatei a perna em volta da minha cintura. Ela colocou a outra perna na mesma posição e eu a ergui para levá-la até o sofá. Coloquei-a deitada sempre beijando seu pescoço, as linhas da clavícula e seu colo firme que esboçava seios perfeitos. Ela cravou as unhas nas minhas costas como se quisesse rasgar a minha camisa e me abraçou mais apertado. Deslizei as minhas mãos desenhando o contorno do seu corpo maravilhoso. Ela era mesmo muito linda! Encontrei o zíper de top e comecei a puxá-lo revelando a sua pele macia e levemente arrepiada. Ela agora abria os botões da minha camisa e seus dedos acariciavam meu peito. Não agüentei mais e arranquei o top jogando a peça no chão. Me joguei sobre ela para beijar seus seios firmes e pressionei mais meu corpo contra o dela e o meu “amigo” se animou mais com a sensação excitante de tê-la pra mim. Ela sentiu o quanto eu a desejava e ofegou de prazer. Rapidamente passei minhas mãos nas suas costas para tentar abrir seu sutiã.
Neste exato momento, ouvimos a porta abrir e uma luz foi acesa.
- Cai fora! – berrei e abracei a tentando cobrir seu corpo com o meu.
- Oh! Pessoal, desculpa! – John falou meio sem jeito - Mas... , a passou mal.
- O quê?!? Como assim? – ela falou nervosa.
- Ela teve uma reação alérgica a alguma coisa que ela comeu. Nós a socorremos, mas achamos melhor chamar você para acompanhá-la até o hospital. Ela tá muito assustada.
- Claro... eu vou sim! Deixa só eu me... – disse.
- Ah! Ok... vou esperar vocês lá fora – ele falou e saiu. Fui me levantando, mas não pude deixar de demonstrar o desapontamento por não poder ficar com ela.
- Me desculpa, Rob. Eu tenho que ir... – falou enquanto eu a ajudava a se levantar do sofá e entregava-lhe a roupa que estava no chão.
- Não se preocupe, eu entendo que você tem que cuidar da sua amiga – dei-lhe um beijo na testa antes de nos vestirmos.
Na sala, estava sentada e parecia muito mal. Ela chorava muito e correu para confortá-la. pediu à Rachel para levá-las ao hospital, mas dizia que não.
- , nós vamos ao hospital sim. Não vou deixar você sufocar até morrer – disse e levou a garota com a ajuda da Nanda, Rachel e de um cara. Eles saíram e me aproximei do Kellan que parecia assustado com tudo.
- Você sabe como isso aconteceu? – perguntei a ele.
- Eu estava com ela. Ela estava bem. Nós estávamos bebendo e comendo na cozinha... Taylor e a Nanda estavam com a gente também. De repente ela engasgou com alguma coisa e começou a ficar vermelha. Nós ficamos apavorados. Então, Nanda agarrou e sacudiu a , e percebeu que ela estava tendo uma reação alérgica. Correu com ela para o banheiro e fez ela vomitar um pouco. Ela melhorou, mas continuou sem respirar direito. Foi quando o John disse que deveriam levá-la ao hospital. Mas ela disse que não, que ia passar. John falou que ia procurar pela para que convencesse a ir ao hospital. Rachel disse que viu vocês entrando em um dos cômodos da casa e ele foi procurar. Cara... foi apavorante. Pensei que ela fosse morrer na nossa frente! Queria ter ido com eles... Queria ajudar, mas não sabia muito bem o que fazer...
- Calma, cara, ela vai ficar bem – tentei acalmá-lo. Ele parecia muito preocupado com ela.
Ashley, Jackson e Taylor observaram a nossa conversa e se aproximaram. Então Taylor falou colocando uma mão no ombro do Kellan.
- Kellan, não se preocupe. Já pedi ao John que nos ligasse dando notícias dela.
Depois disso achamos melhor irmos embora. O clima de festa tinha evaporado. Eu dirigir o carro do Kellan até o apartamento dele. Ele tava péssimo pra dirigir. De lá, Taylor me deixou em casa. Cinco minutos depois que eu desabei na cama recebi um telefonema do Taylor dizendo que John tinha avisado que a já estava melhor, mas que ficaria mais um tempo no hospital. Queria falar com a , saber como ela estava também, mas me dei conta que não tinha pego o número do telefone dela. Também já era bem tarde...
Pensando bem, vou deixar pra ligar pro John amanhã e aí eu pego o número do apartamento do hospital que elas estão.
Não demorou muito e caí no sono, exausto demais com tudo que tinha acontecido.



Capítulo 4 – Kellan e

’s POV

- ? – ouvi uma voz distante me chamando, enquanti eu lutava para abrir os olhos.
- Hum...? – murmurei meio acordada, meio dormindo.
- , vá pra casa... Eu fico com ela. – era a Nanda tentando pela décima vez me mandar pra casa. Todos já tinham ido e voltado, e eu era a única que tinha ficado o tempo todo com a no hospital.
Depois de vencer a briga contra as minhas pálpebras pesadas, eu falei.
- Não, eu vou ficar. Quero estar aqui quando ela acordar.
- A não vai acordar agora, . Pode ir. Não vai adiantar nada você ficar aqui desse jeito. Você tá exausta, garota.
- Não, eu tô bem. Eu preciso só tomar um café.
Okay, eu sei, eu parecia uma criança teimosa, mas eu não queria deixar minha amiga. Estava preocupada que ela acordasse desorientada sem nenhum rosto familiar por perto. Ela já estava dormindo há quase 12 horas com tantos remédios que haviam lhe dado.
- Pelo menos jogue uma água no rosto e caminhe um pouco. Você tá sentada aí desde que chegamos. - Sim, ela tava certa nesse ponto. Eu tava mesmo precisando colocar as minhas pernas pra funcionar.
- Tudo bem. - concordei - Você quer um café também?
- Não, valeu. Mas você... vê se come alguma coisa também, ok? Senão, daqui a pouco, é você que vai ficar internada. - dei um riso sem graça. A Rachel tava parecendo a minha mãe com tantas recomendações. Lentamente, saí do quarto, tomando cuidado para não perturbar o sono dopado da .
Depois de lavar o rosto e constatar que eu parecia um zumbi por causa da noite em claro, eu fui até a cantina do hospital na tentativa de me sentir melhor tomando um café. Até que funcionou um pouco, o café me deixou mais alerta e ao mesmo tempo mais confortável.
Enquanto eu ainda me aquecia com a bebida, deixei meus pensamentos vagarem de volta à noite anterior: Rob e eu. Dois estranhos se atracando no jardim e, depois, sendo flagrados numa cena explícita no escritório.
Meu Deus! Eu estava mesmo me pegando com Robert Pattinson?!! Arqueei uma sobrancelha incrédula, aquilo ainda não parecia real pra mim. Era difícil acreditar que estive nos braços de um dos homens mais desejados do mundo. Era ainda mais difícil acreditar no desejo abrasador que eu sentia por ele e como eu via que ele me desejava também. Parece que saíam descargas elétricas de emoção e atração quando a gente tava junto. E... Jesus! Como foi bom ficar com ele!
Eu nunca senti nada igual.
Quase no mesmo segundo que pensei nisso, meu coração apertou dolorosamente no meu peito com outro pensamento. Será que ele sente a mesma coisa? Será que ele tem o mesmo desejo incontrolável de não desgrudar nossos corpos nem por um segundo?
Respirei profudamente para aliviar o nó que se formou na minha garganta e admiti que talvez eu tenha sido apenas a garota de maior sorte no mundo que teve a felicidade de encontrar o cara mais perfeito que já existiu. Tão lindo, doce, envolvente... Mas a minha cota de sorte não tinha sido suficiente nem pra aproveitar uma noite perfeita enroscada nos seus braços quentes...
A visão de um cara alto e forte com flores nas mãos me tirou dos meus devaneios. Ele parecia perdido. Fui até ele.
- Oi Kellan...
- Ei, ! Como você tá? E a ?!! Ela tá bem mesmo?!! – ele disparou uma enxurrada de perguntas e eu ri do jeito meio atrapalhado como ele falava.
- Calma, Kellan. Eu tô bem e a também. Ela tá dormindo, porque deram muitos remédios fortes pra ela, mas ela já tá bem. Não se preocupe. – ele suspirou como se tivessem tirado um caminhão das suas costas. Me surpreendi em vê-lo tão preocupado. Parece que a estava conquistando o coraçãozinho do Monkey Man.
- Será que eu posso vê-la? Eu trouxe estas flores pra ela. Eu fiquei tão preocupado. Queria ter vindo antes, mas o John disse que ela ainda tava desacordada. Mesmo assim, eu não consegui ficar esperando pra saber como ela tava. - Kellan falou com uma expressão tão dedicada e carinhosa que o deixava incrivelmente fofo para um cara com mais de 1,80m de puro músculo.
- Claro que pode vê-la. Vamos, eu te levo lá.
Acompanhei o Kellan até o quarto da , e quando chegamos ela já estava acordada e reclamava que não precisava mais de agulhas, nem de soro.
- Já vi que você tá melhor. Já tá até reclamando... – disparei enquanto abria a porta e ela mostrou a língua pra mim. Foi aí que ela percebeu o Kellan parado ao meu lado e deu um sorriso enorme pra ele. Ele chegou mais perto e ofereceu as flores.
- Obrigada, Kellan. São lindas. Nem precisava... – sorriu meio envergonhada e ele sorriu de volta. Ele afastou uma mecha do cabelo dela que caía sobre a bochecha, ao mesmo tempo em que fazia um carinho meio disfarçado com as pontas dos dedos. corou.
Quase não consegui segurar um "Owwwn". Era muito fofo vê-los juntos, mas eu não ia ficar secando os carinhos dos dois, né? Eles precisavam de um tempinho à sós.
Discretamente olhei pra Nanda e, apenas com um maneio de cabeça, eu a chamei pra sair do quarto. No corredor, encontramos com a enfermeira e ela nos disse que já podia ir pra casa.
Kellan fez questão de nos levar, já que Rick havia voltado para o prédio com o carro da Nanda. Ele foi muito atencioso com a minha amiga em todos os momentos: Ajudou quando ela entrou e saiu do carro, e quis até carregá-la pela escada até o nosso apartamento! A foi que insistiu que estava bem o suficiente pra andar com as próprias pernas.
- Ela é teimosa né? – Kellan perguntou com um sorriso.
Ele questionou, mas aquilo era mais uma afirmativa mesmo, já que a gente praticamente obrigou a a tomar outro remédio e descansar um pouco.
- Só agora você percebeu? – brinquei – A teimosia é o charme dela.
Ele riu divertido. Acho que ele curte garotas um pouquinho difíceis.
- Deve ser mesmo... Bom, eu vou indo. Depois eu ligo para saber como ela tá, ok? – disse se levantando - Até mais garotas.
- Tchau. – Rachel, Nanda e eu falamos quase juntas.
Já era quase 5 horas da tarde e o dia tinha sido bem longo. Eu me sentia muito cansada, mas tava aliviada que ainda tinha um restinho do domingo para relaxar. Agora eu tinha mesmo que descansar um pouco, afinal no dia seguinte faríamos os testes para o filme Amanhecer.
Imaginei como seria fofo ver a contracenando com o Kellan, mesmo que numa única cena, e apenas por alguns segundos. Seria lindo ver a química dos dois também no filme.
Pensar sobre o filme me lembrou mais uma vez do Rob e me fez imaginar como seria se ele me visse lá no set em meio a tantos figurantes.
Ele me ignoraria? Bateu uma angústia ao pensar nisso.
Certo, eu sei que ele não tem a menor obrigação de me dar atenção mais do que a qualquer outra pessoa, mas eu ficaria arrasada, caso ele fosse indiferente comigo.
Pelo amor de Deus! Nós só ficamos uma vez!
Sacudi a cabeça percebendo que eu estava pensando demais nele e fantasiando coisas totalmente desnecessárias. Imediatamente, tratei de me concentrar em descansar e me preparar para o dia seguinte. Eu definitivamente já tinha sonhado demais por hoje.

Robert’s POV

Uma luz muito intensa envolvia a linda mulher. Não sei porquê, mas quanto mais eu me aproximava dela mais o brilho se tornava tão forte que queimava a minha pele.
A sensação incômoda me despertou. Entreabri os olhos e percebi - meio desapontado - que não tinha mulher nenhuma. Era só a luz do sol entrando pela porta aberta da varanda.
- Droga! Esqueci essa varanda aberta?!! - me arrastei até o outro lado do quarto para fechá-la e quando eu tava voltando para cama, o meu celular tocou. Era o meu agente. Atendi ainda meio sonolento.
- Ei Rob, cadê você?
- Tô em casa.
- Em casa? A essa hora?!? Não me diz que esqueceu que você tem que pegar um avião para Nova Iorque em quarenta minutos.
- Caramba, Scott! Esqueci totalmente!
- Rob, que vacilo! Mas, olha só, ainda dá tempo. Você consegue se aprontar em alguns minutos?
- Consigo sim. Eu fico pronto rápido e pego um táxi pro aeroporto.
Nem terminei de falar e já tinha saltado da cama. Em segundos eu já socava roupas numa mala pequena.
- Okay, Rob. Quando você chegar lá, eu entro em contato com a produção da TV e da Vanity Fair e te passo os detalhes de tudo, certo?
- Claro. Até mais. – e desliguei o telefone.
Gastei mais uns minutos jogando coisas na minha mala, enquanto pensava onde eu tava com a minha cabeça pra esquecer um compromisso de trabalho.
Ah, já sei! . Passei a noite sonhando com ela e só podia dar nisso mesmo...
Olhei o relógio: 02:30 pm. Droga, eu tinha mesmo dormido o dia todo.
Tomei uma chuveirada em tempo recorde e vesti qualquer coisa que eu tinha pego no closet. Liguei pro táxi e depois lembrei que eu devia ter ligado pro John para pegar o telefone do hospital que a tava e, quem sabe, falar com a . Disquei o número mais rápido do que conseguia pensar.
- John? Oi, cara!
- Oi Rob!
- John, qual o telefone do quarto de hospital que a está?
- Cara, ela já teve alta e chegou em casa há pouco tempo. O Kellan já esteve aqui no prédio e até a trouxe do hospital...
- Hã? – agora fiquei surpreso – O Kellan?
- É, ele saiu daqui há uns minutos. Encontrei com ele no hall. - ouvi uma buzina lá em baixo. Devia ser o táxi.
- Ah, tudo bem. - me apressei – Então vou tentar falar com elas depois. Eu tô indo pra Nova Iorque, mas volto daqui a uns 4 dias.
- Certo. Eu aviso que você ligou. Até mais.
- Ok. Até mais. – falei enquanto fechava a porta do meu apartamento. Em segundos eu já estava entrando no táxi que me esperava na entrada do condomínio.
No caminho ao aeroporto concluí que era bom que eu não tivesse conseguido falar com a hoje. Estava tudo indo muito rápido entre a gente. Eu tinha que colocar as ideias no lugar e não agir apenas por impulsos. Apesar de que parecia inevitável ficar pensando nela e me preocupando se ela estava bem. E... isso era estranho. Não era o tipo de coisa que acontecia quando eu ficava com uma pessoa apenas uma única vez. Aliás, eu nem sou de ficar com alguém assim, logo de cara.
Mas, ao mesmo tempo, eu tinha a forte sensação de que era muito natural que eu a quisesse tanto. Mais que natural, era quase necessário. Talvez porque ela fosse diferente de todas as garotas que já conheci. Ela conseguia ser charmosa, espontânea, segura e muito linda... tudo isso ao mesmo tempo!
Também rolava uma coisa forte, quase incontrolável com a gente. Isso é muito diferente de tudo que eu já senti...
Mas, o quê que eu tô falando? Eu a conheci há pouco mais de um dia! Essa garota ta bagunçando a minha cabeça!
É... Ficar alguns dias em Nova Iorque vai ser bom. Eu preciso mesmo passar um tempo esfriando as ideias.



Capítulo 5 – O teste

’s POV

Chegamos bem cedo aos estúdios da Summit e uma fila quilométrica já estava formada. Claro! Todo mundo quer fazer parte de um filme de sucesso. Quando saímos de casa, Rachel ainda dormia, mas ela já tinha dito que iria dar um jeito de nos colocar no início dos testes. Eu protestei - minha consciência politicamente correta não me permitia tirar vantagem de ter uma amiga influente - mas fui voto vencido. John também disse que nos arrastaria para o início da fila. Não demorou muito e logo eles chegaram. Nanda, , Henrique, Nick, Rodrigo e eu preenchemos uma ficha de inscrição e fizemos fotos de corpo e de rosto. Depois disso recebemos uma plaquinha com um número indicando a nossa vez.
O teste foi simples. Tínhamos que simular um diálogo de duas linhas fazendo cara de medo. Durante a audição, os avaliadores mal olharam para minha cara, mas percebi que um deles cochichou pro outro alguma coisa sobre mim. Depois que havia encerrado, perguntei ao John sobre o que eles falavam e ele me revelou que os produtores gostaram da minha expressividade facial e da minha voz. Então, inconscientemente, senti uma sementinha de esperança de ser aprovada brotar dentro de mim.
Já era quase meio-dia quando todos nós terminamos os testes e Rachel tirou quinze minutos de intervalo para nos guiar num tour pelo prédio da Summit. No caminho, encontramos Kellan, Nikki Reed, Ashley, Jackson e Taylor conversando numa mesa no pátio interno - eles pareciam estar estudando cenas do roteiro. Porém, quando Kellan avistou , ele se desconcentrou do grupo e acenou para que nos aproximássemos.
- Ei, vocês por aqui? – Kellan perguntou com um sorriso e se dirigiu para a garota ao meu lado – Como você está?
- Estou ótima. – mantinha um sorriso iluminado no rosto enquanto os dois trocavam olhares intensos.
- Você nos deu um susto no sábado. – Taylor comentou – Ainda bem que já está melhor.
- Ela deu só um pouquinho de trabalho pro Kellan, sabe? Mas já tá pronta outra! – brinquei e todo mundo riu. Mas me deu um cutucão. Oh, sim, ela tava bem nervosinha. O vampirão conseguia mexer mesmo com minha amiga...
- Vieram passear pelos estúdios? – O mais novo amor da ... ops, quer dizer, Kellan perguntou, e foi a Rachel quem respondeu rapidamente.
- Não, eles vieram fazer testes pra figurantes.
- E como foram? - ele continuou interessado.
- Acho que fomos bem. – respondeu – Mas não tenho certeza. Nunca tínhamos feito nada assim.
- Ah! Vocês vão se sair bem. Mas, se quiserem, a gente pode subornar alguns produtores para exigir que chamem vocês. – Kellan falou de um jeito tão divertido que foi impossível não rir, mas aposto que ele teria mesmo coragem de fazer isso.
- Claro que não precisamos disso, seu bobo. – riu e deu um tapinha nele – A gente vai se dar bem.
- É, e se a gente não se der bem, sempre tem vaga de faxineiro ou de garota do cafezinho. O café da é ótimo! – Eu revirei os olhos, mas a piada do Henrique fez todos nós gargalhar, afinal, ele era um palhaço mesmo.
Ficamos conversando mais uns minutos, mas Rachel logo lembrou-se de que seu intervalo já estava acabando. Ela se despediu de nós e voltou ao trabalho. Pouco depois, Kellan começou a reclamar que iria desmaiar de fome se não comesse alguma coisa logo. Claro que nós rimos do exagero dele.
- O vampiro mais esfomeado do mundo ataca novamente! - Jackson ria alto enquanto falava, mas Kellan não deixou por menos.
- Não sou só eu que está sempre com fome. Você também ataca a comida do cenário, mas consegue se dar bem porque a Ash te acoberta!
Os dois se olharam e de repente avançaram um sobre o outro, imitando lutadores de box. Eles riam feitos duas crianças e ficavam mais animados quando ouviam os risos e provocações vindos de nós. Ashley revirou os olhos e tentou - sem sucesso - segurar o riso.
- Párem com isso seus bobos e vamos almoçar logo. Também estou faminta. - Jackson "se rendeu" e sentou-se ao lado de Ash.
Kellan riu, sentindo-se vitorioso por ganhar a brincadeira. Entretanto, em poucos segundos, ele já estava de volta ao lado da e sugeriu:
- Podemos ir ao Bella Cucina... Vocês vão também, né? - Ele a olhou com muita ternura e o sorriso largo de foi o suficiente para respondê-lo. Kellan tomou a mão dela e entrelaçou seus dedos num gesto tão gentil que a fez corar.
- Que legal! Venham todos conosco! - Ash falou empolgada - A comida de lá é incrível.
- Hum, parece bom... Iremos sim. - concordei. Ash, Taylor, Nikki e Jackson eram super divertidos e esta era uma boa oportunidade para conhecê-los melhor.
Fomos de carro até o simpático restaurante que tinha cara de bistrô italiano (Foto do restaurante). Infelizmente, Nikki não pode ir, mas garantiu que iria numa próxima vez. Henrique, Nick e Rodrigo também não foram; eles tiveram que resolver uns problemas no carro do Nick.
O almoço seguiu tão animado que parecíamos amigos de longos tempos. Ashley já tinha se enturmado com Nanda e e, em pouquíssimo tempo, nós também já estávamos conversando como amigas de infância. A afinidade foi tanta que, no dia seguinte, nos encontramos outra vez para uma tarde de compras - Evidentemente, os rapazes recusaram a nossa programação que, segundo eles, era feminina demais.
Nosso primeiro local de compras foi a Sunset Boulevard, onde havia algumas boutiques caríssimas e outras lojinhas charmosas bem mais de acordo com a realidade de universitárias. Ashley e se empolgavam com cada item em liquidação e, apesar de eu tentar me conter, consegui detonar com o limite do meu cartão de crédito (o.O) - Com certeza, não poderei comprar mais nada pelos próximos cinco anos.
Numa pausa entre uma visita a uma sapataria e compras numa loja de cosméticos, fizemos um lanche no Burger King. Ashley aproveitou para nos perguntar sobre o Brasil e questionou sobre a culinária - quis saber se era parecida com a culinária mexicana que ela simplesmente adorava.
- É tão temperada quanto – eu expliquei – mas é bem diferente da comida do México. Não há como explicar direito, só provando pra saber.
- A gente podia fazer um jantar pra vocês. – propôs e eu achei a ideia ótima.
- Boa ideia, ! Rachel e Nanda também não provaram dos meus dotes culinários ainda. – brinquei e logo revidou.
- Mas que exibida! – me deu tapinha no braço e depois suspirou – Mas admito que você cozinha bem mesmo. Ela faz um prato com peixe e frutos do mar que é de comer rezando...
No final, combinamos uma farra gastronômica na casa da Ashley para uns 15 dias depois. Ela ofereceu a casa dela que era bem maior que o nosso apêzinho e eu fiquei de preparar peixe escabeche com camarão e, de sobremesa, faria mousse de brigadeiro. Para beber, sugeri fazer caipirinhas, e Ash e Nanda concordaram muito empolgadas. Elas confessaram ter curiosidade de provar a bebida mais brasileira.
- Os rapazes vão adorar. Jackson é louco por um drinque exótico.
- Ele vai gostar sim, Ash. E podemos acrescentar mais alguns drinques com tequila ao cardápio: Margarita, Blue Lagoon... – contou nos dedos mais um monte de outras bebidas.
- Hum, já vi que vamos beber todas. – falei soltando uma risada divertida.
- Vamos mesmo. - Nanda completou - Temos que aproveitar enquanto as aulas ainda não começaram... - no mesmo fôlego, ela emendou - Ei, , você vai chamar o Rob?
Quando Nanda disse o nome dele, eu congelei. Eu não posso negar que pensava nele sempre, mas evitava criar expectativas além do normal. Agora que ela tinha comentado, percebi que o jantar seria um ótimo momento para nos vermos de novo. Meu coração já pulava feito louco no meu peito só com a chance de vê-lo. Depois minha empolgação refreou, quando lembrei que não tinha pego o telefone dele.
- Eu chamaria ele sim, Nanda, mas nem chegamos a trocar telefones no sábado, com toda aquela confusão envolvendo uma certa pessoa. – fuzilei a com os olhos - Infelizmente, eu não tenho como convidar.
- Ah, isso eu resolvo! Eu falo com ele e com o resto da galera. – Ashley disse e eu tive vontade de abraçá-la por ser a salvadora do meu dia. O entusiasmo me dominou com ainda mais força.
- Problema resolvido! – Nanda abriu um sorriso malicioso – Vai ser a oportunidade perfeita para e Rob resolverem algumas... pendências. Se é que me entendem...
Devo ter ficado vermelha, roxa, azul... porque senti minhas bochechas queimarem de tanta vergonha. - safada - deu uma risadinha e a Ash ficou meio sem entender. Mas, logo ela captou tudo, pois a Nanda fez questão de explicar o flagra que o John nos deu dando detalhes bem indiscretos. Pronto! A minha vida sexual virou piada! Ash apenas riu com a história.
- Ah! Isso explica por que ele sumiu a noite toda! – eu quis me enfiar debaixo da mesa, mas ela continuou – E agora sei também por que ele tava tão ansioso pra chegar na festa.
A vergonha sumiu instantaneamente e eu fiquei boba. Ela estava tentando me dizer que, talvez ele sentisse alguma coisa por mim?
Okay, eu sei que ela não disse isso... Mas a mínima possibilidade que se acendeu, me deixou radiante e me senti como uma adolescente apaixonada de novo. Porém, olhei em volta e percebi que elas me olhavam com cara de "Xi, essa daí tá nas nuvens!" e tratei de me conter. Mas, antes, me dei ao luxo de sonhar só mais um pouquinho, afinal era possível que, durante o jantar, Rob e eu tivéssemos a chance de resolver o que ficou inacabado...
Nossa tarde de compras chegou ao fim e depois disso nem vi o tempo passar direito. Quando percebi já era quinta-feira.
Rachel foi trabalhar cedo e nós estávamos marcando de passar na faculdade pra ver alguns cursos de verão quando o telefone tocou e Nanda atendeu.
- Alô.
- Alô... Nanda? É a Rach! A tá aí?! – ela falou quase aos gritos.
- Tá sim, Rach, algum problema?
- Não, pelo contrário... uma novidade ótima! A passou no teste de elenco!!! Ela tem que vir pra cá agora! O pessoal quer que ela faça um teste para o papel da Zafrina!
- Tá brincando, Rach?! Espera aí que ela vai agora mesmo.
Pela expressão na cara da Nanda e o olhar pasmado que ela me dava eu já tava louca de curiosidade. Depois que ela falou nós ficamos pulando feito crianças.
O teste para Zafrina foi mais complexo que o teste de figurantes. Eu tive que fazer a cena de despedida em que ela pede à Bella que leve Renesmee para visitá-la no Brasil. Fiquei um pouco insegura, mas quando fiz a cena tentei me desligar de tudo e me concentrei em me sentir na pele da Zafrina.
Pediram também pra que eu falasse alguma coisa em português para avaliar a minha dicção nas duas línguas. Confesso que deu um branco na hora - Eu não podia simplesmente dizer algo do tipo "Oi, tudo bem, vocês estão gostando do meu teste?" - De repente, lembrei do “Soneto do Amor Total” de Vinícius de Moraes e expliquei aos avaliadores que iria recitá-lo e eles me mandaram seguir em frente. Eu disse cada palavra com muita confiança, pois é o meu poema preferido. Quando terminei, Chris Weitz falou.
- Parece que temos a nossa Zafrina. – ele sorriu e estendeu a mão pra mim – Parabéns, , você foi ótima.
Estendi a mão pra ele, ainda sem acreditar em tudo. Eu só pensava: Eu ganhei mesmo o papel?! Sério?!! Eu ganhei mesmo o papel?!
Com certa dificuldade, agradeci sorrindo a ele e aos produtores que depois me encaminharam para uma reunião onde me passaram o script e a biografia da Zafrina, além de outros detalhes que eu deveria aprender para agir como a vampira. Eu observei atentamente a todas as recomendações: eu deveria aprender um pouco de capoeira para facilitar nas posturas de ataque, especialmente, porque Zafrina e Senna deveriam ser mais selvagens que os outros vampiros, “mais felinas” como eles mesmos disseram, por isso deveriam se mover num ritmo mais sensual que a capoeira ajudaria a conseguir (N/A: Me inspirei nos bastidores de Catwoman =) Hale Berry treinou capoeira pro filme!). Marcamos o início das aulas pro outro dia e eu tinha duas semanas pra me preparar antes da viagem a Vancouver. Além disso, eu também teria que iniciar os ensaios com o resto do elenco e fazer provas de roupas, cabelo e maquiagem.
Quando a reunião acabou Rachel e John me esperavam, loucos de ansiedade, e assim que me viram, correram para me abraçar. Claro que eles já estavam por dentro de tudo.
- E você nem tava acreditando que ia se sair bem nos testes, né? – Rachel riu e me deu um beliscão leve no meu braço.
- É tudo muito surreal. Ainda tô meio zonza com tudo... mas tô imensamente feliz.
- Nós temos que comemorar, ! Já chamei todo mundo! Nós vamos ao Boardwalk 11. Lá é ótimo! – John estava muito animado... na verdade, todos nós estávamos! E eu queria muito comemorar com todos eles. Então, combinamos o horário de nos encontrarmos e depois fui pra casa. Eu ria pro vento de tão feliz.
Quando cheguei ao apartamento, Nanda e já sabiam de tudo. A Rachel já havia telefonado contando e elas estavam quicando de felicidade. Poucas horas depois, começamos a nos arrumar pra noite de comemoração. insistiu em fazer a minha make - ela era bem melhor nisso do que eu - e caprichou com sombra preta e delineador. Ficou lindo! Já a Nanda insistiu pra que eu usasse um vestido tomara-que-caia justíssimo no busto, uma das peças mais sexy do meu guarda-roupa. Eu estranhei essa paparicação toda, mas não questionei. Elas disseram que eu precisava celebrar em grande estilo.
Chegamos ao Boardwalk 11 Karaoke Bar, um dos mais famosos night clubs de Los Angeles (N/a: Sorry! Não achei fotos decentes do local), e logo de cara me empolguei com a atmosfera dançante. Entramos e vi que havia umas três mesas com um grupo grande de pessoas. Eles gritaram assim que nos viram. Estavam todos lá: Kellan, Jackson, Ashley, Taylor, Nikki, John, Henrique, Nick e Rodrigo.
Eu sabia que Rob não estaria com eles, John já tinha me dito que ele estava em Nova Iorque. Mas... meu coração ainda nutria uma esperança boba de vê-lo ali, sabe? Queria que ele também estivesse lá, comemorando comigo. Apesar da falta que senti dele, não fiquei triste. Eu estava muito feliz por poder celebrar essa conquista inesperada com meus amigos. Afinal, não é todo dia que você é chamado para fazer um filme, não é mesmo?
Ashley foi a primeira a me abraçar, dizendo que tava muito contente que trabalharíamos juntas, e cochichou pra mim:
- Eu tenho uma surpresa pra você... Mas você vai ter que esperar um pouquinho porque ainda não tá pronto.
- Surpresa? Ah não, Ash! Sou curiosa demais para esperar alguma coisa. Pode me contar já!
Ela sacudiu a cabeça negativamente enquanto ria.
- Não, senhora. Você vai ter que esperar pra ver. - e vi que ela piscou na direção de Nanda, e Rachel. Ah! Então todas elas estão conspirando contra mim?! Estretei os olhos em ameaça, mas elas apenas ignoraram e riram.
Antes que eu pudesse reclamar, Kellan me interrompeu oferecendo uma dose de tequila e eu terminei esquecendo da tal surpresa. Já estávamos na terceira rodada de drinks quando a propôs:
- Ei, você devia subir lá e cantar. Você canta super bem!
- Ah, não mesmo. Não tomei tequila suficiente pra isso! Além do mais, ir pro palco depois de ver o Jackson cantar é covardia! Vou ser humilhada!
- Sem essa, ! Vai lá. – Jackson atiçou e todos começaram um coro de “Can-ta! Can-ta!”. tentava me expulsar da cadeira, e então Kellan puxou meu braço.
- Vai logo, ! Tem que cantar e dançar!
- Dançar?! – eu estava chocada. Eles queriam mesmo me fazer pagar mico!
- Claro! Tem que ser performance completa!
Entornei outro copinho de tequila e me enchi de coragem.
- Tá bom! Vocês querem me ver pagando mico, né? Então você vai sofrer junto comigo!
A galera gargalhava e gritava enquanto eu arrastava Kellan pro palco. Pra sacanear, escolhi cantar Bette Davis Eyes e disse que ele tinha que imitar a performance da Gwyneth Paltrow no filme Duets. Ele tava hilário dançando e rebolando enquanto eu cantava. O bar inteiro gritava, ria e cantava junto.
Eu adorava essa música e sabia cantá-la direitinho. Como eu tinha algumas doses de tequila nas veias, eu estava bem solta, e já dançava no ritmo da música. Ouvi uns “Uhuuuhs” da galera, mas não liguei, apesar de saber que o jeito de dançar brasileiro podia ser um pouquinho ousado pros americanos. A verdade é que eu estava me divertindo muito.
O nosso “show” acabou e Kellan riu alto.
- Você arrasou, ! Depois vai cantar de novo!!
- No way, Kellan. Já fiz meu show de hoje.
Caminhamos até nossa mesa e quando chegamos, Ashley e me olhavam com olhos brilhando de empolgação. Elas desviaram o olhar para o lado e eu, instintivamente, virei meu rosto para observar o que elas fitavam. Foi quando vi um homem vindo na minha direção.
Por um segundo - eu juro - senti meu coração parar de bater.
Meu Deus. Era ele.

Rob’s POV

- Você tava linda lá em cima. – sussurrei no ouvido da enquanto agarrava sua cintura. Ela estremeceu com o meu toque e a apertei mais. Ela me deu um sorriso lindo e olhou nos meus olhos.
- Achei que você estava em Nova Iorque.
- Cheguei há algumas horas. Ashley me avisou da comemoração e ainda bem que eu vim há tempo de te ver cantar no palco. Você estava simplesmente linda e... sexy. – Eu sorri cheio de malícia. A visão da se movimentando com a batida da música era extremamente excitante. Ela riu meio tímida.
- Então, já sabe que seremos colegas de trabalho?
- Sei, e estou muito contente que vamos nos ver mais. – respondi com muita sinceridade. Durante os dias que estive em Nova Iorque, eu tinha resolvido que iria investir em nós. Eu queria ela comigo.
colocou a mão na lateral do meu rosto e senti minha pele se aquecer com o toque suave dos seus dedos. Ela provocava reações absurdas em mim.
- Isso é bom. – ela respondeu com ternura – Eu também quero te ver mais.
Depois de ouvir isso a vontade de tê-la pra mim se tornou gigantesca. Finalmente, puxei o rosto dela para um beijo que eu desejava desde a última vez que nos vimos. Ela se agarrou em mim retribuindo o beijo com voracidade. Deslizei minhas mãos pela cintura dela fazendo carinho nas suas costas. Ela colocou os dedos no meu cabelo e me puxou mais para enterrar sua língua doce e quente entre meus lábios... Ouvi alguém pigarrear. se afastou e me olhou um pouco envergonhada.
- Desculpe, esqueci que estamos em público. – ela sussurrou pra mim e sorriu.
- Eu deveria me desculpar também, mas não vou. Eu queria mesmo te beijar assim. – ela riu maliciosa e me deu um selinho.
Mas, admito, ela estava certa. Nós estávamos mesmo em público e se continuássemos assim podíamos ser expulsos do bar por atentado ao pudor. Resolvemos nos sentar com os outros, bebendo e conversando alto. Uma vez ou outra, eu a puxava e beijava seu pescoço, ela me beijava profundamente e roçava o corpo de leve no meu. A cada toque ficava cada vez mais difícil resistir ao impulso de atacá-la ali mesmo. Ela também parecia se sentir assim e eu sabia disso quando ouvia sua respiração entrecortada ao final de cada beijo. De repente, ela se levantou e puxou minha mão.
- Vem, vamos dançar.
As apresentações de Karaokê haviam encerrado e um DJ tocava músicas dançantes. me levou para um canto mais afastado e começou a dançar com os braços enroscados no meu pescoço, enquanto eu abraçava sua cintura. Ela fazia movimentos de quadris muito sensuais e perfeitamente sincronizados com a música, jogava os cabelos pra trás e me olhava com desejo. Eu apreciava cada detalhe e nos momentos em que eu não agüentava apenas olhá-la dançando de forma tão provocante pra mim, eu a agarrava para beijá-la e ela se entregava me abraçando mais apertado e retribuindo o beijo de um jeito enlouquecedor. Depois se afastava e sorria, voltando a dançar de forma tentadora.
Ela era má comigo. E eu, pelo jeito, sou masoquista, porque eu tava gostando muito daquilo. Muito mesmo.
Não sei quanto tempo ficamos nessa brincadeira, mas meu corpo já incendiava com o desejo de possuí-la. No meio de um dos beijos, nos empolgamos demais e ela já estava passando a mão por dentro da minha camisa e eu beijava seu pescoço e as curvas do seu colo. Eu me sentia latejando debaixo das calças jeans. A vontade era tanta que eu pensei em arrastá-la para uma das cabines do banheiro, ou para qualquer outro lugar - não interessava onde fosse, eu queria ela de qualquer jeito. Mas alguém nos interrompeu.
- Por favor... senhor e senhorita. Devo lhes alertar que este comportamento não é aceitável aqui.
- Claro... - falei meio constrangido - nos desculpe. Não vai se repetir.
ficou muito envergonhada e baixou o rosto, ao mesmo tempo que sussurrou um “Desculpe” para o funcionário do bar. Depois que ele se virou e saiu, eu levantei seu queixo com um dedo e falei com um sorriso.
- Vamos acabar sendo presos e a culpa é sua por me fazer ficar tão louco.
- Você também não me ajuda me beijando desse jeito. – ela brincou e me deu um selinho. Criei coragem e perguntei.
- O que você acha de sairmos daqui?
- Eu acho bom. – ela riu e depois segredou - Não quero ser presa e extraditada agora.
Eu sorri. Até o senso de humor dela era perfeito. Em seguida, a beijei com muito carinho e fomos até a mesa onde nossos amigos estavam. Nos despedimos deles e seguimos para a porta do bar.

’s POV

Quando me despedi da Ashley, ela finalmente perguntou no meu ouvido se eu havia gostado da surpresa.
- Claro que gostei! Você é incrível, Ash. Fico te devendo uma.
- Vou cobrar, hein? – ela riu e eu pisquei pra ela, antes de Rob e eu andarmos de mãos dadas em direção à saída.
Quando o segurança do bar abriu a porta para nós, o vento gelado da madrugada me atingiu e me fez tremer. Rob passou o braço sobre o meu ombro, me puxando protetoramente pra junto do seu corpo. Oh Deus, por um instante, me senti no céu. Ele beijou o alto da minha cabeça enquanto caminhávamos até a calçada.
Depois, foi tudo muito rápido. Num segundo tudo era perfeito e, no outro, eu estava assustada demais com um homem correndo em nossa direção. Senti o braço de Rob se afastar de mim e então outros homens corriam até nós. Flashes e mais flashes estouravam sobre a gente. Havia um monte de paparazzis em cima de nós, se acotovelando, e um deles falou com a câmera apontada pra mim.
- Quem é a garota, Rob?
- Fiquem juntinhos para gente fazer uma foto... – ouvi outro falar.
- Por favor, nos deixem passar. – Rob estava exaltado, mas eles continuavam.
- É a sua nova namorada, Rob? Ei, garota, qual o seu nome? - um deles quase pulou em cima de mim.
- Afaste-se dela! - Rob berrou pra ele.
Seguranças do bar surgiram e tentavam conter o tumulto de fotógrafos na calçada. Rob agarrou minha cintura e, praticamente, me carregou, enquanto corria até o carro. Ele abriu a porta do BMW pra mim e foi sentar-se no banco do motorista. Ligou o carro e saiu sem dizer uma palavra. Eu fiquei em silêncio também, meio apavorada com o que tinha acontecido. A maneira como os paparazzis nos abordaram tinha sido muito agressiva. Se eu não tivesse visto as máquinas fotográficas nas mãos deles, eu poderia jurar que eles eram assaltantes.
Depois de uns minutos, Rob finalmente falou.
- Vou te deixar em casa, . Tenho certeza que alguns deles vão nos seguir pra ver se entraremos juntos em algum lugar. – olhei pra ele enquanto falava. Ele olhava pra escuridão na rua e tinha uma expressão dura no rosto. As mãos apertavam o volante com força.
- Tudo bem. – foi tudo que conseguir dizer. Ele olhou pra mim e parecia preocupado.
- Você tá bem? , você tá meio pálida.
- Não, eu tô bem. Só me assustei com o jeito como eles chegaram até nós. – ele pegou minha mão.
- Me desculpe por você passar por isso. - soltou um longo suspiro - Eu sei que é assustador e eu acho que nunca vou me acostumar com isso também.
Doeu muito ouvi-lo falar assim, com tanto sofrimento na voz. Então, apertei a mão dele na tentativa de confortá-lo.
- Não precisa se desculpar, Rob. Não foi culpa sua. Eu entendo que isso acontece. - ele ergueu a minha mão até os lábios e deu um beijinho.
Depois disso relaxamos, e logo o incidente com os fotógrafos foi esquecido. Em pouco tempo chegamos ao meu endereço.
- É aqui. - apontei para o prédio e ele estacionou diante da entrada.
- Hum, agora sei onde a senhorita mora. - arqueou uma sombracelha e me deu um sorriso divertido - Falta só saber o número do seu telefone.
- Ah! Isso é fácil de resolver! - brinquei - Mas vou querer o seu número também... Sabe como é, para fazermos uma troca justa. - a minha resposta fez ele rir. Ele tirou o celular do bolso e registrou meu número ao mesmo tempo que gravei o telefone dele no meu aparelho. Eu ainda digitava o nome dele quando ele sussurrou.
- Agora estamos quase quites...
Ele se aproximou lentamente e fitou meus lábios, esperando que eu me movesse. Eu me movi devagar, mas parei diante do seu rosto, absorvendo o calor do hálito dele na minha pele. Fechei os olhos, e aproveitei o momento de desejo que nós dois sentíamos pra causar um pouquinho mais de expectativa nele. Passei a língua nos meus lábios levemente e ele fechou a distância entre nós, com um beijo doce e gentil. Logo, ele pousou a mão direita na lateral do meu rosto, me puxando mais, enquanto nossos lábios começaram a se movimentar com mais vigor. Um calor subiu pelo meu corpo e eu já estava a ponto de agarrá-lo, mas fui surpreendida quando nossos lábios se separaram cedo demais.
- Hum... ... talvez... seja melhor você entrar. - a voz dele era apenas um sussurro no meio da respiração pesada.
- Algum problema? - tô confusa, ele não tá achando bom?!
- Pode ser perigoso continuarmos isso aqui.
Imediatamente, me lembrei do que ele disse antes sobre ter alguém nos vigiando.
- Ah, certo... Não queremos paparazzis nos surpreendendo outra vez, né?
- Sim. - ele riu - Chegas de sustos por hoje.
- Okay...
Eu já estava me preparando pra me despedir e sair do carro - meio frustrada, confesso - quando ele pegou minha mão.
- ... Eh... Podemos sair para jantar amanhã? Sem fotógrafos ou funcionários de bares nos interrompendo. - ele estava muito fofo falando meio sem jeito.
- Claro, Rob. - respondi com uma voz doce - Podemos sim. Vai ser bom não sermos interrompidos pelo menos uma vez.
- Eu passo pra te pegar amanhã, às sete. - me deu um sorriso enorme e lindo - Tudo bem?
- Sim, tá ótimo... - antes que eu sentisse uma vontade incontrolável de agarrá-lo outra vez, completei - bom, vou entrar. Boa noite, Rob.
- Boa noite, .
Entrei no apartamento me sentindo nas nuvens. Só conseguia pensar que iríamos no ver outra vez no dia seguinte.
Tomei um banho quente, me joguei na cama e fiquei olhando o teto, enquanto pensava nos outros encontros que nós tivemos. E...Nossa! Todas às vezes foram sempre movidas a emoções avassaladoras que eu sequer sabia que existiam. Entretanto, desta vez, além do desejo, houve também momentos muito carinhosos e... ele ainda me chamou pra sair, num encontro de verdade.
Oh, Deus! As palpitações no meu peito me diziam que eu estava me envolvendo rápido demais. Tá, eu sabia que tudo estava acontecendo de forma tão meteórica, que chegava a ser assustador... mas, ao mesmo tempo, eu sentia como se fosse tão... certo.
Quem liga se eu estou me apaixonando rápido demais?! Eu queria mesmo viver mais de tudo aquilo, queria sentir cada uma daquelas sensações que eu nunca havia sentido com tanta intensidade.
É meio inconsequente, eu sei... mas a vida tá aí pra gente vivê-la. E agora não tenho mais medo de sofrer. Eu vi nos olhos dele e na forma como ele tentou me proteger dos fotógrafos malucos que ele também sente algo especial por mim.
Amanhã. Amanhã vai ser especial pra nós dois. Vamos ter finalmente um encontro só nosso!
Recostei minha cabeça no travesseiro e rezei pra que a noite voasse para chegar o momento de encontrá-lo de novo.


Capítulo 6 – Intensas emoções

’s POV

O dia começou com minha nova rotina para interpretar a Zafrina no cinema. Conforme havia marcado com a produção, cheguei ao prédio da Summit e fui apresentada ao preparador físico, Chad. Nós seguimos para a academia onde treinarei nas próximas semanas.
O primeiro treino correu sem grandes esforços: passei o dia praticando algumas posturas e uns movimentos coreografados. Às 4 horas da tarde, eu já estava de volta ao apartamento, onde Nanda e me esperavam loucas pelas novidades do meu primeiro dia de trabalho. Eu ri da cara desapontada delas quando contei o meu dia nada glamouroso.
A única coisa que me deixou tensa foi quando me disse que viu na internet fotos minhas e de Rob, saindo juntos do karaoke bar. Pensei logo no problema que isso poderia trazer pra ele.
- Não se preocupe, . O site não dizia nada sobre vocês estarem realmente juntos. Não vai ter problema.
Rachel chegou pouco tempo depois e também me tranqüilizou.
- , a essa altura eles pensam que aquilo não era nada além um encontro de colegas de trabalho. Rob sabe lidar bem com isso e tudo vai ser esquecido antes que você perceba. - assenti e resolvi esquecer isso, eu estava me estressando à toa. Fui para o quarto e meus pensamentos se voltaram para o jantar com o Rob.
Parecia loucura dizer isso, mas eu senti um friozinho na barriga. Isso porque o jantar seria totalmente diferente dos outros momentos que tivemos. Desta vez teríamos um encontro de verdade e eu sabia que podia ser “A nossa noite”.
Sim, eu tinha que estar perfeita, mas é meio difícil conseguir isso quando o seu parâmetro de perfeição estará ao seu lado a noite toda.
Agora que insegurança embaralhou minha cabeça, eu já não fazia ideia de como ficar bonita para a ocasião. Sentei na cama e mordi um lábio.
"Um vestido leve vai cair bem", pensei.
Mas a dúvida persistia e então cometi a besteira de pedir a opinião das minhas amigas - Se eu tava nervosa antes, agora eu ficaria apavorada.
", use aquele verde que é mais sexy!"
"Não, o pretinho é mais elegante..."
"Nada disso! Você vai usar este aqui que tem cara de jantar romântico".
Tantos palpites diferentes estavam me enlouquecendo! Não vou nem mencionar os comentários sobre o tipo de lingerie que eu deveria usar... (o.O)

Duas horas e 7 vestidos depois, o eleito: o vestido vermelho vinho com decote em V e alguns babadinhos que tem um ar lovely-chic, como a o descreveu (Foto do vestido ). Para compor o visual, resolvi usar o cabelo preso num coque desleixado com alguns fios ondulados caindo sobre os ombros. E também não pesei na maquiagem: apenas uma sombra perolada, rímel preto, blush e batom cor de pêssego.
Fiquei pronta com alguns minutos de sobra e coloquei uma música no pequeno som portátil. Parei em frente à janela do meu quarto, admirando a noite linda que fazia. (N/A: Deixe tocar uma música romântica da sua preferência, mas eu sugiro esta.)
A lua ainda não estava visível, mas o céu sem nuvens tinha um azul profundo que se fundia no horizonte com os tons alaranjados do entardecer - Uma noite realmente linda.
A visão aquietou um pouco a minha ansiedade.
Não demorou muito e o som da campainha me despertou. Nem me dei ao trabalho de desligar o aparelho de som – qualquer uma das garotas podia fazer isso depois - e fui até a sala, empolgada demais para ir num ritmo normal e sem me importar com as minhas sandálias de salto alto muito delicadas. Com a mão pousada sobre a maçaneta, inspirei profundamente mais uma vez; abri a porta e lá estava ele com o sorriso mais deslumbrante que eu já tinha visto. Sorri de volta, me sentindo entorpecida.
Como ele consegue ficar mais lindo cada vez que eu o vejo, meu Deus?
Não sei quantos segundos se passaram enquanto nos olhávamos, até que ele finalmente falou.
- Oi.
- Oi. – respondi encabulada, porque agora as orbes azuis percorriam todo meu corpo. Depois, ele parou nos meus olhos, ostentando um meio sorriso que me deixou sem ar.
- Você está maravilhosa.
Eu apenas ri, meio boba, e me aproximei devagar para beijar sua boca irresistível. Mas fui interrompida por risadinhas que vinham detrás de mim. Me virei e vi três bisbilhoteiras nos assistindo como se fôssemos parte de algum filme de romance.
Soltei o ar num suspiro meio bravo e me virei para o Rob novamente.
- É melhor nós irmos ou estas bobas vão ficar nos espionando por não terem nada melhor o que fazer. - ele soltou uma risada baixa, passou os dedos no cabelo e acenou pra elas.
Saímos do apartamento logo em seguida, mas ainda pude ouvir algumas risadas e um comentário do tipo “Eles ficam tão lindos juntos”. Revirei os olhos, rindo daquilo. Rob riu também e se aproximou.
- , acho que as garotas interromperam algo que você queria me dizer. - ele tinha um leve toque de malícia nas palavras.
- Hum, sabe, não era exatamente algo pra te dizer, era mais algo que eu queria te mostrar... – e me aproximei para um iniciar o beijo que aqueceu todo o meu corpo.
Senti uma corrente elétrica me percorrer inteira, despertando uma necessidade voraz de tê-lo pra mim. Nos agarramos sem pudor nenhum e depois de alguns maravilhosos segundos, nós nos afastamos, rindo um para o outro, enquanto descíamos as escadas do prédio.
Depois que entramos no carro, eu não resistir à curiosidade de perguntar.
- Aonde iremos jantar?
- Em um lugar que eu gosto muito. – ele disse simplesmente.
- Isso não diz muita coisa, Rob. - estreitei os olhos - Me conte. – ele riu da minha cara impaciente.
- Não vou contar, Senhorita Curiosa. É uma surpresa. Só posso dizer que você vai gostar. - suspirei alto e ri, pensando que se era uma surpresa boa, eu podia ficar quietinha e esperar.
Conversamos um monte de outras coisas durante o trajeto, e aos poucos percebi que estávamos próximos de Hollywood Hills. Era impossível não reconhecer a agitação daquelas ruas.
- Vamos jantar na Summit? – brinquei.
- Claro que não, . - ele riu - Só mais um pouco e você saberá.
Rob dirigiu por mais algumas ruas e entrou numa estradinha que dava para uma construção iluminada, em meio a muitas árvores, e que se destacava na paisagem montanhosa de Hollywood. Enquanto o carro se aproximava, eu observava mais atentamente aquele lugar que parecia ter saído de um filme de época japonês. Meus olhos se arregalaram com a beleza do lugar.
- Chegamos. – o carro parou diante da construção com arquitetura japonesa. Era lindo demais.
- Vamos jantar aqui? – perguntei admirada. O local tava mais para um palácio japonês do que para um restaurante!
- Sim. Este é o Magic Castle e eles têm um restaurante de comida japonesa muito bom, o Yamashiro. Você gosta?
- Oh, sim, adoro comida japonesa. E gosto mais ainda do local... É tão lindo que parece um cenário de filme!
- É inspirado num palácio japonês. – ele sorriu e estendeu a mão pra mim – Vem, vamos entrar pra você ver melhor.
O interior da construção era ainda mais bonito e inteiramente ornamentado como os mais lindos palácios orientais deviam ser. A recepcionista confirmou nossas reservas para o Japanese Garden Court e um garçom nos conduziu até nossa mesa. Sentamos numa das mesas da varanda de um grande jardim oriental repleto de fontes luminosas, caminhos de pedras e lanternas japonesas. Eu estava fascinada com aquele ambiente mágico. (Foto do restaurante japonês)
- Esse lugar é um sonho...
- Que bom que gostou. Nós merecíamos um encontro especial depois de tantos encontros pela metade. – soltou uma risada divertida – Mas, se prepare... Ainda tem mais.
- Mais?! O que mais eu posso esperar depois de tudo isso? – eu sabia o que esperar, mas não tinha cara-de-pau suficiente para dizer.
- Hum... você verá. – ele fez um carinho na minha mão enquanto entrelaçava nossos dedos.

Conversamos agradavelmente enquanto esperávamos o jantar. Entre um tema e outro, ele disparou.
- , você recitou um poema durante seu teste pro filme? – Hã? Quase engasguei com um gole de vinho.
- Rob, como você soube disso?! – ele deu de ombros e falou com a maior naturalidade do mundo.
- John me contou. Ele disse que isso foi decisivo pra que o Chris te escolhesse. Então, pensei que devia ser um poema muito bom.
- É... é um poema lindo. Eles me pediram que eu dissesse alguma coisa em português e foi a única coisa que eu consegui pensar na hora.
- Recita pra mim. – ele pediu com um sorriso.
- Oh, não, Rob. É muito constrangedor.
- Por favor, . Recita pra mim. – ele pediu fazendo uma carinha tão fofa que eu não consegui resistir.
- Ah... tá bom. Mas não vá rir, hein. – ele ainda esboçou um riso, mas se recompôs quando o repreendi.
Mordi o lábio e respirei fundo.
Eu sabia que o Soneto do Amor Total é cheio de sentimentos intensos demais para ser dito assim, do nada. Tudo bem que muitos dos sentimentos que o poema dizia eu já sentia por ele, mas ele não precisava saber disso agora. Depois me dei conta que ele não vai entender nenhuma palavra mesmo.
Reuni coragem e olhei diretamente nos olhos dele.

“Amo-te tanto, meu amor... não cante
o humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
e te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
de um amor sem mistério e sem virtude
com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
é que um dia em teu corpo de repente
hei de morrer de amar mais do que pude.”


Rob continuou me fitando por alguns segundos que mais pareciam uma eternidade. Não soube identificar se o olhar dele continha admiração ou surpresa... mas, pode ter certeza que eu daria um dedinho meu para saber o que ele estava pensando.
Por fim, ele disse suavemente.
- Agora traduz pra mim.
- Oh, não mesmo. Eu disse apenas que ia recitar.
- Por favor, .
- Eu não conseguiria traduzir adequadamente... - tentei justificar.
- Então apenas me diz do que se trata. – ele insistiu e me olhava tão intenso que não dava para recusar o pedido.
Sério, tô começando a achar que ele sabe o quanto ele tem poder sobre mim.
- Okay, você venceu...
Ele sorriu e eu me concentrei em achar as palavras certas.
- Acho que o poema fala de amor, de paixão. Fala de quando se ama alguém de várias maneiras muito intensas... Fala de quando se ama alguém por completo.
Ele pegou minha mão e acariciou cada um dos dedos.
- Você falou expressando tanto sentimento, . Se você fez assim durante o teste, o papel só poderia mesmo ser seu.
- Okay, agora você conseguiu me deixar sem graça... mas, obrigada. Vindo de você o elogio é ainda melhor. – e delicadamente me estiquei para beijá-lo. Acho que ele não tinha idéia que minha motivação para recitar estava bem diante de mim.
Continuamos conversando e nos divertimos muito com as histórias um do outro. Foi impressionante como descobrimos tantas coisas em comum.
Também tivemos alguns poucos momentos de silêncio que foram perfeitamente preenchidos com olhares e toques carinhosos.

O jantar foi perfeito e a comida estava deliciosa. Depois que Rob pediu a conta ao garçom, eu me retirei por dois minutinhos da mesa para retocar a maquiagem e, quando voltei, ele estava no meio de um telefonema que foi bruscamente encerrado assim que me aproximei. Admito que estranhei, porque ele já tinha atendido outros dois telefonemas durante o jantar e pareceu muito confortável em conversar com quem quer que fosse na minha presença. Mas, apesar da reação dele, não me preocupei. Eu estava mais ansiosa pelo que viria a seguir.
- Podemos ir, bela senhorita? - perguntou com uma voz elegante e divertida que me fez sorrir instanteneamente.
- Claro, gentil cavalheiro. - então ele estendeu a mão para me conduzir até o carro.
Rob dirigiu até um condomínio residencial e estacionou em uma vaga da garagem subterrânea. Só então me perguntou.
- Quer conhecer meu apartamento?
- Me deixa pensar... – fiz uma falsa cara de dúvida e ele riu - A segunda parte da minha surpresa está lá? (N/a: lembram-se que ele disse que tinha mais? =P)
- Está sim.
- Então, claro que quero conhecer.
Ele abriu a porta do carro pra mim e andamos até o elevador. Paramos diante da porta do apartamento e ele abriu devagar revelando uma linda sala iluminada apenas por velas perfumadas. Quando entramos, senti o aroma doce das rosas vermelhas que estavam por todos os lados.
- Oh, Rob! Está tudo tão lindo! - eu estava boquiaberta - Quando você arrumou tudo isto?
- Esta tarde, mas pedi agora pouco para que acendessem as velas. – Ah! A razão do telefonema estranho – Então, o que você achou?
Parei por dois segundos.
Ele tinha me levado pra jantar no lugar mais incrível que já conheci e ainda preparou para nós o ambiente mais romântico que eu já havia visto na vida! Meu Deus! Isso tudo é real?! - eu não podia estar mais encantada.
Numa fração de segundo, saltei sobre ele e colei meus lábios na sua boca. Ele se surpreendeu com meu movimento, mas depois senti o susto dele se desfazer em alegria. Seus braços escorregarem pela minha cintura me envolvendo com muito carinho. Sussurrei ainda de olhos fechados.
- Acho que estou tendo a noite mais perfeita da minha vida. Se eu estiver sonhando, por favor, não me acorde. – ele tocou meu rosto ternamente. Abri minhas pálpebras devagar e nossos olhos se encontraram.
- Então, nós dois estamos sonhando, porque esta também é a noite mais incrível da minha vida. – ele segredou e nos beijamos de uma forma tão carinhosa como nunca havíamos feito.
Rob me colocou nos braços e me levou até o quarto. Não pude deixar de me maravilhar com o cuidado que ele teve ao preparar tudo: A imensa cama tinha muitas pétalas de rosas sobre a colcha clara e havia muito mais velas e rosas vermelhas do que eu tinha visto na sala.
Ele me colocou sentada na cama, livrou-se do paletó, e ligou um aparelho de som que estava sobre um móvel enorme e cheio de CDs. A melodia delicada envolveu o cenário deixando-o ainda mais mágico. Sorri ao perceber que era a mesma música que ouvi enquanto o esperava esta noite. Ele notou meu sorriso bobo.
- O que foi?
- É incrível... – me olhou curioso – Eu estava ouvindo exatamente essa música um pouco antes de você me pegar em casa.
Ele abriu um meio sorriso que me derretia inteira.
- Esta pode ser a nossa música, se você concordar.
- Sim, é perfeita. Como cada segundo desta noite está sendo completamente perfeito. - admiti.
- Tudo tem que estar perfeito na noite em que você finalmente será minha.
As palavras dele me encheram de alegria. Era magnífico poder finalmente viver aquilo.
Levei a minha mão até a bochecha dele, fazendo um carinho, e ele fechou os olhos. Tentei expressar a maior verdade que eu sentia.
- Rob, eu já sou sua.
Nesse momento, os olhos dele se abriram e permaneceram uns segundos apenas me fitando. As íris de azul-perfeito cintilavam mais do que nunca.
- , eu estou completamente apaixonado por você.
Uma avalanche de sentimentos me inundou e eu sufoquei.
Me forcei a me mexer e a única coisa que fiz foi beijá-lo de uma forma tão desesperada que parecia que a minha vida dependia disso. Depois me afastei de seus lábios apenas o suficiente para responder.
- Também estou totalmente apaixonada por você, Robert.

Rob’s POV

Ouvir a declaração da me trouxe a maior certeza que poderia existir: Ela era minha e eu era dela.
- Minha . – murmurei e a puxei para outro beijo sufocante.
Eu já a amava de uma forma tão intensa que parecia humanamente impossível e eu precisava me saciar no seu corpo lindo.
Com nossos lábios ainda envolvidos, deslizei minhas mãos nas regiões onde o vestido revelava a sua pele macia. Ela arqueou as costas com meu toque e me beijou mais profundamente, movimentando a sua língua junto com a minha. Ela tinha um sabor adocicado e viciante que me fazia querer beijá-la até quase sufocarmos, mas eu também necessitava experimentar o sabor de cada parte do corpo dela. Me livrei do meus sapatos e meias, e retirei suas sandálias de salto alto, apreciando a visão de suas pernas longas e torneadas. Ergui o olhar para seu rosto e seus olhos me encaravam sedutoramente, enquanto soltava os cabelos. Fiquei enfeitiçado com a visão das ondas suaves caindo sobre os seus ombros e costas.
Num ímpeto, coloquei-a deitada na cama e fiquei sobre seu corpo, beijando o pescoço e descendo lentamente pela curva entre os seios, ao mesmo tempo em que eu ia deslizando as minhas mãos nas suas coxas. Posicionei as minhas mãos na lateral do seu corpo e fui subindo o vestido, até que finalmente o atirei no chão.
usava um conjunto de sutiã e calcinha de renda preta que a deixavam mais surpreendentemente linda. Parei um segundo para admirar a perfeição do corpo dela e... Oh! Como ela é linda!
No início da noite, quando ela abriu a porta para me receber, eu praticamente babei ao vê-la usando aquele vestido vermelho, mas, vê-la assim, totalmente entregue a mim, era indescritível.
Beijei sua boca mais uma vez e mordi levemente o lábio inferior. Ela ofegou e eu ri, voltando a beijar seu pescoço e o volume dos seios. Passei um tempo ali, brincando e acariciando cada centímetro dos seios lindos que ela tinha. Ela me agarrava com força, me incentivando a continuar.
Desci para beijar a sua barriga, passando a língua pelo umbigo e deslizei até onde começava a calcinha. Beijei o seu sexo ainda por cima do tecido e ela se contorceu num gemido.
- Rob... – sussurrou ofegante.
Ver aquela boca linda me chamar com tanto prazer me deixou louco e senti “meu amigo” pulsar de tanto tesão. Ela também sentiu e, com um movimento rápido, virou o corpo, se colocando por cima de mim. Começou a retribuir os carinhos que eu tinha feito. Os lábios dela passearam pelo meu maxilar, queixo e pescoço, distribuindo beijos e mordidinhas leves. Ela lambeu o lóbulo da orelha e mordeu.
- Aaaahh, ... - soltei um gemido baixo.
Os dedos ágeis dela começaram a abrir os botões da minha camisa e me ergui um pouco para ajudá-la a tirar minha roupa. Ela pousou os lábios úmidos na minha pele, ao mesmo tempo em que percorria os dedos por toda a extensão do meu peito. A minha respiração falhava a cada beijo. Sua boca fez o caminho para baixo, descendo vagarosamente pela minha barriga, e eu estremeci quando ela começou a abrir a fivela do cinto e o botão da calça. Me senti enrijecer mais com o toque preciso das mãos dela ao puxar o zíper. Ergui o meu quadril e ela praticamente arrancou minha calça, arremessando a peça em qualquer lugar. Não resisti e a ataquei já quase explodindo de tanta vontade de possuí-la. Coloquei as mãos nas suas costas para abrir o sutiã e a virei para colocá-la deitada na cama. Segurei suas mãos acima da cabeça, para torturá-la um pouco mais com as minhas carícias. As pernas dela me enlaçaram – Ela queria ser torturada. Eu beijei um dos seios, lambendo a auréola. Suguei gentilmente, saboreando o gosto inigualável de sua pele. gemia alto e aquilo era música para os meus ouvidos. Dediquei os mesmos carinhos no outro seio e mordisquei levemente o mamilo rígido. Ela arfou como se tivesse ficado sem ar.
- Oh... Rob... você... tá... me... matando... – ela falou com a respiração entrecortada.
Tinha chegado o nosso momento.
Arranquei a calcinha dela e me livrei da minha boxer. Abri a gaveta do móvel ao lado da cama, peguei uma camisinha e coloquei. Alcancei seu rosto e ela me beijou apaixonadamente enquanto eu me posicionava dentro dela. A primeira investida foi lenta e profunda, depois os movimentos se aceleraram se tornando muito mais fortes.
Eu a sentia por inteiro, como se ela fosse uma parte de mim que faltava. Eu sentia o movimento cadenciado do seu quadril pra se encaixar mais profundamente no meu, sentia o deslizar de suas mãos nas minhas costas e o roçar leve dos seus seios no meu peito. Cada sensação era única e juntas se tornavam um turbilhão de prazer que só aumentava mais e mais.
Ela fechou os olhos enquanto gemia cada vez mais alto.
Segurei seu rosto com a minha mão e sussurrei.
- , amor, abra os olhos. - ela obedeceu e sustentou o olhar no meu - Fique comigo.
Ela segurou-se com uma das mãos no meu braço e a outra nos meus cabelos.
Em poucos segundos, nossos corpos arquearam com o último movimento que nos fez explodir num orgasmo simultâneo e maravilhoso.
Me deixei relaxar sobre o seu corpo, sentindo pequenos espasmos que vinham da sua pélvis, e ainda sem querer sair de dentro dela. Consegui ouvir as batidas fortes do seu coração e ela ainda ofegava. tinha um sorriso encantador nos lábios.
Me movi lentamente para beijá-la, e senti mais um espasmo vindo dela. Ela fechou os olhos e riu mais.
- Acho que agora sei o que é um orgasmo múltiplo. – sussurrou.
Eu sorri e beijei seus lábios, feliz por ter proporcionado tanto prazer a ela.
Me virei sobre a cama para ficar ao seu lado, retirei o preservativo e ela se virou para ficar de frente pra mim. Me olhou fixamente e contornou meus lábios com a ponta dos dedos.
- Eu amo você. – disse.
- Eu também amo você. – respondi com todo sentimento que pulsava em mim e a beijei outra vez antes de me recostar na cama e colocá-la aninhada sobre o meu peito.
Afaguei seus cabelos e, pouco depois, pegamos no sono, abraçados um ao outro.

Capítulo 7 – Amanhecendo

’s POV

Estiquei meus braços preguiçosamente, saindo devagar do sono mais profundo e reconfortante que já tive em muito tempo. Ainda enroscada nos lençóis, tateei a cama à procura dele, mas estava vazia.
Abri os olhos e notei um lindo botão de rosa vermelha pousada sobre uma folha de papel em cima do travesseiro ao meu lado. Sentei e li o papel.

"Você estava tão linda dormindo que não quis te acordar.
Aproveite mais estes minutinhos para descansar, pois ainda temos o dia todo para ficarmos juntos.
Beijos, Rob"


Um sorriso automaticamente se abriu nos meus lábios e me perguntei se ainda era possível voltar a dormir depois de saber do dia maravilhoso que me esperava. Claro que não dava mais pra dormir.
Levantei, deixando a minha rosa e o bilhete sobre o móvel ao lado da cama, e me dirigi ao banheiro para tomar um banho rápido. Quando terminei, enxuguei-me com uma toalha que estava sob a bancada e vesti apenas a camisa que Rob havia usado ontem à noite, com a intenção de esperá-lo mais confortavelmente. A camisa mal cobria a parte de cima do meu corpo, mas não me importei, porque o tecido ainda estava impregnado com o cheiro embriagante dele e isso era motivo suficiente para não trocá-la pelo meu vestido.
Fui até a varanda do quarto e fiquei admirando o céu azul claríssimo, enquanto sentia a brisa fresca da manhã passar pelo meu rosto. Pouco depois, ouvi a voz de Rob, vinda da porta do quarto.
- ?
- Estou aqui, Rob.
Andei alguns passos de volta ao quarto e avistei Rob parado perto da soleira. No mesmo instante em que me viu, seus olhos se arregalaram e desceram para admirar minhas pernas nuas. Não contive um risinho de satisfação.
- Bom dia. – falei.
- É... Bom dia. – ele piscou algumas vezes como se estivesse saindo de um transe. Apertei os lábios para não rir mais.
- Espero que não se importe por eu estar usando a sua camisa. – me aproximei falando com uma voz mais manhosa - Não quis vestir meu vestido agora.
- Não me importo. Pode usar sempre que quiser. – de repente, ele me puxou para junto de seu peito e sussurrou – Esta camisa fica melhor em você do que em mim.
O calor do hálito dele atingiu a pele do meu pescoço e eu arfei. Ah, isso era golpe baixo, mas eu não podia fazer nada, além de fechar os olhos me sentindo embriagada com o aroma que exalava da sua boca. Quando dei por mim, ele já estava me beijando com paixão, com desejo queimando em sua língua. Eu me entreguei completamente, jogando meus braços em volta do seu pescoço, enquanto ele deslizava as mãos debaixo da minha camisa - ou melhor, a camisa era dele, mas isso não importava, porque eu só conseguia pensar que seus dedos passeavam por mim deixando um rastro de fogo e levando embora meu raciocínio e a minha sanidade também.
Os lábios dele passaram a percorrer meu queixo e pescoço, depositando beijos em todo o caminho. Depois, senti os beijos subirem pela lateral meu do pescoço e ele chegou à minha orelha.
- Eu devia te levar pra tomar café da manhã agora – a voz rouca no meu ouvido me fez suspirar –, mas acho que podemos esperar mais um pouco - eu sorri. Era tudo que eu precisava ouvir.
Mas agora era a minha vez de tomar as rédeas da situação.
Eu o empurrei sobre a cama, engatinhei sobre ele, olhando dentro de seus olhos azuis que brilhavam de expectativa. Sentei-me sobre suas pernas, ficando de frente para ele, e comecei a abrir os botões da camisa. Ele sorriu satisfeito com o que via, mas ficou de boca aberta quando parei no terceiro botão.
- Não me olha assim. – brinquei – Só tenho uma peça de roupa e você está completamente vestido. É tão injusto. – ele riu.
- Vamos corrigir isso.
Rob retirou os tênis com os próprios pés, e eu o ajudei a retirar a camiseta. Deslizei minhas mãos sobre o tórax dele e beijei cada pedacinho da pele branca que revestia os músculos esculpidos com perfeição. Ele era tão lindo e gostoso que devia ser até crime e eu suspirava só de vê-lo.
Continuei distribuindo beijos por todo o caminho daquele corpo perfeito até que, finalmente, meus lábios e meus dedos alcançaram o cós do jeans. Abri o botão devagar e fiquei em êxtase quando o senti pulsar de excitação. Numa fração de segundo, ele me agarrou e me beijou de maneira ensandecida. Me virou sobre a cama, abriu os últimos botões da camisa que eu vestia e deslizou um dedo no espaço entre meus seios, como se fosse uma pluma... O mínimo toque me deixou completamente arrepiada e ainda mais excitada – Oh sim, ele me enlouquecia! - Rapidamente, desci a camisa pelos meus braços enquanto ele retirou sua própria calça, levando junto a boxer branca. Rob se atirou sobre mim, beijando meus seios e contornando os mamilos com a língua. Me agarrei nos lençóis de tanto prazer e puxei o rosto dele para beijá-lo outra vez. Minha língua invadiu os lábios dele no mesmo instante que senti sua excitação me pressionar mais. Ofeguei e mordi seu lábio inferior.
- ... - ele gemeu baixinho.
Nessa hora, pude sentir que ele queria tanto quanto eu que nos uníssemos num só. Mas – ao contrário de mim – ele não se rendia fácil, e suas mãos continuaram procurando, reconhecendo e estimulando todos os pedacinhos e contornos do meu corpo. Eu o segui, fazendo carinhos no corpo dele, e me encantando com o seu peito forte e as costas largas que arqueavam a cada toque mais ousado. Logo nossas respirações pesadas se misturavam e eu já estava tonta, desesperada para senti-lo por inteiro.
- Oh Rob... – a minha voz era apenas um sussurro, uma súplica pra que ele me possuísse.
Ele entendeu. Esticou-se até o móvel ao lado da cama para pegar um preservativo, colocou, e agarrou minhas pernas, posicionando-se no meio. Oh céus! Tive que morder os lábios para abafar um gemido alto que ameaçou sair no exato momento em que o corpo dele se encaixou no meu. Ele pousou a mão no meu rosto e me beijou, ao mesmo tempo em que começou a se movimentar dentro de mim, lenta e profundamente.
Meu corpo se moldava perfeitamente ao dele a cada investida, e a cada movimento eu me sentia mais extasiada por saber que ele me completava de uma maneira surreal. Essa mistura de desejo e sentimento pulsava e aguçava nossos sentidos de tal forma, que em pouco tempo nós dois já gritávamos de prazer.
Inesperadamente, ele me puxou, colocando-me sentada sobre ele e me fazendo tomar controle de tudo. Aproveitei para dar mais prazer a ele e comecei a me movimentar num ritmo cadenciado, quase rebolando. Ele gemeu mais e acelerou os movimentos enquanto me beijava. Vários espasmos me dominaram e me fizeram aumentar mais nosso ritmo, até que fomos completamente dominados por um prazer total e avassalador.
Rob me abraçou e nos deitou na cama, posicionando nossos corpos de frente um para o outro. Tive outro espasmo forte e sorri, aproveitando a sensação maravilhosa. Ele acariciou meu rosto e riu divertido.
- Parece que os orgasmos múltiplos vão se tornar freqüentes.
- Hum, tomara que sim. Depois que os conheci, não vou mais conseguir viver sem eles. – sorri e me aconcheguei junto dele – Mas tudo isso me deixou faminta...
- Temos uma mesa de café da manhã nos esperando ali na sala. Mas, a essa altura, nosso café já deve estar gelado.
- Foi isso que você fez enquanto eu dormia? – perguntei admirada. Ele não para de me surpreender.
- Sim, imaginei que você iria acordar com tanta fome quanto eu, e saí para comprar algumas coisas. Só não imaginei que você estaria com fome de outra coisa também... – ele soltou uma risada.
- Ei, foi você que me olhou como se quisesse me devorar!
- Okay, admito. Nós dois estávamos com fome de outras coisas.
Rimos juntos nos divertindo com a situação e então ele perguntou.
- Ainda quer café gelado?
- Claro que sim – respondi – Não posso recusar um café da manhã preparado por você. – E completei mentalmente: Só se eu fosse louca.
Saímos da cama e ele vestiu a boxer, enquanto eu vestia a camisa dele outra vez. Seguimos para a sala onde nosso café da manhã nos esperava.


Robert’s POV

Era muito cedo quando despertei e percebi deitada ao meu lado, enrolada apenas nos lençóis brancos. Ela estava mais linda do que nunca, imersa num sono profundo, o rosto com a expressão mais doce que já vi. As pernas longas e grossas estavam ligeiramente expostas numa visão tentadora que me fez querer acariciá-las. Mas me segurei. Ao invés de perturbar seu sono angelical, resolvi providenciar nosso café da manhã, já que a minha última refeição foi sushi e isso não me deixa alimentado por muito tempo.
Saí da cama, tomando o cuidado de não acordá-la e fui até a cozinha em busca de algo para comermos. Como eu já esperava, não havia nada comível na geladeira e eu tive que sair para comprar alguma coisa. Antes, vesti uma camiseta, jeans e tênis, e deixei um bilhete ao lado da , para tranqüilizá-la caso acordasse e não me encontrasse.
Passei na Starbucks mais próxima, comprei copos grandes de café expresso e vários pães salgados e doces. Como não sabia o que ela gostava de comer logo cedo, achei que era bom comprar também algumas frutas, sucos, leite... essas coisas, e em seguida voltei para meu apartamento. Arrumei rapidamente a comida na sala de jantar, aproveitando para colocar mais umas rosas na mesa (recomendações da Ashley e da . Elas também me ajudaram a arrumar o apartamento ontem para recebê-la e como elas são 10 vezes mais exageradas do que eu pensava, me fizeram comprar a floricultura inteira e encher a casa toda de velas perfumadas. Mas, confesso, ver o sorriso encantado no rosto da valeu qualquer esforço).
Quando terminei de colocar tudo na mesa, fui ao meu quarto para vê-la, mas parei diante da porta, percebendo que ela já não estava mais na cama.
- ? – chamei.
- Estou aqui, Rob.
Ela veio da varanda e não tive como não reparar nas curvas das suas pernas totalmente nuas debaixo da camisa. Ao andar, ela rebolava suavemente, exibindo aquelas coxas tentadoras.
- Bom dia. – ela disse rindo e talvez percebendo que eu estava com cara de idiota, babando por ela.
- É...- me esforcei pra falar. - Bom dia.
Ela se aproximou mais e falou com voz doce e sedutora.
- Espero que não se importe por eu estar usando a sua camisa. Não quis vestir meu vestido agora.
- Não me importo. Pode usar sempre que quiser. – Como eu poderia me importar? Seu corpo lindo coberto apenas por alguns centímetros de tecido era tão naturalmente sexy que eu só podia querer que ela vestisse aquilo todos os dias. - Esta camisa fica melhor em você do que em mim. – sussurrei, puxando-a para mais perto de mim.
fechou os olhos e eu a beijei apaixonadamente. Ela jogou os braços em volta do meu pescoço, enquanto eu deslizava as mãos debaixo da camisa, percorrendo meus dedos em toda a extensão da pele macia e quente de suas costas. Meus lábios começaram a explorar a curva do seu queixo e continuaram descendo pela lateral do seu pescoço.
De repente, me lembrei do motivo pelo qual eu vim chamá-la – o café, que já devia estar esfriando – mas simplesmente não dava pra parar de beijá-la agora. O instinto de tê-la pra mim era maior.
- Eu devia te levar pra tomar café da manhã agora – disse e eu podia senti-la arfar enquanto sussurrava em seu ouvido –, mas acho que podemos esperar mais um pouco.
sorriu, maliciosa, e me empurrou sobre a cama, deixando bem claro que era a vez dela tomar controle de tudo. Ela se esgueirou suavemente sobre mim, olhando dentro dos meus olhos, e mal me contive, esperando pra ver o que ela faria. Ela sentou sobre minhas pernas e começou a abrir os botões da camisa lentamente. Sorri satisfeito, assistindo aos movimentos sensuais daquela mulher linda se insinuando pra mim.
Mas, hã? Do nada, ela parou no terceiro botão! Ela só pode tá brincando comigo...
- Não me olha assim. – disse num tom divertido – Só tenho uma peça de roupa e você está completamente vestido. É tão injusto.
Eu ri e entrei na brincadeira dela.
- Vamos corrigir isso.
Retirei meus tênis, chutando-os em qualquer lugar, e puxei a camiseta, sentindo as mãos delicadas dela sobre meu tórax. Ela foi beijando todo meu peito, me deixando louco de vontade de atacá-la e fazê-la minha. Novamente, me segurei, para deixar que ela ficasse no controle agora, e eu poderia só aproveitar tudo.
Sua boca desceu pelo meu tronco e, finalmente, alcançou o cós da minha calça. Quando senti os dedos dela por cima do jeans, eu quase pirei de tesão e - não resisti - virei seu corpo sobre a cama e abri os últimos botões da camisa. Ah, a pele dela era tão convidativa que eu tive que parar um segundo para senti-la com a ponta dos meus dedos, fazendo ela se arrepiar.
Assim que retiramos o que restava das nossas roupas, eu corri para beijar seus seios redondos e perfeitos, aproveitando para brincar com a minha língua nos seus mamilos. Ela fincou as unhas no lençol e o beijo que ela me deu depois fez meu “amigo” enrijecer mais. Pra completar, ela deu uma mordidinha meu lábio me fazendo gemer o nome dela.
E, mais uma vez, meu corpo deu sinais do quanto a queria.
Não tem como negar, ela me deixa maluco. Mas ainda não era a hora de chegar às vias de fato, eu ainda tinha que aproveitar para fazê-la enlouquecer de prazer.
Continuei acariciando cada parte das suas curvas, e ela fez o mesmo comigo. Em pouco tempo, estávamos os dois arfando, quase não nos agüentando de desejo.
- Oh Rob... – ela sussurrou, implorando para que eu a possuísse.
Claro que obedeci aos desejos dela. Eu também não conseguia mais pensar em outra coisa que não fosse eu dentro dela.
Coloquei uma camisinha e agarrei suas pernas, me colocando bem no meio. Tomei seu rosto e beijei profundamente, ao mesmo tempo em que comecei a me movimentar devagar, sentindo a melhor sensação que existe: a de completá-la.
Antes que pudéssemos chegar lá, eu ainda queria vê-la com o controle de tudo, e então a puxei para colocá-la sentada sobre mim. Ela começou a rebolar, fazendo um movimento tão sensual e gostoso que me fez gemer cada vez mais alto. Em pouco tempo, nossos corpos explodiram num orgasmo absoluto.
Nos coloquei deitados na cama, de frente um para o outro, e sorri quando percebi que ela teve mais um espasmo de prazer.
- Parece que os orgasmos múltiplos vão se tornar freqüentes. – falei fazendo um carinho no seu rosto corado.
- Hum, tomara que sim. Depois que os conheci, não vou mais conseguir viver sem eles. Mas tudo isso me deixou faminta... – ela disse se aconchegando em mim.
- Temos uma mesa de café da manhã nos esperando ali na sala. Mas, a essa altura, nosso café já deve estar gelado.
- Foi isso que você fez enquanto eu dormia?
- Sim, imaginei que você iria acordar com tanta fome quanto eu, e saí para comprar algumas coisas. Só não imaginei que você estaria com fome de outra coisa também... – não pude deixar de rir, lembrando que ela estava linda se insinuando pra mim.
- Ei, foi você que me olhou como se quisesse me devorar! – ela protestou.
- Okay, admito. Nós dois estávamos com fome de outras coisas. – brinquei e então, rimos um para o outro. Depois, perguntei:
- Ainda quer café gelado?
- Claro que sim. – ela respondeu prontamente - Não posso recusar um café da manhã preparado por você.
Peguei sua mão para ajudá-la a levantar da cama e, rapidamente, nos vestimos e fomos para a sala tomar nosso café da manhã.


Capítulo 8 – Rosas e geléia

’s POV

Rob e eu chegamos à sala e logo dei de cara com a linda mesa de café da manhã repleta de pães, geléia, frutas, café, suco... Tudo deliciosamente decorado por rosas vermelhas como as que estavam pela casa.
- Uau... Tá querendo me impressionar?
- Funcionou? – ele perguntou sorrindo.
- Com certeza. Mas, depois, não reclame se eu ficar mal acostumada...
- Prometo que não vou reclamar – disse-me e beijou a pontinha do meu nariz – Por onde quer começar?
- Hum, que tal aquecermos o café?
- Boa idéia. O suco também precisa de um pouco de gelo – ele concordou e, juntos, tratamos de dar um jeito no nosso café da manhã.
Rob adicionou alguns cubos de gelo ao suco de laranja e eu peguei os expressos da Starbucks, despejei em xícaras, e coloquei para reaquecer no microondas. Depois que voltamos para nos sentar à mesa, eu peguei algumas uvas e fiquei comendo uma a uma, enquanto esperava o café ficar pronto. Rob preparou uma torrada com manteiga e geléia e mordeu um pedaço enorme, parecendo mesmo estar com muita fome. Eu ri quando vi um pouquinho de geléia de morango deslizar no cantinho dos lábios dele.
- O que foi? – ele perguntou notando que eu o olhava.
- Isso – e beijei o lábio lambuzado. Ele riu.
- Gosta de geléia?
- Sim, e esta é especialmente saborosa.
- Deixe-me ver... – ele passou geléia nos meus lábios e lambeu cada milímetro da minha boca, finalizando com uma mordidinha. Estremeci com a sensação enormemente excitante.
- É muito gostoso mesmo – ele disse. E eu tive que me conter para não atacar aquela boca deliciosa com fúria.
Que é isso, meu Deus? Eu devo estar virando uma maníaca sexual, porque mesmo que nós tivéssemos acabado de transar, eu já me sentia incendiando de vontade de me atirar sobre ele de novo!
Sem querer, meus olhos caíram para a boxer dele e – Oh My God! – o “volume” denunciava que não era só eu que estava “animada” outra vez...
De repente, o bip do microondas me salvou de meus pensamentos libidinosos que envolviam Robert e um pote de geléia. Num salto, fui até a cozinha, retirei as xícaras quentes do aparelho e coloquei sobre a pia. Respirei fundo, tentando pôr o juízo no lugar. Mas antes que eu pudesse me recuperar, fui surpreendida com os braços dele envolvendo minha cintura.
- Não fuja de mim – ele sussurrou com os lábios roçando no meu pescoço. Senti um arrepio me percorrer dos pés a cabeça, e agora não dava mais pra segurar.
- Nunca – disse, me virando para ele, e me rendendo ao desejo.
Eu o beijei e o abracei com toda força que eu tinha. Rob abriu a minha camisa, quase arrancando os botões, e retirou sua boxer; enquanto eu beijava, mordiscava seu pescoço e arranhava suas costas.
Subitamente, senti um líquido frio escorrer em meu pescoço e deslizar pelos meus seios. Surpresa, olhei para ele que me deu um sorriso torto cheio de malícia.
- Adorei seu gosto misturado ao morango – murmurou e inclinou-se para lamber todo o trajeto besuntado no meu corpo. Oh sim, ele teve a mesma idéia que eu.
Sua língua quente desceu pelos meus seios, me provocando um formigamento nos locais onde se demorava. Ele limpou cada vestígio de doce que estava na minha pele e, no breve instante em que cessou os carinhos, aproveitei para me deliciar também com o sabor de sua pele lambuzada de geléia. Derramei um fio da calda vermelha que desceu do lábio inferior até a virilha, mas não me detive em seguir o trajeto: lambi e beijei em pontos alternados, ora subindo para seu rosto, ora me aproximando do seu "amigo". Ele gemia cada vez que meus lábios ameaçavam descer para a região abaixo da barriga. Quando minha boca foi de encontro ao último ponto do caminho – o ponto que ele tanto esperava - senti o corpo dele estremecer. Dediquei muitos beijos e carinhos ali, dando prazer a ele... E, sem dúvidas, isso me deixava louca de desejo também.
Mas, de repente, ele puxou meu rosto e me beijou, antes de sussurrar:
- Minha vez...
Rob me ergueu, colocando-me sentada sobre a mesa de mármore da cozinha. Lambuzou minha barriga com a calda doce e deixou que escorresse um pouco em direção ao meu sexo – só a expectativa de sentir a boca dele descendo pela região me fez ofegar. Ele percorreu a língua suavemente para baixo e meus dedos estavam em seu cabelo e suas costas, acariciando-o e incentivando-o a continuar. Eu parei de respirar quando seus lábios chegaram “lá”.
- Hummm... – gemi alto quando senti a sua língua ávida me invadir.
Rob continuou a me estimular, me provocando um calor intenso que percorreu meu corpo todo. Em pouco tempo, eu já estava quase convulsionando de prazer, mas mesmo que estivesse enlouquecedoramente maravilhoso, eu queria sentir isso junto com ele.
- Rob... eu... vou... – falei gemendo e já quase perdendo o último fio de razão.
No mesmo instante, ele levantou o rosto e sussurrou com uma voz rouca absurdamente sexy.
- Ainda não, meu amor. Quero que você goze me sentindo dentro de você.
Juro que quando eu ouvi isso ficou ainda mais difícil me segurar, mas valia muito à pena agüentar um pouquinho só para senti-lo me possuir outra vez.
Ele me beijou profundamente, enquanto colocava uma camisinha – que eu nem havia notado que ele tinha trazido – e se posicionou dentro de mim. Minhas pernas enlaçaram seus quadris e ele espalmou as duas mãos no meu bumbum para me puxar mais. Ele investia em mim com força, com vontade, enquanto sua boca envolvia um dos meus seios, me causando ondas de êxtase incontroláveis. O ritmo frenético de nossos corpos só cessou quando soltamos um gemido alto de prazer.
- Nossa! – eu disse, sentindo uma dormenciazinha gostosa dominar minhas pernas.
- Aham... – foi tudo que ele conseguir responder e apoiou a cabeça sobre meu ombro enquanto tentava estabilizar a respiração.
Passei minhas mãos sobre o rosto dele para enxugar um pouco do suor e aproveitei para admirar as feições do seu rosto. Memorizei cada traço da sua face perfeita: as bochechas estavam mais avermelhadas, assim como os lábios, a pele estava molhada de suor e ele respirava pesadamente... Engraçado como até cansado e suado ele parecia ainda mais lindo.
Rob levantou o rosto para me olhar, colocou uma das mãos no meu rosto, afagando minha bochecha, e me beijou com muito carinho. Depois, nossos olhos se encontraram e ele sorriu.
- Se ficarmos neste apartamento o dia todo, vamos morrer de tanto fazer sexo. - eu ri e balancei a cabeça em concordância. Já estava provado que era impossível ficarmos juntos sem que terminássemos um rolando sobre o outro, como se mais nada existisse. Nosso café da manhã, mais uma vez esquecido, era um bom exemplo disso.
- E vamos morrer de fome também. – completei – Não se esqueça que deixamos nosso café da manhã de lado outra vez.
- Não é verdade... – ele apontou para o potinho de geléia.
- Ah é, esqueci que usamos um ao outro de pratinho de sobremesa – ele deu uma risada e estendeu a mão para me ajudar a descer da mesa.
- Já que pulamos direto para sobremesa, talvez devêssemos pular o café da manhã e irmos almoçar em algum lugar. O que você acha?
- Acho ótimo. Só assim comeremos algo mais decente que geléia.
- Eu comi algo decente... – ele se inclinou para sussurrar no meu ouvido – Você é decente. – e me deu um beijinho estalado na bochecha.
Pronto. Morri.
Ele disse mesmo isso que eu ouvi?
Senti minhas bochechas queimarem de vergonha e desviei o olhar dele, olhando para meus próprios pés. Rob ergueu meu queixo delicadamente.
- Você fica tão linda envergonhada... Estou pensando seriamente em te levar para aquele quarto outra vez e te deixar sem comer mais algumas horas – ela falou se divertindo com a minha expressão sem graça.
Ao invés de ficar mais envergonhada, eu fiquei mais entusiasmada com a proposta de um dia inteirinho com ele naquela cama imensa. Mas, infelizmente, a minha barriga protestou.
- Eu adoraria passar o resto do dia com você naquele quarto, mas acho que se eu não comer logo, vou desmaiar de fome...
- Concordo, eu também tô morto de fome. Mas... na volta, você não me escapa.
- E quem disse que eu quero escapar? – sorri e pisquei pra ele – Mas antes... estamos merecendo um banho né? Ainda tem geléia em lugares bem estranhos do meu corpo.
- Eu posso cuidar disso – ele disse me dando um olhar cheio de segundas intenções, ao mesmo tempo em que me tomou nos braços, me levando até o banheiro, onde tivemos, mais uns momentos quentes debaixo da água morna.
Antes de sairmos do apartamento, guardamos na geladeira tudo que estava sobre a mesa da sala. Fiquei um pouco chateada por não ter desfrutado do café que ele preparou pra nós, mas depois admiti que foi por uma boa causa – uma ótima causa, na verdade ;) – e anotei mentalmente que retribuiria o café em outra ocasião.


Capítulo 9 – Zafrina

’s POV

Era pouco mais de meio-dia quando chegamos ao The Grill on The Alley. Rob disse que me levou para lá porque é um restaurante aconchegante e reservado que ele conhecia bem. Ele agora estava com seu visual despojado de sempre: vestia camiseta branca debaixo da camisa xadrez aberta, tênis, e jeans velhos. E eu estava usando skinny, sapatilhas bailarinas e uma blusa clara que vesti numa passagem relâmpago ao meu apartamento. Por sorte, as garotas não estavam em casa – deviam ter saído pra almoçar – porque eu sabia que quando as encontrasse eu não seria poupada de uma rajada de perguntas sobre o meu encontro com Rob.
Sentamos numa das mesas mais afastadas do grande salão bem iluminado e Rob falou com um garçom sorridente com bastante intimidade. De imediato, ele pediu refrigerantes e um prato de guarnições para comermos antes dos nossos pedidos ficarem prontos. Depois que o garçom se afastou, Rob e eu ficamos conversando até que ouvimos alguém se aproximar.
- Rob! Que surpresa te encontrar aqui antes de 3 horas da tarde.
Quase não acreditei quando vi Kristen Stewart se aproximando da nossa mesa. Ela sorria e a voz continha um misto de diversão e ironia.
- Não exagera, Kiki – Rob disse com um sorriso e se levantou para cumprimentá-la.
Ela o abraçou por uns demorados segundos que o deixaram estranhamente desconcertado. Ele se desvencilhou do abraço dela e olhou para mim.
- Deixa eu te apresentar, esta é a .
Estendi a mão para cumprimentá-la e ela aceitou me dando um risinho de canto de boca.
- A garota que vai fazer a Zafrina, certo?
- Sim, sou eu mesma – sorri e notei que ela me olhou de cima a baixo.
- Hum, Rob, você não perde tempo, hein? – ela disse soltando uma risada e deixando Rob e eu totalmente sem jeito.
- Kiki, não é isso que você está pensando... – Rob disse e ela simplesmente gargalhou.
- Calma, Rob. Eu tô brincando – e sussurrou – Não se preocupe, não vou contar aos produtores...
- Kristen! – ele a repreendeu bruscamente.
- Okay, okay... – e virou-se pra mim – Foi um prazer conhecê-la, . Acho que nos veremos de novo em breve, né? – ela sorriu, mas o riso não alcançou seus olhos.
- Claro, Kristen. Foi um prazer conhecer você também.
Mal falei e ela se virou e saiu. Eu tinha conhecimento de que, às vezes, ela era meio estranha e impulsiva demais ao falar, mas isso tinha sido muito mais esquisito do que jamais pude imaginar.
- Não ligue pra ela, . Kiki fica meio louca quando bebe.
- Tudo bem, eu não ligo. Mas o que era aquilo que ela falou sobre os produtores?
- Nada demais – ele deu de ombros – Só uma recomendação boba da produtora sobre sermos vistos publicamente com outras pessoas.
- Ser visto comigo pode te trazer alguma complicação? – perguntei e talvez minha voz tenha saído um pouquinho mais alterada do que deveria.
- Claro que não. É apenas uma grande bobagem de mídia, mas isso não tem nada a ver conosco.
- Rob, mas se houver algum problema, por favor...
Ele me interrompeu colocando o dedo indicador sobre meus lábios.
- , amor, não há problema nenhum. Eu quero ficar com você e é só isso que importa. – ele fez uma pausa e olhou dentro dos meus olhos – A menos que você não queira...
- É claro que quero ficar com você, Rob. Não tenha dúvidas disso. – falei ao mesmo tempo em que acariciava a mão dele que ainda estava no meu rosto. Como ele ainda podia ter dúvidas do quanto eu queria estar com ele? Às vezes, eu tinha a nítida impressão de que isso estava impresso na minha cara.
Rob soltou um suspiro de alívio e abriu um daqueles meio-sorrisos que deixam qualquer uma de pernas bambas.
- Pense bem, . Agora você terá que me aturar. – falou rindo e se aproximando da minha boca. O perfume quente do seu hálito chegou à minha língua e, de repente, minha sanidade se esvaiu outra vez.
- Humrum – murmurei tentando forçar as palavras a saírem – Eu topo o desafio de te aturar – e, no mesmo segundo, nossas bocas se encontraram. Ele me beijou de um jeito doce, acariciando a minha nuca e me permiti derreter nos seus braços. Sorte nossa que o restaurante não tava lotado, porque assim pudemos aproveitar desse beijo sem que o resto do mundo nos incomodasse.
Alguns instantes depois, Rob separou nossos lábios, ofegante, encostou sua testa na minha, e sussurrou:
- Agora, você é minha... namorada? – Ele perguntou meio hesitante, e o jeito que ele disse soaria muito engraçado se não fosse tão fofo.
- Isso é legal de ouvir. Pode repetir? – falei num tom de brincadeira, mas meu pedido era sincero. Era maravilhoso ouvir o som da voz rouca dele me chamando de namorada. Rob riu e inclinou o rosto para encostar os lábios na minha orelha.
- Minha namorada, minha ...

Robert’s POV

Eu poderia passar o dia repetindo no ouvido dela que ela era minha namorada, meu amor, a garota mais doce e surpreendente que já conheci. Mas quem precisa ficar falando quando se pode demonstrar isso com beijos, carícias e tudo mais? Certo. Menos, Robert, aquele era um local público. E, de certa forma, era até bom que tivéssemos saído um pouco do meu apartamento ou morreríamos mesmo de tanto transar e sem comer nada. Quer dizer, quase nada, a geléia de morango foi muito útil hoje...
E tudo estaria perfeito se a Kiki não tivesse vindo colocar minhocas na cabeça da com história da produção controlar nossa exposição. Eu achava aquilo tudo uma grande bobagem! Tudo pra não quebrar a magia de Edward e Bella... Rá! Como se Kiki e eu realmente namorássemos. Somos bons amigos e só. Claro, não vou negar, ela é linda, e até já rolou umas coisas entre a gente, mas nada sério. E agora que estou com a minha , as outras garotas do mundo se tornaram apenas as outras garotas do mundo.

Assim que devoramos o almoço, rodamos pelas ruas de Los Angeles e mostrei a ela um pouco dos lugares bacanas que eu conheço da cidade. Depois do passeio, voltamos para meu apartamento, e agora, com as energias recuperadas, passamos o resto da tarde enroscados um no outro, entre sexo, carícias e conversas agradáveis.
Com ela, as coisas se tornam indescritivelmente prazerosas. Quando estamos juntos o tempo pára e tudo fica descomplicado. Eu me esquecia do mundo e era apenas eu mesmo, curtindo ótimos momentos com minha garota. Mas tem uma hora que é preciso voltar à realidade e isso implica dizer voltar ao trabalho.
Durante a penúltima semana pré-viagem a Vancouver, conseguimos nos ver algumas vezes, dentro e fora dos estúdios. Apesar de nos encontrarmos muito no prédio da produtora, estava ficando muito difícil termos um tempo só pra nós. Tínhamos que nos dividir entre trabalho, incluindo pré-divulgação do filme, e algumas escapulidas para nos vermos. Poucas pessoas sabiam que estávamos juntos, afinal não era hora de termos problemas com a Summit. Mas nós não víamos grandes problemas nisso, eram só alguns meses namorando escondido e depois que acabasse o filme não haveria contrato que me impedisse de aparecer onde eu quisesse com a minha namorada. Ashley nos ajudava, nos acobertando, quando alguém notava nossa falta. E foi numa dessas vezes que ela me arrastou para o setor dos figurinos, dizendo que uma surpresa me esperava. Ashley e suas surpresas... Sorri constatando que às vezes ela parecia mais maluca que a própria Alice.
Quando entrei no galpão que abrigava o setor de roupas, eu dei de cara com uma silhueta feminina que eu conhecia perfeitamente, vestindo uma calça rasgada de couro escuro e um top também de couro, tão colados no corpo que pareciam uma pintura sobre a pele. Ela estava de costas, arrumando os longos cabelos.
- , adivinha quem veio te ver... – Ashley falou e a voz dela era só empolgação. virou-se, ficando de frente pra nós, e quando me viu, ela me deu aquele sorriso luminoso e sapeca que só ela tem.
Eu tenho certeza que eu estava de queixo caído, babando pela minha garota linda que mais parecia uma deusa selvagem.
- Gostou da minha roupa? – Ela disse num sussurro cheio de malícia e deu uma voltinha para mostrar a roupa melhor.
Olhei mais atentamente, só então percebei que ela estava vestida de Zafrina. Meu corpo começou a se excitar com a visão e com os milhões de possibilidades de agarrá-la.
- Adorei – respondi já prevendo que iríamos nos divertir muito nos bastidores desse filme.


Continua...


N/A: Queridas!!! Senti a falta de vcs!!!! :)
Depois de milhões de anos sem postagem, tô de volta e com att dupla para compensar! rsrsrs
Bem, estive enrolada com um monte de trabalhos da faculdade e ainda por cima com um danado de um bloqueio de escritor que atrapalhou muito na hora de redigir e ainda deixou os capitulos assim...meio fraquinhos, na minha opinião.
Mas no próximo capítulo começam as gravações de Amanhecer! Então, as coisas vão começar a ficar mais agitadas...
Eu sei que estou em falta com vcs, mas pliiiiiis, comentem bastante! Digam o que acham e recomendem a fic!!!!
Beijos =*